Quinta, 24 Abril 2014
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Presidente da Assembleia congratula-se com novo impulso dado às metas mundiais de luta contra a pobreza

Ao terminar a parte principal da 65.ª sessão da Assembleia Geral, o seu Presidente congratulou-se com os resultados da cimeira que assinalou o seu início e se destinou a promover a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), cuja finalidade é combater o legado mundial de pobreza, com todos os males que a mesma acarreta.

"Penso que estamos bem encaminhados e o mais importante para mim era saber se tínhamos ou não possibilidade de obter resultados e creio que obtivemos a resposta certa: temos", disse Joseph Deiss à UN Radio, referindo-se à cimeira de Setembro sobre os ODM, em que participaram mais de 100 chefes de Estado e de governo.

Observando que se havia reafirmado o prazo de 2015 para a consecução destes objectivos "muito difíceis", que visam reduzir drasticamente a pobreza extrema e a fome, a mortalidade materna e infantil, uma série de doenças e a falta de acesso à educação e aos serviços de saúde, Joseph Deiss acrescentou: "Espero que o mundo inteiro tenha ouvido esta promessa; agora teremos de a cumprir."

“A segunda questão que se pôs foi: estamos ou não dispostos a fazê-lo? Os países estão todos empenhados nisso? E obtivemos essa promessa. Agora, a terceira questão é a seguinte: como iremos cumprir essa promessa? Conseguimos transmitir uma mensagem de esperança, mas também uma mensagem de encorajamento, uma mensagem que pode gerar novo dinamismo".

Deiss explicou que um aspecto importante para ele era assegurar que a mensagem fosse construtiva e positiva, observando que, no período que antecedeu a cimeira, se falara muito num tom pessimista e se referira que os países não estarriam a agir em consonância com as metas.

"É verdade que há vários domínios em que não estamos bem ou totalmente em forma. Isso não deverá, porém, levar-nos a esquecer todo o trabalho importante que já foi realizado", afirmou, mencionando os relatórios sobre assuntos humanitários das Nações Unidas, em que se afirma que "apesar de haver muitos problemas, as pessoas estão em melhor situação a nível mundial, têm mais alimentos, uma educação melhor e uma saúde melhor do que há 10, 20 ou 30 anos".

"Temos claramente de atacar os pontos mais sensíveis ou fracos das acções realizadas até à data, mas creio que foi essa efectivamente a finalidade da cimeira – revelar as fragilidades actuais, para garantir resultados até 2015".

Ao examinar os primeiros três meses da sua presidência da 65.ª Assembleia Geral, que termina em Setembro próximo, Joseph Deiss identificou a governação mundial como o segundo grande tema. Mencionou a necessidade de conciliar o facto de haver cada vez mais problemas que não podem ser resolvidos pelos países isoladamente – tais como o aquecimento global, a paz como objectivo fulcral da ONU, a migração e o terrorismo – com o desejo de soberania dos Estados. "Como havemos nós de juntar todos os países?" perguntou.

Dirigindo-se aos Estados-membros, quando estes se reuniram para concluir o trabalho da Assembleia na sexta-feira à noite, Joseph Deiss saudou o "espírito construtivo e de cooperação" que caracterizara as deliberações críticas e por vezes difíceis sobre uma série de questões, desde a erradicação da pobreza e os direitos humanos ao desenvolvimento sustentável e desarmamento.

Sobre o trabalho a realizar em 2011, disse que a principal prioridade seria a preparação da reunião de alto nível sobre o VIH/SIDA, prevista para Junho, bem como a necessidade de avançar decisivamente no que respeita a questões relacionadas com a reforma e a revisão do trabalho de importantes órgaos das Nações Unidas.

Um outro aspecto importante serão os preparativos para várias reuniões de alto nível a realizar em Setembro, nomeadamente sobre a prevenção e controlo das doenças não transmissíveis.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 23/12/2010)

 


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