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22 Março 2018 -

Feliz Dia Mundial da Água!

AGUA

Feliz Dia Mundial da Água! 

Hoje celebramos este recurso natural absolutamente fundamental para todos nós e para o nosso mundo.

Infelizmente, mais do que um dia de celebração, este é um dia que visa alertar as populações e os governos para a urgente necessidade de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso que enfrenta graves desafios no século XXI.

A destruição ambiental, assim como as alterações climáticas, têm vindo a causar várias crises relacionadas com a água no mundo inteiro. Cheias destrutivas, secas fatais, e a poluição da água tornam-se cenários cada vez mais comuns, demonstrando, mais uma vez, que a destruição dos nossos ecossistemas também nos afeta a nós.

Sabia que em Portugal não há memória de uma escassez de água como a que se vive neste momento? E que se verificou um agravamento generalizado do nível de água subterrânea ao longo de 2017? Apesar da forte queda de chuva das últimas semanas o panorama permanence complicado para Portugal, continuando a ser essencial o uso eficiente e poupado da água.

E se a resposta a estes problemas estiver na natureza? Soluções baseadas na natureza têm o potencial de resolver muitos dos desafios que enfrentamos atualmente! Ações como a reflorestação, a restauração de pântanos e a agricultura de conservação são algumas das estratégias naturais que têm o potencial de voltar a equilibrar o ciclo da água e melhorar não só a nossa saúde como a do nosso planeta.

Reforçando a urgência de preservar e poupar este recurso natural tão valioso, a Assembleia Geral proclamou a década de 2018-2018 como a Década Internacional para Ação “Água para o Desenvolvimento Sustentável”. O objetivo é mobilizar recursos de maneira a transformar a forma como gerimos a água para que todos tenham acesso a este recurso natural fundamental.

Aproveite este dia para refletir sobre a sua utilização da água e espalhe a palavra sobre a importância de preservarmos este recurso! Só assim será possível realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e assegurar a sustentabilidade do nosso planeta.

ONU pede ajuda urgente para deslocados na Síria

siria 53Unicef/UN0185403/Sanadiki

O Sistema das Nações Unidas na Síria está a pedir ajuda para conter a situação de dezenas de milhares de pessoas que fugiram das suas casas nas cidades de Ghouta Oriental e Afrin. A notícia foi dada pelo porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, esta segunda-feira.

Segundo o porta-voz, a ONU e seus parceiros “foram informados das condições desesperantes das pessoas que deixaram Ghouta Oriental e Afrin. Estas pessoas estão cansadas com fome, traumatizadas, com medo e precisam de ajuda urgente.” Dujarric disse que “estes civis enfrentam condições humanitárias angustiantes.”

Desde 11 de março, pelo menos 25 mil pessoas saíram de Ghouta Oriental. Estes civis estão em abrigos nas cidades de Dweir, Adra, Herjelleh e numa zona rural da capital Damasco. Funcionários da ONU visitaram estes locais e perceberam que “os abrigos estão superlotados e que mais pessoas chegam todos os dias.”

A maioria dos entrevistados pelos funcionários da ONU tinha problemas de saúde, devido a vários anos sem acesso a medicamentos e a cuidados.  

Do distrito de Afrin também fugiram 100 mil pessoas. A maioria, 75 mil, está em Tal Refaat, e as restantes em Nubul, Zahraa e aldeias vizinhas. As 16 escolas em Tal Refaat estão a ser usadas como abrigos, o que obrigou ao fim das aulas. 

O porta-voz concluiu dizendo que “este fluxo massivo de deslocados internos está a colocar pressão nas comunidades de acolhimento, que já estavam sobrecarregadas.”

O coordenador humanitário da ONU na Síria, Ali Al-Za’tari, explicou que muitos civis continuam encurralados pelo conflito em Ghouta Oriental e Afrin. Numa declaração, Al-Za’tari afirmou que “a ONU e os seus parceiros, com destaque para o Crescente Vermelho Árabe de Síria, estão completamente mobilizados para entregar ajuda no local.” O coordenador pediu que os Estados-membros financiem esta ajuda, e que as partes do conflito facilitem o acesso às pessoas em necessidade.

13 Março 2018 -

Síria: Como podemos ajudar?

siria4Foto ONU: Mark Garten

Muitos cidadãos portugueses perguntam-se o que podem fazer para ajudar o povo sírio. A melhor forma de ajudar passa por colaborar com as agências especializadas, fundos e programas da Nações Unidas. Neste sentido, o Centro de Informação das Nações Unidas para Portugal identifica as entidades do sistema das Nações Unidas que atuam diretamente na Síria, apoiando milhares de pessoas que precisam de ajuda imediata:

ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados

O ACNUR é a agência da ONU que tem o mandato de dirigir e coordenar a ação internacional para proteger e ajudar as pessoas deslocadas em todo o mundo e encontrar soluções duradouras para elas. Com uma equipa de aproximadamente 9.300 pessoas em mais de 123 países, procura ajudar cerca de 46 milhões de pessoas que necessitam de proteção.

Atuando fortemente na crise da Síria, o ACNUR apoia milhões de pessoas não apenas no país, mas em diversos países da região e além que tiveram que fugir da violência.

É possível ajudar aqui.

UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância

A UNICEF é a agência das Nações Unidas que promove a defesa dos direitos das crianças. Regendo-se pela Convenção sobre o Direitos da Criança, trabalha para que esses direitos se convertam em princípios éticos permanentes e em códigos de conduta internacionais para os mais novos.

Na Síria e nos países vizinhos (Líbano, Turquia, Jordânia, Iraque), a UNICEF presta ajuda às crianças e suas famílias afetadas pelo conflito que já entrou no 7º ano. A UNICEF, juntamente com os seus parceiros, está a trabalhar em áreas vitais, como saúde, nutrição, água e saneamento, educação e apoio psicológico, a fim de proteger as crianças mais vulneráveis.

Pode fazer o seu donativo aqui.

Programa Mundial de Alimentos, PMA

O PMA tem como funções promover a segurança alimentar, que se caracteriza como o acesso de qualquer pessoa, em qualquer momento, aos alimentos necessários para uma vida ativa e saudável.

Os objetivos desta Organização, são orientados para a erradicação da forma e da pobreza, sendo que a ajuda facultada tem como último objetivo criar condições para que essa mesma ajuda deixe de ser necessária.

O PMA realiza também intervenções específicas para a ajudar a melhorar as condições de vida de pessoas que permanentemente, ou durante períodos de crise não são capazes de produzir alimentos suficientes ou não têm recursos para obter os alimentos necessários a uma vida saudável.

Pode ajudar o PMA a responder à crise na Síria aqui.

OCHA - Escritório de Coordenação Humanitária das Nações Unidas

O OCHA é o escritório que coordenada as ações humanitárias sempre que há uma crise. Atualmente, em relação à crise na Síria, recebe contribuições por meio do Support the Humanitarian Fund in Syria.

Pode ajudar a OCHA aqui.

UNV - Voluntários das Nações Unidas

O programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) é uma agência das Nações Unidas que recruta voluntários internacionais para auxiliarem os parceiros da ONU nas suas missões.

Criado em 1970 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, este programa já enviou cerca de 30 mil voluntários para trabalhar em vários projetos em mais de 140 países em desenvolvimento.

Pode encontrar mais informação aqui.

Para informação atualizada e sobre o trabalho que a ONU esta a fazer na Siri siga nos na nossa pagina www.unric.org/pt ou na página do Facebook da @ONUPortugal

Tem alguma dúvida? Entre em contacto connosco: [email protected]

Guterres quer cessar-fogo imediato na Síria e pede “fim do inferno” em Ghouta

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Com ONU NEWS

O secretário-geral da ONU discursou esta segunda-feira na abertura da 37ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, na Suíça. António Guterres pediu para o cessar-fogo na Síria ser implementado imediatamente.

No fim de semana, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução pedindo uma pausa de 30 dias nos combates. O líder da ONU lembrou que o cessar-fogo é importante para a entrada imediata de ajuda humanitária e retirada de pacientes doentes.

Guterres afirmou que “Ghouta Oriental não pode esperar” e disse ser “hora para acabar com este inferno na terra”.

No ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos, o secretário-geral falou sobre algumas questões importantes como igualdade de género e o preconceito enfrentado por refugiados e migrantes.

Segundo Guterres,  o mundo “está a viver uma onda de xenofobia, racismo e intolerância, incluindo ódio antissemita e ódio antimuçulmano. Partidos políticos de extrema direita estão a ressurgir. Refugiados e migrantes têm muitas vezes seus direitos negados e são vistos como ameaça à sociedade, apesar de haver provas dos benefícios que trazem”.

No Conselho de Direitos Humanos, Guterres expressou ainda a sua preocupação sobre o povo rohingya, em Mianmar, que segundo o líder da ONU estão entre “os mais discriminados no mundo, muito antes da crise que começou no ano passado”.

A 37ª sessão do Conselho de Direitos Humanos segue até 23 de março, no Palácio das Nações em Genebra.

Conselho de Segurança aprova cessar-fogo de 30 dias na Síria para pausa humanitária

csO Conselho de Segurança aprovou por unanimidade a resolução sobre a Síria Bashar Ja'afari, Representante Permanente da República Árabe da Síria junto das Nações Unidas, intervém na reunião do Conselho de Segurança sobre a situação em seu país. O Conselho aprovou por unanimidade a Resolução 2401 (2018) sobre a cessação imediata das hostilidades para permitir a evacuação médica e serviços em áreas de conflito e para fornecer acesso a ajuda . 24 de fevereiro de 2018 Nações Unidas, Nova Iorque

Artigo ONU News 

O Conselho de Segurança aprovou este sábado, por unanimidade, uma resolução que decreta um cessar-fogo na Síria durante 30 dias.

A resolução “exige que todas as partes cessem hostilidades sem demora”.  O chefe da ONU, António Guterres, elogiou a medida e pediu a todos os lados do conflito que permitam a passagem de ajuda.

Evacuação

O documento decreta “uma pausa humanitária de pelo menos 30 dias consecutivos em toda a Síria, para permitir a entrega de ajuda humanitária de forma segura, desimpedida, sustentável, e a evacuação médica dos feridos e doentes graves.”

O texto, que foi introduzido pelo Kuweit e pela Suécia, decreta ainda que deve ser levantado o cerco de zonas com população, como o Ghouta Oriental. Segundo dados da ONU, morreram nesta região pelo menos 350 pessoas esta semana. 

O presidente do Conselho de Segurança, Mansour Ayyad Al-Otaibi, do Kuweit, disse que o voto “é um sinal positivo de que o Conselho de Segurança está unido” para acabar com o sofrimento na Síria.

Al-Otaibi acredita que a resolução “responde aos pedidos da comunidade internacional” e que “vai salvar vidas”.

O presidente do Conselho de Segurança terminou dizendo que “ainda há muito trabalho para fazer para acabar com uma tragédia que já dura há sete anos.”

Apoio

Esta semana, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos classificou a situação em Ghouta Oriental como uma “campanha monstruosa de aniquilação”.

O escritório de Zeid Al Hussein documentou mais de 1,2 mil vítimas do conflito somente no mês de fevereiro.

Também esta semana, o secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se "profundamente triste com o sofrimento da população civil em Ghouta Oriental" e pediu a "suspensão imediata" de "todas as atividades de guerra" na região.

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