Sexta, 18 Abril 2014
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Alguns Factos e Números sobre as Pessoas com Deficiência

Síntese


  • Cerca de 10% da população, ou seja, 650 milhões de pessoas, vivem com uma deficiência. São a maior minoria do mundo.

  • Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), este número está a aumentar, devido ao crescimento demográfico, aos avanços da medicina e ao processo de envelhecimento.

  • Nos países onde a esperança de vida é superior a 70 anos, cada indivíduo viverá com uma deficiência em média 8 anos, isto é 11,5% da sua existência.

  • Oitenta por cento das pessoas com deficiência vivem nos países em desenvolvimento, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

  • Nos países membros da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE), segundo o Secretariado desta Organização, a proporção das pessoas com deficiência é nitidamente mais elevada nos grupos com menos instrução. Em média, 19% das pessoas menos instruídas têm uma deficiência, em comparação com 11% das mais instruídas.

  • Na maioria dos países da OCDE, a incidência das deficiência é mais elevada entre as mulheres do que entre os homens.

  • O Banco Mundial estima que 20% das pessoas mais pobres tenham uma deficiência e em geral são consideradas como as mais desfavorecidas pelos membros da sua própria comunidade.

  • As mulheres com deficiência sofrem múltiplas desvantagens, incluindo a exclusão devido ao seu sexo e deficiência.

  • As mulheres e raparigas com deficiência estão particularmente expostas a maus tratos. Um estudo realizado em Orissa (Índia), em 2004, mostra que quase todas as mulheres e raparigas com deficiência eram agredidas fisicamente em casa, 25% das mulheres com uma deficiência mental tinham sido violadas e 6% das mulheres com deficiência haviam sido esterilizadas à força.

  • Segundo a UNICEF. 30% dos jovens que vivem na rua são deficientes.

  • Entre as crianças com deficiência a mortalidade pode atingir os 80%, em países onde a mortalidade total das crianças com menos de 5 anos diminuiu para menos de 20%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, que acrescenta que, em certos casos, parece que as crianças são "eliminadas".

  • Estudos comparativos das leis sobre pessoas com deficiência mostram que apenas 45% dos países têm uma legislação anti-discriminatória ou que faça referência específica às pessoas com deficiência.

  • No Reino Unido, 75% das empresas do Índice FTSE cotadas na Bolsa de Londres não satisfazem os níveis mínimos de acesso à Internet, o que lhes causa prejuízos superiores a 147 milhões de dólares.


Educação


  • Nos países em desenvolvimento, 90% das crianças com deficiência não frequentam a escola, segundo a UNESCO.

  • A taxa de alfabetização mundial relativa aos adultos com deficiência não excede os 3% e 1%, no caso das mulheres com deficiência, afirma um estudo do PNUD, de 1998.

  • Nos países da OCDE, as pessoas com deficiência que seguem estudos superiores continuam a estar sub-representadas, embora o seu número esteja a aumentar, segundo a mesma Organização.


Emprego


  • Cerca de 386 milhões de pessoas em idade de trabalhar são deficientes, segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT). No seu caso, o desemprego atinge os 80%, em alguns países. Os empregadores partem, com frequência, do princípio de que as pessoas com deficiência não são capazes de trabalhar.

  • Ainda que as pessoas com deficiência constituam 5 a 6% da população indiana, as suas necessidades em matéria de emprego não são tomadas em consideração, segundo um estudo do Centro Nacional da Índia para a Promoção do Emprego para as Pessoas com Deficiência, apesar de a Lei sobre as Pessoas com Deficiência lhes reservar 3% dos empregos na função pública. Apenas cem mil dos cerca de 70 milhões de deficientes indianos conseguiram obter um emprego na indústria.

  • Segundo um estudo dos Estados Unidos, de 2004, apenas 35% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar arranjam emprego, em comparação com 78% das pessoas sem deficiência. Dois terços dos desempregados com deficiência inquiridos declararam que gostariam de trabalhar, mas não conseguiam arranjar emprego.

  • Segundo um estudo realizado pela Universidade Rutgers, em 2003, as pessoas com deficiência física ou mental continuam a estar largamente sub-representadas no mercado de trabalho americano. Um terço dos empregadores inquiridos declaravam que as pessoas com deficiência não poderiam realizar convenientemente as tarefas exigidas. A segunda razão mais comum apresentada para não contratar pessoas com deficiência é a necessidade de ter de proceder a adaptações dispendiosas.

  • Segundo um inquérito americano a empregados, realizado em 2003, o custo dessas adaptações não ultrapassava os 500 dólares; 73% dos empregadores informavam que não tinha sido necessário fazer qualquer adaptação para os seus empregados.

  • Segundo as empresas, as pessoas com deficiência têm uma taxa mais alta de conservação do emprego, o que reduz o elevado custo de renovação de efectivos, segundo um estudo dos Estados Unidos, realizado em 2002. Outros inquéritos americanos revelam que, ao fim de um ano de trabalho, as taxas de conservação do emprego das pessoas com deficiência é de 85%.

  • Milhares de pessoas com deficiência são bem sucedidas como pequenos empresários, segundo o Ministério do Trabalho dos Estados Unidos. O censo de 1990 revelou que a percentagem de pessoas com deficiência que trabalham como independentes ou têm experiência de gestão de uma pequena empresa (12,2%) é superior à das pessoas sem deficiência na mesma situação (7,8%).


Violência


  • Nas zonas de guerra, por cada criança morta, três são feridas e ficam com uma deficiência permanente.

  • Em certos países, 25% das deficiências são devidas a ferimentos ou actos de violência, segundo a OMS.

  • As pessoas com deficiência têm maior probabilidade de serem vítimas de violência ou violação, segundo um estudo inglês de 2004, e têm menos hipóteses de obter a intervenção da polícia, protecção jurídica ou cuidados preventivos.

  • Segundo os resultados da investigação, a taxa anual de violência contra crianças com deficiência é pelo menos 1,7 vezes mais elevada do que a relativa aos seus pares não deficientes.



 Dia em Memória das Vítimas do Genocídio do Ruanda

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