Segunda, 01 Setembro 2014
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A ONU na sua língua

Fórum planeia aumentar o acesso ao financiamento, numa altura em que microempresários são premiados pela ONU

Como passar do microcrédito para o microfinanciamento


Comunicado de imprensa



3 de Novembro de 2005 – Representantes de mais de cem países irão reunir-se no Fórum Internacional para a Criação de Sectores Financeiros Inclusivos, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, entre 7 e 9 de Novembro. Entre os participantes e oradores contam-se Bill Clinton, ex-Presidente dos Estados Unidos; Sua Alteza Real a Princesa Máxima dos Países Baixos; Paul Wolfowitz, Presidente do Banco Mundial; Kemal Dervis, Administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; José Antonio Ocampo, Secretário-Geral Adjunto do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas; Stanley Fischer, Governador do Banco de Israel; Sir Nicholas Stern, Chefe do Serviço de Economia do Governo do Reino Unido; Sir Ronald Cohen, Presidente do Grupo de Trabalho sobre Investimento Social; e Diana Taylor, Supervisora Bancária de Nova Iorque.


Este acontecimento, que encerra o Ano Internacional do Microcrédito 2005 (AIM), irá centrar-se em como fazer a transição do Ano do Microcrédito para um futuro em que todas as pessoas possam ter acesso ao serviço financeiros de que necessitam. O debate irá centrar-se na nova visão do microfinanciamento como uma oportunidade empresarial rendível que irá beneficiar tanto os pobres como os governos e os investidores e não como caridade. Graças a grupos de peritos, que irão envolver instituições financeiras nacionais e multinacionais, o Banco Mundial, o FMI, Bancos Centrais, representantes do sector privado, organismos especializados da ONU e microempresários, os participantes irão tomar decisões quanto às próximas medidas concretas para aumentar o acesso ao serviços financeiros por parte de uma população de cerca de quatro mil milhões de pessoas cujas necessidades não são satisfeitas actualmente.


Um dos pontos altos do fórum de três dias será a homenagem a nove microempresários que se deslocarão a Nova Iorque, para esse acontecimento, vindos do Afeganistão, África do Sul, Bangladeche, China, Índia, Libéria, Malawi, Peru e Serra Leoa. Os galardoados participaram no Prémio Mundial para as Microempresas – uma iniciativa extremamente bem sucedida do Ano que foi levada a cabo pelas Nações Unidas em 30 países, em colaboração com o Citigroup – e serão homenageados pelas Nações Unidas em virtude das suas empresas inovadoras e do impacte social na comunidade. Receberão os prémios das mãos das celebridades convidadas Jennifer Lopez, Marc Anthony, Chelsea Clinton, Walter Cronkite, Rory Kennedy e Rebecca De Mornay, num jantar de gala da ONU, cujo anfitrião será o célebre actor Tim Robbins, a 8 de Novembro.


O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para os Bens de Capital (UN Capital Development Fund – UNCDF) e o Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas dirigiram os esforços relacionados com o AIM, com o apoio de um grupo de alto nível de consultores externos. A Assembleia Geral das Nações Unidas designou 2005 Ano Internacional do Microcrédito para realçar a importância da criação de sectores financeiros inclusivos que catalisem a consecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.


Para mais informações sobre o Ano Internacional do Microcrédito 2005 ou para marcar entrevistas com funcionários da ONU e microempresários, é favor contactar:


Departamento de Informação da ONU
Oisika Chakrabarti, Tel. +1-212-963-8264, Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para os Bens de Capital
Maggie Neilson, Tel. +1-206-979-7872, e-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Pode também visitar o sítio Web: www.yearofmicrocredit.org.


Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Ambiente em Tempo de Guerra e de Conflito Armado (6 de Novembro de 2005)

A guerra tem, para além de enormes custos humanos e económicos, repercussões profundas no ambiente. Por vezes, a destruição deliberada dos recursos naturais insere-se numa táctica. Mas, na maior parte dos casos, o ambiente é apenas uma vítima inocente do fogo cruzado. Como sempre, os pobres são os mais gravemente lesados, dado que retiram do ambiente não só os seus alimentos mas também os seus medicamentos, meios de subsistência e materiais para construir abrigos e casas.
A luta contra a degradação do ambiente causada pela guerra, indissociável da recuperação e reconstrução depois de um conflito, ocupa um lugar cada vez mais importante nas actividades da ONU.


Depois da guerra na Ex-Jugoslávia, o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) empreendeu a limpeza de quatro sítios quimicamente contaminados na Sérvia e no Montenegro.
No Afeganistão, o PNUE apoia actualmente a criação da Agência Nacional de Protecção do Ambiente e empreendeu estudos aprofundados sobre a situação do país na fase de pós-conflito, com vista a contribuir para o restabelecimento dos meios de subsistência.
Os terrenos pantanosos mesopotâmicos que se estendem entre o Iraque e o Irão foram quase totalmente destruídos, no final de 2002, o que obrigou centenas de milhar de árabes da zona a fugirem das suas terras e a abandonarem o seu modo de vida tradicional. Com a cooperação das comunidades locais, 40% dos terrenos pantanosos foram reinundados e 80 000 habitantes da região puderam regressar à zona.
Ao ajudarmos os que são afectados pelos conflitos a recuperarem as suas terras e os seus meios de subsistência e sobretudo ao sermos os guardiões do ambiente que os rodeia, damos-lhes meios para construírem os alicerces de uma paz duradoura, a melhor defesa que pode haver. Neste dia de celebração internacional, peço a todas as partes interessadas que redobrem os seus esforços para evitar a exploração e a degradação do ambiente em tempo de guerra.


 


É preciso ajudar imediatamente as vítimas do terramoto para impedir uma segunda vaga de mortes* Jan Egeland, Secretário-Geral Adjunto para os Assuntos Humanitários e Coordenador do Socorro de Emergência da ONU

Quatro semanas depois de um violento terramoto ter atingido o Sul da Ásia, o número de mortos, de pessoas sem abrigo, de feridos e de desamparados não pára de aumentar. A situação é tão urgente quanto desesperada. O número de vítimas, que se eleva actualmente a 73 000, poderia duplicar, se não se obtiverem imediatamente fundos para o socorro de emergência e se a ajuda não chegar rapidamente. O implacável inverno himalaio aproxima-se rapidamente e estamos a correr contra o tempo para salvar vidas no Paquistão. Juntos, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ganharmos esta corrida.


É indispensável um aumento maciço imediato do socorro de emergência, nas próximas três semanas, para evitar uma segunda vaga de vítimas. Se não se verificar, desenha-se no horizonte uma catástrofe.


Tanto quanto sabemos hoje, o terramoto deixou três milhões de pessoas sem abrigo, numa região situada a uma altitude em que o clima é rigoroso. Pelo menos dois milhões de pessoas precisam de auxílio urgente. Há mais de 69 000 feridos. Todas as infra-estruturas essenciais foram destruídas, numa região que se estende por mais de 28 000 quilómetros quadrados. Partilhamos o sofrimento dos Paquistaneses, ao mesmo tempo que nos preparamos para a difícil tarefa de tentar chegar aos quase 30% das vítimas que ainda não receberam assistência.


As medidas de emergência internacionais têm sido entravadas por dois factores: a falta gritante de fundos destinados ao socorro de emergência e a extrema dificuldade em chegar a todos os sobreviventes do terramoto.


A acção do pessoal humanitário no Paquistão tem sido dificultada por um pesadelo logístico como nunca se vira, nem sequer quando da catástrofe do tsunami. Vários factores – a altitude, o terreno montanhoso, a destruição quase completa das infra-estruturas de um território imenso, os constantes aluimentos de terras, as réplicas e um inferno rigoroso iminente – criaram o mais difícil problema logístico que a comunidade internacional já conheceu. A dimensão do problema mostra até que ponto uma boa cooperação no terreno é indispensável, para que os escassos recursos sejam utilizados da melhor maneira.


Em segundo lugar, temos uma necessidade imediata de fundos para o socorro de urgência.  Na verdade, já precisávamos deles ontem. Cada dia de atraso implica um risco de condenação à morte para milhares de feridos, de pessoas com fome e sem abrigo, em particular crianças de tenra idade, que são os mais vulneráveis à doença e ao frio.


As necessidades imediatas no terreno continuam a ser enormes, o que levou a ONU a duplicar praticamente o montante do seu primeiro apelo à concessão de fundos, que passou a elevar-se a 550 milhões de dólares. Exorto todos os países doadores europeus, o sector privado e os cidadãos do mundo inteiro a abrirem o seu coração e as suas carteiras e a mostrarem-se tão generosos como foram quando da crise do tsunami.


Dez dias depois da catástrofe do tsunami, a ONU tinham reunido 80% dos fundos necessários. No Paquistão, pelo contrário, um mês depois, só se conseguiram 22% dos fundos pedidos para o socorro de emergência. Numa época em que o mundo nunca foi tão rico, em que nunca houve tantos países ricos na Europa, na Ásia e na América latina, não há desculpa para a inacção.


Exortamos todos os doadores – públicos e privados – a responderem com urgência ao apelo humanitário das Nações Unidas e a concretizarem imediatamente todas as contribuições anunciadas. O apelo da Organização a favor das vítimas do terramoto é geral, no seu alcance, e explicável, na sua aplicação. São garantidas aos doadores a máxima transparência e uma visibilidade mundial das suas doações, graças ao sítio web des Nações Unidas, acessível a todos, que acompanha do princípio ao fim o encaminhamento das contribuições financeiras para os apelos humanitários da ONU.


Não há desculpa para a nossa inacção colectiva. Sabemos o que acontecerá, se não agirmos imediatamente, disponbilizando recursos e demonstrando determinação: milhares de pessoas morrerão em breve no Paquistão e um número ainda maior sofrerá desnecessariamente. O mundo dispõe de meios e dinheiro para os salvar. Resta saber se temos vontade de o fazer.



* Publicado em Portugal pelo Diário de Notícias a 6/11/2005


Governos, sectror privado e sociedade civil reúnem-se em Tunis, entre 16 e 18 de Novembro, na Cimeira Mundial sobre as Tecnologias e a Sociedade da Informação

A segunda fase da Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, que se realizará entre 16 e 18 de Novembro, irá reunir líderes políticos, empresariais e da sociedade civil para que sejam tomadas medidas para eliminar a info-exclusão, de modo que os benefícios da sociedade de informação possam ser partilhados por todos.


A Cimeira, que se realizará no Kram PalExpo, em Tunis, irá ponderar a aplicação do programa ambicioso acordado na primeira fase, que se realizou em Genebra, em 2003. Em Genebra, 175 países aprovaram uma Declaração de Princípios que delineava uma visão comum da sociedade da informação e um Plano de Acção que estabelece metas para a melhoria da conectividade e do acesso em termos de utilização da tecnologia da informação e comunicação (TIC).


As metas, que deverão ser atingidas até 2015, incluem a ligação de aldeias, pontos de acesso nas comunidades, escolas e universidades, centros de investigação, bibliotecas, centros de saúde e hospitais e departamentos da administração local e central.


O Plano de Acção procura também incentivar a criação de conteúdos e reunir as condições técnicas que facilitem a presença de todas as línguas do mundo na Internet. A Cimeira de Tunis analisará os primeiros dois anos de aplicação do Plano de Acção.


Espera-se que o evento acolha cerca de 12 000 participantes oriundos de governos, do sector privado, da sociedade civil e dos principais órgãos de comunicação social. Entre os participantes confirmados, contam-se o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, Chefes de Estado e de Governo de mais de 45 países, os principais executivos de mais de 200 empresas – nomeadamente, a Alcatel, a Ericsson, a France Telecom, a Google, a Huawei, a Infosys, a Intel, a KDDI, a Microsoft, a Nokia, a NTT DoCoMo, a Skype, a Sun Microsystems, a Telefónica e a World Space – e algumas das principais organizações ligadas ao desenvolvimento, como a Grameen Foundation USA, a MS Swaminathan Foundation e a Telecoms sans Frontières.



Da info-exclusão à oportunidade digital
“A fase de Tunis é a Cimeira das soluções”, afirmou Yoshio Utsumi, Secretário-Geral da Cimeira e Secretário-Geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), o organismo especializado das Nações Unidas que tem a seu cargo o evento. “Tem como objectivo transformar a info-exclusão em oportunidades digitais para a promoção da paz, do desenvolvimento sustentável, da democracia, da transparência e da boa governação”.


Um dos principais objectivos será encontrar formas de os países em desenvolvimento terem mais acesso à Internet e a outras TIC. Segundo a UIT, os 942 milhões de pessoas que vivem nas economias desenvolvidas do mundo dispõem de um acesso cinco vezes melhor a serviços telefónicos fixos e móveis, de um acesso nove vezes melhor a serviços Internet e possuem 13 vezes mais computadores pessoais do que os 85% da população mundial que vivem em países de rendimentos baixos ou médios-baixos. A UIT estima também que 800 000 aldeias ainda não disponham de ligação por linha telefónica, Internet ou qualquer outra TIC moderna.


“Um maior acesso às tecnologias da informação pode melhorar as práticas agrícolas e ajudar os microempresários”, afirmou Sashi Taroor, Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas para a Comunicação e a Informação. “Pode ajudar a evitar a SIDA e outras doenças transmissíveis, pode promover a igualdade de género e favorecer a protecção ambiental. Em todo o mundo em desenvolvimento, o comércio electrónico, o ensino à distância, a telemedicina e a governação electrónica estão a melhorar a qualidade de vida de inúmeras pessoas”.


Espera-se que a conferência adopte um documento político que contenha os compromissos políticos dos Estados-membros e um documento operacional sobre o acompanhamento e medidas futuras.


Existe um acordo alargado entre os Estados-membros no que se refere à secção do documento final que trata dos mecanismos financeiros para promover a instalação de TIC no mundo em desenvolvimento. Falta aprovar apenas alguns parágrafos.


Reconhecendo o papel fundamental desempenhado pelo sector privado, os Estados-membros já subscreveram a concentração de recursos financeiros em diversas áreas. Entre estas, contam-se programas de reforço de capacidades em termos de TIC, infra-estrutura central regional e Pontos de Permuta Internet, assistência aos países menos desenvolvidos e aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, integração da TIC nas estratégias de erradicação da pobreza, financiamento de pequenas, médias e microempresas, promoção do fabrico local de TIC nos países em desenvolvimento, reforma da regulamentação da TIC e iniciativas locais que prestem serviços de TIC às comunidades.


Outra questão pendente é a conclusão de mecanismos que garantam o acompanhamento e implementação das decisões da Cimeira. É considerado essencial que se estabeleçam responsabilidades claras em termos de garantir que as metas do Plano são controladas e atingidas.



Questões relacionadas com a Internet
Os Governos irão procurar também chegar a acordo quanto a questões relacionadas com a utilização da Internet. Ao longo dos anos, a Internet foi-se tornando cada vez mais valiosa, tanto para os utilizadores como para os governos, afirmou o embaixador Janis Karklins, Presidente do Comité Preparatório da Cimeira. “Para muitos governos, um sistema que, há dez anos, não tinha qualquer importância, tornou-se extremamente importante, hoje em dia”, disse o Sr. Karklins, acrescentando que esses governos têm pedido que sejam introduzidas alterações no modo como o sistema é gerido.


Até agora, a governação de questões relacionadas com a utilização da Internet, como o spam (correio não solicitado) e a cibercriminalidade, foram tratadas de uma forma dispersa e fragmentada, enquanto a infra-estrutura da Internet tem sido gerida por meio de uma colaboração informal mas eficaz entre diversas instituições, sendo a liderança assumida pelas empresas privadas, a sociedade civil e as comunidades académica e técnica. Mas os países em desenvolvimento disseram que têm dificuldade em acompanhar todos estes processos e se sentem excluídos das estruturas de governação da Internet.


Por razões históricas, os Estados Unidos têm a autoridade última sobre alguns dos recursos fundamentais da Internet. Há um amplo acordo quanto à necessidade de uma maior participação internacional em discussões sobre questões da governação da Internet, mas existem divergências sobre o modo como isso será conseguido.


No projecto de documento final, os países já chegaram a acordo sobre o reconhecimento da soberania nacional sobre os nomes dos Domínios de Nível Superior com código de país (como .uk para o Reino Unido) e sobre o princípio de que os governos não deveriam envolver-se na gestão quotidiana da Internet.



Uma feira comercial da informação
Paralelamente à Cimeira de governos, cerca de 250 mesas redondas, grupos de discussão, apresentações e acontecimentos mediáticos independentes foram planeados por organizações da sociedade civil, empresas e delegações nacionais. Os grupos de discussão de alto nível irão permitir que os Chefes de Estado e de Governo realizem debates públicos com proeminentes líderes empresariais e da sociedade civil.


Uma grande feira comercial de TIC, “ICT4All”, irá realizar-se entre 15 e 19 de Novembro, no Kram PalExpo. Empresas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento irão apresentar ideias inovadoras e soluções práticas, encontrar-se e criar novas parcerias. Espera-se a presença, na ICT4All, de cerca de 40 000 visitantes.


A Cimeira é organizada pela UIT, o organismo especializado das Nações Unidas para as telecomunicações, com o apoio do sistema das Nações Unidas como um todo.



Para acreditação dos meios de comunicação social, é favor consultar: http://www.itu.int/newsroom/accredit/wsis/2005/tunis/procedure.html
Para mais informações, é favor visitar www.itu.int/wsis ou contactar Edoardo Bellando, Departamento de Informação das Nações Unidas, (1 212) 963 8275, Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar , ou Francis Coutu, (1 212) 963 9495, Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .


 


Assembleia Geral designa Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto

A Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou hoje uma resolução que designa 27 de Janeiro Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto e exortou todas as nações a encontrarem maneiras de manter viva a memória, para que as gerações futuras ajudem a evitar actos de genocídio semelhantes.


Introduzida por Israel e co-patrocinada por cerca de 90 Estados-membros, a resolução rejeita a negação desse período como um evento histórico, exorta os Estados a criarem programas educacionais que informem as gerações futuras dos horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância religiosa, incitação, perseguição ou violência baseadas na origem étnica ou nas convicções religiosas das pessoas.


O Presidente da Assembleia Geral, Jan Eliasson, afirmou que a memória do Holocausto deve ser “um aviso histórico e unificador em torno do qual devemos unir-nos; não só para relembrarmos os crimes gravíssimos cometidos durante a história da humanidade mas também para reafirmarmos a nossa firme determinação em evitar a repetição de tais crimes”


O Representante de Israel, Dan Gillerman, afirmou que o Holocausto nos confrontou com a “capacidade de desumanidade do homem” em relação aos outros homens e que serviu para dar um impulso decisivo ao desenvolvimento dos direitos humanos, à redacção de convenções históricas sobre o genocídio e à própria criação das Nações Unidas.


Para além de estabelecer este Dia Internacional, que visa honrar as vítimas do Holocausto, a resolução apela a que sejam activamente preservados locais como os campos de concentração nazis, bem como os campos de trabalho forçado e as prisões do regime, e ainda que seja criado um programa da ONU para promover a recordação do Holocausto e a educação.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/10/2005)


 

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.