Tuesday, 07 September 2010

De visita ao Haiti, Ban Ki-moon promete que o mundo continuará ao lado dos sinistrados

Dois meses depois do tremor de terra catastrófico que devastou o Haiti, o abrigo continua a ser a maior e mais urgente das prioridades, afirmou, hoje, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que se encontra no país para sensibilizar a comunidade internacional para a situação crítica da população e a mobilizar.

A transição de uma situação de emergência humanitária para um período de reconstrução já começou, mas continua a ser muito difícil, sublinhou Ban Ki-moon, dirigindo-se à imprensa em Port-au-Prince, a capital do país.

Tendo em vista a conferência de doadores para o Haiti que decorrerá na sede da ONU, em Nova Iorque, a 31 de Março, o Secretário-Geral encontrou-se com Presidente haitiano, René Préval, e o Primeiro-ministro, Jean-Max Bellerive. Em seguida, Ban Ki-moon visitou um campo que acolhe dezenas de milhares de deslocados.

Cerca de 230 000 haitianos morreram quando do tremor de terra e mais de 1,3 milhões de pessoas encontram-se sem abrigo. “Fizemos progressos” ao prestar uma ajuda de emergência, nomeadamente alimentos e água potável, afirmou Ban Ki-moon. O projecto “trabalho em troca de uma remuneração” permitiu empregar 85 000 pessoas e os capacetes azuis da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) bem como a polícia nacional haitiana conseguiram manter a ordem, acrescentou.

A estação das chuvas que se aproxima, a que se seguirá a estação dos ciclones prevista para Junho, corre o risco de afectar ainda mais as populações sem abrigo, alertou.

“O desafio mais urgente, neste momento, é o abrigo, o abrigo, o abrigo – em conjugação com o saneamento. Até ao momento, fornecemos tendas e toldos a cerca de 60% dos 1,3 milhões de pessoas que deles necessitam. Temos como objectivo chegar a todos no final de Abril”, afirmou Ban Ki-moon.

O Haiti precisa de fundos para construir escolas, estradas, o porto, infra-estruturas e a ajuda internacional será necessária para pagar os salários dos professores, dos médicos e enfermeiros, da polícia e dos funcionários, acrescentou.

O apelo humanitário no montante de 1,4 mil milhões de dólares lançado pelas Nações Unidas e os seus parceiros só está financiado a 49%, referiu.

“Sei que a comunidade pode, e vai, fornecer os recursos necessários”, a fim de ajudar os haitianos a “construírem um futuro melhor”, declarou Ban Ki-moon.

“Apesar de o tempo passar, o mundo não os esqueceu. Continua ao lado deles”, concluiu.

 

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 14/03/2010)

 

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