Terça, 04 Agosto 2015
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Kofi Annan designa Conselho de Administração do Pacto Global para promover cidadania empresarial.

20 de Abril de 2006 -- Os chefes dos órgãos administrativos do Grupo Goldman Sachs e do fabricante de brinquedos LEGO figuram entre o grupo os 20 líderes de empresas, de organizações laborais e da sociedade civil nomeados hoje pelo Secretário-Geral das Nações Unidas Kofi Annan para integrarem o Conselho de Administração do Pacto Global, lançado há já seis anos, com o intuito de promover uma globalização responsável, combater a corrupção e promover os direitos humanos.

Este primeiro grupo de membros do Conselho de Administração, que prestarão assessoria estratégica à iniciativa e aos seus participantes, inclui representantes de quatro empresas, quatro associações empresariais e grupos laborais, e quatro organizações da sociedade civil que deram provas de respeitar os princípios e objectivos do Pacto.

Entre os líderes empresariais figuram Suzanne Nora Johnson, Vice-Presidente do grupo Goldman Sachs (Estados Unidos da América), B. Muthuraman, Director-Geral da Tata Stee (Índia) e Mads Oevlisen, Presidente da empresa dinamarquesa Lego.

Os restantes membros deste Conselho de Administração provêm de empresas sedeadas no Brasil, Chile, França, África do Sul e Japão.

No Conselho estão também representados a International Federation of Chemical, Energy, Mine and General Workers, a International Chamber of Commerce e outras organizações empresariais, um grupo ambientalista dos Emiratos Árabes Unidos e organizações de ética empresarial do Brasil, Canadá e Irlanda.

Segundo o Gabinete do Pacto Global, esta iniciativa conta já com mais de 2500 empresas de mais 90 países, e com 50 redes regionais que promovem os seus princípios -- uma globalização que benefície todos.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/04/2006).


Darfur e Uganda, duas “feridas abertas”em África, segundo Jan Egeland

20 de Abril de 2006 -- -- O responsável pelos assuntos humanitários da ONU, Jan Egeland, pediu hoje ao Conselho de Segurança que fizesse pressão sobre o Uganda e o Sudão, a fim de que ponham fim à insegurança que ameaça milhões de vidas, chamando a atenção para o facto de o socorro humanitário estar, no Darfur, à beira da ruptura.

“No Uganda, a situação é tão grave como quando usei da palavra pela primeira vez perante o Conselho de Segurança há dois anos, mas agora temos esperança de melhorar as coisas”, declarou Jan Egeland, Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários e Coordenador do Socorro de Emergência das Nações Unidas, numa conferência de imprensa após uma intervenção à porta fechada no Conselho de Segurança, sobre a situação em África.

“Ainda ontem algumas crianças foram raptadas pelo Exército da Resistência do Senhor (Lord´s Resistance Army, LRA)”, um grupo armado conhecido pelas suas actividades sangrentas no norte do Uganda, ”mas, pela primeira vez, mantivemos um verdadeiro diálogo com o governo”, precisou Jan Egeland.

O Conselho de Segurança abordou também, pela primeira vez, a situação do Uganda como ponto da sua ordem do dia, através de uma exposição dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do país.

Em relação à situação no Darfur, Jan Egeland anunciou a sua intenção de se deslocar à região no início do mês de Maio, mencionando que o Governo parecia ter mudado de opinião sobre a sua visita.

No início de Abril, o Governo sudanês recusou a entrada do Secretário-Geral Adjunto no Darfur, aquando da sua última visita à região.
“Existem hoje 14 000 trabalhadores humanitários das Nações Unidas, Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, no terreno, e temos de ajudar 3 milhões de pessoas”, lembrou Jan Egeland.

“Tínhamos reduzido a mortalidade no Darfur a níveis anteriores à guerra, mas esta tendência mudou em Agosto passado e creio que a comunidade internacional não compreende a gravidade da situação” afirmou o Coordenador do Socorro de Emergência.

“Em Janeiro, 60 aldeias ficaram vazias, apesar da presença das forças corajosas da União Africana. De momento estamos a retirar o nosso pessoal da frente, devido à insegurança, o que significa o agravar da situação de 200.000 pessoas que estão inacessíveis e sem comida”, denunciou Jan Egeland.

Interrogado sobre o silêncio dos países ocidentais – nenhum deles ofereceu tropas para uma futura operação de manutenção da paz no Darfur -- Jan Egeland afirmou que “não tinham sido muito corajosos”.

“Não podemos deixar os Africanos e os Asiáticos fazerem o trabalho, num continente onde se desenrola a maior tragédia do nosso tempo”, acrescentou.

“Estão a pôr-se esparadrapos sobre feridas abertas. Primeiro, há que curar a ferida”, sublinhou o Secretário-Geral Adjunto.

No futuro, ”necessitamos de segurança no terreno, necessitamos de que o Governo [sudanês] nos deixe trabalhar, é necessário que a guerrilha ponha fim às suas operações de desvio dos comboios humanitários, e por fim, é necessário, dinheiro” declarou o Secretário-Geral Adjunto.

Jan Egeland indicou que a ajuda ao Darfur sofria de um défice drástico de financiamento. ”Temos apenas um décimo da quantia de que necessitamos. Apenas um doador - o Reino Unido – contribuiu mais do que no ano passado. Alguns mantiveram ou baixaram o nível da sua contribuição”, precisou.

“Temos, hoje, 18% dos 1,5 mil milhões de dólares de que precisamos. No ano passado por esta altura tínhamos mais do dobro desta quantia”, acrescentou.

“Dentro de algumas semanas, ou meses, iremos assistir à ruptura da operação humanitária no Darfur”, preveniu.” Dez anos após o Ruanda, não creio que desejemos um colapso semelhante no Darfur”, disse.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/04/2006).


ONU aumenta apoio ao desenvolvimento industrial na África austral

19 de Abril de 2006 -- A ONU vai aumentar o seu apoio ao desenvolvimento industrial na África austral através da abertura de um escritório em Pretória da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).

O escritório para a África Austral da ONUDI irá apoiar Angola, Botsuana, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.

Na abertura oficial do escritório, a 19 de Abril, estiveram presentes representantes dos Governos desses países bem como o Director-Geral da ONUDI, Kandeh K. Yumkella.

Com a abertura do escritório para a África Austral aumenta para 22 o número deste tipo de escritórios da organização em África. A ONUDI está agora representada em cerca de 40 países do mundo.

Para além disso, a ONUDI possui uma rede de 19 unidades de promoção do investimento e da tecnologia, 35 centros nacionais para a promoção de métodos limpos de produção, 10 centros tecnológicos e 44 unidades subcontratadas ou em parceria em diversos países.

A ONUDI, Uma agência especializada das Nações Unidas, a UNIDO, ajuda os países em desenvolvimento a produzirem bens que possam ser vendidos no mercado global, fornecendo formação, tecnologia e investimento de modo a torná-los competitivos, ao mesmo tempo que encoraja processos de produção que não prejudiquem o ambiente nem constituam um fardo demasiado pesado para os recursos energéticos limitados destes países.

O organismo, sedeado em Viena, conta com 171 Países-membros.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 19/04/2006).


ACNUR: mais deslocados internos e menos refugiados no mundo

19 de Abril de 2006 -- O número de refugiados no mundo é o mais baixo desde há 25 anos. Contudo, o número de deslocados internos aumentou, advertiu um comunicado do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), dado a conhecer hoje.

Este estudo refere que os conflitos entre Estados são menos frequentes do que as guerras civis e lutas internas, pelo que menos pessoas atravessam fronteiras e mais pessoas se deslocam para outras zonas dentro do seu próprio país.
O documento calcula que actualmente existam 9,2 milhões de refugiados, em comparação com 25 milhões de deslocados, e sublinha que estes últimos não estão protegidos pela Convenção sobre os Refugiados de 1951, apesar de necessitarem de assistência urgente.

O ACNUR aceitou alargar substancialmente as suas funções de modo a abranger também os deslocados internos, mas encontra-se agora numa conjuntura crítica, explicou William Spindler, porta-voz deste organismo das Nações Unidas.

“É uma crise porque até este momento a comunidade internacional considerava que as pessoas que abandonavam o seu país e se deslocavam para outro necessitavam de apoio porque se encontravam desprotegidas, ao contrário das pessoas que se encontravam dentro do seu próprio país, pois estas contavam com a protecção dos seus governos. Mas não é esta a realidade em numerosos casos e isto faz com que muitos deslocados internos estejam desprotegidos”, refere.

Em 2005, segundo a ACNUR, só dois conflitos, o da Republica Democrática do Congo e o do Sudão, foram responsáveis pela deslocação de 7,5 milhões de pessoas. O terceiro país com mais deslocados internos é a Colômbia, com um número não determinado, que oscila entre os dois e três milhões.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 19/04/2006).


Gripe das Aves: Organização Mundial do Turismo anuncia esforço conjunto do sector turístico para responder à doença

18 de Abril – A Organização Mundial do Turismo (OMT) anunciou o compromisso, assumido pelas principais organizações turísticas do mundo, de colaborarem no sentido de apoiar a preparação e resposta coordenadas da ONU face à gripe das aves.

O Secretário-geral da OMT, Francesco Frangialli, sublinhou o esforço coordenado das Nações Unidas para dar uma resposta à gripe das aves e assegurar a preparação para uma possível pandemia humana. “As grandes catástrofes transfronteiriças tiveram uma crescente repercussão à escala mundial e requerem uma coordenação contínua da actuação dos órgãos internacionais que integram a família das Nações Unidas com a dos Estados”, disse.

Francesco Frangialli, com o apoio do Coordenador do Sistema das Nações Unidas para a Gripe, David Nabarro, promoveu a criação de uma rede de organizações turísticas, a fim de garantir que o sector cumpra o seu papel nesta iniciativa e nos planos nacionais de preparação.

As organizações que integram inicialmente a Rede de Resposta a Emergências Turísticas estão de acordo em que o planeamento, tendo em vista a possível evolução do vírus para uma forma pandémica, é uma preocupação de todos e, por isso, comprometeram-se a colaborar estreitamente com os organismos da ONU, partilhando informações e ideias em tempo real e transmitindo mensagens públicas claras, concisas e geograficamente precisas.




(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 18/04/2006).



70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.