Segunda, 29 Dezembro 2014
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Esforços em prol do desenvolvimento têm de incluir medidas para acabar com violência contra as mulheres, segundo perita da ONU

No quadro de uma campanha intitulada “16  dias de activismo para eliminar a violência contra as mulheres”, a Relatora Especial sobre a violência contra as mulheres, Rashida Manjoo, sublinhou que a luta contra essa violência contribuía directamente para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

 

 

“Enquanto essa discriminação persistir e enquanto não se procurarem alcançar os ODM prestando mais atenção aos crescentes riscos e desafios que as mulheres enfrentam, tanto na lei, como nas políticas e nas práticas, os ODM não conseguirão promover e proteger os direitos humanos das mulheres”, afirmou Rashida Manjoo.

A Relatora Especial disse que a violência está profundamente enraizada em atitudes, práticas e sistemas discriminatórios, acrescentando que surgiram novos desafios, devido a fenómenos como a crise económica mundial, a degradação ambiental e a utilização da violência contra as mulheres como uma arma de guerra, em situações de conflito. Neste contexto, diversas formas de discriminação contribuíram para exacerbar a violência contra as mulheres”, explicou.

A violência de género manifesta-se desde a infância e em todas as fases da vida das mulheres e das raparigas. Atitudes patriarcais, profundamente enraizadas, tanto em casa como na escola, perpetuam o poder masculino e reforçam as desigualdades e a discriminação. A violência de género compromete a saúde, a dignidade e o gozo dos direitos humanos das mulheres.

Rahsida Manjoo referiu que o ensino primário universal para as raparigas e os rapazes é essencial, mas sublinhou que a educação tem de se basear em direitos e assentar nos princípios da igualdade de género, para que as raparigas possam contestar a discriminação, exigir a justiça e viver sem estarem sujeitas a violência.

A violência contra as raparigas na escola e a caminho da escola constitui actualmente um obstáculo importante à escolarização e ao bom desempenho e deveria ser combatida como uma prioridade, disse.

“A violência limita a capacidade das mulheres para exercerem os seus direitos sexuais e reprodutivos e tem um impacto directo e perigoso na luta contra a mortalidade e morbilidade maternas”.

“Não esqueçamos que a violência afecta não só milhões de mulheres como as impede de participarem no desenvolvimento dos seus países. Só colocando os direitos das mulheres no centro dos nossos esforços construiremos um mundo melhor”, concluiu.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 06/12/2010)

 

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