Terça, 21 Outubro 2014
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A ONU na sua língua

OBJECTIVO 6

FICHA INFORMATIVA

OBJECTIVO DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO 6
Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças


METAS:

  1. Deter e começar a reduzir, até 2015, a propagação do VIH/SIDA
  2. Assegurar, até 2010, o acesso universal ao tratamento contra o VIH/SIDA a todas as pessoas que dele necessitam
  3. Até 2015, deter e começar a reduzir a incidência da malária e de outras doenças

ALGUNS FACTOS

  • Todos os dias, mais de 7400 pessoas são infectadas pelo VIH e 5500 morrem de doenças relacionadas com a SIDA. O VIH continua a ser a principal causa de morte entre as mulheres em idade reprodutiva no mundo inteiro.
  • Estima-se que, em 2008, 33,4 milhões de pessoas vivessem com o VIH, dois terços das quais na África Subsariana.
  • O acesso ao tratamento do VIH nos países de baixo e médio rendimento aumentou para o décuplo, em apenas cinco anos.
  • A malária mata uma criança no mundo em cada  45 minutos. Cerca de 90% das mortes por malária ocorrem em África, onde a doença é responsável por um quinto da mortalidade infantil.
  • Em 2008, 1,8 milhões de pessoas morreram de tuberculose, metade das quais eram seropositivas.


EM QUE PONTO ESTAMOS?

A resposta mundial à SIDA gerou progressos tangíveis em direcção à consecução do ODM 6.  O número de novas infecções baixou sistematicamente de 3,5 milhões, o pico atingido em 1996, para 2,7 milhões, em 2008. O número de mortes relacionadas com a SIDA também diminuiu de 2,2 milhões, em 2004, para 2 milhões, em 2008.

Embora a epidemia pareça ter estabilizado na maioria das regiões,  o número de novas infecções está a aumentar na Europa Oriental e na Ásia Central. A nível mundial, o número de seropositivos continua a subir, devido ao efeito conjugado das novas infecções pelo VIH  e ao efeito benéfico da terapia anti-retroviral.

Há 17,5 milhões de crianças que perderam ambos os progenitores ou um deles devido à SIDA. Mais de 80% (14,1 milhões) vivem na África Subsariana.

O conhecimento sobre o VIH é o primeiro passo para evitar a sua transmissão. No entanto, menos de um terço dos homens jovens e apenas um quinto das mulheres jovens, nos países em desenvolvimento, conhecem os factos básicos sobre o vírus. Embora os preservativos tenham vindo a ser gradualmente mais aceites em alguns países, o seu uso continua a ser reduzido, especialmente entre os jovens adultos dos países em desenvolvimento.

O acesso às terapias anti-retrovirais  aumentou, mas esse aumento continua a ser inferior ao da progressão das taxas de infecção pelo VIH.  Quando a terapia anti-retroviral foi lançada, em 2003, havia apenas 400 000 pessoas a receber esse tratamento. No final de 2009, mais de cinco milhões de pessoas estavam a ser tratadas. O número de pessoas com acesso a esse tratamento aumentou para 12 vezes mais, nos últimos seis anos. Mas, por cada dois indivíduos que iniciam o tratamento todos os anos, há cinco novas pessoas infectadas pelo VIH.

O acesso à terapia anti-retroviral é particularmente importante no caso das mulheres grávidas, uma vez que, na sua maioria, os 2,1 milhões de crianças seropositivas com menos de 15 anos foram infectadas no útero, no parto ou através do aleitamento materno. Em 2008, 45% das grávidas seropositivas dos países em desenvolvimento receberam tratamento, em comparação com 35%, no ano anterior. Só em 2008, foi possível prevenir mais de 60 000 infecções pelo VIH entre os bebés em risco, em virtude de as suas mães seropositivas terem recebido tratamento.

Metade da população do mundo corre o risco de contrair malária.  Estima-se que, em 2008, 243 milhões de casos de malário tenham dado origem a 863 000 mortes, 89% das quais ocorreram em África. A doença é também uma causa importante de anemia entre as crianças e mulheres grávidas.

Aumento substancial dos financiamentos ajudou recentemente a controlar a malária.  A produção mundial de redes mosquiteiras aumentou de 30 milhões para 150 milhões por ano, entre 2004 e 2009. Os  medicamentos antimaláricos à base de artemisina  passaram a estar mais disponíveis, embora a cobertura varie fortemente segundo os países. Os fundos externos destinados à luta contra a malária aumentaram acentuadamente nos últimos anos e, em 2009, atingiram 1,5 mil milhões de dólares, um montante que, no entanto, fica muito aquém dos 6 mil milhões de dólares que são necessários, só em 2001, para atingir a meta do ODM.

A tuberculose continua a ser segunda principal causa de morte, logo a seguir ao VIH, mas a sua prevalência está a diminuir na maioria das regiões. Calcula-se que, em 2008, a prevalência da tuberculose fosse de 11 milhões, mas o número de novos casos baixou de 143 para 139 por 100 000 pessoas, entre 2004 e 2008. Se a actual tendência se mantiver, a meta dos ODM que consiste em deter e inverter a incidência da turberculose, terá sido atingida em 2004. As taxas de incidência têm baixado em todas as regiões, excepto na Ásia, que representa 55% do total de novos casos.

O QUE RESULTOU

  • Assegurar o acesso gratuito a terapia anti-retrovirais no Botsuana: O acesso universal gratuito a medicamentos anti-retrovirais, combinado com informação sobre o regime alimentar e suplementos dietéticos, ajudou a aumentar em quatro anos a esperança de vida no Botsuana. Em 2007, 79% das pessoas numa fase avançada da infecção pelo VIH recebiam tratamento anti-retroviral e o número de novos casos de infecção entre as crianças diminuiu cinco vezes, entre 1999 e 2007.
  • Abrandar as taxas de novas infecções pelo VIH entre os jovens:  Em 15 dos países mais seriamente afectadas, incluindo a Costa do Marfim, a Etiópia, o Quénia, o Malávi, a Namíbia, a Tanzânia e o Zimbabué, a prevalência do VIH entre os jovens diminuiu mais de 25%, em virtude de os jovens decidirem iniciar as relações sexuais mais tarde, terem menos parceiros e usarem preservativos. 
  • Distribuir mosquiteiros tratados com insecticida para combater a malária: Em 2007-2009, os fabricantes distribuíram pelos países africanos quase 200 milhões de redes mosquiteiras, o suficiente para cobrir mais de metade das populações em risco de contrair malária nos países africanos onde esta doença é endémica.
  • Controlar a incidência da tuberculose na Índia. Estima-se que a doença mate, anualmente, 330 000 pessoas na Índia. Desde 1997, o Programa Nacional Revisto de Controlo da Tuberclose, o maior programa do mundo contra a tuberculose, proporcionou tratamento a mais de 11 milhões de doentes e salvou mais de dois milhões de vida. As taxas de mortalidade da tuberculose no país baixaram 43%, entre 1990 e 2008, e a prevalência sofreu uma diminuição de 44%.
  • Proteger as famílias contra a malária, o sarampo e a poliomielite no Togo: Em 2004, o Togo lançou uma campanha integrada de saúde pública. A vacinação contra o sarampo e a poliomielite era conjugada com a distribuição gratuita de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, suplementos de vitamina A e medicamentos contra parasitas. Em 2008, 72% dos agregados familiares visados tinham uma rede mosquiteira e cerca de um milhão de crianças haviam beneficiado de tratamento contra parasitas.

 

O QUE ESTÁ A FAZER A ONU?

  • O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre VIH/SIDA (ONUSIDA) congrega os esforços e reúne os recursos de dez organizações do sistema da ONU para ajudar os países , dando-lhes apoio técnico no quadro da execução dos seus planos nacionais de luta contra a SIDA.
  • O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o ONUSIDA ajudaram os países a ampliar os programas de prevenção da transmissão do VIH de mãe a filho, nomedamente através de formação e aconselhamento e apoio técnico para acederem aos recursos do Fundo Mundial.
  • No Burquina Faso, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) presta apoio regular a quase 36 000pessoas seropositivas. Os pacientes recebem visitas domiciliárias, refeições e ajuda para criar pequenas empresas. Três milhões de pessoas participaram nas actividades de prevenção, durante os últimos cinco anos.
  • No Vietname, o UNFPA está a apoiar uma iniciativa do Ministério da Educação e da Formação com vista a dar aos alunos do ensino secundário meios para se protegerem da infecção pelo VIH através de um programa de prevenção integrado de saúde reprodutiva e prevenção do VIH, a nível nacional.
  • Através da campanha “Bastam Redes Mosquiteiras”, da Fundação das as Nações Unidas, da Iniciativa contra a Malária do Presidente dos Estados Unidos, da Cruz Vermelha Canadiana, da OMS, da UNICEF e da “Malaria no More”, foram distribuídos no Mali 2,8 milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida, cobrindo 95% do total de menores de cinco anos:
  • O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH), em parceria com o ONUSIDA e o PNUD, elaborou um Handbook on HIV/AIDS and Human Rights  (Manual sobre VIH/SIDA e Direitos Humanos) destinado às instituições nacionais de direitos humanos.
  • A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) dirige a Iniciativa Mundial sobre Educação e VIH/SIDA (EDUCAIDS) que ajuda a planear e implementar respostas integrais que abordem os efeitos da pandemina nos seus sistemas educativos.

Fontes: Relatório sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2010, Nações Unidas; UN MDG Database (http://mdgs.un.org); MDG Monitor Website (www.mdgmonitor.org); What Will it Take to Achieve the Millennium Development Goals?  -- An International Assessment 2010, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD);  MDG Good Practices 2010, Grupo dos Nações Unidas para o Desenvolvimento; Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA); Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACDH); Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO); Gabinete do Enviado Especial do Secretário-Geral para a Malária.

Para mais informações, é favor contactar Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou visitar www.un.org/millenniumgoals.

Publicado pelo Departamento de Informação Pública da ONU – DPI/2517F – Setembro de 2010

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

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