Sábado, 19 Janeiro 2019
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Sendo assim, a ONU não apoiará a Comissão “Verdade e Amizade” entre a Indonésia e Timor-Leste

A ONU reafirmou, hoje, a sua recusa em apoiar o trabalho da Comissão “Verdade e Amizade”, criada pela Indonésia e Timor-Leste, sobre as atrocidades cometidas em 1999, após o voto maciço timorense a favor da independência.
“A ONU não pode apoiar ou tolerar amnistias no que se refere a acusações de genocídios, de crimes contra a humanidade, de crimes de guerra ou de violações graves dos direitos humanos, nem fazer o que quer que seja que possa incentivar tais amnistias”, recorda uma declaração publicada hoje.
“O Secretário-Geral tem a firme intenção de se manter fiel a esta posição de princípio”, acrescentou a sua porta-voz adjunta, quando do encontro diário com a imprensa, em Nova Iorque.
“A não ser que o mandato desta Comissão seja revisto, em conformidade com as normas internacionais neste domínio, os funcionários da ONU não testemunharão nos seus debates nem empreenderão qualquer acção que possa apoiar o trabalho da Comissão e, desse modo, fazer avançar a concessão de amnistias por tais actos”, precisou.
Segundo informações veiculadas pela imprensa, a Indonésia e Timor-Leste concluíram, a 9 de Março, a criação de uma comissão de reconciliação que se debruçará sobre as atrocidades de 1999 e deverá iniciar em Agosto uma missão de dois anos.
A ONU, pelo seu lado, propôs que um grupo de peritos investigue as razões do fracasso da aplicação de uma resolução do Conselho de Segurança de 1999 que visava julgar as pessoas acusadas de crimes de guerra.


(Notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 26/07/2007)