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Equipa da ONU em Bruxelas realça resultado do trabalho realizado em parceria com a União Europeia, num relatório anual

Bruxelas, 10 de Junho de 2010 (Centro de Informação Regional das Nações Unidas) -- Ao influir na vida de dezenas de milhões de pessoas em mais de cem países, a equipa das Nações Unidas em Bruxelas está a demonstrar os resultados concretos de uma parceria cada vez mais dinâmica entre as Nações Unidas e a União Europeia. O Centro das Nações Unidas em Bruxelas divulgou, hoje, o quinto relatório anual sobre as acções conjuntas que realizou com os seus parceiros da UE, acções que vão desde a prevenção de crises, as actividades humanitárias e a promoção do desenvolvimento sustentável até à consolidação de sociedades democráticas e justas. O relatório deste ano, um documento muito pormenorizado, dá um rosto humano à parceria ONU-UE, apresentando um vasto leque de exemplos concretos do mundo inteiro – desde projectos de desminagem na Albânia a iniciativas destinadas a melhorar as condições de higiene no Uganda.

Nos seus preâmbulos, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, enaltecem as conquistas da parceria ONU-UE, salientando que as duas organizações são, de facto, parceiros naturais nas áreas da promoção da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos, porque partilham dos mesmos valores, objectivos e preocupações ao enfrentarem os grandes desafios mundiais.

O mandato mundial e a imparcialidade das Nações Unidas conferem uma legitimidade inigualável à sua acção, enquanto o alcance quase universal da sua presença nos países proporciona uma ampla plataforma de coordenação que permite  utilizar recursos de uma grande diversidade de actores, num esforço comum. Isto, em conjunto com os imensos conhecimentos especializados dos peritos em questões humanitárias e de desenvolvimento que se encontram no terreno, cria vantagens únicas que permitem tirar o máximo partido do forte empenhamento da União Europeia, bem como da sua vontade de agir, dos seus recursos e dos seus conhecimentos para resolver problemas mundiais. Trabalhando em conjunto, a ONU e a UE obtêm resultados que vão além daquilo que cada uma das organizações conseguiria alcançar, se agisse sozinha.

Tomando como base numerosas experiências e reflectindo sobre as lições extraídas dos resultados de 2009, o relatório foca uma série de elementos fundamentais que continuam a dar à parceria a sua força única. Entre esses elementos incluem-se a importância de se combinar o diálogo político, a troca de conhecimentos, a selecção e promoção de metodologias e ferramentas comuns, e o melhoramento da coordenação a todos os níveis com acções concretas no terreno. O apoio político e financeiro constante da UE às reformas das Nações Unidas também é destacado como uma força impulsionadora significativa da parceria.

O relatório deste ano surge num momento crucial em que faltam poucos meses para a cimeira de Setembro, convocada pelas Nações Unidas, onde os dirigentes mundiais deverão reafirmar o seu empenhamento na consecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015. Ao considerar os desafios que o futuro trará, o relatório afirma claramente que "a ONU e a UE têm de saber responder e de usar a força da sua actual parceria para acelerar o seu contributo para os ODM" de uma maneira concertada.

O relatório sublinha que a parceria se tem alargado e aprofundado. Foi alargada, de modo a abranger praticamente todos os direitos humanos, bem como as questões humanitárias e de desenvolvimento abrangidas pelo mandato das Nações Unidas, e foi aprofundada, a fim de maximizar as sinergias entre as intervenções nestes domínios e a consecução de uma paz e segurança permanentes.

Ao descrever os numerosos progressos alcançados graças ao trabalho desenvolvido em conjunto pela ONU e pela UE, o relatório apresenta provas concretas de um aprofundamento da parceria no domínio da ajuda humanitária e do desenvolvimento sustentável. Entre eles incluem-se os seguintes:

  • Pessoas de mais de 60 países afectadas por catástrofes naturais ou conflitos beneficiaram de intervenções vitais, tais como o abastecimento de alimentos, abrigo, água, cuidados de saúde de emergência, educação e protecção.
  • Mais de 150 milhões de metros quadrados de terrenos foram desminados e foram destruídas 4000 toneladas de armas ligeiras e de pequeno calibre.
  •  A reconstrução de escolas garantiu que mais de 100 000 crianças pudessem voltar para as aulas, nomeadamente em situações de emergência, criando desse modo uma sensação de normalidade para as crianças em causa.

 

  • Comunidades de mais de 20 países receberam apoio para se prepararem para - e responderem a - catástrofes naturais e atenuar o sofrimento que as mesmas podem causar.
  • Aproximadamente 14 milhões de pessoas de mais de 50 países receberam apoio alimentar.
  • Foi assegurado o fornecimento de água potável a populações de 13 países.
  •  A parceria trabalhou com 12 países com vista a eliminar o trabalho infantil e prestou apoio psicossocial a crianças traumatizadas, em países em situação de crise ou que haviam saído de uma crise.
  • Foram reforçados os sistemas eleitorais de 22 países e expressos 88 milhões de votos válidos em 8 países, em eleições realizadas entre Dezembro de 2008 e Dezembro de 2009.
  • 22 países receberam apoio para incorporar a pobreza e as questões ambientais nas suas estratégias de planeamento e desenvolvimento.
  • 11 países receberam apoio para melhorar a gestão das florestas.
  • Aproximadamente 20 países receberam apoio para aumentar a sua competitividade no mercado internacional, reforçando a sua capacidade de cumprir as normas do comércio internacional.

Em última análise, é a forma como estes programas de assistência influenciam o quotidiano das pessoas que está no cerne da parceria ONU-UE. Através de dezenas de relatos de casos pessoais, o relatório deste ano apresenta programas de países específicos do ponto de vista de indivíduos.

* *** *

O texto completo do relatório está disponível no sítio Web da equipa das Nações Unidas em Bruxelas, em http://www.unbrussels.org/

 

Portuguese rio logo compactCatarina Furtado, Embaixadora da Boa Vontade para o FNUAP conta-nos qual o futuro com que ela sonha para o planeta.

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