Domingo, 29 Maio 2016
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

SIDA: Conferência Internacional encerrou com um apelo ao G-8 para que cumpra as suas promessas de financiamento


Terminou, hoje, em Toronto a XVI Conferência Internacional sobre SIDA, com um pedido aos países mais ricos do mundo, que integram o chamado grupo dos oito (G-8), para que cumpram o compromisso, assumido nos últimos anos, de atribuir mais fundos à luta contra a doença. No evento, que reuniu peritos e representantes políticos de todo o mundo, 25 anos após da descoberta desta doença, o Enviado Especial da ONU para a SIDA em África, Stephen Lewis, sublinhou que as promessas de ajuda do G-8 não haviam sido cumpridas e que a epidemia continuava a propagar-se, comparando as mortes provocadas pela  SIDA a um assassínio em massa.


A Conferência centrou os seus debates nas medidas preventivas e não apenas no tratamento da doença, como acontecia no passado.


Segundo os números mais recentes, 40 milhões de pessoas são seropositivas e, entre as mulheres, as taxas de infecção aumentaram a um ritmo alarmante, nos últimos anos. Na África Subsariana as mulheres e raparigas representam 74% dos portadores do vírus da imunodeficiência humana, que causa a SIDA.


A reunião sintetizou a informação mais recente sobre o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, um processo que, segundo Stephen Lewis, levará pelo menos 10 anos.


A próxima Conferência Mundial sobre SIDA realizar-se-á no México, em 2008.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 18/08/2006)


Líbano: Será preciso trabalhar mais para cumprir os prazos para a formação de uma força da ONU, disse o Vice-Secretário-Geral

O Vice-Secretário-Geral da ONU, Mark Malloch Brown, disse que houve um “começo razoável” por parte dos Estados-membros das Nações Unidas que participaram, hoje, num encontro que reuniu potenciais contribuidores para uma força de manutenção da paz mais sólida no Sul do Líbano, referindo que, apesar disso, ainda é preciso trabalhar bastante  para cumprir o prazo inicial para o envio de 3500 soldados para a região nos próximos 10 dias.


Numa conferência de imprensa na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, Mark Malloch Brown informou que um terço dos 23 países cujos representantes falaram durante a reunião ”assumiu um compromisso relativamente firme”, enquanto outro terço “assumiu compromissos condicionais, referindo a existência de alguns obstáculos importantes a ultrapassar”, e o terço restante “foi muito mais cauteloso, oferecendo apenas o seu apoio em princípio”.


Muitas delegações terão de regressar às suas capitais a fim de obter a aprovação dos respectivos Parlamentos ou outra forma de aprovação dos seus governos, antes de assumir um compromisso claro, esclareceu.


A ONU convocou a reunião de hoje dos potenciais contribuidores, depois de o fim das hostilidades entre Israel e o Hezbollah se ter tornado efectivo na segunda-feira, 14 de Agosto, na sequência da resolução do Conselho de Segurança de 11 do corrente.


Mark Malloch Brown alertou para o facto de ser fundamental enviar 3500 soldados nos próximos 10 dias porque “a actual situação de cessação de hostilidades não se manterá estável durante muito tempo" Acrescentou que é preciso avançar para uma separação total das forças envolvidas no combate e um cessar-fogo.


O Vice-Secretário-Geral referiu que alguns Estados-membros tinham levantado questões sobre se as tropas que seriam enviadas teriam de intervir no conflito ou se teriam de levar a cabo acções ofensivas contra membros do Hezbollah, ao que respondeu que foi prudentemente definido um conjunto de regras de intervenção militar e que, em princípio, a força não terá um carácter ofensivo mas poderá usar vigorosamente da força, se necessário.


Interrogado sobre as notícias de que a França, que tinha sido apontada como possível líder da missão alargada da UNIFIL, concordaram em enviar mais 200 soldados, Mark Malloch Brown disse que a ONU estava desiludida.


“Esperávamos que França fosse capaz de fazer mais. Mas o Presidente Chirac foi muito claro com o Secretário-Geral, a quem disse que o seu país vai manter 1700 soldados estacionados ao largo na zona, para dar apoio logístico à Força, que está a duplicar a sua contribuição actual e  que se manteriam em contacto para analisar o que mais é possível fazer”.


O Vice-Secretário-Geral acrescentou que concordava com o argumento, esgrimido pela França, de que a legitimidade da UNIFIL sairá, na realidade, reforçada se esta for vista como sendo formada por um grande número de contribuintes que representem uma distribuição geográfica mais ampla e equilibrada.


No início da sua intervenção, Mark Malloch Brown sublinhou a importância de traduzir as promessas em compromissos e de converter estes últimos num rápido envio de soldados para o terreno.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/08/2006)


PNUA e UE adoptam iniciativa para combater o derrame de pretróleo do Líbano

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e a União Europeia adoptaram, hoje, na Grécia, um plano de acção para limpar o petróleo derramado no Mar Mediterrâneo após os bombardeamentos israelitas a uma central eléctrica libanesa, no mês passado.
A contaminação afectou 150 Km da costa do Líbano e chegou mesmo à Síria. Calcula-se que tenham derramado entre 10 a 15 mil toneladas de crude.


O plano, apresentado durante uma reunião lavada a cabo no Porto de Pireu à Organização Marítima Internacional (OMI), inclui uma inspeccção imediata à zona afectada e o envio de uma equipa de peritos na zona.


Este grupo irá prestar apoio ao Ministério do Ambiente do Líbano e será disponibilizado pelos paises que doem fundos para a limpeza.


O Director-Executivo do PNUA, Achim Steiner, disse, após a reunião, que o conflito no Líbano, para além das vítimas inocentes de ambos os alados, fez outra vítima: a costa libanesa.


Isto vai ter repercussões na saúde do ambiente, nos meios de subsistência, no desenvolvimento económico, nos ecossistemas, na pesca, no turismo e na fauna.


“Agora que as bombas pararam de cair e se silenciaram as armas, temos a oportunidade de avaliar, rapidamente a dimensão real do problema e mobilizar o apoio para limpar o petróleo e recuperar a costa”, declarou Steiner.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/08/2006)


SIDA: pela primeira vez, mais de um milhão de habitantes da África subsariana têm acesso a tratamento

O Director do Departamento de VIH/SIDA da Organização Mundial de Saúde (OMS), Dr. Kevin De Cock, referiu, hoje, durante a décima sexta Conferência Internacional sobre a SIDA, em Toronto que, pela primeira vez, o número de pessoas que recebem tratamento anti-retroviral na África subsariana tinha ultrapassado um milhão.


“Nos países de baixos e médios rendimentos, pouco mais de 1,6 milhões de pessoas recebiam um tratamento anti-retroviral, no final de Junho de 2006, o que representa um aumento de 24% relativamente a Dezembro de 2005 e equivale ao quádruplo dos números relativos a Dezembro de 2003”, afirma a OMS, num comunicado, emitido em Toronto.


“Os esforços conjuntos dos doadores, dos países afectados, dos organismos das Nações Unidas e das autoridades de saúde pública estão a conseguir um aumento constante e substancial do acesso a um tratamento vital contra o VIH”, disse o Dr. De Cock.


“Apesar de tudo, estamos apenas no início da nossa acção. Abrangemos tão-só um quarto das pessoas a tratar nos países de baixo e médio rendimento, e o número de pessoas a tratar vai continuar a aumentar. Devemos, por isso ser mais ágeis nos nossos esforços para ultrapassar os obstáculos ao acesso ao tratamento.”


Dos 38,6 milhões de pessoas portadoras de VIH no mundo, cerca de 6,8 milhões vivem em países de rendimento baixo ou médio e precisam imediatamente de um tratamento anti-retroviral. Noventa e cinco por cento das pessoas portadoras que vivem com o VIH/SIDA, hoje em dia, residem em países em desenvolvimento.


Sessenta e três por cento das pessoas que actualmente beneficiam de terapêutica anti-retroviral nos países de baixo e médio rendimento hoje em dia, são africanos, em comparação com 25%, em finais de 2003. Ainda que a África subsariana tenha o maior número de pessoas a seguir tratamento e esteja em segundo lugar no que diz respeito a cobertura terapêutica, a região representa ainda 70% das necessidades mundiais de tratamento não satisfeitas.


“Uma pessoa em cada 7 que morre de doença ligada ao VIH no mundo é uma criança de menos de 15 anos, facto que se deve ao fracasso da expansão dos programas de prevenção da transmissão mãe-filho do VIH e de prevenção da infecção do VIH a mulheres jovens”, relembrou o Dr. De Cock.


Apesar dos sucessos registados em países como o Brasil, Tailândia e Botsuana, apenas 6% das mulheres grávidas seropositivas no mundo beneficiam, actualmente, de uma profilaxia anti-retroviral capaz de prevenir a transmissão do VIH durante o parto. Pelo contrário, os casos pediátricos de infecção pelo VIH foram praticamente eliminados nos países industrializados.


As pessoas que contraem o vírus do VIH através da injecção de droga também não beneficiam de um acesso equitativo ao tratamento. Na Europa Oriental e na Ásia Central os toxicómanos, na sua maioria homens, representam mais de 70% das pessoas infectadas pelo VIH, mas apenas um quarto de entre eles estão em tratamento.


“É inaceitável constatar uma taxa de mortalidade três vezes e meia superior após um ano de tratamento das pessoas infectadas pelo VIH nos países pobres em comparação com os europeus e aos habitantes da América do Norte”, disse o Dr. De Cock, que apelou a que se alterasse a presente situação.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/08/2006)


Médio Oriente: Secretário-Geral envia dois emissários ao Líbano e Israel

O Secretário-Geral, que se avistou esta manhã com o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, decidiu enviar para o Líbano e para Israel uma missão de alto nível encarregada de falar com os dirigentes dos dois países sobre como assegurar a aplicação total da resolução 1701 do Conselho de Segurança, adoptada na passada sexta-feira, 11 de Agosto.


A missão será composta pelo seu Conselheiro Político Especial, Vijay Nambiar, e pelo seu Enviado Especial Terje Roed-Larsen, que deverão partir amanhã e regressar na próxima semana, disse o porta-voz do Secretário-Geral, Stéphane Dujarric, durante a conferência de imprensa diária, na sede da ONU.


Stéphane Dujarric informou igualmente que continuam as intensas discussões sobre a criação de uma força reforçada para o Líbano. Anunciou ainda a realização de uma reunião, organizada pelo Departamento de Operações de Manutenção de Paz e presidida pelo Vice-Secretário-Geral, Mark Malloch Brown, na qual participarão países que podem fornecer tropas.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 16/08/2006)


Sustainable Development Goals LOGO PT vertical 250

Sustainable Development Goals POSTER 250px

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.