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ONU afirma que primeira metade de 2015 teve os “seis meses mais quentes alguma vez registados”

07 21 2015Water SudanDe janeiro a junho de 2015, a temperatura média global sobre superfícies terrestres e marítimas foi a mais quente alguma vez registada, alertou hoje a Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas apontando para novos picos de temperatura em todo o planeta em junho com ondas de calor no Sul da Ásia, Europa e Estados Unidos.

Nos últimos seis meses, a temperatura média foi 0,85ºC acima da média do século XX de 15,5ºC, afirmou numa conferência de imprensa em Genebra, Clare Nullis, porta-voz da OMM, acrescentando que o maior problema era que o aquecimento do oceano estava constantemente a aumentar de acordo com os dados fornecidos pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos E.U.A. (NOAA).

De facto, a média da temperatura global da superfície do mar de +0,65ºC deste ano, foi a mais alta para janeiro a junho alguma vez registada, ultrapassando o recorde anterior de 2010 por 0.04ºC, afirma um comunicado de imprensa. Os registos datam até 1880.

Junho de 2015 marca o terceiro mês este ano que quebrou o recorde de temperatura mensal, juntamente com março e maio. As altas temperaturas desencadearam alertas de calor como ondas de calor concentradas em lugares como a Áustria, Espanha e Austrália. Além disso, temperaturas insuportáveis mataram centenas de pessoas na Índia e Paquistão no último mês.

A OMM observa que os outros meses de 2015 não ficaram muito atrás: janeiro e fevereiro foram respetivamente os segundos mais quentes comparativamente a outros anos e abril foi o quarto mais quente.

 “A maioria das áreas terrestre do mundo registou temperaturas mais quentes do que a média. Estas regiões incluem quase toda a Eurásia, América do Sul, África e a América do Norte Ocidental, com recordes de calor em todas estas áreas. Toda a Austrália registou mais calor do que o normal”, afirma o comunicado de imprensa da OMM.

Os Balcãs e a Europa do Sul permanecem com risco de ondas de calor, afirmou Clare Nullis, explicando que havia alertas vermelhos para a Hungria, partes da Bósnia-Herzegovina, Croácia, Sérvia e sul da Suiça. Nos Estados Unidos,  a onde de calor que tem afetado as áreas de Leste do país iria continua hoje, com temperaturas entre os 37,8 a 43,3 graus celsius”

As temperaturas extremamente altas que caracterizaram os últimos seis meses como os mais quentes alguma vez registados, desenvolveram-se antes do desenvolvimento do El Niño, que teve um impacto geral nas temperaturas. O Escritório Australiano de Meteorologia indicou que havia probabilidades do El Niño fosse mais intenso e deveria se prolongar até 2016.

O Serviço Nacional Americano de Meteorologia e Previsão Climática disse a 9 de julho que havia uma hipótese de 90 por cento que o El Niño continuasse no Hemisfério Norte no Inverno de 2015-2016 e uma chance de 80 por cento que durasse até ao início da primavera de 2016.

A OMM utiliza uma combinação de dados para compilar o seu Comunicado Anual sobre o Clima. O Comunicado provisório de 2015 será lançado em novembro de 2015.

Apenas há três semanas, a OMM juntou-se à Organização Mundial de Saúde (OMS) para lançar uma série de novas orientações que visam abordar os riscos de saúde causados pelo número crescente de ondas de calor cada vez mais intensas causadas pelas alterações climáticas.

As orientações, intituladas de “Ondas de Calor e Saúde: Guia de Desenvolvimento de um Sistema de Alerta, procuram alertar decisores políticos, serviços de saúde e público em geral através de um desenvolvimento sistemático de sistemas de alerta prévio de ondas de calor, que por sua vez poderão prevenir os efeitos de tempos extremos na saúde.

21 de julho de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC

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