Sexta, 29 Abril 2016
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PNUA e UE adoptam iniciativa para combater o derrame de pretróleo do Líbano

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e a União Europeia adoptaram, hoje, na Grécia, um plano de acção para limpar o petróleo derramado no Mar Mediterrâneo após os bombardeamentos israelitas a uma central eléctrica libanesa, no mês passado.
A contaminação afectou 150 Km da costa do Líbano e chegou mesmo à Síria. Calcula-se que tenham derramado entre 10 a 15 mil toneladas de crude.


O plano, apresentado durante uma reunião lavada a cabo no Porto de Pireu à Organização Marítima Internacional (OMI), inclui uma inspeccção imediata à zona afectada e o envio de uma equipa de peritos na zona.


Este grupo irá prestar apoio ao Ministério do Ambiente do Líbano e será disponibilizado pelos paises que doem fundos para a limpeza.


O Director-Executivo do PNUA, Achim Steiner, disse, após a reunião, que o conflito no Líbano, para além das vítimas inocentes de ambos os alados, fez outra vítima: a costa libanesa.


Isto vai ter repercussões na saúde do ambiente, nos meios de subsistência, no desenvolvimento económico, nos ecossistemas, na pesca, no turismo e na fauna.


“Agora que as bombas pararam de cair e se silenciaram as armas, temos a oportunidade de avaliar, rapidamente a dimensão real do problema e mobilizar o apoio para limpar o petróleo e recuperar a costa”, declarou Steiner.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/08/2006)


SIDA: pela primeira vez, mais de um milhão de habitantes da África subsariana têm acesso a tratamento

O Director do Departamento de VIH/SIDA da Organização Mundial de Saúde (OMS), Dr. Kevin De Cock, referiu, hoje, durante a décima sexta Conferência Internacional sobre a SIDA, em Toronto que, pela primeira vez, o número de pessoas que recebem tratamento anti-retroviral na África subsariana tinha ultrapassado um milhão.


“Nos países de baixos e médios rendimentos, pouco mais de 1,6 milhões de pessoas recebiam um tratamento anti-retroviral, no final de Junho de 2006, o que representa um aumento de 24% relativamente a Dezembro de 2005 e equivale ao quádruplo dos números relativos a Dezembro de 2003”, afirma a OMS, num comunicado, emitido em Toronto.


“Os esforços conjuntos dos doadores, dos países afectados, dos organismos das Nações Unidas e das autoridades de saúde pública estão a conseguir um aumento constante e substancial do acesso a um tratamento vital contra o VIH”, disse o Dr. De Cock.


“Apesar de tudo, estamos apenas no início da nossa acção. Abrangemos tão-só um quarto das pessoas a tratar nos países de baixo e médio rendimento, e o número de pessoas a tratar vai continuar a aumentar. Devemos, por isso ser mais ágeis nos nossos esforços para ultrapassar os obstáculos ao acesso ao tratamento.”


Dos 38,6 milhões de pessoas portadoras de VIH no mundo, cerca de 6,8 milhões vivem em países de rendimento baixo ou médio e precisam imediatamente de um tratamento anti-retroviral. Noventa e cinco por cento das pessoas portadoras que vivem com o VIH/SIDA, hoje em dia, residem em países em desenvolvimento.


Sessenta e três por cento das pessoas que actualmente beneficiam de terapêutica anti-retroviral nos países de baixo e médio rendimento hoje em dia, são africanos, em comparação com 25%, em finais de 2003. Ainda que a África subsariana tenha o maior número de pessoas a seguir tratamento e esteja em segundo lugar no que diz respeito a cobertura terapêutica, a região representa ainda 70% das necessidades mundiais de tratamento não satisfeitas.


“Uma pessoa em cada 7 que morre de doença ligada ao VIH no mundo é uma criança de menos de 15 anos, facto que se deve ao fracasso da expansão dos programas de prevenção da transmissão mãe-filho do VIH e de prevenção da infecção do VIH a mulheres jovens”, relembrou o Dr. De Cock.


Apesar dos sucessos registados em países como o Brasil, Tailândia e Botsuana, apenas 6% das mulheres grávidas seropositivas no mundo beneficiam, actualmente, de uma profilaxia anti-retroviral capaz de prevenir a transmissão do VIH durante o parto. Pelo contrário, os casos pediátricos de infecção pelo VIH foram praticamente eliminados nos países industrializados.


As pessoas que contraem o vírus do VIH através da injecção de droga também não beneficiam de um acesso equitativo ao tratamento. Na Europa Oriental e na Ásia Central os toxicómanos, na sua maioria homens, representam mais de 70% das pessoas infectadas pelo VIH, mas apenas um quarto de entre eles estão em tratamento.


“É inaceitável constatar uma taxa de mortalidade três vezes e meia superior após um ano de tratamento das pessoas infectadas pelo VIH nos países pobres em comparação com os europeus e aos habitantes da América do Norte”, disse o Dr. De Cock, que apelou a que se alterasse a presente situação.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/08/2006)


Médio Oriente: Secretário-Geral envia dois emissários ao Líbano e Israel

O Secretário-Geral, que se avistou esta manhã com o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, decidiu enviar para o Líbano e para Israel uma missão de alto nível encarregada de falar com os dirigentes dos dois países sobre como assegurar a aplicação total da resolução 1701 do Conselho de Segurança, adoptada na passada sexta-feira, 11 de Agosto.


A missão será composta pelo seu Conselheiro Político Especial, Vijay Nambiar, e pelo seu Enviado Especial Terje Roed-Larsen, que deverão partir amanhã e regressar na próxima semana, disse o porta-voz do Secretário-Geral, Stéphane Dujarric, durante a conferência de imprensa diária, na sede da ONU.


Stéphane Dujarric informou igualmente que continuam as intensas discussões sobre a criação de uma força reforçada para o Líbano. Anunciou ainda a realização de uma reunião, organizada pelo Departamento de Operações de Manutenção de Paz e presidida pelo Vice-Secretário-Geral, Mark Malloch Brown, na qual participarão países que podem fornecer tropas.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/08/2006)


Conferência das Nações Unidas sobre proliferação nuclear e desarmamento realizar-se-á em Yokohama, Japão, de 21 a 23 de Agosto


A décima oitava Conferência das Nações Unidas sobre questões de desarmamento realizar-se-á em Yokohama, no Japão, entre os dias 21 e 23 de Agosto de 2006.


Organizada pelo Centro Regional para a Paz e Desarmamento na Ásia e Pacífico e pelo Departamento para as Questões de Desarmamento, a conferência terá o apoio do Governo do Japão e da cidade de Yokohama.


Cerca de 50 participantes de governos, universidades, organizações não-governamentais e imprensa estarão presentes na conferência a título pessoal.


Perante as crescentes ameaças à segurança aos níveis global e regional que decorrem dos riscos de proliferação nuclear, a conferência abordará os problemas e os desafios do regime de não-proliferação nuclear, examinando os assuntos relacionados com o cumprimento e inspecção, o ciclo do combustível nuclear e os usos da energia nuclear para fins pacíficos. Serão também focados assuntos regionais como os programas nucleares da República Democrática Popular da Coreia e do Irão e iniciativas relacionadas com os mesmos. A conferência irá discutir formas de erradicar o mercado negro nuclear e de recuperar a confiança nos esforços multilaterais em prol do desarmamento e da não-proliferação nuclear.


A conferência é inteiramente financiada por contribuições voluntárias dadas ao Centro Regional pelo Governo Japonês e pela Cidade de Yokohama.


Para mais informações, queira contactar Tsutomo Ishiguri, Director do Centro Regional para a Paz e Desarmamento na Ásia e Pacífico, e-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .


(Fonte: comunicado de imprensa DC/3041 de 16/08/2006)


Conselho de Segurança instado a apoiar uma missão alargada da ONU em Timor Leste

Foi apresentado, hoje, ao Conselho de Segurança um relatório do Enviado Especial do Secretário-Geral para Timor, Ian Martin, que pede apoio para uma missão alargada das Nações Unidas em Timor Leste.


“Poderia pensar-se que tal decisão constitui um retrocesso, mas insisto em que não é esse o caso”, declarou Ian Martin, sublinhando que Timor Leste é hoje “ um Estado soberano que lutou energicamente para gozar do seu direito à autodeterminação e independência”, e onde “o apoio internacional permitiu a obtenção de importantes resultados”.


“O que o Secretário-Geral pretende é uma parceria mais eficaz entre o país e a comunidade internacional, a fim de assegurar que as iniciativas governamentais sejam apoiadas da forma mais complementar possível”, disse.


Esta missão terá como objectivo principal, durante o primeiro ano, assegurar a credibilidade das eleições previstas para 2007. “Sabemos, no entanto, que mesmo as eleições mais bem sucedidas são apenas um elemento da construção de um Estado democrático”, relembrou o Enviado Especial do Secretário-Geral.


“A principal falha revelada pela recente crise no país tem que ver com o sector da segurança e uma das tarefas centrais desta nova missão é o restabelecimento de um serviço de polícia em Timor Leste.”, acrescentou, relembrando que a missão de avaliação no terreno mostrara claramente a fragilidade da polícia em todo o território


“O novo Governo de Timor Leste, apoiado pela Igreja Católica e pela sociedade civil, enfrenta hoje o duplo desafio do diálogo, para atenuar as divisões políticas, e da reconciliação global, em particular por meio da atenuação das tensões sociais entre os habitantes das zonas ocidental e oriental do país. No que se refere a estas questões relacionadas com a justiça e a reconciliação, a Missão terá igualmente um papel a desempenhar”.


“Os momentos em que Timor atrai a atenção da comunidade internacional são raros e fugazes, mas os membros do Conselho de Segurança foram sempre capazes de se unir para ajudar este país durante este período difícil”, sublinhou, finalmente, Ian Martin, apelando a que seja transmitida “uma mensagem forte à população de Timor Leste".


O Conselho de Segurança pronunciar-se-á, em breve, sobre esta questão.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 15/08/2006)


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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.