Quinta, 19 Julho 2018
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Guterres cita “relatos inimagináveis” de violência após visita a rohingyas

guFoto ONU

Com ONU News

O secretário-geral das Nações Unidas esteve esta segunda-feira ao distrito de Cox's Bazar, no Bangladesh, onde após contactar com refugiados rohingya afirmou que “nada o poderia preparar para a dimensão da crise e extensão do sofrimento.”

António Guterres destaca ter acompanhado relatos dolorosos de refugiados rohingya que o marcarão para sempre. O líder da ONU apela à comunidade internacional que “aumente o seu apoio”.

O chefe da ONU realizou a visita com o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim e com altos funcionários da Organização. A instituição financeira anunciou que vai atribuir 500 milhões de dólares em subsídios para ajudar as autoridades de Bangladesh a atender às necessidades dos refugiados rohingya.

Guterres falou depois a jornalistas, em Daca, e considerou “terrível ter observado mais de 900 mil pessoas a viverem em circunstâncias aterradoras”. Para o secretário-geral, a solidariedade da comunidade internacional ainda não +e suficiente para apoiar aos rohingyas no Bangladesh. Os doadores contribuíram com 26% dos cerca dos mil milhões de dólares prometidos para assistência.

Guterres expressou “extrema gratidão” ao presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, por ter mobilizado a instituição, da qual disse esperar uma “contribuição extremamente importante” para os refugiados rohingya e para as comunidades locais.

Em Cox’s Bazar, os dois representantes acompanharam relatos em primeira mão sobre a violência contra os refugiados que descreveram o ambiente de medo gerado pelos ataques militares nas suas aldeias em Mianmar. Um homem explicou como as mulheres de sua família foram violadas e mortas enquanto este estava escondido na floresta. Outros falaram da limitação da liberdade de movimentos e da falta de acesso a serviços básicos.   

De acordo com o Banco Mundial, as áreas prioritárias serão saúde, educação, água e saneamento, gestão de risco de desastres e proteção social.

O distrito fronteiriço de Cox's Bazar acolheu mais de 700 mil rohingyas que deixaram o seu país desde agosto do ano passado por causa da violência no Mianmar. No país já viviam mais de 200 mil refugiados desta minoria étnica devido a crises ocorridas no passado.

O local tornou-se o maior campo de refugiados do mundo e enfrenta pressões em áreas como meio ambiente, infraestruturas e serviços sociais. A área é afetada por fortes chuvas de monção, que aumentaram o risco de inundações e de deslizamentos de terra.

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