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Conferência da ONU adapta nova estratégia centrada nas pessoas para a redução de riscos de desastre

QuakeDrillQuakeDrillMortes, destruição e deslocamentos provocados por desastres naturais serão reduzidos significativamente até 2030 sob um novo quadro adotado pelos países que estão a participar na Terceira Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Redução de Riscos de Desastre em Sendai, Japão. As partes também reiteraram “a necessidade critica e urgente” de antecipar, planear e reduzir tais riscos para proteger de forma efetiva as pessoas, comunidades, países e construir resiliência.

Adotando a Declaração de Sendai e o Quadro para a Redução do Risco de Desastre 2015-2030 após dias de debate e uma sessão de negociações finais de 30 horas, 187 Estados Membros da ONU presentes na Conferência aprovaram sete metas, quatro prioridades e um conjunto de princípios orientadores, sublinhando que uma redução substancial do risco de desastre requer perseverança e persistência, “com um foco mais explicito nas pessoas, na sua saúde e meios de substistência”.

Reconhecendo o impacto cada vez maior de desastres e a sua complexidade em muitas partes do mundo, os Estados Membros na sua Declaração chamaram todas as partes interessadas à ação, “tendo em conta que a concretização do novo Quadro depende dos nossos esforços incessantes e incansáveis para tornar o mundo mais seguro dos riscos de desastres nas décadas vindouras para as gerações presentes e futuras”.

Representando as visões de muitos dos oradores que discursaram durante a semana, a Declaração também observou que Sendai, no meio daquilo que foi saudado como “uma recuperação fantástica” na sequência de um terramoto e tsunami massivo em 2011 que levaram a um acidente nuclear na Planta Nuclear de Fukushima, provou ser uma localização bem programa para a Conferência, que foi realizada para atualizar o acordo icónico de resiliência a desastres assinado em 2005 em Hyogo, Japão.

O Quadro de Ação de Hyogo (HFA), foi desenhado após a devastação do Tsunami do Índico que tirou a vida a 227 mil pessoas. O HFA desde aí, obteve alguns sucessos importantes, incluindo a redução do número de pessoas diretamente afetadas por desastres na Ásia – continente onde eles mais ocorrem – por quase um milhar de milhão.

Ainda assim os resultados de Sendai têm em conta que na última década, os desastres continuaram a ter um forte impacto, matando mais de 700 mil pessoas, ferindo 1,4 milhões, e deixando 23 milhões sem casas como resultado. No geral, mais de 1,5 mil milhões de pessoas foram de alguma forma afetadas por desastres e a nível mundial as perdas económicas atingiram os 1,3 triliões de dólares.

With the world facing this stark reality, the new accord – the first intergovernmental agreement of the UN post-2015 sustainable development era – seeks to achieve, over the next 15 years, “the substantial reduction of disaster risk and losses in lives, livelihoods and health and in the economic, physical, social, cultural and environmental assets of persons, businesses communities and countries.”

A concretização dos resultados acordados na Conferência, requerem compromissos fortes e o envolvimento de liderança política em todos os países na implementação e seguimento do novo quadro. Para tal, a Conferência acordou sobre a necessidade de uma ação focada em quatro áreas prioritárias: entender a redução de desastres; fortalecer a governação relacionada com redução de risco de desastres para os gerir; investir na redução de riscos de desastre e resiliência e reforçar a preparação para desastres para uma resposta efetiva e para “fortalecer” a recuperação, reabilitação e reconstrução.

As sete metas globais do Quadro a serem alcançados nos próximos 15 anos: uma redução substancial na mortalidade global relacionada com desastres; uma redução substancial no número de pessoas afetadas; uma redução nas perdas económicas em relação ao Produto Interno Bruto Global (PIB); e redução substancial nos danos de desastres a infraestruturas criticas e rompimento de serviços básicos, incluindo de saúde e educação.

The targets also increase in the number of countries with national and local disaster risk reduction strategies by 2020; enhanced international cooperation; and increased access to multi-hazard early warning systems and disaster risk information and assessments.

Margareta Wahlström, presidente do Escritório da ONU para a Redução de Riscos de Desastre (UNISDR), afirmou que a adoção do novo quadro “ abre um novo capítulo no desenvolvimento sustentável” sendo que define metas claras e prioridades de ação que levarão a uma redução substancial do risco de desastre e perdas de vida, meios de subsistência e saúde.

 “A implementação do Quadro de Sendai nos próximos 15 anos irão requerer um forte compromisso e liderança política e isto será vital para alcançar os futuros acordos sobre os futuros objetivos de desenvolvimento sustentável e para o clima mais tarde este ano”, afirmou.

 “Evocando as palavras do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon no dia de abertura, a sustentabilidade começa em Sendai”, afirmou, enquanto a Conferência arrancava num ano de particular importância paras as Nações Unidas, com os líderes mundiais a encontrarem-se em julho em Addis Ababa para debater o financiamento de desenvolvimento e mais uma vez em setembro em Nova Iorque para adotar a nova agenda de desenvolvimento. Por fim em dezembro em Paris para formular um acordo sobre o clima forte e significativo.

Os trabalhos da Conferência, que tiveram início a 14 de março, começou com uma nota sombria, com um forte ciclone a assolar o Vanuatu e as ilhas vizinhas no Sul do Pacífico. Ban Ki-moon prometeu apoio de todo o sistema das Nações Unidas quando a dimensão dos estragos na pequena ilha começou a surgir.

A conferência mundial contou com cerca de 6500 participantes, incluindo 2800 representantes do Governo de 187 países. O Fórum Público teve cerca de 143 mil visitantes nos cinco dias da conferência, tornando-a num dos maiores eventos da ONU alguma vez realizados no Japão.

19 de março de 2015, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC