Quarta, 23 Janeiro 2019
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Índice da ONU revela profundas desigualdades entre países ricos e pobres

Os países do mundo continuam a apresentar melhorias substanciais em matéria de desenvolvimento humano, mas subsistem ainda grandes desigualdades entre países ricos e pobres, advertiu, hoje, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ao revelar o índice anual que reflecte os progressos nesse domínio.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que combina indicadores como esperança de vida, alfabetização, escolaridade e produto nacional bruto (PNB) per capita, foi calculado, este ano, para 182 países e territórios, um número sem precedentes, e divulgado como parte do Relatório do Desenvolvimento Humano.

A principal autora do relatório, Jeni Klugman, afirmou que os progressos haviam sido irregulares, apesar de melhorias globais significativas, nos últimos 30 anos.

“Muitos países conheceram reveses nas últimas décadas, devido ao abrandamento da economia, a crises relacionadas com conflitos e à epidemia do VIH/SIDA”, disse Jeni Klugman. “E isso aconteceu antes de o impacto da actual crise financeira mundial se ter feito sentir”.

Klugman observou que alguns países conseguiram avanços particularmente acentuados, desde 1980, na saúde e na educação, em especial em comparação com os rendimentos.

“Se bem que a redução das disparidades no que se refere a muitos educadores sobre saúde e educação seja uma boa notícia, a desigualdade persistente na distribuição dos rendimentos mundiais deverá continuar a ser um motivo de preocupação para os decisores políticos e as instituições internacionais”.

A Noruega, a Austrália e a Islândia continuam a ser os países que apresentam um IDH mais elevado, com base nos dados recolhidos em 2007, o último ano sobre o qual se dispõe de dados estatísticos. Seguem-se-lhes o Canadá, a Irlanda, os Países Baixos, a Suécia, a França, a Suíça e o Japão. Estes dez países figuram entre os 38 países e territórios com um IDH “muito elevado”, uma nova categoria.

Alguns países subiram três ou mais  lugares na lista – França, Venezuela, Colômbia, Peru e China –, em grande medida devido a melhorias em termos de esperança de vida e de rendimento. O Luxemburgo, Malta, Equador, Líbano, Belize, Tonga e Jamaica desceram três lugares ou mais.

O Níger, o Afeganistão e a Serra Leoa ocupam os últimos lugares da lista. Jeni Klugman apontou as enormes diferenças entre a vida de uma criança nascida no Níger e a de uma criança nascida na Noruega. A criança norueguesa pode esperar viver mais 30 anos e vir a ganhar, em média, 85 dólares por cada dólar ganho pela que nasceu no Níger.


(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 5/10/2009)