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Assembleia Geral: tráfico de seres humanos é uma “epidemia mundial”


A Assembleia Geral reuniu, hoje, para um debate sobre tráfico de seres humanos, um flagelo que atinge cerca de 2,4 milhões de pessoas em quase todos os países do planeta.

“O tráfico de seres humanos afecta quase todas as regiões do mundo e, para o combater, são necessárias abordagens verdadeiramente inovadoras e assentes na colaboração”, afirmou o Presidente da Assembleia Geral, Srgjan Kerim, na abertura do debate, em Nova Iorque.

Segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), 2,4 milhões de pessoas são vítimas do tráfico de seres humanos no mundo.

Para o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e a Criminalidade (UNODC), o tráfico de pessoas é uma “epidemia mundial”, dado que as vítimas desse tráfico provêm de 127 países e 137 Estados são os seus lugares de destino.

Um relatório recente da OIT afirma que os lucros ilícitos obtidos por ano graças aos trabalhadores forçados (32 mil milhões de dólares) são muito mais elevados do que se pensara, o que faz com que o tráfico seja um crime muito lucrativo e pouco arriscado.

Os traficantes prosperam, em geral, nas regiões do mundo onde, devido à miséria, as pessoas são vulneráveis e susceptíveis de ser exploradas, diz um comunicado publicado pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos.

Assim, após a passagem do ciclone Nargis, os traficantes dirigiram-se rapidamente para a região do delta do Irrawady, em Mianmar, onde atraíram órfãos e raparigas, prometendo-lhes alimentos, abrigo e um emprego respeitável.

O Alto Comissariado diz também que o número de vítimas não tem parado de aumentar, devido às catástrofes naturais, à pobreza e ao custo elevado dos produtos alimentares.

“Para milhões de pessoas no mundo, a luta contra o tráfico de seres humanos é uma questão de vida ou de morte”, declarou a Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro.

Os participantes no debate temático analisaram também o reforço da cooperação multilateral em matéria de prevenção, a protecção das vítimas e a cooperação transfronteiriça com vista a levar os traficantes a tribunal.

“Todos temos um papel a desempenhar na luta contra este crime”, afirmou Srgjan Kerim. “Não só os Estados-membros, o sistema das Nações Unidas e as outras organizações internacionais mas também o sector privado, a sociedade civil, os meios de comunicação social e os órgãos responsáveis pela aplicação das leis”.

 (Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 3/06/2008)
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