No terceiro e último dia da sua visita ao Paquistão, a Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários e Coordenadora da Ajuda de Emergência, Valerie Amos, apelou à comunidade internacional, para que prossiga os esforços no sentido de socorrer os milhões de pessoas afectadas pelas cheias.
“A atenção do mundo diminui, no preciso momento em que são necessários mais esforços para enviar ajuda humanitária”, declarou Valerie Amos. “Em certas regiões do Paquistão, ocorrem diariamente novas catástrofes e milhões de pessoas esperam ainda pela ajuda de que carecem para poder sobreviver. Por todo o lado, sobretudo no Norte, as populações afectadas no início do mês de Julho, quando as cheias começaram, esperam que as ajudemos a voltar a ter uma vida normal. Garantir que a ajuda responda a estas duas situações de emergência, põe à prova a nossa capacidade de coordenação e de trabalho eficiente, nas próximas semanas e nos próximos meses”, acrescentou.
A Secretária-Geral Adjunta para os Assuntos Humanitários da ONU visitou o campo de Khandar, no Noroeste do país, onde 399 famílias vivem em tendas. Estas recebem diariamente água potável, alimentação e beneficiam de acesso às necessidades básicas. Valerie Amos conversou com as mulheres que lhe descreveram o seu quotidiano desde o início do mês de Julho quando as chuvas torrenciais se abateram sobre a região, destruindo mais de 200 000 casas e afectando mais de 4,3 milhões de pessoas.
“Muitas das pessoas que hoje encontrei pretendem recomeçar a sua vida, assim que lhes for possível, e isto é algo a que nós devemos imperativamente responder. As populações precisam de voltar a cultivar as terras e de reconstruir a sua vida”, sublinhou Valerie Amos.
“Mas também não devemos esquecer que, nas outras vastas regiões recentemente afectadas por estas cheias, milhões de pessoas ficaram deslocadas e esperam por uma ajuda para sobreviver”, concluiu.
Segundo o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), 160 000 quilómetros quadrados ficaram inudandos e 21 milhões de pessoas foram afectadas.
(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 09/09/2010)