Domingo, 20 Abril 2014
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Messagem de Michelle Bachelet Directora Executiva da ONU Mulheres Dia Internacional da Mulher 2012 - “Dar poder à mulher rural: acabar com a fome e a pobreza”

MbacheletIWDNeste dia Internacional da Mulher, junto-me às mulheres de todo o mundo num gesto de solidariedade pelos direitos humanos, dignidade e igualdade. [Desde Marrocos, onde me encontro hoje, a todos os países] Este sentido de missão compele-me, a mim e a milhões de pessoas em todo o mundo a lutar pela justiça e inclusão. Olhando atrás para o primeiro ano de existência da ONU-Mulheres, quero aplaudir todas as pessoas, governos e organizações que têm trabalhado para o empoderamento das mulheres e igualdade de género. Prometo o máximo empenho em avançarmos.


A criação da ONU-Mulheres coincidiu com mudanças profundas no mundo, desde o intensificar de protestos contra a desigualdade até ao desenrolar de revoluções em nome da liberdade e da democracia no mundo árabe.

Estes eventos fortaleceram a minha convicção de que um futuro sustentável só pode ser alcançado por mulheres, homens e jovens que juntos desfrutam de igualdade.

Desde o governo que altera as leis, à empresa que oferece um trabalho digno e igual salário, passando pelos pais que ensinam a sua filha e o seu filho que todos os seres humanos devem ser tratados de igual forma, a igualdade depende de cada um de nós.

Durante o século passado, desde que foi comemorado pela primeira vez o Dia Internacional da Mulher, assistimos à transformação dos direitos jurídicos das mulheres, conquistas na educação e na participação cívica. Em todas as regiões, os países alargaram os direitos, liberdades e garantias das mulheres. As mulheres deram muitos passos para a frente. Mais mulheres exercem cargos de liderança no mundo da política e dos negócios, mais raparigas vão à escola e mais mulheres sobrevivem ao parto e podem melhor planear as suas famílias.

No entanto apesar do progresso alcançado, nenhum país pode afirmar ser inteiramente livre de discriminação de género. Esta desigualdade é visível nas diferenças salariais entre homens e mulheres e na desigualdade de oportunidades, na fraca representação das mulheres na liderança nos sectores público e privado, no casamento precoce e no desaparecimento de meninas por haver uma preferência por filhos rapazes e na persistência de todas as formas de violência contra mulheres.

No mundo rural as disparidades e as barreiras que as mulheres e raparigas enfrentam são ainda maiores. Uma em cada quatro pessoas do mundo é uma mulher ou rapariga do mundo rural. Elas trabalham longas horas por salários baixos ou por nenhum salário e produzem uma grande parte da produção alimentar, especialmente na agricultura de subsistência.

Elas são agricultoras, empresárias e líderes e o seu contributo sustém as famílias, comunidades, nações e todos nós.

No entanto elas enfrentam algumas das piores injustiças no acesso aos serviços sociais, terra e outros meios de produção. E isto retira-lhes a elas e ao mundo o benefício de realizarem todo o seu potencial, o que me traz de ao ponto principal deste Dia Internacional da Mulher. Nenhuma solução duradoura para os maiores desafios dos nossos dias, tais como mudança climática, instabilidade política e económica, pode ser encontrada sem o empoderamento e participação das mulheres de todo o mundo. Simplesmente, já não podemos dar-nos ao luxo de deixar as mulheres de fora.

A plena e igual participação das mulheres na arena política e económica é fundamental para a democracia e justiça que as pessoas estão a exigir. A igualdade de direitos e oportunidades são a base de sociedades e economias saudáveis.

Dar às mulheres agricultoras igual acesso aos recursos iria resultar na redução, em 100 a 150 milhões, do número de pessoas com fome. Dar às mulheres um rendimento, direito de propriedade da terra e acesso ao crédito significaria menos crianças malnutridas. Vários estudos revelam que níveis mais elevados de igualdade de género estão positivamente correlacionados com níveis per capita mais elevados produto nacional bruto. Dar oportunidades económicas às mulheres iria resultar numa subida significativa do crescimento económico e na redução da pobreza.

Este é o momento certo

Todos os seres humanos têm o direito de viver em paz e com dignidade. Todos os seres humanos têm o direito de decidir sobre o seu futuro e sobre o futuro dos seus países. Esta é a exigência de igualdade que eu ouço onde quer que vá. Por isso a ONU Mulheres irá ao longo deste ano dar especial destaque à promoção do empoderamento, da participação e liderança das mulheres. Esperamos continuar a manter parcerias fortes com mulheres, homens, jovens e governos, com a sociedade civil e o sector privado.

Hoje, no Dia Internacional da Mulher, vamos reafirmar o nosso empenho pelos direitos da mulher e avançar com coragem e determinação. Vamos defender os direitos humanos, a dignidade e valor inerentes da pessoa humana e Direitos iguais para homens e mulheres


 Dia em Memória das Vítimas do Genocídio do Ruanda

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