Domingo, 18 Novembro 2018
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Dia Internacional da Tolerância: “tolerância é um ato de humanidade”

Dia Internacional da TolerânciaFoto ONU/Kim Haughton

Na sua mensagem para o Dia Internacional da Tolerância, a Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, considera que a “tolerância é um ato de humanidade, que devemos sustentar e promover no dia-a-dia das nossas vidas, para nos alegrar com a diversidade que nos torna fortes e os valores que nos unem”. Azoulay relembrou a declaração da UNESCO sobre os Princípios da Tolerância, onde a tolerância é reconhecida como o respeito e valorização das várias culturas mundiais, das nossas formas de expressão e das formas de ser humano. A tolerância também faz parte da “universalidade dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais de cada um”.

O fortalecimento da tolerância, promovido pelo entendimento mútuo entre culturas e povos é um dos valores fundamentais da Carta da Organização das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Atualmente, com o rápido crescimento de extremismos e conflitos no nosso mundo, o Dia Internacional da Tolerância tem grande importância para a ONU. De forma a combater a intolerância, as Nações Unidas definiram cinco pontos fundamentais:

  1. A luta contra a intolerância necessita leis;
  2. A luta contra a intolerância necessita educação;
  3. A luta contra a intolerância necessita acesso à informação;
  4. A luta contra a intolerância necessita sensibilização individual;
  5. A luta contra a intolerância necessita soluções locais.

O Dia Internacional da Tolerância é celebrado desde 1996, pela UNESCO. De realçar que ainda nos encontramos na Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022), com objetivo de promover o diálogo intercultural. Mais recentemente, as Nações Unidas lançaram a campanha “TOGETHER” para promover tolerância, respeito e dignidade em todo o mundo, com especial enfoque na redução das atitudes negativas em relação aos refugiados e migrantes.

Guterres defende soluções inovadoras para aumentar a confiança na internet

IGF websiteFoto UNESCO

O Secretário Geral das Nações Unidas considera que é necessário criar uma maior confiança na internet através de ideias inovadoras e soluções digitais que acelerem a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Guterres abordou temas como a cibersegurança e o discurso de ódio nas redes sociais, alertando para os perigos das redes sociais, por serem usadas para dividir e radicalizar.

O Secretário Geral das Nações Unidas participou no Fórum de Governação da Internet onde pediu que este encontro seja mais relevante num mundo cada vez mais digital, chamando à atenção para a necessidade de novas abordagens multidisciplinares e de ter um maior impacto na governação da internet. Guterres relembrou que mais de metade da população mundial continua sem acesso regular à internet, alertando que é necessário dar voz aos jovens e às mulheres.

Para o líder da ONU a tecnologia “deveria servir para capacitar as pessoas e não para as dominar.”

O Fórum de Governação da Internet é organizado anualmente pelas Nações Unidas com o objetivo de juntar vários parceiros governamentais e não governamentais, tanto de países desenvolvidos como de países em desenvolvimento, num intercâmbio de políticas e práticas relacionadas com a internet e as novas tecnologias. O objetivo é facilitar a partilha de conhecimento sobre os riscos e os desafios da Internet.

A 13º reunião anual do Fórum de Governação da Internet realiza-se entre os dias 12 e 14 de Novembro na sede da UNESCO em Paris, sobre o tema “Internet de Confiança”. Para além do Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, a sessão inaugural contou com a presença do Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, e da Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

António Guterres recebe Prémio CPLP

website cplp 

Foto CPLP

Na segunda-feira, 05 de Novembro, o Secretário Geral das Nações Unidas recebeu o prémio José Aparecido de Oliveira, atribuído pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa. A decisão da atribuição deste prémio a Guterres foi tomada pelos Chefes de Estado e de Governo na cimeira da CPLP em Cabo Verde, em julho passado, “pela atuação singular, com projeção internacional, na defesa e promoção dos princípios e valores da CPLP, bem como pelo elevado contributo na promoção e difusão da Língua Portuguesa”.

No discurso de agradecimento na sede da CPLP em Lisboa, António Guterres destacou o papel fundamental da CPLP na promoção da ordem multilateral atual, considerando a organização lusófona como um dos mais fortes pilares de apoio às Nações Unidas. Aos jornalistas, o Secretário Geral salientou que esse posicionamento "é mais indispensável do que nunca para resolver problemas mundiais", como as alterações climáticas, o terrorismo e os impactos provocados pela rápida evolução tecnológica.

Em resposta às questões dos jornalistas, António Guterres referiu estar preocupado com a deportação de refugiados congolenses de Angola, mas espera que as eleições na República Democrática do Congo tragam estabilidade à região. Partilhando a mesma esperança para que as eleições na Guiné-Bissau tragam estabilidade e prosperidade para este país lusófono. O Secretário Geral abordou ainda o processo de paz em Moçambique, e o futuro relacionamento com o novo presidente do Brasil, referindo que o Brasil é um país importante da nossa ordem internacional.

Mensagem de Guterres no Dia da ONU

A expressão «Nações Unidas» surgiu durante a II Guerra Mundial. Foi o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt, inspirado na Liga das Nações, que sugeriu a expressão "Nações Unidas", para fazer referência aos Aliados da Segunda Guerra Mundial.

A Organização das Nações Unidas (ONU), fundada dia 24 de outubro de 1945, veio substituir a Liga das Nações. Um dos seus principais objetivos foi impedir outro conflito mundial.

Na altura da sua fundação, a ONU contava com 51 estados-membros unidos em prol da paz e do desenvolvimento, com base nos princípios de justiça, dignidade humana e bem-estar de todos. Hoje, 193 países compõe as Nações Unidas.

Além da manutenção da segurança e da paz mundial, entre as suas competências estão também a promoção dos direitos humanos, auxílio ao desenvolvimento económico e progresso social, proteção do meio ambiente e o fornecimento de ajuda humanitária em casos de fome, desastres naturais e conflitos armados.

António Guterres: " num mundo de abundância, uma pessoa em cada nove não tem o suficiente para comer”

fao Foto/FAO

No dia 16 de outubro de 1945 foi criada no quadro das Nações Unidas (ONU) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Por esse motivo, é essa a data escolhida, desde 1979, para celebrar o Dia Mundial da Alimentação. O objetivo é alertar para a fome e desnutrição que ainda existem em muitas partes do mundo e, em especial, ajudar os países em desenvolvimento com os recursos económicos e técnicos necessários para conseguirem produzir a sua alimentação.

 O Secretário-geral da ONU diz que num “mundo de abundância, uma pessoa em cada nove não tem o suficiente para comer”. Segundo ele, a maioria das vítimas são mulheres. Cerca de 155 milhões de crianças sofrem de subnutrição crónica e podem ter de lidar com os efeitos da deficiência de crescimento durante todas as suas vidas.
A fome provoca quase metade das mortes infantis em todo o mundo. Para António Guterres, “isso é intolerável”. O Secretário-geral pede que a comunidade internacional se comprometa “com um mundo sem fome, um mundo em que todas as pessoas tenham acesso a uma dieta saudável e nutritiva.”

Pág. 1 de 1488

Início
Anterior
1