As Nações Unidas e seus parceiros anunciaram, na sexta-feira, que precisam de 1,5 mil milhões de dólares suplementares para prestar assistência às populações afectadas pelas cheias no Paquistão, uma verba que vem somar-se aos 460 milhões de dólares já solicitados, aquando do primeiro plano de ajuda de emergência lançado no passado dia 11 de Agosto.
No total, o plano de assistência humanitária às vítimas das inundações no Paquistão representa uma soma de dois mil milhões de dólares, o que constitui o maior apelo de recolha de fundos para uma catástrofe natural, neste ano, seguindo-se-lhe o do Haiti, que ascendeu a 1,49 mil milhões de dólares, especificou o Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) em Comunicado.
Trata-se de ir ao encontro das necessidades de 14 milhões de pessoas, num período de doze meses. O plano de assistência cobre 483 projectos apresentados por 15 organismos das Nações Unidas, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e 156 organizações não governamentais nacionais e internacionais.
Há cerca de dois meses, cheias sem precedentes afectaram mais de 20 milhões de pessoas (mais de 10% do conjunto da população) no Paquistão. Devastaram comunidades inteiras numa superfície de pelo menos 160 000 quilómetros quadrados, causaram a morte a mais de 1700 pessoas e danificaram ou destruíram aproximadamente 1,9 milhões de casas.
“As perspectivas de desenvolvimento do Paquistão vão estar condicionadas durante vários anos. Os estragos causados nas infra-estruturas económicas e nos meios de vida são enormes. Os sistemas de irrigação e de drenagem, bem como os armazéns, ficaram seriamente danificados. Os agricultores que perderam as suas colheitas e não dispõem de condições para plantar nos seus campos até Novembro, correm o risco de passar a depender da ajuda até 2012. Centenas de milhares de outras pessoas perderam as suas actividades comerciais ou as suas pequenas empresas”, sublinhou o OCHA.
“Assistimos ao equivalente a uma nova catástrofe todas as semanas no Paquistão”, afirmou a Secretária-geral Adjunta para os Assuntos Humanitários, Valerie Amos. “Ontem, novas brechas nos diques do lago Manchhar na província de Sindh inundaram novas aldeias. Milhões de pessoas perderam tudo. A nossa tarefa consiste em prestar às pessoas a ajuda de que necessitam”, acrescentou.
O plano inicial de ajuda de emergência, no montante de 460 milhões de dólares, já obteve um financiamento de cerca de 80%, o que significa que continuam por angariar 1,6 mil milhões de dólares.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 17/9/2010)
As Nações Unidas e seus parceiros anunciaram, na sexta-feira, que precisam de 1,5 mil milhões de dólares suplementares para prestar assistência às populações afectadas pelas cheias no Paquistão, uma verba que vem somar-se aos 460 milhões de dólares já solicitados, aquando do primeiro plano de ajuda de emergência lançado no passado dia 11 de Agosto.
No total, o plano de assistência humanitária às vítimas das inundações no Paquistão representa uma soma de dois mil milhões de dólares, o que constitui o maior apelo de recolha de fundos para uma catástrofe natural, neste ano, seguindo-se-lhe o do Haiti, que ascendeu a 1,49 mil milhões de dólares, especificou o Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) em Comunicado.
Trata-se de ir ao encontro das necessidades de 14 milhões de pessoas, num período de doze meses. O plano de assistência cobre 483 projectos apresentados por 15 organismos das Nações Unidas, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e 156 organizações não governamentais nacionais e internacionais.
Há cerca de dois meses, cheias sem precedentes afectaram mais de 20 milhões de pessoas (mais de 10% do conjunto da população) no Paquistão. Devastaram comunidades inteiras numa superfície de pelo menos 160 000 quilómetros quadrados, causaram a morte a mais de 1700 pessoas e danificaram ou destruíram aproximadamente 1,9 milhões de casas.
“As perspectivas de desenvolvimento do Paquistão vão estar condicionadas durante vários anos. Os estragos causados nas infra-estruturas económicas e nos meios de vida são enormes. Os sistemas de irrigação e de drenagem, bem como os armazéns, ficaram seriamente danificados. Os agricultores que perderam as suas colheitas e não dispõem de condições para plantar nos seus campos até Novembro, correm o risco de passar a depender da ajuda até 2012. Centenas de milhares de outras pessoas perderam as suas actividades comerciais ou as suas pequenas empresas”, sublinhou o OCHA.
“Assistimos ao equivalente a uma nova catástrofe todas as semanas no Paquistão”, afirmou a Secretária-geral Adjunta para os Assuntos Humanitários, Valerie Amos. “Ontem, novas brechas nos diques do lago Manchhar na província de Sindh inundaram novas aldeias. Milhões de pessoas perderam tudo. A nossa tarefa consiste em prestar às pessoas a ajuda de que necessitam”, acrescentou.
O plano inicial de ajuda de emergência, no montante de 460 milhões de dólares, já obteve um financiamento de cerca de 80%, o que significa que continuam por angariar 1,6 mil milhões de dólares.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 17/09/2010)