Quarta, 19 Setembro 2018
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“Não há plano B”: Fórum das Nações Unidas Sobre a Questão da Palestina

Jerusalem
Foto ONU: Rick Bajornas

Dias 17 e 18 de maio teve lugar o Fórum das Nações Unidas sobre a Questão da Palestina, sob o tema “70 anos após 1948 – Lições sobre Como Alcançar uma Paz Sustentável.” Palestinianos, israelitas, especialistas internacionais e representantes da comunidade diplomática e da sociedade civil reuniram-se em Nova Iorque para sublinhar a importância de discutir as consequências da Guerra de 1948, especialmente o deslocamento em massa de palestinianos.

Organizado pelo Comité sobre o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestiniano (CEIRPP), este fórum acontece num ano em que se comemoram 70 anos da Guerra de 1948, que resultou na migração interna de milhares de palestinianos – um evento conhecido em árabe como Al-Nakba (a Catástrofe).

O CEIRPP foi criado em 1975, com o propósito de aconselhar a Assembleia Geral no que toca a programas que ajudem o povo palestiniano a exercer os seus direitos inalienáveis, como o direito à autodeterminação sem interferência externa, o direito à independência nacional e à soberania, e o direito deste povo de regressar às suas casas e propriedades, de onde foi retirado contra a sua vontade.

Este Fórum, e os assuntos no seu âmbito discutidos, são especialmente pertinentes na sequência de uma semana em que se assistiu novamente a confrontos violentos na Faixa de Gaza. António Guterres, secretário-geral da ONU, reiterou durante a sua visita a Bruxelas que a solução para este conflito continua a passar por uma “solução de dois estados que permita que palestinianos e israelitas vivam juntos em paz e segurança”, mantendo a posição já defendida em fevereiro, quando afirmou no Conselho de Segurança que “não há plano B”.

A subida de tom dos confrontos aconteceu a semana passada devido à abertura oficial da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Jerusalém, cidade reconhecida pelos EUA como a capital de Israel desde dezembro, em linha com o que é defendido por Israel há décadas. No entanto, esta decisão por parte dos EUA vem contrariar a narrativa defendida pela ONU: o não-reconhecimento de Jerusalém como uma cidade unificada, já que a parte oriental deveria ser a capital da Palestina. Ocupada por Israel em 1967, esta parte da cidade permanece um assunto controverso, já que a ocupação não foi reconhecida pela comunidade internacional e é altamente contestada pela comunidade palestiniana.