Domingo, 18 Novembro 2018
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A ONU na sua língua

António Vitorino assume hoje a direção da OIM

Antonio Vitorino peqFoto: OIM

O português António Vitorino assumiu hoje, segunda-feira dia 1 de outubro, a direção da Organização Internacional para as Migrações (OIM).  A OIM, criada para resolver a crise migratória causada pela II Guerra Mundial, conta com 169 estados-membros e tem escritórios em mais de uma centena de países. António Vitorino sucede ao norte-americano William Lacy Swing para um mandato de cinco anos num momento particularmente importante para a organização e numa altura em que as Nações Unidas concluíram o Pacto Global sobre Migrações, que visa garantir migrações reguladas, seguras e ordeiras. 

António Vitorino, 61 anos, ex-ministro português (1995-1997) e ex-comissário europeu (1999-2004), foi eleito diretor-geral da OIM a 29 de junho passado e passa a ocupar um cargo ocupado por nacionais dos Estados Unidos desde a criação da organização, em 1951, com uma única exceção em 1960.

Com 18 mil migrantes e refugiados que chegaram à Europa por via terrestre desde janeiro - seis vezes mais do que durante o mesmo período do ano passado- o recém-eleito diretor da OIM considera que “existe a urgente necessidade de cooperação multilateral para gerir os fluxos migratórios, garantir os direitos fundamentais dos migrantes e estabelecer de forma sustentável uma estreita relação entre migração e desenvolvimento".  

Marcelo pede empenho na reforma da ONU

O chefe de Estado português discursou no segundo dia do debate de alto nível da Assembleia Geral da ONU. O secretário-geral da organização, António Guterres, esteve presente durante o discurso.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal apoia todas as prioridades do chefe da ONU destacando a reforma da organização e que o país defende sempre um reforço do multilateralismo.

O Presidente aproveitou para dizer que “manter a situação atual é uma forma de esvaziar o multilateralismo e multiplicar riscos, conflitos, subdesenvolvimento e violação dos Direitos Humanos. Assim como não reformar o Conselho de Segurança, com consenso alargado, é ignorar a geopolítica do século XXI, que exige, pelo menos, a presença do Continente Africano, do Brasil e da Índia.”

No fim do seu discurso, Rebelo de Sousa avisou que “visões de curtíssimo prazo, por muito apelativas que pareçam ser, constituem um fogo-fátuo, que não dura, não durará, e não resolverá os verdadeiros problemas do mundo.”

Marcelo Rebelo de Sousa discursa hoje na Assembleia Geral da ONU

Entrevista ONU NewsMarcelo rebelo de Sousa discursa hoje na 73.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Presidente da República falou com a ONU News e destacou o apoio ao multilateralismo, ao protecionismo e as alterações climáticas. O chefe de Estado também abordou a posição de Portugal no acolhimento de migrantes para o sucesso do Pacto Global sobre Migração Ordenada, Segura e Regular.

A entrevista destaca a contribuição de Portugal para as forças de Paz e realça as iniciativas para a afirmação da língua portuguesa e a livre circulação de pessoas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Começa debate de Alto Nível da Assembleia Geral

peqqqFoto ONU: Manuel Elias

Começa esta terça-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, o debate de Alto nível da Assembleia Geral. A sede da organização deve acolher 150 chefes de Estado, de governo e outros representantes dos 193 Estados-membros.

Os discursos da 73ª sessão da Assembleia Geral começam com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O primeiro país a falar, como acontece todos os anos, será o Brasil, representado pelo presidente Michel Temer. Segue-se os Estados Unidos, país anfitrião, com o presidente Donald Trump.

O tema desta sessão da ONU é “Tornar a ONU relevante para todos – liderança global e responsabilidade partilhada para sociedades pacíficas, igualitárias e sustentáveis”. Questões como a guerra na Síria, o conflito nas Coreias e mudança climática serão debatidas, mas também temas sobre as Nações Unidas, como a reforma da organização.

UNMIL- paz e estabilidade na Libéria

UNMIL peqFoto ONU: Albert González Farran

A Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL) foi uma força de manutenção da paz criada em setembro de 2003 para controlar um acordo de cessar-fogo na Libéria na sequência da renúncia do presidente Charles Taylor e da conclusão da Segunda Guerra Civil da Libéria. A sua missão de manutenção da paz terminou dia 30 de março de 2018.
Quando os "capacetes azuis" chegaram ao país vivia-se um conflito e a Libéria era vista como um dos países mais preocupantes do continente africano. Passada uma década é visível que esta missão da Organização das Nações Unidas (ONU) ajudou a restaurar a paz e a estabilidade.
O analista Samuel Korga frisou a importância da intervenção da ONU na Libéria, lembrando que nos últimos 15 anos o país teve três eleições bem-sucedidas. Mas alertou também para a necessidade de ser agora preenchida a lacuna que a saída da UNMIL deixa no país. A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que esta missão “cumpriu o seu mandato com distinção, deixando o país com um enorme potencial para a paz e a estabilidade”.
Entre 2003 e 2018 integraram a missão da ONU na Libéria 126 mil militares, 16 mil polícias e 23 mil funcionários. Durante estes 15 anos de atuação, a UNMIL ajudou a desarmar 100 mil combatentes e protegeu milhões de civis, tendo ajudado na reconstrução da polícia e das instituições públicas, para além de ter facilitado o acesso da ajuda humanitária.

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