Segunda, 27 Junho 2016
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Conselho de Segurança adia novamente consultas sobre força internacional de estabilização no Líbano

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adiou hoje, pela segunda vez, uma "reunião técnica" convocada para quinta-feira, 3 de Agosto, sobre uma força internacional de paz no Líbano, informou um porta-voz.


"Havia esperanças de que, na quinta-feira, fosse alcançado um acordo sobre um quadro político para o fim do conflito", disse o porta-voz da ONU para o Líbano, Ahmad Fawzi. Se não houver um mandato, é prematuro discutir o envio de tropas, acrescentou.


Por sua vez, o Secretário-Geral da ONU avisou que, se não forem tomadas medidas urgentes, pode haver uma escalada e alastramento dos combates, informou Ahmad Fazwi.


Kofi Annan é a favor de uma cessação imediata das hostilidades, seguida de negociações políticas para um cessar-fogo estável e o envio de uma força internacional de paz, com o acordo de todas as partes envolvidas no conflito.


Lembrando que o Secretário-Geral saudara a declaração da União Europeia (EU), Ahmad Fawzi referiu que existia agora uma "frente unida" da EU para condenar os ataques do Hezbollah, os bombardeamentos israelitas que visem civis e pedir o fim das hostilidades.


Numa entrevista à estação de televisão Al-Jazeera, Kofi Annan considerou "mais débil do que teria desejado" a reacção do Conselho de Segurança perante o ataque israelita a Cana, que provocou a morte de quase 60 civis, mais de metade dos quais eram crianças.


O Secretário-Geral revelou que "uma vasta maioria dos membros do Conselho teriam preferido uma linguagem mais forte" e salientou que a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU cumpriu o seu dever ao apontar as possíveis consequências jurídicas da acção, à luz do direito internacional humanitário.


 



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2/08/2006)



UNICEF: Crianças continuam a ser vítimas da crise humanitária em Gaza

No momento em que a atenção dos media internacionais se concentra na catástrofe humanitária no Líbano, a crise humanitária em Gaza e o seu impacte nas crianças está, infelizmente, prestes a ser esquecida, alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).


"No mês passado, 35 crianças palestinianas, um quarto das quais com menos de 10 anos, foram mortas em Gaza, elevando para 65 o número de crianças palestinianas mortas em 2006 no conflito, na Cisjordânia e em Gaza", referiu hoje Dan Rohrmann, Representante Especial da UNICEF para os territórios palestinianos ocupados, numa declaração emitida em Jerusalém.


"Trata-se do segundo ano mais mortífero desde a crise de Setembro de 2000. Desde o início da Intifada, o número de crianças vítimas do conflito elevou-se a 912, entre as quais figuram 119 israelitas", precisou o Representante da UNICEF.


Para os 1,44 milhões de palestinianos que vivem em Gaza - entre os quais se contam 838.000 crianças - a crise humanitária é uma realidade quotidiana, recordou Dan Rohrmann, que acrescentou que "é um facto gritante que as crianças aí vivem num ambiente de extraordinária violência, de medo e de angústia".


Tendo em conta a crise humanitária em Gaza, a UNICEF intensifica o seu apoio em domínios como a saúde, a educação, o acesso à água, a assistência psicossocial e as actividades destinadas a adolescentes e crianças.


A UNICEF recorda a todas as partes que todas as crianças têm direito, nomeadamente à saúde, ao acesso à água, à educação e à segurança, e que estes direitos devem ser salvaguardados, independentemente do ambiente em que vivem. A protecção dos civis, em particular das crianças, é uma obrigação do direito humanitário internacional, nos termos da quarta Convenção de Genebra.


 



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 1/08/2006)



Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização (8 de Setembro de 2006)

 alfabetização apoia o desenvolvimento: é este o tema do Dia Internacional da Alfabetização deste ano. Reconhece que, para promover o crescimento económico, a erradicação da pobreza, a participação social e a protecção do ambiente, é essencial aumentar as taxas de alfabetização. E recorda-nos que a alfabetização é a plataforma para o desenvolvimento dos recursos humanos de uma sociedade.


A alfabetização começa com o ensino primário e conseguir a universalização da instrução primária até 2015 é um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Contudo, o ensino primário não chega a todas as crianças: há mais de 100 milhões de rapazes e raparigas que nunca se matricularam numa escola. No caso daqueles que frequentam a escola, a qualidade de ensino pode deixar muito a desejar, permitindo-lhes apenas um domínio precário das competências básicas. Segundo as estatísticas oficiais, há mais de 770 milhões de adultos analfabetos, mas este número não inclui os outros milhões de adultos que carecem de bases sólidas para poder aprender, comprender e comunicar convenientemente na sua vida quotidiana. 


Em muitas partes do mundo, o desenvolvimento não produziu manifestamente um dos seus resultados mais importantes: a melhoria da taxa de alfabetização e um nível de instrução mais elevado. Ao mesmo tempo, essas sociedades viram-se privadas do instrumento fundamental de desenvolvimento que a alfabetização representa. Um instrumento que permite que as pessoas aproveitem as novas oportunidades de aprendizagem, se adaptem a um mercado de trabalho em constante evolução, assumam maiores responsabilidades, saiam da pobreza e se protejam contra as doenças, em especial contra o VIH/SIDA. As mulheres e raparigas não alfabetizadas carecem de uma arma vital para se libertarem da desigualdade e da discriminação. Como nos recorda o tema geral da Década das Nações Unidas para a Alfabetização (2003-2012), a alfabetização é uma fonte de liberdade.


O precioso dom da alfabetização só pode apoiar o desenvolvimento, se ele próprio for apoiado através de programas pós-alfabetização, de novas oportunidades de educação e de formação e da criação de um ambiente propício à aquisição de conhecimentos. Neste Dia Internacional da Alfabetização, comprometamo-nos a intensificar os esforços nacionais e internacionais para melhorar as taxas de alfabetização em todo o mundo. Demos à alfabetização uma oportunidade de transformar realmente as pessoas e as sociedades de todo o planeta.


(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10613 de 1/08/2006)


Médio Oriente: Conselho de Segurança chocado com o bombardeamento de Cana

Ontem, o Conselho de Segurança declarou-se, "extremamente chocado e abalado" com o bombardeamento de um edifício residencial pelas Forças de Defesa israelitas em Cana, no Sul do Líbano, que implicou a morte de dezenas de civis, na sua maioria crianças, e causou ferimentos a muitas outras.


"O Conselho de Segurança lamenta vivamente a perda de seres inocentes e a morte de civis no actual conflito e pede ao Conselho de Segurança que o informe, o mais tardar dentro de uma semana, sobre as circunstâncias que rodearam este trágico incidente", declarou o Presidente do Conselho de Segurança durante o mês de Julho e Representante de França, Jean-Marc de la Sablière.


Na declaração, o Conselho de Segurança mostra-se "preocupado com a ameaça de uma escalada da violência que agravaria ainda mais a situação humanitária, apela ao fim do conflito e sublinha a urgência de um cessar-fogo duradouro, permanente e viável", disse Jean-Marc de la Sablière.


O Conselho de Segurança mostra-se "mais uma vez extremamente preocupado com a perda de vidas humanas e o sofrimento das populações libanesa e israelita, a destruição generalizada das infra-estruturas civis e o número crescente de deslocados".


Pede insistentemente a todas as partes que autorizassem um acesso imediato e sem qualquer restrição à assistência humanitária.


O Conselho de Segurança deplora ainda "todos os actos dirigidos contra o pessoal das Nações Unidas" e pede que a segurança do conjunto do pessoal e dos locais das Nações Unidas seja plenamente respeitada.


"O Conselho de Segurança declara-se determinado a trabalhar sem demora na adopção de uma resolução que resolva a crise de uma forma duradoura, baseando-se nas iniciativas diplomáticas em curso", conclui a declaração divulgada ontem.


 



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/07/2006)



Votação pacífica nas eleições da República Democrática do Congo

O primeiro acto eleitoral em mais de 40 anos, na República Democrática do Congo, decorreu, ontem, "sem incidentes de maior", informou a missão das Nações Unidas neste país africano (MONUC).


As assembleias de voto abriram às 6h da manhã, para receber os 25 milhões de eleitores, que elegeram os seus representantes entre 32 candidatos à presidência e mais de 9000 para a Assembleia Nacional.


Na sua maioria, as cerca de 50 000 assembleias de voto abriram pontualmente e os Congoleses demonstraram paciência na espera para exercer o seu direito de voto, referiu a MONUC.


Registaram-se alguns incidentes em bastiões da oposição como Bbuji Mayi, na região do Kasai oriental, onde muitos centros não puderam abrir as suas portas e 134 kits eleitorais foram destruídos em actos de conduta anti-social, disse a Missão.


Uma das assembleias de voto foi também incendiada, mas não se registaram vítimas, acrescentou.


Em outras zonas do país, como as províncias de Kivu e o distrito de Ituri, palco de distúrbios num passado recente, a votação decorreu num ambiente de "relativa calma", segundo MONUC.


A Comissão Eleitoral Independente calcula que os resultados oficiais da primeira volta das eleições presidenciais sejam conhecidos dentro de aproximadamente três semanas. Posteriormente, serão divulgados os resultados das eleições legislativas.


 



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/07/2006)



Sustainable Development Goals LOGO PT vertical 250

Sustainable Development Goals POSTER 250px

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.