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24 Janeiro 2018 -

PIB mundial poderia crescer 26% com mais mulheres em posição de liderança

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Foto ONU: W. Wild

Com ONU News

O alerta da ONU Mulheres sobre a participação da força de trabalho feminina no mercado global surge enquanto decorre o Fórum Mundial de Davos, na Suíça: se as mulheres desempenhassem um papel idêntico ao dos homens no mercado de trabalho, o Produto Interno Bruto mundial poderia crescer perto de 23 bilhões de euros, ou seja, 26%.

 Segundo aquela agência da ONU, para investir no potencial das mulheres é preciso aumentar o seu acesso ao trabalho decente e bem remunerado, além de promover a licença paternidade e maternidade e da adoção de políticas e regras que apoiem as mulheres no crescimento no mercado, em pé de igualdade com os homens.

O encontro dos líderes mundiais e empresariais em Davos começou na terça-feira e decorrerá até esta sexta-feira. A ONU Mulheres aproveita a reunião internacional para defender um "Futuro Compartilhado" que funcione tão bem para homens como para mulheres. A agência da ONU exige salários iguais, o fim de trabalhos não remunerados para mulheres, locais de trabalho sem assédio sexual e mais investimento em tecnologia digital e em economias verdes que beneficiem as mulheres.

De acordo com aquela entidade, pelo menos 114 países têm leis que, de alguma forma, protegem as trabalhadoras de assédio ou violência sexual mas em muitas regiões do mundo, as mulheres continuam a ser vítimas de trabalho não remunerado em trabalhos domésticos, agrícolas, cuidado de crianças, entre outras funções.

19 Janeiro 2018 -

2017 foi o ano mais quente da história sem ocorrência do fenómeno El Niño

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Lagoa glacial Jökulsárlón no sudeste da Islândia. Foto ONU: Eskinder Debebe

Com ONU News 

A Organização Mundial de Meteorologia, OMM, revelou que 2017 foi o ano mais quente registado na história sem a ocorrência do fenómeno climático El Niño. A temperatura média global registada no ano passado ficou cerca de 1,1 °C acima dos níveis anteriores à revolução industrial. A agência da ONU destaca que os últimos três anos foram os mais quentes de que há registo, sendo que, em termos gerais, 2016 continua a ser o ano mais quente da história após chegar a 1,2 °C acima dos níveis pré-industriais.

Em declarações aos jornalistas em Genebra, o cientista Omar Badour da OMM destacou que "a tendência é bastante clara" em relação ao aumento das temperaturas desde os anos 70.

Os 17 dos 18 anos mais quentes da história foram registados neste século e o nível de aquecimento dos últimos três anos tem sido excecional, segundo a OMM. Em comunicado, o secretário-geral da agência, Petteri Taalas, afirma que o aquecimento do Ártico é evidente  e isso terá impactos profundos no nível das águas do mar e nos padrões climáticos em outras partes do mundo. Ao problema de aquecimento global e à subida níveis de gases de efeito estufa na atmosfera juntam-se as variações naturais do clima como os fenómenos El Niño e La Niña.

A OMM deve lançar um relatório completo sobre o estado do clima em 2017 no próximo mês de março. Espera-se que esses dados ofereçam uma visão global da variabilidade e das tendências da temperatura, dos eventos de alto impacto e dos indicadores de longo prazo das alterações climáticas.

O relatório abordará ainda o aumento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, o nível do gelo marinho do Ártico e na Antártida, o aumento do nível do mar e a acidificação dos oceanos.

Guterres quer união dos países para 12 áreas prioritárias em 2018

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O secretário-geral das Nações Unidas apresentou esta terça-feira as suas prioridades de atuação para 2018 aos representantes dos estados-membros. Para António Guterres este ano deverá marcar o ritmo em direção à paz e à prosperidade, lembrando que acaba de regressar da Colômbia, onde viu o que descreve como "avanços inspiradores a caminho a paz e reconciliação, mas também desafios que o tipo de processo implica".

Por outro lado, o líder da ONU apontou o empoderamento das mulheres e raparigas como uma dimensão imperativa e transversal, prevenindo a exploração e o abuso sexuais e prevenindo o assédio sexual. Guterres elencou 12 áreas prioritárias de atuação para o ano que agora começa. Promover um verdadeiro acordo para a globalização justa, uma maior ambição ao combate às mudanças climáticas, identificar os benefícios da mobilidade humana, e da tecnologia, enquanto o mundo se protege das ameaças, a desnuclearização da Península Coreana e a busca de uma solução para a situação do Oriente Médio.

O secretário-geral destacou ainda o reforço da parceria com a União Africana, a necessidade de dar mais atenção aos conflitos europeus, mais foco na luta contra o terrorismo e o reforço das operações de paz das Nações Unidas como outras das prioridades de ação para este ano.

Na lista de preocupações de Guterres estão ainda o fim do êxodo em grande escala dos muçulmanos rohingyas de Mianmar.

Guterres apelou à união de todos os países para se enfrentar os desafios como a paz que continua por alcançar, afirmando ainda que os conflitos agravaram-se e surgiram novos perigos, além do aumento das "ansiedades globais sobre armas nucleares".

Guterres apontou alertou para o crescente ritmo das alterações climáticas, para o agravamento das desigualdades e as violações dos direitos humanos. O nacionalismo, o racismo e a xenofobia em ascensão são para Guterres sinais de que "precisamos de maior unidade e coragem" para enfrentar os "testes mais urgentes de hoje, aliviar os medos das pessoas e colocar o mundo no caminho certo para um futuro melhor", defendeu o líder da ONU.

Guterres defendeu ainda que a reforma das Nações Unidas nunca estaria completa sem a reforma do Conselho de Segurança. Leia a apresentação do secretário-geral na íntegra aqui.

12 Janeiro 2018 -

Pacto Global: Guterres apresenta relatório preliminar e apela a uma migração segura e regulada

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António Guterres entrega o Relatório para  Migração à Assembleia-Geral.

Foto: ONU / Mark Garten

António Guterres apresentou um relatório sobre a migração que serve de contributo para as negociações que estão em marcha para o Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regulada. No lançamento deste relatório "Making Migration Work For All" na sede da ONU, em Nova York, Guterres apelou para que os estados-membros se concentrem nos benefícios evidentes das migrações e para que estes usem factos e não preconceitos como base para abordar os seus desafios.

"Deixem-me enfatizar: a migração é um fenómeno global positivo. A Migração gera crescimento económico, reduz as desigualdades, liga as diversas sociedades e ajuda-nos a travar o declínio demográfico. É também uma fonte de tensões políticas e tragédias humanas." -  afirmou o Secretário-Geral. 

Migração

O Secretário-Geral das Nações Unidas advertiu ainda que os países que levantam grandes obstáculos à migração estão a autoinfligir as  suas economias. De acordo com o relatório, as remessas de migrantes para o país de origem totalizaram cerca de 500 mil milhões de euros no ano passado. "O desafio fundamental é maximizar os benefícios desta forma de migração ordenada e produtiva, eliminando os abusos e os preconceitos que tornam a vida infeliz para uma minoria de migrantes", afirmou o Scertário-Geral da ONU, alertando ainda que o encerramento de fronteiras aos migrantes não faz sentido em termos económicos: "Autoridades que erguem grandes obstáculos à migração - ou colocam severas restrições sobre as oportunidades de trabalho dos migrantes - causam prejuízos económicos desnecessários, pois impõem barreiras para que suas necessidades laborais sejam atendidas de forma ordenada e legal. Pior ainda, eles incentivam involuntariamente a migração ilegal ", conclui.

O Pacto para a Migração não é legalmente vinculativo mas, segundo Guterres, "... é uma das prioridades para 2018" e deverá ser adotado até o final do ano.

União Europeia tem urgência na implementação da Agenda 2030 da ONU

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Representante do bloco junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, afirma que as alterações climáticas são a grande preocupação dos europeus. João Manuel Vale de Almeida diz que é hora de implementar o Acordo de Paris e de financiar medidas necessárias.

Com ONU News

A implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estará no topo da agenda de trabalho da União Europeia com as Nações Unidas em 2018.

De acordo com o representante do bloco europeu junto da ONU, em Nova Iorque, João Manuel Vale de Almeida, o novo ano será também de atenção a outros temas globais como as alterações climáticas.

"Há urgência em implementar os Objetivos de 2030. A União Europeia está totalmente empenhada neste objetivo. Eu diria que isso é uma das primeiras grandes prioridades que nós temos na nossa ação com as Nações Unidas no próximo ano. Em segundo lugar, tudo o que são os grandes desafios globais, por exemplo, as alterações climáticas". Aí também, temos o Acordo de Paris que é muito importante, é preciso implementar.  É preciso tomar as ações, implementar ações que permitam proteger-nos das alterações nefastas provindas das alterações climáticas."

O embaixador, João Manuel Vale de Almeida, que lidera os trabalhos de cooperação da União Europeia, em Nova Iorque, há mais de dois anos, acompanhou a transição dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, encerrados em dezembro de 2015, para a Agenda 2030.

Segundo o diplomata português, a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e principalmente de medidas de mitigação das alterações climáticas, precisam de financiamento e apoio técnico, especialmente nos países em desenvolvimento.

"Todos esses países e principalmente aqueles que serão mais afetados pelas alterações climáticas. Estou a pensar nos países insulares, estou a pensar nos países com menos recursos. Estou a pensar nos países com uma grande pressão demográfica no litoral e que poderão ser vítimas do aumento do nível das águas do mar. Todos esses países precisam de ajuda. Precisamos estar todos empenhados nisso. E eu espero que os Estados Unidos possam também empenhar-se totalmente nesta agenda."

O embaixador da União Europeia afirmou que o bloco não aprovou a decisão dos Estados Unidos de deixar o Acordo de Paris, mas acredita que o governo americano possa vir a empenhar-se no tema, juntamente com outros países.

Nesta entrevista à ONU News, João Manuel Vale de Almeida afirmou ainda que o bloco europeu aprova as propostas de reforma das Nações Unidas apresentadas pelo secretário-geral, António Guterres, porque as mesmas "fazem sentido".

Veja a entrevista radiofónica na íntegra aqui.

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Mensagem de Ano Novo do Secretário Geral

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