FICHA INFORMATIVA
OBJECTIVO
DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO 6
Combater o VIH/SIDA, a malária
e outras doenças
METAS:
- Deter e começar a
reduzir, até 2015, a propagação do VIH/SIDA
- Assegurar, até 2010, o
acesso universal ao tratamento contra o VIH/SIDA a todas as pessoas que dele
necessitam
- Até 2015, deter e
começar a reduzir a incidência da malária e de outras doenças
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ALGUNS FACTOS
- Todos
os dias, mais de 7400 pessoas são infectadas pelo VIH e 5500 morrem de doenças
relacionadas com a SIDA. O VIH continua a ser a principal causa de morte entre
as mulheres em idade reprodutiva no mundo inteiro.
- Estima-se
que, em 2008, 33,4 milhões de pessoas vivessem com o VIH, dois terços das quais
na África Subsariana.
- O acesso ao tratamento do VIH
nos países de baixo e médio rendimento aumentou para o décuplo, em apenas cinco
anos.
- A malária mata uma criança
no mundo em cada 45 minutos. Cerca
de 90% das mortes por malária ocorrem em África, onde a doença é responsável
por um quinto da mortalidade infantil.
- Em
2008, 1,8 milhões de pessoas morreram de tuberculose, metade das quais eram
seropositivas.
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EM QUE PONTO ESTAMOS?
A resposta mundial à SIDA gerou
progressos tangíveis em direcção à consecução do ODM 6. O
número de novas infecções baixou sistematicamente de 3,5 milhões, o pico
atingido em 1996, para 2,7 milhões, em 2008. O número de mortes relacionadas
com a SIDA também diminuiu de 2,2 milhões, em 2004, para 2 milhões, em 2008.
Embora
a epidemia pareça ter estabilizado na maioria das regiões, o número de novas infecções está a
aumentar na Europa Oriental e na Ásia Central. A nível mundial, o número de
seropositivos continua a subir, devido ao efeito conjugado das novas infecções
pelo VIH e ao efeito benéfico da
terapia anti-retroviral.
Há
17,5 milhões de crianças que perderam ambos os progenitores ou um deles devido à
SIDA. Mais de 80% (14,1 milhões) vivem na África Subsariana.
O conhecimento sobre o VIH é o
primeiro passo para evitar a sua transmissão. No entanto, menos de um terço dos homens jovens e apenas
um quinto das mulheres jovens, nos países em desenvolvimento, conhecem os
factos básicos sobre o vírus. Embora os preservativos tenham vindo a ser
gradualmente mais aceites em alguns países, o seu uso continua a ser reduzido,
especialmente entre os jovens adultos dos países em desenvolvimento.
O acesso às terapias anti-retrovirais aumentou, mas esse aumento continua a
ser inferior ao da progressão das taxas de infecção pelo VIH. Quando
a terapia anti-retroviral foi lançada, em 2003, havia apenas 400 000 pessoas a
receber esse tratamento. No final de 2009, mais de cinco milhões de pessoas
estavam a ser tratadas. O número de pessoas com acesso a esse tratamento
aumentou para 12 vezes mais, nos últimos seis anos. Mas, por cada dois
indivíduos que iniciam o tratamento todos os anos, há cinco novas pessoas
infectadas pelo VIH.
O
acesso à terapia anti-retroviral é particularmente importante no caso das
mulheres grávidas, uma vez que, na sua maioria, os 2,1 milhões de crianças
seropositivas com menos de 15 anos foram infectadas no útero, no parto ou
através do aleitamento materno. Em 2008, 45% das grávidas seropositivas dos
países em desenvolvimento receberam tratamento, em comparação com 35%, no ano
anterior. Só em 2008, foi possível prevenir mais de 60 000 infecções pelo VIH
entre os bebés em risco, em virtude de as suas mães seropositivas terem
recebido tratamento.
Metade da população do mundo
corre o risco de contrair malária. Estima-se que, em 2008, 243 milhões de
casos de malário tenham dado origem a 863 000 mortes, 89% das quais ocorreram
em África. A doença é também uma causa importante de anemia entre as crianças e
mulheres grávidas.
Aumento substancial dos
financiamentos ajudou recentemente a controlar a malária. A produção mundial de redes mosquiteiras aumentou de 30
milhões para 150 milhões por ano, entre 2004 e 2009. Os medicamentos antimaláricos à base de
artemisina passaram a estar mais
disponíveis, embora a cobertura varie fortemente segundo os países. Os fundos
externos destinados à luta contra a malária aumentaram acentuadamente nos
últimos anos e, em 2009, atingiram 1,5 mil milhões de dólares, um montante que, no
entanto, fica muito aquém dos 6 mil milhões de dólares que são necessários, só em
2001, para atingir a meta do ODM.
A tuberculose continua a ser
segunda principal causa de morte, logo a seguir ao VIH, mas a sua prevalência
está a diminuir na maioria das regiões. Calcula-se que, em
2008, a prevalência da tuberculose fosse de 11 milhões, mas o número de novos
casos baixou de 143 para 139 por 100 000 pessoas, entre 2004 e 2008. Se a
actual tendência se mantiver, a meta dos ODM que consiste em deter e inverter a
incidência da turberculose, terá sido atingida em 2004. As taxas de incidência
têm baixado em todas as regiões, excepto na Ásia, que representa 55% do total
de novos casos.
O QUE RESULTOU
- Assegurar
o acesso gratuito a terapia anti-retrovirais no Botsuana: O acesso universal gratuito a medicamentos
anti-retrovirais, combinado com informação sobre o regime alimentar e
suplementos dietéticos, ajudou a aumentar em quatro anos a esperança de vida no
Botsuana. Em 2007, 79% das pessoas numa fase avançada da infecção pelo VIH
recebiam tratamento anti-retroviral e o número de novos casos de infecção entre
as crianças diminuiu cinco vezes, entre 1999 e 2007.
- Abrandar
as taxas de novas infecções pelo VIH entre os jovens: Em
15 dos países mais seriamente afectadas, incluindo a Costa do Marfim, a
Etiópia, o Quénia, o Malávi, a Namíbia, a Tanzânia e o Zimbabué, a prevalência
do VIH entre os jovens diminuiu mais de 25%, em virtude de os jovens decidirem
iniciar as relações sexuais mais tarde, terem menos parceiros e usarem
preservativos.
- Distribuir mosquiteiros tratados
com insecticida para combater a malária: Em
2007-2009, os fabricantes distribuíram pelos países africanos quase 200 milhões
de redes mosquiteiras, o suficiente para cobrir mais de metade das populações
em risco de contrair malária nos países africanos onde esta doença é endémica.
- Controlar a incidência da
tuberculose na Índia. Estima-se que a doença mate,
anualmente, 330 000 pessoas na Índia. Desde 1997, o Programa Nacional Revisto
de Controlo da Tuberclose, o maior programa do mundo contra a tuberculose,
proporcionou tratamento a mais de 11 milhões de doentes e salvou mais de dois
milhões de vida. As taxas de mortalidade da tuberculose no país baixaram 43%,
entre 1990 e 2008, e a prevalência sofreu uma diminuição de 44%.
- Proteger as famílias
contra a malária, o sarampo e a poliomielite no Togo: Em 2004, o Togo lançou uma campanha integrada de saúde pública. A vacinação
contra o sarampo e a poliomielite era conjugada com a distribuição gratuita de
redes mosquiteiras tratadas com insecticida, suplementos de vitamina A e
medicamentos contra parasitas. Em 2008, 72% dos agregados familiares visados
tinham uma rede mosquiteira e cerca de um milhão de crianças haviam beneficiado
de tratamento contra parasitas.
O QUE ESTÁ A FAZER A ONU?
- O Programa Conjunto das Nações
Unidas sobre VIH/SIDA (ONUSIDA) congrega os esforços e reúne os recursos de
dez organizações do sistema da ONU para ajudar os países , dando-lhes apoio
técnico no quadro da execução dos seus planos nacionais de luta contra a SIDA.
- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Mundial
de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o ONUSIDA
ajudaram os países a ampliar os programas de prevenção da transmissão do VIH de mãe a filho, nomedamente através
de formação e aconselhamento e apoio técnico para acederem aos recursos do Fundo Mundial.
- No Burquina Faso, o Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) presta apoio regular a quase 36 000pessoas seropositivas. Os pacientes
recebem visitas domiciliárias, refeições e ajuda para criar pequenas empresas. Três
milhões de pessoas participaram nas actividades de prevenção, durante os
últimos cinco anos.
- No Vietname, o UNFPA está a apoiar uma iniciativa do Ministério da Educação
e da Formação com vista a dar aos alunos do ensino secundário meios para se
protegerem da infecção pelo VIH através de um programa de prevenção integrado de saúde reprodutiva e prevenção do VIH, a
nível nacional.
- Através da campanha “Bastam Redes Mosquiteiras”, da Fundação das as Nações
Unidas, da Iniciativa contra a Malária do Presidente dos Estados Unidos, da
Cruz Vermelha Canadiana, da OMS, da UNICEF e da “Malaria no More”, foram
distribuídos no Mali 2,8 milhões de redes
mosquiteiras tratadas com insecticida, cobrindo 95% do total de menores de
cinco anos:
- O Alto Comissariado das Nações
Unidas para os Direitos Humanos (ACDH), em parceria com o ONUSIDA e o PNUD,
elaborou um Handbook on HIV/AIDS and
Human Rights (Manual sobre
VIH/SIDA e Direitos Humanos) destinado às instituições nacionais de direitos
humanos.
- A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO) dirige a Iniciativa Mundial
sobre Educação e VIH/SIDA (EDUCAIDS) que ajuda a planear e implementar
respostas integrais que abordem os efeitos da pandemina nos seus sistemas
educativos.
Fontes: Relatório sobre os Objectivos de
Desenvolvimento do Milénio 2010, Nações Unidas; UN MDG
Database (http://mdgs.un.org); MDG Monitor Website (www.mdgmonitor.org); What Will it
Take to Achieve the Millennium Development Goals? --
An International Assessment 2010, Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD); MDG Good Practices 2010, Grupo dos
Nações Unidas para o Desenvolvimento; Fundo das Nações Unidas para a População
(UNFPA); Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH); Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); Gabinete do
Enviado Especial do Secretário-Geral para a Malária.
Para mais informações, é favor contactar
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ou visitar www.un.org/millenniumgoals.
Publicado pelo Departamento de Informação Pública da ONU
– DPI/2517F – Setembro de 2010