Domingo, 21 Setembro 2014
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Quando os protestos sociais e a cidadania activa conquistam as paredes das cidades

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Quando os protestos sociais e a cidadania activa conquistam as paredes das cidades

grafiti webCom o aprofundar da crise económica e o debate público cada vez mais aceso sobre possíveis soluções, as paredes das cidades de Portugal são novamente invadidas por pinturas e graffiti de carácter político. O especialista português em arte de rua, Ricardo Campos, explica que o espaço público, e as paredes em particular, sempre foi usado pelas pessoas para comunicar com os outros porque é um meio ”barato e acessível”. “Os cidadãos que não têm voz nos meios de comunicação convencionais” dão preferência às paredes, em particular em tempos de crise.

Os tipos de “trabalhos de parede” podem ser simples frases com uma mensagem política ou filosófica, a trabalhos mais elaborados que podem até ser considerados arte. Segundo Ricardo Campos, aquilo que se encontra com mais frequência nas ruas das nossas cidades são os graffiti, geralmente associados à cultura hip-hop, que surgiu nos anos setenta nos EUA e que chegou à Europa Ocidental alguns anos mais tarde. “Mais recentemente, assistimos em Portugal à emergência das chamadas paredes políticas, que estavam esquecidas desde o período pós-revolução”, diz Ricardo Campos, referindo-se ao fenómeno específico das pinturas nas paredes com mensagens de contestação social, “apesar de no período pós-revolução a maioria das paredes pintadas terem sido parte de estratégias de comunicação política lideradas pelos partidos existentes (nomeadamente os partidos de esquerda), notamos que hoje as pessoas responsáveis por essas pinturas na parede são normalmente cidadãos isolados, associações e grupos de cidadãos não formais ”, acrescenta.

Segundo este especialista em arte urbana, “é evidente que as actuais circunstâncias políticas e económicas favorecem a emergência deste tipo de fenómeno”, uma vez que em períodos de agitação “a rua é um dos palcos preferidos para os protestos”, como podemos ver através das manifestações nas ruas que têm lugar por toda a Europa. As paredes – que estavam parcialmente abandonadas como meio de comunicação política, uma vez que novos meios, como painéis de propaganda ou as redes sociais, se tornaram nos veículos principais da comunicação política - estão agora a ser cada vez mais usadas, uma vez que são uma plataforma acessível e de grande repercussão no público. O aspecto mais interessante, segundo Ricardo Campos, é que “hoje, as pinturas de parede políticas voltam a aparecer principalmente pelas das mãos de cidadãos que não pertencem a nenhuma organização política mas que desejam que a sua voz seja ouvida no espaço público, expressando as suas convicções através do recurso mais acessível e democrático que têm ao seu alcance: a rua e as paredes”.

Serem acessíveis, baratas e isentas de processos burocráticos são as principais razões para os cidadãos escolherem este meio de expressão. “Podemos dizer que são o recurso mais democrático por estar acessível a todos os cidadãos. Se o cidadão comum não possuir uma voz nos meios de comunicação social, pode fazer-se ouvir através das pinturas nas paredes”, explica Ricardo Campos. Relativamente ao potencial impacto destas expressões, diz que “o impacto transcende largamente o âmbito local”, em particular através da disseminação de fotografias destas pinturas na Internet. Este aspecto evidencia a relação entre as pinturas de parede e os meios de comunicação digitais, que, segundo Ricardo Campos, é bastante complementar. “Por definição, as pinturas de parede são efémeras. Não duram muito tempo, uma vez que não estão oficialmente protegidas. Mas agora, as plataformas digitais são uma forma de as perpetuar, funcionam como colecções de memória visual”, conclui.

 

 

A semana em imagens

A emergência humanitária e de segurança no Sudão do Sul; a continuidade das atrocidades na Síria e as ações da ONU; a entrevista com a chefe de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, que está deixando o cargo; o perigo representado pelos novos “cigarros eletrônicos”; e a discussão global, em Samoa, sobre desenvolvimento sustentável nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento – estes são os destaques do resumo semanal da ONU em imagens. Legendado pela ONU Brasil.

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