Quarta, 12 Dezembro 2018
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“Crianças da Amazônia” e o Rio+20  

children.amazonA terceira sessão do Cine ONU – Ciclo de Cinema sobre Direitos e Desenvolvimento, organizado em parceria pelo UNRIC, Plataforma das ONGD e Diário de Notícias,vai ter lugar no dia 19 de Junho às 18 horas no auditório do Diário de Notícias. O filme que vai ser exibido é “Crianças da Amazónia”, de Denise Zmekhol e o debate estará centrado na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, Rio+20.

O debate que se segue a exibição do documentário “Crianças da Amazónia”, contará com a presença da Relatora Especial da ONU para o Direito à água e saneamento, Catarina de Albuquerque e do Director executivo da OIKOS, João Fernandes, que irá participar na Conferência da ONU que começa no dia 20 no Rio de Janeiro. O debate será moderado pelo jornalista Anónio Perez de Metelo e tal como o filme pode ser seguido na internet no site do Diário de Notícias.

O documentário da cineasta brasileira Denise Zmekhol é o ponto de partida para a conversa sobre o que o mundo precisa de fazer para equilibrar as necessidades de desenvolvimento económico e o ambiente. Em “Crianças da Amazônia” Denise leva-nos numa viagem até o coração da Amazônia, à procura das crianças Suruí e Negarotê que ela havia fotografado 15 anos antes. É um filme sobre uma viagem, em parte uma viagem no tempo – uma jornada que conta a estória do que aconteceu na vida da maior floresta do planeta quando a estrada cortou suas terras.

A jornada cinematográfica de Denise reúne entrevistas e reflexões pessoais e poéticas sobre a devastação ambiental, a resistência e a renovação. O resultado é uma visão original da floresta amazônica contada, em parte, pelos próprios indígenas que vivenciaram o primeiro contacto com o mundo moderno há menos de 40 anos. Os personagens centrais do filme são as crianças, hoje adultos, que Denise fotografou a mais de 15 anos atrás e Chico Mendes, legendário seringueiro que organizou o movimento de militância pacifista para salvar a floresta, e que foi assassinado por um fazendeiro.

O filme faz-nos entender a relação estreita que existe entre nós mesmos, essa floresta distante e os povos que a habitam. “Todos nós somos Crianças da Amazónia, pois respiramos o mesmo ar, caminhamos no mesmo planeta e, de certa forma que ainda não compreendemos totalmente, compartilhamos o mesmo destino”, afirma a realizadora.

Depois desta sessão o Cine ONU – Ciclo de Cinema sobre Direitos e Desenvolvimento fará uma pausa de Verão e regressará em Setembro. Fique atento.