Sexta, 25 Maio 2012
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Paquistão: crise provocada pelas cheias não terminou, alerta Valerie Amos

“Tudo o que vi e ouvi confirma que esta catástrofe está longe de ter terminado”, afirmou, na sexta-feira, a Secretária-Geral Adjunta da ONU para os Assuntos Humanitários, Valerie Amos, no segundo dia da sua visita ao Paquistão, que a levou à província do Sindh, uma das mais atingidas pelas dramáticas cheias do Verão.

 

 

“Quatro meses depois das cheias, milhões de pessoas continuam a viver sem o mínimo elementar, porque as suas casas e os seus meios de vida foram pura e simplesmente levados ou danificados pelas cheias”, lamentou, após um encontro com as vítimas da catástrofe.

Se cerca de 2 milhões de pessoas têm acesso, hoje em dia, a água potável e mais de 4,3 milhões de pessoas receberam ajuda alimentar, subsistem as preocupações com o nível elevado de malnutrição e aos riscos de propagação de epidemias graves. Vastas zonas da província continuam, com efeito, sob as águas, cerca de meio milhão de casas foi destruído e um milhão de pessoas ainda continua deslocado.

No distrito de Sehwan, que visitou, Valerie Amos encontrou-se com famílias ainda instaladas em campos improvisados. Pôde informar-se das dificuldades com que se defrontam quotidianamente e do seu desejo de regressarem às suas casas, para começarem a reconstruir as suas vidas.

A Secretária-Geral Adjunta para os Assuntos Humanitários encontrou-se também com representantes de organizações não governamentais (ONG), de organismos especializados da ONU e das autoridades locais. No centro dessas discussões estiveram os desafios que continuam a  persistir ma distribuição da ajuda e no lançamento da reconstrução.

“As pessoas estão preocupadas com o seu futuro – para muitas delas, mesmo depois de as águas terem baixado, nada restará dos seus lares e dos seus meios de vida”, acrescentou.

Em Novembro, no conjunto do Paquistão, a ONU e os seus parceiros distribuíram víveres a 7 milhões de pessoas, água potável a mais de 4,3 milhões de pessoas por dia, abrigos de emergência a 5 milhões de pessoas e cuidados de saúde essenciais a mais de 7 milhões de pessoas.

“Fez-se muito, mas ainda há muito por fazer. Quatro meses depois das cheias, ainda há enormes filas de tendas ao longo dos diques e das barragens. Até os mais fortes estão cada vez mais fatigados. É essencial que continuemos a ajudar os paquistaneses nesta situação catastrófica”, concluiu Valerie Amos, cuja visita ao país terminará no domingo.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 03/12/2010)

 

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