Sábado, 20 Outubro 2018
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OMS lança, em Lisboa, Plano de Ação Global para o Exercício Físico

cirançasFoto Unicef/Giacomo Pirozzi

Com ONU News

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lança esta segunda-feira em Lisboa, o Plano de Ação Global para o Exercício Físico. A iniciativa quer promover o uso de exercício por pessoas de todas as idades e em todos os países.

O lançamento será feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, numa cerimónia que conta com a participação do primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e o presidente da Federação Nacional de Futebol, Fernando Gomes.

Também nesta segunda-feira, antes do lançamento, ocorre uma conferência com o tema “Pensa Global, Atua local – Promovendo a Atividade Física nos Municípios Através da Marcha e do Ciclismo”.

Este novo plano foi aprovado pelo Assembleia Mundial da Saúde a 24 de maio deste ano, em Genebra, na Suíça. De acordo com a OMS, a iniciativa “oferece aos países uma lista de ações prioritárias, para resolver vários fatores culturais, ambientais, e individuais que influenciam o sedentarismo”.    Estas ações estão ligadas a quatro grandes objetivos, que se centram em criar sociedades e ambientes ativos. A principal meta do plano é reduzir a taxa de falta de atividade física entre adolescentes e adultos em 15% até 2030.

Segundo a OMS, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não se exercitam de forma suficiente.

Mulheres, idosos e pessoas com rendimentos mais baixos são os grupos que menos fazem exercício físico. Este também é o caso de pessoas com doenças crónicas, deficiências e povos indígenas.

A agência da ONU diz que “os custos financeiros são enormes”. Em todo o mundo, a inatividade física custa cerca de 54 mil milhões de dólares em gastos diretos com cuidados de saúde, deste valor, 57% é suportado pelo setor público. Outros 14 mil milhões devem-se à perda de produtividade.

A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar doenças do coração, acidentes vasculares encefálicos, diabetes e cancro de mama e do colón. Estes tipos de doenças crónicas são responsáveis por 71% de todas as mortes anuais, incluindo a morte de 15 milhões de pessoas com menos de 70 anos.