Quarta, 12 Dezembro 2018
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Guterres pede financiamento rápido para o Iémen

Guterres

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu à comunidade internacional que seja dada prioridade ao plano de 2,96 mil milhões de dólares de ajuda humanitária ao Iémen. O apelo foi feito durante a conferência de doadores para o país, em Genebra, onde António Guterres afirmou ainda que a crise iemenita “precisa de financiamento rápido e completo” para que cada dólar chegue onde é urgentemente necessário. O líder da ONU instou todos a fazer tudo o que for possível para cobrir as necessidades dos iemenitas durante o evento do qual a ONU é copresidente juntamente com os governos da Suécia e da Suíça. António Guterres lembrou que o valor deve fazer chegar auxílio a mais de 13 milhões de pessoas em todo o país este ano. Para o Secretário-Geral há já uma base sólida para prosseguir porque 40% do valor está garantido.

Neste momento, mais de 22 milhões de pessoas, ou seja, três quartos da população do Iêmen, precisam de ajuda humanitária e de proteção. Pelo menos 18 milhões de iemenitas enfrentam insegurança alimentar no país. Guterres pediu ainda que seja evitado que a pior crise humanitária do mundo se torne numa tragédia de longo prazo. O Secretário-Geral frisou que as agências humanitárias devem ser capazes de alcançar incondicionalmente aos necessitados, numa altura em que estas entidades relatam restrições de acesso a 90% dos distritos do Iémen.

Para o líder da ONU, todos os portos devem continuar abertos para os carregamentos humanitários e comerciais de medicamentos, comida e combustíveis, tal como o Aeroporto de Sanaa que constitui “uma tábua de salvação que deve ser mantida aberta”. Guterres terminou a sua intervenção com um forte apelo à ação para o fim do conflito, considerando que a guerra do Iémen causa um “enorme sofrimento humano” às vítimas que já estão entre as mais pobres e vulneráveis do mundo.

Guterres sublinhou ainda que um acordo político negociado através do diálogo inclusivo entre iemenitas é a única solução para a guerra que entra no quarto ano, pedindo às partes que trabalhem em conjunto com o seu novo enviado especial para o país, Martin Griffiths.