Sábado, 11 Fevereiro 2012
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Novo relatório sobre os ODM revela resultados díspares

O mundo continua a avançar em direcção à realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), apesar da recessão económica mundial, mas o ritmo a que as melhorias estão a verificar-se continua a ser demasiado lento e os países têm de intensificar os seus esforços, caso queiram atingir os ODM até 2015, data em que termina o prazo fixado para a sua realização, afirma um novo relatório das Nações Unidas.

O relatório anual de avaliação, divulgado hoje pelo Secretário-Geral Ban Ki-moon, mostra que o mundo efectuou enormes progressos no que respeita à redução da pobreza extrema, à luta contra o VIH/SIDA, a malária e outras doenças e a garantir um maior acesso à água potável, mas continua a avançar muito lentamente noutras áreas vitais, tais como a melhoria da saúde materna e um maior acesso a um saneamento de qualidade.

Dirigindo-se aos jornalistas, Ban Ki-moon disse que o relatório demonstra que os dirigentes mundiais têm de se concentrar em várias frentes: a criação de empregos, a promoção do crescimento económico, a segurança alimentar, a promoção das energias limpas e o reforço das parcerias entre os países ricos e pobres, para ajudar as pessoas mais vulneráveis do mundo.

"A incerteza económica não pode ser um pretexto para abrandarmos os nossos esforços de desenvolvimento", afirmou o Secretário-Geral. "É uma razão para os acelerarmos. Investindo nos ODM, estamos a investir no crescimento económico mundial. Concentrando-nos nas necessidades das pessoas mais vulneráveis, estamos a lançar as bases de um futuro mais sustentável e mais próspero".

Ban Ki-moon anunciou que vai criar o Grupo de Apoio aos ODM, composto por 17 membros – actuais e antigos líderes políticos, empresários e pensadores do mundo inteiro, que irão trabalhar com vista a obter apoio para a realização dos Objectivos.

O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, e o Primeiro-Ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, serão co-presidentes do grupo, que reunirá pela primeira vez no próximo mês – dois meses antes de os dirigentes mundiais participarem numa cimeira destinada a acelerar os progressos em direcção à consecução dos ODM, que terá lugar na sede das Nações Unidas em Nova Iorque,.

O relatório de avaliação dos ODM, baseado em dados fornecidos por mais de 25 organismos da ONU e organizações internacionais, revela que, nas duas últimas décadas, o mundo conseguiu reduzir substancialmente a percentagem de pessoas que vivem na pobreza extrema, ou seja, as pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia.

A taxa de pobreza extrema baixou de 46%, no ano de referência de 1990, para 27%, em 2005, e prevê-se que diminua para 15% até 2015, em grande medida graças aos avanços registados na China, no Sul da Ásia e no Sudeste Asiático.

Mas, embora a luta contra a pobreza tenha continuado a avançar, apesar da recessão económica mundial e da recente crise alimentar, o relatório refere que a fome e a malnutrição estão a aumentar em algumas regiões, como o Sul da Ásia, por exemplo, e subsistem disparidades entre ricos e pobres e entre as comunidades urbanas e rurais.

As raparigas também continuam a não beneficiar das mesmas oportunidades que os rapazes, especialmente no ensino – uma rapariga de um dos agregados familiares mais pobres tem quatro vezes menos probabilidade de frequentar a escola do que um rapaz do mesmo meio.

E embora a região da América Latina e Caraíbas tenha efectuado progressos importantes no domínio da saúde infantil e da igualdade de género, apenas menos de metade das mulheres de algumas regiões africanas recebem assistência de pessoal de saúde qualificado durante o parto.

O relatório sobre os ODM foi divulgado em vésperas das cimeiras do G8 e do G20, que reunirão as principais economias no próximo fim-de-semana no Canadá.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 23/06/2010)

Portuguese rio logo compactCatarina Furtado, Embaixadora da Boa Vontade para o FNUAP conta-nos qual o futuro com que ela sonha para o planeta.

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