Sábado, 11 Fevereiro 2012
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Três meses depois do sismo no Haiti, foi possível evitar crise ainda mais grave para as crianças, segundo UNICEF

Três meses após o sismo no Haiti, foi possível evitar uma crise ainda mais grave para as crianças, ainda que haja que enfrentar grandes desafios, com a aproximação da estacão das chuvas, considera o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), num relatório publicado hoje.

A UNICEF salienta em especial que, apesar das destruições em vasta escala, não houve grandes epidemias nem um aumento significativo da taxa de malnutrição entre as crianças.

“Mais de um milhão de pessoas está a receber água potável, 200 000 mulheres e crianças beneficiam de programas alimentares e as campanhas de vacinação maciças permitiram imunizar mais de 100 000 crianças”, informa o relatório de actividades da UNICEF.

Por outro lado, “centros especializados acolhem mais de 25 000 crianças e as escolas puderam retomar as suas actividades em estruturas provisórias, graças ao fornecimento de milhares de tendas e centenas de kits educativos e de material pedagógico”, acrescentou.

No entanto, o relatório sublinha que subsistem enormes desafios nos domínios do saneamento e da violência contra as mulheres e as crianças, nos campos de refugiados, insistindo na “questão mais vasta das reduzidas capacidades do Governo e da sociedade civil”.

A UNICEF identificou várias prioridades urgentes, nomeadamente o fornecimento de abrigos de emergência às famílias dos deslocados, um acesso mais amplo da população sinistrada aos serviços essenciais e uma maior segurança.

O relatório apela à definição de uma “agenda transformadora” para as crianças do Haiti e coloca-as no centro dos esforços de reconstrução e de recuperação. A UNICEF acentua nomeadamente as questões de malnutrição crónica, a necessidade de um ambiente protegido para as crianças e a garantia da educação para todas elas.

“Estas prioridades são urgentes, quer a curto quer a longo prazo, sendo também fundamentais para a realização progressiva e completa dos direitos da criança”, sublinhou.

Uma porta-voz do Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), Elizabeth Byrs, sublinhou, em Genebra, os resultados conseguidos nestes três últimos meses no Haiti, realçando que 90% dos haitianos atingidos tinham recebido assistência em matéria de alojamento ou abrigo.

“As Nações Unidas deveriam poder atingir o seu objectivo de fornecer um abrigo a 1,3 milhões de pessoas até ao dia primeiro de Maio, antes do início da estacão das chuvas”, anunciou a porta-voz. No que diz respeito à protecção das mulheres, informou que tinham sido erguidas 300 tendas que permitiam o seu alojamento em condições de segurança.

No final de uma visita de dois dias ao Haiti, também a Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro, insistiu na necessidade de melhorar a segurança nos campos de deslocados.

Asha-Rose Migiro encontrou-se, ontem, à noite, com os habitantes de um campo de Port-au-Prince, a capital do Haiti, nomeadamente com mulheres que lhe confiaram o seu medo de ser roubadas ou sexualmente agredidas.

A Senhora Migiro deslocou-se também a Léogâne, epicentro do sismo de 12 de Janeiro, e encontrou-se com os responsáveis pelos organismoss da ONU no terreno, assim como com a Ministra haitiana para a Condição Feminina e os Direitos das Mulheres.

 (Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 13/04/2010)

 

Portuguese rio logo compactCatarina Furtado, Embaixadora da Boa Vontade para o FNUAP conta-nos qual o futuro com que ela sonha para o planeta.

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