Dirigentes políticos, de empresas e da sociedade civil reuniram-se hoje nas Nações Unidas para lançar uma campanha mundial, para a qual se comprometeram a disponibilizar perto de 3 milhões de dólares, que visa reduzir as mortes provocadas pela malária, actualmente mais de um milhão por ano, para próximo de zero até 2015.
O Plano de Acção Mundial contra a Malária (GMAP em Inglês) pretende reduzir para metade, até 2010, as taxas de mortalidade e de doença registadas em 2000, aumentando o acesso a redes mosquiteiras impregnadas de insecticida e a pulverização intradomiciliar, e atingir o objectivo «próximo de zero» através de uma cobertura universal sustentada. O Plano tem como meta ideal erradicar completamente esta doença através de novas ferramentas e estratégias.
A aplicação integral do GMAP necessitará de 5300 milhões de dólares a nível mundial, em 2009, dos quais 2200 milhões serão para África, e de 6200 milhões em 2010, dos quais 2860 milhões para África, a fim de alargar os programas de controlo da malária. Será necessária uma verba suplementar de 750 a 900 milhões de dólares anuais para investigação relacionada com vacinas e outras novas ferramentas.
“Este compromisso de 3 mil milhões de dólares é realmente animador”, disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon na cerimónia de lançamento. “Sabeis, obviamente, que será preciso mais dinheiro, uma vez que há tantas áreas a necessitar de financiamento urgente. Mas esta é uma demonstração de boa-vontade perante a comunidade internacional”.
Os dirigentes que estiveram ao lado de Ban Ki-moon incluíam a Directora-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) da ONU, Margaret Chan, o Primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, o Presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, Bill Gates, co-presidente da Fundação Bill e Melinda Gates, o presidente da News Corporation, Peter Chernin, e o líder dos U2, o cantor Bono.
“Deter e inverter a incidência da malária não é apenas um Objectivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) específico”, disse o Enviado Especial do Secretário-Geral para a Malária, Ray Chambers. “Também é essencial para melhorar a saúde materna e infantil, melhorar a educação e reduzir significativamente a pobreza”, acrescentou, citando alguns dos outros ODM.
Os compromissos anunciados hoje incluem uma verba de 1600 milhões de dólares, durante dois anos, do Fundo Mundial de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e a Malária, com o objectivo de distribuir mais 10 mil milhões de redes mosquiteiras; 1100 milhões de dólares do Banco Mundial; 168 milhões de dólares da fundação Bill e Melinda Gates, para investigação sobre vacinas; 40 milhões de dólares do Departamento para a Ajuda Internacional do Reino Unido; e 28 milhões de dólares da Marathon Oil/Coligação Empresarial Global contra o VIH/SIDA, a Tuberculose e a Malária/Guiné Equatorial.
(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 25/09/2008)