Terça, 21 Abril 2015
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Ataques contra o pessoal das Nações Unidas: 32 vítimas em 2005

Os ataques contra o pessoal das Nações Unidas prosseguiram ao mesmo ritmo, no decurso de 2005, fazendo 32 vítimas entre os Capacetes Azuis e os funcionários públicos que servem sob a bandeira da ONU, informou hoje o Sindicato do Pessoal da ONU, lamentando a morte de 9 civis, 2 polícias, um segurança e 20 soldados da paz.

“Isto demonstra bem a necessidade de pôr fim à lógica de impunidade que prevalece actualmente” e de levar a tribunal os autores destes actos, insistiu Rosemarie Waters, Presidente do Sindicato, num comunicado publicado hoje, em Nova Iorque. Compete ao Estados-membros fazê-lo, disse, convidando-os a realizar essa tarefa.


A Sra. Waters sublinhou que o ano de 2005 fora marcado por numerosos atentados à independência do pessoal internacional da ONU, nomeadamente na Eritreia, onde se registou um grave precedente com o pedido, feito pelo governo, de saída dos Capacetes Azuis ocidentais.


Em 2005, o Comité Permanente sobre a Segurança e a Independência da Função Pública Internacional tomou nota do assassínio de vários Capacetes Azuis bem como de civis colocados no terreno no quadro de operações de paz da ONU e das instituições ou programas das Nações Unidas, nomeadamente a UNICEF, a OMS e o Gabinete de Socorro e de Obras Públicas das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA).


“Os incidentes servem apenas para nos lembrar tragicamente os inúmeros riscos que o pessoal da ONU corre diariamente em todo o mundo”, disse Guy Candusso, primeiro Vice-Presidente do Sindicato. “Estes foram apenas os ataques mais visíveis contra o pessoal das Nações Unidas que trabalha em muitos ambientes perigosos e hostis do planeta”, disse.  


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 5/01/2006)

Israel: Kofi Annan seriamente preocupado com estado de saúde de Ariel Sharon

O Secretário-Geral declarou-se, hoje, seriamente preocupado com o estado de saúde do Primeiro-Ministro israelita Ariel Sharon, que foi submetido a uma intervenção cirúrgica após um ataque cardíaco.

O Secretário-Geral “segue muito de perto a evolução da situação e deseja vivamente que o Primeiro-Ministro se restabeleça rapidamente. Está em pensamento com o Sr. Sharon e sua família bem como com o Governo e o povo de Israel”, diz uma mensagem transmitida hoje pelo seu porta-voz.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 5/01/2006)

Hungria ratifica tratado apoiado pelas Nações Unidas desencadeando novas protecções das florestas europeias

O tratado apoiado pelas Nações Unidas que visa conservar uma vasta área de florestas, cursos de água e montanhas no centro da Europa entrou em vigor hoje, quando a Hungria se tornou o quarto país – depois da Republica da Eslováquia, da Ucrânia e da Republica Checa – a ratificá-lo.

Milhões de pessoas beneficiaram, assim que a Convenção sobre os Cárpatos entrou em vigor, assegurando uma nova protecção à maior reserva europeia de florestas intactas que abriga fauna e flora selvagens como o bisonte, lobos e águias assim como 200 espécies de plantas únicas.


O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) teve um papel fundamental na elaboração da Convenção, que abrange também a Polónia, a Roménia e a Sérvia e o Montenegro. O pacto foi adoptado e assinado em Maio de 2003, na quinta Conferência “Ambiente para a Europa”, e precisava de ser ratificado por quatro países para entrar em vigor.


“Esta tratado, que agora goza de existência jurídica, visa encontrar um equilíbrio entre as necessidades económicas das pessoas e a necessidade de conservar o ambiente,” afirmou Klaus Toepfer, Director Executivo do PNUA. “Ao fazê-lo, pode ter um papel crucial no que se refere a assegurar um desenvolvimento sustentável e proporciona um plano que pode ser aplicado a outras regiões montanhosas do mundo.”


O PNUA está a partilhar a sua experiência na elaboração do tratado sobre os Cárpatos com outras regiões montanhosas, nomeadamente os Andes, a Ásia Central, os Balcãs e o Cáucaso.


Cerca de 18 milhões de pessoas vivem na zona abrangida pela Convencão, onde se encontram alguns dos mais limpos cursos de água e reservas de água potável do Continente. Contém vastas áreas de floresta que funcionam como uma ligação entre as florestas do Norte da Europa e as do Sul e do Oeste, o que permite que os ursos e outras espécies migrem e se mantenham saudáveis, graças às trocas genéticas. Cresce ali um terço do total de espécies de plantas europeias cresce.


A Convenção define uma ampla série de princípios, como a conservação da diversidade biológica e paisagística, a promoção da agricultura e da silvicultura sustentáveis e a criação de transportes e infra-estruturas adequadas.


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU, 5/01/2006)

ONU lança Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação

A ONU lançou hoje o seu Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, para sensibilizar o público para o avanço dos desertos, as maneiras de salvaguardar a diversidade biológica das terras áridas que cobrem um terço do planeta e a protecção dos conhecimentos e das tradições dos 2 mil milhões de seres humanos afectados pelo fenómeno.

O Secretariado da Convenção das Nações Unidas para Combater a Desertificação salientou a importância de reconhecer que, para além dos custos humanos e ambientais da degradação que contribui para o problema, é nas terras áridas que se encontram alguns dos mais extraordinários ecossistemas do mundo: os desertos.


Resumindo os objectivos do tratado, o Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, disse: “Estou desejoso por trabalhar com os Governos, a sociedade civil, o sector privado, as organizações internacionais e outros, a fim de centrarmos a nossa atenção nesta questão crucial e para que cada dia seja um dia em que procuramos inverter a tendência de desertificação e fazer com que o mundo enverede por uma via de desenvolvimento mais segura e mais sustentável”.


Calcula-se que a desertificação e a seca causem perdas anuais de produção agrícola no valor de 42 mil milhões de dólares. Além disso, contribuem para a insegurança alimentar, a fome e a pobreza e podem gerar tensões sociais, económicas e políticas que, por sua vez, podem causar conflitos, mais pobreza e degradação dos solos, afirma o Secretariado da Convenção.


É amplamente reconhecido que a degradação ambiental tem um papel na segurança nacional e na estabilidade internacional. Daí que a desertificação seja uma ameaça à segurança humana, disse o Secretário Executivo da Convenção, Hama Arba Diallo.


Entre as comemorações previstas merece especial destaque um festival de cinema, com a duração de uma semana, em Junho, em Roma.


Os porta-vozes honorários do Ano são Wangari Maathai (Quénia), Prémio Nobel da Paz, o Ministro do Ambiente da Argélia, Cherif Rahmani, e a estrela de futebol búlgara Hristo Stoitchkov, a quem foi atribuída a Bota de Ouro.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU, 1/01/2006)


PAM: 2005, ano recorde de contribuições da União Europeia


Em 2005, o Gabinete Humanitário da Comissão Europeia contribuiu com cerca de 214 milhões de euros para as diversas operações de socorro do Programa Alimentar Mundial (PAM). Com uma contribuição de 4 milhões de euros a favor do Paquistão, dada hoje, trata-se da ajuda mais elevada da Comissão Europeia, desde 1992.


"2005 foi um ano em que o apoio da Comissão Europeia ao PAM não parou de aumentar e de se desenvolver, para formar uma parceria verdadeiramente excepcional", declarou James Morris, Director Executivo do Pam, num comunicado publicado hoje, em Bruxelas.


"A Comissão Europeia figurou sempre entre os principais doadores do PAM. O seu apoio tem sido precioso não só durante as crises mais graves, como o tsunami, a crise alimentar no Níger ou o terramoto no Paquistão, mas também nas crises esquecidas como a do Nepal ou a dos refugiados do Sara Ocidental na Argélia", acrescentou.


James Morris sublinhou o valor da ajuda da Comissão Europeia, cuja preocupação com as crises esquecidas esteve sempre presente, referindo-se "aos lugares que não fazem parangonas, onde as pessoas sofrem longe das câmaras, em suma, aqueles para os quais é mais difícil arranjar doadores".


Segundo o PAM, a fome continua a ser a primeira causa de mortalidade no mundo, matando 25 000 pessoas por dia – um tsunami "ignorado" de dez em dez dias.


Apesar do compromisso, assumido pela comunidade internacional, de reduzir para metade a fome no mundo até 2015, o número de pessoas que passam fome no mundo está, na realidade, a aumentar.


O PAM precisa que, desde 1990, cerca de mais 89 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia na África Subsariana, mais 33 milhões sofrem de fome e mais seis milhões de crianças estão subalimentadas.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU, 30/12/2005)



69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.