Quarta, 23 Abril 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Relatório histórico da ONU revela progressos do desenvolvimento no mundo inteiro, inclusivamente nos países mais pobres

 

A maioria dos países em desenvolvimento realizou progressos substanciais, que têm sido subestimados, nos sectores da saúde e da educação nas últimas décadas, apesar de subsistirem desigualdades acentuadas entre os países e dentro dos países, afirma um importante relatório das Nações Unidas sobre o desenvolvimento humano global, que foi divulgado hoje.

 

 

O Relatório do Desenvolvimento Humano, publicado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), avalia o estado do desenvolvimento humano com base em indicadores de saúde, educação e rendimento, como alternativa às avaliações puramente macroeconómicas do progresso nacional.

Nesta 20ª edição, o relatório examina as tendências das últimas quatro décadas e conclui que , hoje, as pessoas são de um modo geral mais saudáveis, mais ricas e mais instruídas do que em 1970.

Segundo o relatório, estes progressos não estão directamente ligados ao crescimento económico nacional, o que significa que é possível efectuar, e foram efectuados, progressos impressionantes a longo prazo sem que tenha havido um desempenho económico consistente.

"Os nossos resultados confirmam duas teses fulcrais do Relatório do Desenvolvimento Humano desde o início", afirmou Jeni Klugman, principal autora do relatório. "Desenvolvimento humano não é a mesma coisa que crescimento económico, e é possível conseguir resultados substanciais sem um crescimento rápido".

A nível mundial, a esperança de vida aumentou de 59 anos em 1870 para 70 anos em 2010, afirma o relatório. A escolaridade no ensino primário e secundário aumentou de 55% para 70%, no mesmo período. Embora todas as regiões tenham beneficiado destes progressos, houve grandes variações; por exemplo, a esperança de vida aumentou 18 anos, no mundo árabe, mas apenas 8 anos, na África Subsariana.

Entre os dez países que registaram progressos mais acentuados incluem-se o Omã, o Nepal e o Laos, enquanto a Etiópia, o Camboja e o Benim estão entre os 20 países mais bem classificados – países que, segundo o relatório, não são "normalmente apontados como histórias de sucesso", disse Jeni Klugman.

O relatório também realça desigualdades graves, entre os países e dentro dos países. Nos últimos 40 anos, os países mais mal classificados no Índice do Desenvolvimento Humano registaram uma melhoria inferior a 20%, em comparação com médias de 54% no grupo de países com melhores desempenhos.

"Temos assistido a grandes avanços, mas as mudanças das últimas décadas não têm sido de modo nenhum inteiramente positivas", sublinham os autores. "Alguns países têm sofrido reveses graves, especialmente no sector da saúde, por vezes anulando em poucos anos os progressos acumulados ao longo de várias décadas".

"Embora estejam a diminuir, os défices de desenvolvimento humano no mundo inteiro continuam a ser enormes".

"Os Relatórios do Desenvolvimento Humano mudaram a forma como vemos o mundo", disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon ao lançar o relatório em conjunto com Helen Clark, Administradora do PNUD, e Amartya Sen, vencedor do Prémio Nobel, que ajudou a criar o primeiro Índice do Desenvolvimento Humano para o primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano em 1990".

"Aprendemos que, embora o crescimento económico seja muito importante, aquilo que importa, em última análise, é utilizar o rendimento nacional para dar a todas as pessoas uma oportunidade de terem uma vida mais longa, mais saudável e mais produtiva", declarou.

Ban Ki-moon acrescentou que havia "uma linha recta a ligar o Relatório do Desenvolvimento Humano aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio", as oito metas de redução da pobreza e desenvolvimento social que os Estados e os seus parceiros concordaram em atingir até 2015. "O Relatório do Desenvolvimento Humano foi concebido para medir resultados. Os ODM estabelecem metas específicas tendo em vista um mundo melhor", disse o Secretário-Geral. "Pôr as pessoas em primeiro lugar significa combater a pobreza, a fome e a doença. Os ODM dão expressão a esta abordagem".

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 4/11/2010)

 


 Dia em Memória das Vítimas do Genocídio do Ruanda

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.