Quarta, 18 Julho 2018
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Apelo em Bruxelas para um aumento de financiamento da UNRWA

siriuaA ONG Save the Children montou uma sala de aula bombardeada em Bruxelas para lembrar os líderes mundiais da realidade de muitas crianças na Síria. 

UNRWA relembra a situação dos refugiados palestinianos, no contexto da Conferência sobre a Assistência ao Futuro da Síria

Dias 24 e 25 de abril de 2018 terá lugar em Bruxelas a segunda Conferência sobre a Assistência ao Futuro da Síria e da região, coorganizada pela União Europeia (UE) e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Durantes dois dias, organizações não-governamentais (ONGs) e Estados irão debater as necessidades associadas à região, traduzidas em recomendações operacionais concretas, num momento em que o conflito sírio entra no seu oitavo ano consecutivo. Com o crescente número de pessoas a precisar de assistência humanitária, esta conferência pretende mobilizar vontade política e proporcionar uma oportunidade para arrecadar mais contribuições financeiras.

Um dos participantes de alto-nível nesta conferência trata-se do Comissário-Geral da UNRWA, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, e Subsecretário-Geral da ONU, Pierre Krähenbühl. Antes da guerra, encontravam-se em território sírio 500 mil refugiados palestinianos, que atualmente se posicionam entre os mais afetados pela guerra, numa situação de alta vulnerabilidade. Estes refugiados, devido ao seu estatuto legal pouco preciso, dependem fortemente do apoio da UNRWA, já que nos países de acolhimento vivem em situações precárias, sendo marginalizados e dispondo de parcos mecanismos de proteção. Criada em 1948, esta agência atua em campos de refugiados palestinianos em vários países, nas áreas de educação, cuidados de saúde, assistência social, melhoria de infraestruturas e microfinanciamento.

No entanto, a UNRWA está a passar por um dos seus piores períodos financeiros, desde o anúncio de um corte de financiamento em 300 milhões de dólares por parte dos Estados Unidos da América (EUA), o seu maior doador. A Agência depara-se de momento com uma procura crescente de serviços devido às consequências humanitárias da guerra síria, pelo que este corte afeta diretamente o trabalho efetuado no terreno. Como os seus fundos são quase inteiramente financiados por doações voluntárias, esta agência, e os refugiados que ajuda, estão inteiramente dependentes da vontade política dos estados e diferentes ONGs. Em 2016, os seus maiores dadores eram os Estados Unidos da América (360 milhões de dólares), a Arábia Saudita (140 milhões de dólares) e a Alemanha (73 milhões de dólares). Portugal contribuiu com 20 mil dólares.

De maneira a enfrentar este desafio, foi feito um apelo para que os diferentes doadores adiantassem as suas ofertas, e diversos estados, tais como a Turquia, a França e o Qatar, entre outros, já responderam generosamente. De facto, apenas com um aumento das doações será possível manter o apoio a esta faixa da população residente na Síria.

Segundo Pierre Krähenbühl, um exemplo do excelente trabalho feito no terreno e das consequências de falta de fundos é o das escolas em funcionamento em Dera’a. Estes estabelecimentos de ensino representam a perseverança indispensável em tempo de guerra, tanto do lado dos professores – que arriscam as suas vidas para chegar às suas salas de aula – como dos estudantes. Sem fundos suficientes, não se poderá pagar aos professores, e uma geração palestiniana inteira refugiada no sul da Síria será privada de educação.

Saiba mais sobre esta conferência aqui, e sobre o trabalho da UNRWA aqui.

Agências da ONU participam de Cimeira Mundial da Saúde em Portugal

whoFoto ONU: JC McIlwaine

Com ONU News

Um grupo de especialistas, autoridades, investigadores, académicos e legisladores vai reunir-se em Portugal para discutir a igualdade na saúde em países em vias de desenvolvimento durante um encontro regional da Cimeira Mundial da Saúde, que se realiza a partir desta quinta-feira, na Universidade de Coimbra.

O debate tratará das oportunidades e desafios na transição da inovação para os cuidados de saúde e a educação biomédica num mundo que atravessa mudanças. O foco é a saúde global dos países africanos.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro português, António Costa, também participam no evento.

A diretora regional do Fundo das Nações Unidas para a População, UNFPA. Mónica Ferro, será uma das palestrantes, assim como a diretora do Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, em África, a médica Magda Robalo.

Vários ministros da Saúde dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, já confirmaram presença.

Segundo o reitor da Universidade de Coimbra, anfitrião do evento, João Gabriel da Silva, o encontro regional será mais do que um fórum de debates. Para ele, a Cimeira deve produzir soluções concretas com a cooperação dos participantes numa grande rede de execução de propostas realizáveis.

Saiba mais sobre este evento aqui.

16 Abril 2018 -

Síria: Guterres pede moderação e diz que solução não é militar, mas política

CS GiuterresFoto ONU: Loey Felipe

Com ONU News

O Secretário-geral foi o primeiro a discursar na reunião de emergência sobre a situação no país após ataque aéreo coordenado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido; Estados Unidos e Rússia dizem que não houve feridos ou mortos civis durante ofensiva; ONU afirma que não tem como verificar de forma independente detalhes da operação; no fim da reunião, órgão rejeitou esboço de resolução proposto pela Rússia condenando o ataque; texto recebeu apenas três votos a favor: Bolívia, China e Rússia.

O líder das Nações Unidas afirmou que a Síria é hoje a ameaça mais séria à paz e à segurança internacionais. A declaração de António Guterres foi feita durante a sessão de emergência do Conselho de Segurança, convocada na manhã deste sábado, em Nova Iorque. O secretário-geral informou que chamou a Nova Iorque o seu enviado especial para a Síria, Staffan de Mistura (foto), para discutir a situação.

A reunião no Conselho ocorreu horas após um ataque aéreo à Síria coordenado por Estados Unidos, França e Reino Unido. A ofensiva foi anunciada na noite de sexta-feira pelo presidente americano Donald Trump, como resposta a um suposto ataque químico ocorrido a 7 de abril na cidade de Duma, perto da capital síria, Damasco.

Guterres explicou que está a acompanhar de perto a situação e que recebeu informações de que o ataque foi contra três alvos militares dentro da Síria incluindo um suposto local de armazenamento de armas químicas, na cidade de Homs. 

O governo sírio teria respondido com mísseis terra-ar e segundo os Estados Unidos e a Rússia, o ataque teria ocorrido sem feridos ou mortos civis. O chefe da ONU deixou claro, no entanto, que as Nações Unidas não têm como verificar, de forma independente, os detalhes das operações. António Guterres voltou a afirmar que o Conselho de Segurança tem obrigações, de acordo com a Carta da ONU, de zelar pela paz e segurança internacionais adiantando que estão a ter lugar violações sistemáticas da lei internacional e de direitos humanos e um desrespeito do espírito da Carta das Nações Unidas. Guterres relembrou que o povo sírio está a sofrer os efeitos de uma guerra há oito anos e a viver uma série de crimes e atrocidades: fome, violência e deslocações forçadas.

O secretário-geral afirmou que as circunstâncias são perigosas e é preciso evitar qualquer ação que possa levar a uma escalada que só venha a piorar o sofrimento do povo sírio. Guterres voltou a expressar sua profunda deceção por o Conselho de Segurança não ter chegado a um acordo sobre um mecanismo eficiente de responsabilização sobre o uso de armas químicas na Síria.

No final da reunião, o Conselho de Segurança recusou o texto de resolução, proposto pela Rússia, que condenava o ataque. O documento recebeu apenas três votos a favor: Bolívia, China e Rússia

ONU pede cerca de 2,2 mil milhões para socorrer congoleses

589511Foto ONU: Sylvain Liechti

Com ONU News

O Subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários alertou que as necessidades humanitárias continuam a aumentar na República Democrática do Congo, pedindo à comunidade internacional perto de 2,2 mil milhões de dólares para assistência humanitária à população.

O pedido foi efetuado esta sexta-feira na conferência de doadores para o país, em Genebra, onde Mark Lowcock afirmou  que esta quantia  beneficiará cerca de 10,5 milhões de pessoas que necesitam urgentemente de ajuda. O valor pedido é “quatro vezes maior do que foi arrecadado no ano passado."- relembra o responsável da ONU.

De acordo com o representante, cerca de 504 milhões de dólares servirão para apoiar 807 mil refugiados congoleses nos países vizinhos e mais de 540 mil refugiados de outras nações que procuram abrigo na República Democrática do Congo.

Õ chefe humanitário destacou ainda que as raízes da atual crise são o conflito étnico, a política e a economia, sublinhando que a violência étnica piorou no leste congolês. Lowcock disse ainda que a transição política cria tensões e que o país sofre choques externos, com a queda vertiginosa no preço das matérias-primas. A situação afeta a moeda, faz subir a inflação e as pressões sobre os gastos públicos criando dificuldades em todo o país.

No total, cerca de 13 milhões de pessoas vão precisar de assistência humanitária este ano. A República Democrática do Congo enfrenta ainda epidemias que incluem o pior surto de cólera em 15 anos. Lowcock explicou que solidariedade internacional com o povo congolês é vital relembrando que foi graças a esta ajuda que foi possível melhorar as infraestruturas nas principais cidades, o acesso à educação, entre outros indicadores. 

Guterres pede financiamento rápido para o Iémen

Guterres

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu à comunidade internacional que seja dada prioridade ao plano de 2,96 mil milhões de dólares de ajuda humanitária ao Iémen. O apelo foi feito durante a conferência de doadores para o país, em Genebra, onde António Guterres afirmou ainda que a crise iemenita “precisa de financiamento rápido e completo” para que cada dólar chegue onde é urgentemente necessário. O líder da ONU instou todos a fazer tudo o que for possível para cobrir as necessidades dos iemenitas durante o evento do qual a ONU é copresidente juntamente com os governos da Suécia e da Suíça. António Guterres lembrou que o valor deve fazer chegar auxílio a mais de 13 milhões de pessoas em todo o país este ano. Para o Secretário-Geral há já uma base sólida para prosseguir porque 40% do valor está garantido.

Neste momento, mais de 22 milhões de pessoas, ou seja, três quartos da população do Iêmen, precisam de ajuda humanitária e de proteção. Pelo menos 18 milhões de iemenitas enfrentam insegurança alimentar no país. Guterres pediu ainda que seja evitado que a pior crise humanitária do mundo se torne numa tragédia de longo prazo. O Secretário-Geral frisou que as agências humanitárias devem ser capazes de alcançar incondicionalmente aos necessitados, numa altura em que estas entidades relatam restrições de acesso a 90% dos distritos do Iémen.

Para o líder da ONU, todos os portos devem continuar abertos para os carregamentos humanitários e comerciais de medicamentos, comida e combustíveis, tal como o Aeroporto de Sanaa que constitui “uma tábua de salvação que deve ser mantida aberta”. Guterres terminou a sua intervenção com um forte apelo à ação para o fim do conflito, considerando que a guerra do Iémen causa um “enorme sofrimento humano” às vítimas que já estão entre as mais pobres e vulneráveis do mundo.

Guterres sublinhou ainda que um acordo político negociado através do diálogo inclusivo entre iemenitas é a única solução para a guerra que entra no quarto ano, pedindo às partes que trabalhem em conjunto com o seu novo enviado especial para o país, Martin Griffiths.

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Mensagem de Ano Novo do Secretário Geral

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