Segunda, 20 Novembro 2017
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ONU celebra primeiro Dia Mundial da Ajuda Humanitária recordando vítimas de atentado de Bagdade

A ONU celebrou o primeiro Dia Mundial da Ajuda Humanitária prestando homenagem aos trabalhadores humanitários no mundo inteiro e prometendo redobrar os esforços da comunidade internacional para prestar assistência às pessoas que dela carecem.

No ano passado, a Assembleia Geral proclamou 19 de Agosto Dia Internacional da Ajuda Humanitária para comemorar o ataque de 19 de Agosto de 2003 contra o Hotel Canal em Bagdade, o qual causou a morte a 22 membros do pessoal das Nações Unidas, incluindo o então Chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque, Sérgio Vieira de Mello, e fez mais de 150 feridos.

Ao falar numa cerimónia na Sede da ONU em Nova Iorque, durante a qual depôs uma coroa em memória das vítimas do atentado de Bagdade, o Secretário-Geral disse que, no ano passado, foram mortos, sequestrados ou gravemente feridos, em consequência de ataques, 260 trabalhadores humanitários, o número mais elevado de sempre.

“Isto é inaceitável”, declarou Ban Ki-moon, comprometendo-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance, como Secretário-Geral da ONU, para ajudar as vítimas e proteger a segurança e independência daqueles que trabalham tão arduamente para as salvar.

Observou que, ontem, dois funcionários afegãos da ONU foram mortos, juntamente com outras sete pessoas, num ataque suicida em Cabul. Expressou igualmente a sua consternação perante a violência ocorrida hoje em Bagdade, onde uma séria de ataques teria matado pelo menos 95 pessoas e ferido 500.

Durante a cerimónia, a Subsecretária-Geral para os Assuntos Humanitários, Catherine Bragg, afirmou que o pessoal humanitário trabalha em condições cada vez mais perigosas. Lembrou que os últimos dois anos foram aqueles em que se registaram o maior número de mortes de trabalhadores humanitários de que há registo.

Por sua vez, a Alta-Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, sublinhou, na sua mensagem, que o ataque de Bagdade figurava entre os inúmeros ataques contra o pessoal da ONU e outros trabalhadores humanitários. Em Dezembro de 2007, na Argélia, foram mortos 17 funcionários da ONU, enquanto dois outros foram vítimas ontem de um atentado suicida em Cabul.

“Matar aqueles que tentam ajudar os outros é um crime particularmente desprezível”, declarou, acrescentando que, sem ajuda humanitária, os direitos humanos fundamentais de milhões de pessoas – nomeadamente o direito a obter asilo, o direito à educação e o direito à vida – lhes seriam negados.

O Presidente da Assembleia Geral, Miguel d’Escoto, aproveitou a ocasião para denunciar a escalada dos ataques contra o pessoal humanitário e exigir que os responsáveis pelos mesmos sejam apresentados à justiça. “Exigimos que os Estados cumpram as suas obrigações, decorrentes do direito internacional, de proteger os trabalhadores humanitários e o pessoal da ONU, que continuam a ser feridos e mortos, com demasiada frequência impunemente.

A Directora-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, publicou uma mensagem em que salienta o “imperativo humanitário” de prestar ajuda aos que foram deslocados ou feridos, ou precisam de alimentos, água, abrigo, consolo e cuidados médicos essenciais e em que reafirma a determinação da OMS em liderar as respostas, a nível mundial e nacional, à componente de saúde das emergências.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 19/08/2009)

 

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