FICHA INFORMATIVA
OBJECTIVO
DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO 4
Reduzir a mortalidade infantil
META:
- Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2005, taxa de mortalidade de menores
de cinco anos
|
ALGUNS FACTOS
- Nos países em
desenvolvimento, o número de crianças que morreram antes de completar cinco
anos baixou de 100 para 72 por cada 1000 nados-vivos, entre 1990 e 2008.
- Por ano, continuam a morrer
quase nove milhões de crianças nos primeiros cinco anos de vida.
- As taxas de mortalidade
infantil mais elevadas continuam a registar-se na África Subsariana, onde, em
2008, uma em cada sete crianças morreu antes de completar cinco anos.
- Dentre os 67 países com
taxas de mortalidade infantil elevadas, apenas 10 se encontram actualmente no
bom caminho para atingir a meta do ODM.
|
EM QUE PONTO ESTAMOS?
O número de mortes de crianças
continua a diminuir, embora não a um ritmo suficientemente rápido. Entre 1990 e 2008, a taxa de mortalidade de menores
de cinco anos diminuiu 8%, de 100 para 72 mortes por 1000 nados-vivos. Isto
significa que, a nível mundial, morrem actualmente por dia menos 10 000 crianças
com menos de cinco anos.
Em
muitos países, registaram-se progressos consideráveis no domínio da mortalidade
infantil. Quase um terço dos 49 países menos avançados conseguiu reduzir a
mortalidade de menores de cinco anos em 40% ou mais, nos últimos vinte anos. No
entanto, o ritmo a que a situação tem vindo a melhorar é largamente
insuficiente para atingir a meta, ou seja, conseguir uma redução de dois terços
até 2015.
Desde
1990, as taxas de mortalidade infantil baixaram para menos de metade no Norte
de África, no Leste Asiático, na Ásia Ocidental e na América Latina e Caraíbas.
Pelo contrário, muitos países onde as taxas de mortalidade infantil são
inaceitavelmente elevadas, principalmente na África Subsariana, fizeram poucos
avanços – ou mesmo nenhuns – nos últimos anos.
Embora
a mortalidade de menores de cinco anos tenha diminuído 22% na África
Subsariana, as elevadas taxas de fecundidade, conjugadas com uma percentagem
ainda considerável de menores de cinco anos, traduziram-se num aumento do número
absoluto de mortes de crianças – de 4 milhões, em 1990, para 4,4 milhões, em 2007.
Um quinto das crianças com menos de cinco anos do mundo vive na África
Subsariana, onde se registou metade das 8,8 milhões de mortes de crianças desse
grupo etário, em 2008. A mortalidade de menores de cinco anos também continua a
ser elevada no Sul da Ásia, onde os progressos não são suficientes para que a
região atinja a meta fixada para 2015.
As causas das mortes de
crianças estão relacionadas com a malnutrição e a falta de acesso a cuidados
primários de saúde e infra-estruturas, como
água e saneamento, em muitos países em desenvolvimento. A pneumonia, a
diarreia, a malária e a SIDA foram responsáveis por 43% do total de mortes de
crianças com menos de cinco anos no mundo inteiro, em 2008, e mais de um terço
do total de mortes de crianças foram atribuíveis à subnutrição.
A vacinação de rotina contra o
sarampo aumentou
consideravelmente a nível mundial, em especial em África, protegendo milhões de
crianças contra esta doença frequentemente fatal. Em 2008, a cobertura atingiu
81% nas regiões em desenvolvimento, em comparação com 70%, em 2000. No entanto,
as projecções mostram que, sem fundos suficientes para a vacinação em países
prioritários, a mortalidade devido ao sarampo voltará a aumentar rapidamente,
podendo registar-se aproximadamente 1,7 milhões de mortes relacionadas com o
sarampo, entre 2010 e 2013.
O QUE
RESULTOU
- Alargar os programas de
vacinação no Egipto, Vietname e Bangladeche: O
Egipto já ultrapassou a meta do ODM que consiste em reduzir para metade a
mortalidade de menores de cinco anos. Para este êxito contribuiu um alargamento
considerável da cobertura da vacinação contra o sarampo, que se situava em 92%,
em 2008. O Programa Alargado de Vacinação do Vietname beneficiou mais de 90%
das crianças e mulheres grávidas. A taxa de mortalidade de menores de cinco
anos no país baixou para menos de metade, tendo passado de 56 por 1000
nados-vivos, em 1990, para 14, em 2008. Em 2006, o Bangladeche levou a cabo a
maior campanha de sempre de vacinação contra o sarampo no mundo, tendo
vacinado, num período de 20 dias, 33,5 milhões de crianças com idade
compreendida entre os nove meses e os 10 anos.
- Promover o aleitamento materno
no Camboja: A Iniciativa Comunitária a Favor dos Bebés, do Ministério da Saúde do
Camboja, uma rede de grupos de apoio a nível das comunidades que promovem o
aleitamento materno exclusivo nas zonas rurais, aumentou a taxa de bebés amamentados
de 13% para 60%, entre 2000 e 2005. Inicialmente lançada em 50 aldeias, a
iniciativa abrange agora 2675, ou seja, 20% das aldeias do país. O aleitamento
materno torna as crianças mais fortes e reduz a sua vulnerabilidade às doenças.
- Fornecer redes mosquiteiras na
República do Congo, República Democrática do Congo, Gabão, Mali, Nigéria e
Zimbabué: Graças à campanha “Bastam redes mosquiteiras”, iniciada
por diversas fundações e parceiros religiosos, do sector privado e
do mundo do desporto, foram distribuídos mais de três milhões de redes mosquiteiras
tratadas com insecticida, destinadas a combater a malária, às crianças,
mulheres grávidas e refugiados, desde que a campanha arrancou, em 2006. A
eficácia dessas redes mosquiteiras foi demonstrada por um programa semelhante
de distribuição no Quénia, onde o aumento para o décuplo do número de crianças
que dormiam debaixo dessas redes entre 2004 e 2006 fez com que o número de
mortes relacionadas com a malária entre as crianças protegidas por essas redes
fosse inferior em 44% ao das crianças não protegidas.
O QUE ESTÁ
A FAZER A ONU?
- O Secretário-Geral da
ONU, Ban Ki-moon, juntamente com dirigentes de governos, fundações,
ONG e empresas, lançou, em
2010, uma Estratégia Mundial para a
Saúde das Mulheres e das Crianças, que propõe acções fundamentais para
melhorar a saúde das mulheres e das crianças no mundo inteiro e poderia
salvar 16 milhões de vidas, até 2015. A Estratégia Mundial propõe medidas
para melhorar o financiamento, reforçar as políticas e melhorar a prestação
de serviços e cria mecanismos institucionais internacionais de informação,
controlo e prestação de contas em matéria de saúde das mulheres e das
crianças.
- Em parceria com os
governos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros, o Fundo das Nações Unidas para a Infância
(UNICEF) efectua intervenções, com um elevado impacto e eficiente em
termos de custos, nas áreas da saúde e da nutrição, a fim de reduzir o
número de mortes neo-natais e de crianças de tenra idade devido a doenças
evitáveis e facilmente tratáveis. A UNICEF compra vacinas, negoceia preços favoráveis e faz uma previsão das
necessidades, de modo a assegurar a continuidade dos stocks. Ao fornecer as vacinas, a UNICEF junta suplementos de
micronutrientes para combater a malnutrição, um factor decisivo da
sobrevivência de crianças.
- Trabalhando com os
governos, os prestadores de cuidados de saúde e as comunidades no terreno,
a UNICEF ajuda as famílias a adquirirem competências essenciais e conhecimentos básicos de saúde, em particular no que se refere a
cuidar dos recém-nascidos. Isto inclui boas práticas de amamentação, alimentação
complementar, higiene e eliminação de matérias fecais.
Fontes: Relatório
sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio 2010, Nações Unidas; UN MDG Database (http://mdgs.un.org); MDG Monitor Website (www.mdgmonitor.org);What Will it Take to Achieve the
Millennium Development Goals? -- An
International Assessment 2010, Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); sítio Web do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (UNICEF) (www.unicef.org).
Para mais informações, é favor contactar
Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
ou visitar www.un.org/millenniumgoals.
Publicado pelo Departamento de Informação Pública da ONU
– DPI/2650 D – Setembro de 2010