Quarta, 16 Outubro 2019
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Numa tentativa de reduzir mortes na estrada, ONU proclama a Década de Acção para a Segurança Rodoviária

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, hoje, o período entre 2011 e 2020 Década de Acção para a Segurança Rodoviária, a fim de incentivar os esforços nacionais e internacionais para prevenir ou inverter a tendência crescente de mortes e feridos resultantes de acidentes de viação em todo o mundo.

Na resolução adoptada hoje, este órgão solicitou também à Organização Mundial de Saúde (OMS) que, em cooperação com outros parceiros, preparasse um plano de acção que orientasse as acções a realizar durante a Década, conforme pedido na Primeira Conferência Ministerial Mundial sobre Segurança Rodoviária, que decorreu em Moscovo, no ano passado.

“Há muito que se espera por esta Década”, referiu o Dr. Etienne Krug, Director do Departamento de Prevenção da Violência e dos Traumatismod e da Deficiência da OMS, em declarações a jornalistas, antes de a Assembleia Geral ter adoptado a resolução.

Todos os anos morrem cerca de 1,3 milhões de pessoas em consequência de acidentes rodoviários, metade das quais são peões, ciclistas e pessoas em motocicletas, que o Dr. Krug designou por “utilizadores vulneráveis das estradas – pessoas que, frequentemente, não têm sequer poder para comprar um carro mas que, mesmo assim, são vítimas de acidentes rodoviários”.

Para além do número de vítimas mortais, entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem, todos os anos, ferimentos não-letais resultantes de acidentes de viação, sendo os ferimentos rodoviários a principal causa de morte das pessoas entre os 15 e os 44 anos.

Segundo o Global Status Report on Road Safety, lançado no passado mês de Junho, os ferimentos resultantes de acidentes rodoviários são um problema de saúde pública importante, sobretudo para os países de baixo ou médio rendimento.

A primeira avaliação abrangente da situação em matéria de segurança rodoviária em 178 países demonstrou também que é necessário intensificar significativamente  a acção para tornar as estradas mais seguras em todo o mundo.

O Dr. Krug sublinhou ainda que o relatório menciona o facto de apenas 15% dos países terem legislação adequada para dar resposta a alguns dos principais factores de risco, nomeadamente a condução sob efeito do álcool, o excesso de velocidade e a não utilização de cintos de segurança e de capacetes.

Disse ainda confiar em que esta Década “não se resuma apenas a palavras no papel”, mas  seja um catalisador para mobilizar a energia dos actores nacionais e internacionais com vista ao reforço da acção em matéria de segurança rodoviária, bem como para melhorar as infra-estruturas rodoviárias, a segurança dos veículos, o comportamento dos utilizadores das estradas e os cuidados em caso de traumatismos.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 2/03/2010)