
Para ter a certeza de que as suas instituições e administração funcionam correctamente e não atropelam os direitos dos cidadãos, a União Europeia criou o gabinete do Provedor de Justiça Europeu. P. Nikiforos Diamandouros, o actual Provedor de Justiça Europeu, explicou que tipo de violações dos direitos humanos investiga, como...
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Desde inícios de Março, os finlandeses possuem uma nova forma de participação a nível do Estado - uma iniciativa de cidadania. A iniciativa pode ser organizada por um ou vários...
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Desde inícios de Março, os finlandeses possuem uma nova forma de participação a nível do Estado - uma iniciativa de cidadania. A iniciativa pode ser organizada por um ou vários cidadãos finlandeses com direito de voto. Se conseguirem recolher 50 000 assinaturas em apoio à iniciativa num prazo de seis meses, o parlamento é obrigado a considerar a iniciativa de cidadania.
A primeira questão a unir os finlandeses para além das diferenças políticas, geográficas e sociais é o problema da indústria das peles. A iniciativa “Finlândia sem criação de animais para produção de peles”, promovida por quatro organizações de defesa dos direitos dos animais e do ambiente, foi assinada por quase 70 000 apoiantes e a sua mensagem é clara: as pessoas querem proibir a criação de animais para a produção de peles na Finlândia.
“É um momento histórico para a democracia finlandesa. Esperamos que o parlamento leve em consideração esta iniciativa de cidadania, porque é a primeira deste tipo. É evidente que a criação de animais para a produção de peles vai acabar por ser mais cedo ou mais tarde banida da Finlândia,” disse Leo Stranius, director da organização ambiental A Liga Finlandesa pela Natureza.
Apesar dos promotores e apoiantes estarem entusiasmados com a sua bem sucedida campanha, não é muito provável que o parlamento aprove uma lei a proibir a indústria das peles. O jornal finlandês Huvudsatdsbladet perguntou a todos os 200 deputados do parlamento finlandês qual seria a sua intenção de voto nesta questão se a votação tivesse lugar hoje: 102 disseram que votariam contra a proibição, somente 13 a apoiavam, 14 ainda não tinham decidido e 71 optaram por não responder.