Segunda, 18 Fevereiro 2019
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Investir nos jovens é assegurar o futuro sustentável das nossas sociedades

Portugueses ODSONU Portugal - Promoção dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável junto dos jovens portugueses

A relevância do papel dos jovens enquanto agentes de mudança e de desenvolvimento das nossas sociedades é inegável. Atualmente, cerca de 1,8 mil milhões de jovens têm entre 10 e 24 anos em todo mundo, representando a maior população de jovens de sempre.

Contudo, mais de 400 milhões vivem em áreas de conflito ou afetadas por conflitos, sendo alvos de diversas formas de violência que põem em causa a sua integridade física e mental. As experiências negativas que vivenciam, a instabilidade política, os desafios colocados pelo mercado de trabalho e o espaço limitado para a participação política e cívica conduzem frequentemente ao isolamento, à marginalização e à discriminação.

Neste sentido, garantir aos jovens espaços seguros, sustentáveis e inclusivos, onde possam desenvolver atividades relacionadas às suas diversas necessidades e interesses, participar dos processos de tomada de decisão e expressar livremente as suas opiniões é uma das prioridades da Organização das Nações Unidas (ONU). A mesma encontra-se expressa na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, especialmente no Objetivo Sustentável 11.

Este ano, o Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) teve como tema os “Espaços seguros para os jovens” que podem ser espaços cívicos, que levam a que os jovens se envolvam nas decisões locais, nacionais e globais; espaços públicos, que proporcionam aos jovens a oportunidade de participar em atividades dedicadas ao lazer e ao desporto; espaços digitais, que permitem a comunicação instantânea e o acesso rápido a fontes de informação; e espaços físicos que, sendo bem planeados, podem ajudar a responder às necessidades de todos os jovens.

Investir nos jovens é assegurar o futuro sustentável das nossas sociedades pois, como afirma o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, “a paz, o dinamismo económico, a justiça social e a tolerância – tudo isto e mais, dependem da exploração do potencial da juventude. E não num futuro distante, mas hoje, neste exato momento”.

Em Portugal, apesar de estar a diminuir significativamente, a população jovem até aos 29 anos representava, em 2017, 30% da população portuguesa. Apesar do investimento no acesso aos espaços de aprendizagem e formação, na área de educação os números revelam que a taxa de abandono precoce dos estudos (entre 18 e 24 anos) é mais elevada (14%) do que a média da UE28 (11%) (Pordata/INE 2016). Quanto ao acesso digital, os jovens portugueses entre os 16-24 anos são dos que mais fazem utilização da internet no espaço europeu, 99% contra os 96% da média europeia (Eurostat, PORDATA, 2016).

Fruto dos esforços em Portugal para envolver os jovens nos assuntos locais e nacionais, Cascais foi nomeada a Capital Europeia da Juventude em 2018.

UNTSO – manutenção de paz no Médio Oriente

UNTSO 1948Foto ONU UNTSO – LM. Observador militar da UNTSO, em reunião com um grupo de oficiais libaneses, Janeiro de 1948

 

A UNTSO (Organização das Nações Unidas para a Supervisão das Tréguas) foi criada em 1948, após o conflito resultante do plano, apresentado pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, de divisão da Palestina e da criação de um estado árabe e de um estado judeu – Israel. O plano foi fortemente contestado pelos palestinianos e os estados árabes da região, iniciando-se diversos confrontos militares.

Para assegurar o período de tréguas, exigido pelo Conselho de Segurança, as Nações Unidas enviaram para a região do Médio Oriente um mediador, nomeado pela Assembleia-Geral, assistido por um grupo de observadores militares, que constituíram a primeira missão de manutenção da paz estabelecida pela Organização.

Desde então, e dada a instabilidade na região que, até a atualidade, não está resolvida, os observadores militares permanecem na região para supervisionar o cessar-fogo, os acordos de armistício, evitar que haja um aumento de incidentes isolados, ajudar outras operações de manutenção da paz das Nações Unidas na região e informar sobre atos de violação de direitos humanos.

Sob o atual mandato, que conta com a liderança da Major-General Kristin Lund da Noruega, encontram-se em missão 397 efetivos, dos quais 153 são observadores militares, 91 funcionários civis internacionais, oriundos principalmente da Finlândia, Suíça e Austrália.

Desde a sua criação, infelizmente, a missão já sofreu, 50 baixas.

No que toca ao seu orçamento, a UNTSO é financiada através do orçamento regular das Nações Unidas.

MINUSCA – manutenção de paz na República Centro-Africana

Soldados Portugueses na MINUSCA.Foto ONU MINUSCA - Hervé Serefio. Capacetes Azuis portugueses em patrulha na República Centro Africana, Fevereiro de 2018.

A MINUSCA (Missão de Estabilização Integrada Multidimensional das Nações Unidas na República Centro-Africana) foi criada em 2014 para responder à crise política, à ausência de segurança e violação dos direitos humanos que se faziam sentir neste país da África Subsariana. Após décadas de instabilidade e combates, a violência intensificou-se no final de 2012 quando a coligação rebelde muçulmana Séléka lançou vários ataques por todo o país. Mesmo depois da assinatura de um acordo de paz, os rebeldes ocuparam a capital em 2013 e forçaram o então presidente a fugir. Desde então, um governo de transição está encarregue de restabelecer a paz e o estado de direito.

Sob o atual mandato, encontram-se nesta missão mais de 14.000 efetivos, dos quais quase 13.000 são militares e polícias, vindos de diversos países. Portugal contribui com 174 homens e mulheres, sendo a MINUSCA a missão de paz da ONU onde se podem encontrar mais efetivos portugueses. Os seus objetivos passam pela proteção de civis e de funcionários da ONU, pela monitorização do processo político de transição e pela promoção dos direitos humanos, entre outros. 

No decorrer do último ano, os ataques a civis e a capacetes azuis, e o número de violações de direitos humanos aumentaram no país. Infelizmente, esta missão já sofreu 75 baixas desde a sua criação.

No que toca ao seu orçamento, a MINUSCA é financiada através de um mecanismo próprio aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Portugal acredita erradicar o vírus da Hepatite C antes de 2030

 mother and child vaccinate28 de Julho comemora-se o Dia Mundial da Hepatite. Foto PAHO.

A Hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser causada não só por um dos 5 vírus da hepatite (A, B, C, D ou E), mas também por outras infeções, doenças autoimunes e substâncias tóxicas (como álcool e drogas). Dos 5 tipos de vírus, as Hepatites B e C são responsáveis por 96% da mortalidade associada à doença. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde de 2015, o número de mortes por vírus da hepatite é equiparável às mortes causadas por tuberculose e maior que a mortalidade associada ao VIH-SIDA.

Em 2016, a Assembleia Mundial da Saúde apresentou a Estratégia Global para a Hepatite, apelando a um esforço concertado para que, em 2030, os vírus da Hepatite não sejam mais considerados uma ameaça de saúde pública (o que implica uma redução de 90% de novas infeções e uma redução de 65% da mortalidade associada a esta doença).

Em Portugal, os esforços para a erradicação da Hepatite B passaram pela inclusão da vacina contra a Hepatite B no Plano Nacional de Vacinação em 2000, estando disponível de graça para administração nos centros de saúde. Em relação à Hepatite C, o Sistema Nacional de Saúde indica que o governo português está empenhado e acredita poder atingir a erradicação do vírus em Portugal antes de 2030, graças a avanços terapêuticos recentes. Segundo dados do Infarmed, mais de 10.600 doentes já foram curados desde que o tratamento para a Hepatite C foi disponibilizado em determinados hospitais.

ONU apela à prevenção após incêndios que vitimaram 80 pessoas na Grécia

CS Giuterres

Com ONU News 

O secretário-geral das Nações Unidas expressou as suas profundas condolências aos familiares das dezenas de vítimas fatais dos incêndios florestais na Grécia assim como ao governo do país.

Segundo o porta-voz de António Guterres, as agências humanitárias da ONU estão muito preocupadas com os incidentes, que causaram a morte de pelo menos 80 pessoas e feriram muitas mais.

Stephane Dujarric afirmou que o líder da ONU também “felicita a resposta nacional das autoridades gregas”.  Segundo ele, “as Nações Unidas estão prontas a apoiar o governo e os esforços internacionais para responder a este desastre”.

De acordo com agências de notícias, os incêndios começaram na segunda-feira, numa zona perto de Atenas chamada Atica.

Na quarta-feira, a representante especial do secretário-geral para a Redução do Risco de Desastres

Mami Mizutori afirmou ainda que “não há dúvida de que o risco de incêndio está a aumentar em todo o mundo, impulsionado pelas temperaturas altas, períodos prolongados de seca e construção de habitações em zonas de floresta”. Mizutori acredita que o mundo “deve aos que perderam a vida na Grécia, e em outros lugares, intensificar os esforços para combater e prevenir os incêndios florestais”.

Nos últimos anos, a extensão das áreas queimadas em regiões como o oeste dos Estados Unidos, sudeste da Austrália e Europa aumentou dramaticamente. Este ano, a Suécia também registou grandes incêndios florestais.

Em 2017, aconteceu um elevado número de incêndios com vítimas mortais na Europa, incluindo Portugal, Espanha e Itália.

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