O organismo das Nações Unidas para os refugiados alertou para o facto de, 11 semanas depois de as primeiras cheias terem atingido o Paquistão, um número enorme de afectados continuar a ter uma necessidade crítica de ajuda humanitária, nomeadamente muitas pessoas carenciadas que aquele organismo especializado já estava a ajudar antes da catástrofe.
Na província de Sindh, no Sul, continuam a ocorrer cheias, tendo sido afectado quase um terço dos mais de 30 milhões de residentes da região, afirmou aos jornalistas, em Genebra, Adrian Edwards, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Cerca de 1,6 milhões de pessoas continuam deslocadas em Sindh.
O Lago Manchar, em Sindh, o maior lago de água doce do Paquistão, transbordou durante as duas últimas semanas, gerando ainda mais deslocados e novas pressões sobre os já superpovoados campos para deslocados internos.
Adrian Edwards acrescentou que o ACNUR prestara assistência a cerca de 192 800 pessoas deslocadas pelas inundações, em Sindh, fornecendo-lhes tendas, telas de plástico e outros artigos de emergência.
A maior parte das populações que constituem o cerne das preocupações do ACNUR – 1,7 milhões de refugiados e 1,1 milhões de pessoas deslocadas por conflitos – encontra-se noutras regiões do Paquistão, nomeadamente no Baluchistão e Khyber Phaktunkhwa. Também foram afectadas pelas inundações e pelo desvio de recursos para a população mais afectada pelas cheias, segundo Adrian Edwards.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 05/10/2010)