Quarta, 18 Julho 2018
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Darfur: cessação das hostilidades é uma prioridade muito urgente, lembra Secretário-Geral


Enquanto a situação no Darfur-Oeste se agrava, o Secretário-Geral lembra, no seu último relatório ao Conselho de Segurança sobre o envio da Operação Híbrida União Africana/ONU no Darfur (UNAMID), que a cessação das hostilidades continua a ser uma prioridade muito importante e que o empenhamento dos Estados-membros continua a ser essencial para que a UNAMID possa cumprir o seu mandato.

“Extremamente preocupado com as condições de segurança no terreno”, Ban Ki-moon “condena, nos termos mais enérgicos, os ataques levados a cabo, a 8 de Fevereiro, contra civis no Darfur-Sul, nas cidades de Abu Suruj, Sirba e Seleia, ofensivas que causaram cerca de 200 vítimas e obrigaram mais de 10 000 civis a abandonarem as suas casas e atravessarem a fronteira, em busca de refúgio no Chade”, diz um relatório ao Conselho de Segurança, divulgado hoje.

A prioridade mais urgente no Darfur é a cessação das hostilidades, sublinha o relatório, em que o Secretário-Geral apela, mais uma vez, às partes no conflito para que se sentem à mesa das negociações.

Durante o período em estudo, que abrange o mês de Janeiro de 2008, a violência diminuiu no Darfur-Norte e no Darfur-Sul entre as partes no conflito, mas as condições de segurança continuaram a deteriorar-se no Darfur-Oeste, onde forças regulares chadianas e o Movimento para a Justiça e a Igualdade levaram a cabo vários ataques no interior do território sudanês.

A situação no Chade e a degradação das relações entre os dois países são, por isso, mais um motivo de preocupação para Ban Ki-moon que condenou os ataques transfronteiriços e pediu respeito pela soberania territorial.

No conjunto do Darfur, o banditismo e as agressões dirigidas a alvos específicos prosseguiram e a qualidade das operações humanitárias ressentiu-se consideravelmente disso, sublinha o relatório.

Quanto ao envio da UNAMID, a questão da composição dos contingentes e a do equipamento subsistem. O Presidente al-Bashir não deu ainda uma resposta definitiva sobre a lista de composição da força e dos países fornecedores de tropas apresentada pelas Nações Unidas e pela União Africana, diz o relatório, que lembra que “os países que fornecem contingentes pedem que o Governo sudanês lhes confirme urgentemente se a sua contribuição para a UNAMID é bem-vinda. A rapidez do envio da missão depende, em grande medida, do tempo que esta questão levará a ser resolvida”.

No entanto, todos os altos responsáveis da Missão desempenham as suas funções desde 18 de Janeiro e, a 31 de Janeiro, o efectivo total elevava-se a 7476 soldados e 1510 agentes de polícia, num total de 9126. O número de civis era de 1256.

Por outro lado, os Estados-membros ainda não acordaram nas unidades de apoio que faltam, nomeadamente os meios aéreos, impedindo, assim, a UNAMID, de se tornar plenamente operacional.

“Um mês após a transferência de poderes, a UNAMID ainda não recebeu promessas de contribuições relativas a uma unidade de transporte pesado e uma unidade de transporte de média dimensão, três unidades de aviação militar utilitária (18 helicópteros no total) e helicópteros de ataque suplementares para responder inteiramente às necessidades operacionais”, diz o relatório.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/02/2008)

Mundo espera solução para alterações climáticas, diz Ban Ki-moon

O mundo está à espera, ansioso, de uma solução duradoura e economicamente viável para a questão premente das alterações climáticas, disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon aos participantes no mais recente ciclo de conversações patrocinadas pela ONU que teve início hoje, em Banguecoque.

As pessoas esperam uma solução que “se baseie no princípio de responsabilidades comuns mas diferenciadas” e reflicta “um equilíbrio delicado entre medidas inclusivas a nível mundial e a necessidade de erradicar a pobreza”, disse Ban Ki-moon, numa mensagem vídeo à abertura da reunião, que durará cinco dias.

Disse aos cerca de 1200 participantes que compreende a sua “enorme responsabilidade” de negociar um pacto que suceda ao Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

“Mas a situação da nosso planeta exige que sejais ambiciosos – naquilo que visais e também no trabalho árduo para alcançar um acordo”.

O Secretário-Geral exortou os participantes a manterem a dinâmica gerada pelo avanço conseguido em Dezembro, na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em que 187 países acordaram o chamado “Roteiro de Bali” para fazer face ao aquecimento global.

 (Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/03/2008)

Somália : ONU lança um alerta para a crise alimentar

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) advertiu, hoje, que, sem o financiamento imediato das operações das Nações Unidas, agravar-se-ão os níveis de desnutrição e de doenças crónicas em duas regiões da Somália.


Segundo o OCHA, existem mais de 200 000 crianças desnutridas na Somália, das quais 60 000 sofrem de desnutrição grave e necessitam de cuidados imediatos para sobreviver, informou a Porta-voz Adjunta do Secretário-Geral, Marie Okabe, durante o encontro diário com a imprensa na Sede da ONU, em Nova Iorque.


Segundo o OCHA, a crise actual é consequência da falta de chuva, das más colheitas, da depreciação do shilling somali e das ameaças aos organismos humanitários.


As Nações Unidas acreditam que o número de pessoas que precisam de ajuda alimentar ultrapassará os 2,6 milhões durante o próximo semestre e atingirá os 3,5 milhões até final do ano, nomeadamente nas regiões de Hiran e Bakool onde a seca dura há já quatro estações.


Por outro lado, o preço dos alimentos poderá manter-se a um nível elevado, tanto no caso dos produtos locais como no dos importados.


Por último, diz o relatório do OCHA, a Somália atravessa a situação mais grave dos últimos 17 anos no domínio da segurança, com um aumento dos ataques que visam directamente a assistência humanitária.

 

 

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU, a 25/02/2009)

Última década foi a mais quente de que há registo, afirma OMM

A primeira década do novo milénio foi a mais quente de que há registo, anunciou o organismo das Nações Unidas que controla as condições meteorológicas.

“A década de 2000 foi mais quente do que a de 1990, a qual, por sua vez, foi mais quente do que a de 1980”, afirmou Omar Baddour, chefe das Divisões de Aplicação da Gestão de Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As novas conclusões fazem parte do WMO Statement on the Status of Global Climate (Declaração da OMM sobre o Estado do Clima Mundial), um relatório anual sobre as condições meteorológicas e as alterações climáticas.

A década entre 2000 e 2009 incluiu um dos anos mais quentes de que há registo – o ano passado, que foi o quinto ano mais quente desde que existem registos.

“A classificação actual de 2009 coloca-o como o quinto ano mais quente desde o início dos registos instrumentais do clima [em 1850]”, afirmou, ontem, Omar Baddour.

O último ano trouxe também condições meteorológicas extremas, que forma desde secas devastadoras a inundações graves, ondas de calor e ondas de frio extremas, em muitas partes do mundo, segundo o recém-publicado relatório.

O Hemisfério Sul foi particularmente mais quente do que a média, a longo prazo, enquanto o Hemisfério Norte arrefeceu no final de 2009, com fortes nevões na Europa, América do Norte e Ásia Setentrional.

A informação baseia-se em dados climáticos procedentes de uma rede de dados recolhidos em cerca de 10 000 estações terrestres, 3000 aeronaves, 1000 estações de altitude e 1000 navios e perto de 70 satélites.

O lançamento do relatório coincidiu com o 60º aniversário da OMM, sedeada em Genebra, que ontem assinalou o evento honrando os Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais de 189 membros.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 24/03/2010)

 

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Mensagem de Ano Novo do Secretário Geral

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