Sexta, 25 Maio 2012
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Os países podem poupar milhares de milhões de dólares e reduzir substancialmente emissões com lâmpadas de baixo consumo, diz relatório da ONU

É possível países do mundo inteiro reduzirem enormemente as suas emissões de dióxido de carbono (CO2) e pouparem milhares de milhões de dólares em custos de energia, diz um relatório das Nações Unidas divulgado, hoje, numa importante conferência sobre  alterações climáticas, no México.

 

 

Intitulado 100 Country Lighting Assessment e produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e o Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), o relatório de avaliação quantifica as reduções de emissões e as poupanças de custos que seria possível obter substituindo a tecnologia obsoleta das lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas (LFC), em 100 países que ainda não iniciaram a transição para lâmpadas de baixo consumo.

"Na verdade, os benefícios económicos reais poderiam ser ainda maiores", disse Achim Steiner, Director Executivo do PNUA, referindo-se às conclusões do relatório, que falam de poupanças da ordem dos milhares de milhões de dólares e de reduções das emissões da ordem de muitos milhões de toneladas.

"A mudança para uma iluminação de baixo consumo na Indonésia, por exemplo, evitaria a necessidade de construir o equivalente a três centrais e meia a carvão, por um custo de 2,5 mil milhões de dólares, e há avaliações relativas a outros países cujas conclusões são semelhantes", disse Steiner.

As conclusões foram compiladas pela "en.lighten initiative", uma parceria dirigida pelo PNUA que inclui as empresas de iluminação OSRAM e Philips.

"Pensamos que a «en.lighten initiative» é um excelente exemplo de um novo tipo de parcerias entre os sectores público e privado, que ajudarão a acelerar o crescimento sustentável nos países emergentes e em desenvolvimento", disse Harry Verhaar, Director da Energy & Climate Change, Philips Lighting.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a iluminação é responsável por aproximadamente 20% do consumo mundial de energia. A transição para a iluminação energeticamente eficiente é talvez a forma mais simples de alcançar o tipo de vitórias rápidas necessárias para combater as alterações climáticas.

As lâmpadas fluorescentes compactas produzem a mesma quantidade de luz que as antigas lâmpadas incandescentes, mas consomem 75% menos energia, já que as lâmpadas incandescentes desperdiçam 95% da energia através da emissão de calor. Além disso, as LFC duram dez vezes mais tempo.

O relatório de avaliação foi lançado na cidade mexicana de Cancun, onde delegados do mundo inteiro se encontram reunidos na 16.ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre  Alterações Climáticas (CQNUAC).

A CQNUAC é um tratado internacional que examina o que se pode fazer para reduzir o aquecimento global e responder a eventuais aumentos inevitáveis da temperatura.

As conclusões do relatório surgem no seguimento da apresentação de um outro relatório preparado sob a égide das Nações Unidas, lançado na semana passada, em que se diz que os países podem assegurar quase 60% das reduções das emissões necessárias para manter o aumento da temperatura a um valor inferior a 2ºC, mas só se cumprirem integralmente as promessas feitas na conferência sobre alterações climáticas realizada, no ano passado, em Copenhaga.

Nos termos do Acordo de Copenhaga, foram assumidos compromissos e feitas promessas no que respeita às emissões até 2020, mas esses compromissos e promessas são considerados, de um modo geral, insuficientes para limitar o aumento da temperatura a 2ºC.

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 02/12/2010)

 

Alterações Climáticas

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