Sexta, 25 Maio 2012
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Novas cheias no Sul do Paquistão deslocam milhares de pessoas

Sete semanas depois do início das cheias no Paquistão, centenas de milhares de deslocados continuam a necessitar de ajuda humanitária de emergência,nomeadamente no Sul do país, na província de Sindh, onde o lago Manchar transbordou, provocando novas inundações.

“As inundações aumentam em cada dia que passa e contabilizámos mais 20 000 a 30 000 novos deslocados. As águas do lago Manchar transvazam em cinco direcções,nomeadamente na direcção dos abrigos improvisados dos sinistrados que já tinham fugido destas cheias”, declarou um dos membros do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) na região de Sindh, Andly Pendleton.

“Os sinistrados falam desta última cheia como a ‘explosão do lago’. Primeiro,tivemos a chuva, depois, a água dos rios, e agora, o lago”, lamenta o Coordenador do OCHA na região de Sindh, Fawad Hussain.

“Não pudemos alargar as nossas actividades ao Sul por causa da falta de fundos. Agora, com o lançamento do apelo humanitário revisto, esperamos poder obter os recursos suficientes”, acrescentou.

Na passada sexta-feira,as Nações Unidas e os seus parceiros anunciaram que precisavam de 1,5 mil milhões de dólares suplementares para socorrer as populações, uma soma que se vem juntar aos 460 milhões de dólares já pedidos, a 11 de Agosto. No total, o plano de assistência humanitária representa um total de 2 mil milhões de dólares.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças diarreicas e a malnutrição são extremamente preocupantes, sobretudo para as crianças, que são os seres mais vulneráveis. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) sublinha que a ajuda de emergência continuará a ser necessária após o recuo das águas.

“Deveremos trabalhar em conjunto e de modo concertado para evitar uma crise sanitária,prevenir a malnutrição e combater a falta de alimentos”, sublinhou o Director do escritório da UNICEF, Andro Shilakadze.

 O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) preocupa-se com o sobrepovoamento dos campos de deslocados onde assegurar uma ajuda adequada é uma tarefa cada vez mais complexa. “São necessários mais abrigos e material humanitário para responder às necessidades que aumentam rapidamente no Sul”, disse o Coordenador para a Ajuda de Emergência do ACNUR, Emmanuel Gignac.

Dos 20 milhões de pessoas afectadas pelas cheias, 7,3 milhões encontram-se na província de Sindh, onde 1,1 milhões de casas foram destruídas e cerca de 1,5 milhões de pessoas vivem nos campos de deslocados. As agências das Nações Unidas e os seus parceiros alimentam mais de 1,3 milhões de pessoas quotidianamente e forneceram um abrigo a 500 000 deslocados. Mais de um milhão de pessoas beneficiam de cuidados de saúde e de água potável, precisou o OCHA.

À margem da Cimeira sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) que decorre na sede da ONU em Nova Iorque até 22 de Setembro, o Secretário-Geral da ONU,Ban Ki-moon conversou com o Ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Makhdoom Shah Mehmood Qureshi, acerca da coordenação humanitária, a fim de prestar ajuda,o mais rapidamente possível, aos sinistrados mais vulneráveis.

(Baseado numa altnotícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 21/09/2010)

 

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