Sexta, 25 Maio 2012
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Modelos de comportamento, leis e políticas são vitais para empoderar mulheres, segundo Ban Ki-moon

O Secretário-Geral Ban Ki-moon repetiu, hoje, o seu apelo ao fim de todas as formas de discriminação contra as mulheres e as raparigas, sublinhando a necessidade não só de leis e políticas eficazes mas também de mulheres que possam servir de exemplos de empoderamento.

“Só por meio de políticas e leis fortes, de uma mobilização eficaz e de modelos de comportamento, podemos conseguir que as mulheres vivam ao abrigo do medo e se desenvolvam”, disse Ban Ki-moon, num evento em Nova Iorque, organizado pelo escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o grupo não governamental Equality Now, para assinalar o 15º. aniversário da Declaração de Beijing.

“Os modelos, como o número crescente de dirigentes do sexo feminino em todo o mundo... as mulheres de todos os sectores da sociedade que se recusam a ser subjugadas... e as mulheres corajosas que integram as nossas forças de manutenção da paz e que estão a mostrar que podem desempenhar os mesmos papéis, com o mesmo nível de desempenho e nas mesmas condições difíceis dos homens”.

No seu discurso, lido por Rachel Mayanja, Assessora Especial do Secretário-Geral sobre Questões de Género e a Promoção da Mulher, Ban Ki-moon disse que, há 15 anos, a Declaração de Beijing representou um marco na via que conduz ao empoderamento das mulheres e raparigas.

“Sublinhou que a igualdade, a dignidade e as oportunidades são direitos inalienáveis de todos”, disse aos presentes no acto, entre os quais se encontravam a actriz Meryl Streep e a dramaturga e activista Sarah Jones.

Noutro evento também em Nova Iorque, a Directora Executiva do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Thoraya Ahmed Obaid, disse que as pessoas são agentes decisivos de mudança em todas as culturas e que é preciso que se envolvam para promover os direitos das mulheres e as proteger da violência.

As atitudes discriminatórias e as práticas nocivas estão profundamente enraizadas e são, muitas vezes, mais fortes do que as leis que as proíbem, disse, num discurso organizado pela Women’s Learning Partnership e a revista de investigação social The New School for Social Research.

A fim de pôr termo a essas práticas, é preciso ir mais fundo, adoptar um prisma cultural e abordagens sensíveis culturalmente a fim de promover a mudança de dentro para fora, afirmou no evento que reuniu activistas do Barém, Brasil, Irão, Jordânia, Líbano e Nigéria, a fim de que partilhassem boas práticas.

“No UNFPA aprendemos que compreender as culturas em que trabalhamos e ser capaz de identificar nas mesmas elementos positivos pode facilitar a mudança duradoura”, disse Thoraya Obaid.

“Isto não quer dizer que as violações dos direitos humanos não deveriam ser contestadas. Pelo contrário. A vantagem das abordagens culturalmente sensíveis é que permitem ver quais as formas mais eficazes de harmonizar as práticas culturais com os direitos humanos”.

 (Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 5/03/2010)

 

Portuguese rio logo compactEdite Estrela, Deputada do Parlamento Europeu 
diz-nos que futuro quer para o mundo…

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

UNRIC

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.