Terça, 30 Setembro 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

FAO: fome mata todos anos 6 milhões de crianças no mundo

Cerca de 6 milhões de crianças no mundo morrem, todos os anos, de doenças ligadas à fome e à malnutrição e 852 milhões de pessoas estão actualmente subalimentadas, anuncia a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que publica hoje o seu relatório anual sobre a insegurança alimentar.


“A maior parte destas crianças morre de doenças infecciosas que têm cura, nomeadamente diarreia, pneumonia, malária e sarampo e teriam sobrevivido, se a sua constituição física e o seu sistema imunitário não tivessem sido enfraquecidos pela fome e pela má nutrição”, afirma um comunicado da FAO, publicado hoje em Roma por ocasião do lançamento do seu relatório anual.
Intitulado The State of Food Insecurity in the World, o relatório realça a importância de eliminar a fome no mundo, objectivo da Cimeira Mundial da Alimentação que teve lugar em 1996 em Roma, ou de reduzir para metade, até 2015, a fome no mundo, primeiro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.


“A comunidade internacional está longe de atingir os Objectivos do Milénio e da Cimeira Mundial da Alimentação”, declarou Jacques Diouf que foi reeleito, a 19 de Novembro, Director da FAO para um terceiro mandato.


“Se as regiões em desenvolvimento continuarem a reduzir a fome ao ritmo actual, só a América do Sul e as Caraíbas poderão alcançar o Objectivo de Desenvolvimento do que consiste em reduzir para metade a proporção de pessoas que sofrem da fome. Nenhuma região poderá atingir o objectivo mais ambicioso da Cimeira Mundial da Alimentação que consiste em eliminar a fome no mundo”, acrescentou Jacques Diouf.


“A região Ásia-Pacífico tem também boas possibilidades de atingir o objectivo, se o ritmo dos progressos for ligeiramente intensificado nos próximos anos. No Médio-Oriente e no Norte de África, a prevalência da fome é fraca, mas tem aumentado.
Na África Subsariana, a prevalência da subalimentação diminuiu ligeiramente. A região deverá intensificar consideravelmente a sua acção para alcançar o Objectivo do Milénio em questão.


Segundo as últimas estimativas da FAO, no decorrer do período 2000-2002, 852 milhões de pessoas no mundo estavam subalimentadas – entre as quais 815 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento, 28 milhões nos países em transição e 9 milhões nos países industrializados.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 22 de Novembro de 2005)


Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com deficiência (3 de Dezembro de 2005)

Este ano, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência centra-se nas ligações entre incapacidade, direitos humanos e desenvolvimento.


As pessoas com deficiência constituem o grupo minoritário mais numeroso do mundo. São desproporcionadamente pobres, têm maior probabilidade de estarem desempregadas e apresentam taxas de mortalidade mais elevadas do que a população em geral. Com demasiada frequência, não gozam inteiramente os seus direitos civis, políticos, sociais, culturais e económicos.


Durante muitos anos, os seus direitos foram descurados. Ultimamente, essa situação tem-se modificado, à medida que se têm conseguido progressos em todo o mundo no que se refere a garantir que as pessoas com deficiência possam participar no desenvolvimento e dele beneficiar. Mas muito há ainda a fazer para assegurar a sua plena integração.


A participação igual não exige apenas a eliminação das barreiras ambientais, sociais e jurídicas que marginalizam as pessoas com deficiência; também significa facilitar-lhes o acesso ao emprego e aos serviços de educação, saúde, informação e de outra natureza, em condições de igualdade.


A consecução deste objectivo depende, em grande medida, das negociações em curso sobre uma convenção internacional global e integral para proteger e promover os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência. Apoio o trabalho do Comité Especial e espero que as negociações sejam levadas a bom termo.


Neste Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, recordemos que as sociedades que descuram a integração das pessoas com deficiência se privam dos valiosos contributos que estas podem dar. E reafirmemos a nossa dedicação à causa da igualdade de direitos das pessoas com deficiência e da sua plena participação na vida económica, social e política das sociedades em que vivem.



(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10224, OBV/526, de 21/11/2005)


Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do Dia Mundial da SIDA (1 de Dezembro de 2005)

No decurso da última década, foram alcançados progressos significativos na luta contra o flagelo da SIDA. Foram também feitas promessas. Agora chegou a altura de as cumprir. E acredito que temos meios para o conseguirmos.


Hoje, dispomos de cerca de 8 mil milhões de dólares para lutar contra a SIDA nos países em desenvolvimento, em comparação com apenas 300 milhões, há 10 anos.


Hoje, em cerca de quarenta países, a acção contra a SIDA levada a cabo a nível nacional é dirigida pelos próprios Chefes de Estado ou do Governo ou os seus representantes.


Hoje, a SIDA é um tema de discussão familiar tanto no Conselho de Segurança como na Assembleia Geral.


Vemos sinais de progressos recentes em quase todas as regiões do mundo.


Temos provas concretas de que a SIDA é um problema que tem solução.


Temos um plano de acção para deter a propagação da SIDA e inverter a tendência actual.


Na Cimeira Mundial das Nações Unidas de Setembro de 2005, os líderes mundiais comprometeram-se a aplicar plenamente a Declaração de Compromisso sobre o VIH/SIDA, adoptada em 2001, intensificando os seus esforços em domínios como a prevenção, o tratamento, os cuidados e o apoio, para que todas as pessoas, sem excepção, tenham acesso a programas que salvam vidas. No próximo ano, iremos analisar os progressos obtidos em matéria de aplicação dessa Declaração.


Chegou, pois, o momento de reflectir. O momento de reconhecer que, embora a nossa acção tenha sido bem sucedida em alguns domínios, continua a não estar à altura de um epidemia desta dimensão. O momento de admitir que, se quisermos alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, em particular o que se refere a deter a propagação da SIDA e inverter a tendência actual, até 2015, teremos de redobrar os nossos esforços. Esta é uma missão de todos nós. Porque deter a propagação da SIDA não é só um Objectivo de Desenvolvimento do Milénio; é uma condição prévia para realizar a maior parte dos outros Objectivos.


Hoje, devemos afirmar claramente que chegou o momento de cumprir as promessas feitas. Neste Dia Mundial da SIDA, peço-vos para vos associeis a mim para realizarmos esta missão.



(Fonte: Comunicado de imprensa SG/SM/10222, AIDS/108, OBV/524 DE 21/11/2005)


 


FAO: Jacques Diouf lança apelo à reforma

Jacques Diouf, reeleito no sábado, dia 19 de Novembro, para um terceiro mandato à frente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), exortou hoje os 188 Estados-Membros, reunidos em Roma, numa Conferência Geral, a apoiarem as suas propostas, que visam uma reforma e modernização do organismo.
“As propostas de reforma têm em conta, simultaneamente, os pedidos lançados no plano mundial para que se vá mais longe no processo de reforma do Sistema das Nações Unidas e uma reorientação dos programas e das actividades em função dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM)”, declarou hoje Jacques Diouf, Director da da FAO, num discurso proferido na Conferência Geral que iniciou os seus trabalhos no dia 19 do corrente, em Roma, refere um comunicado da agência.


Jacques Diouf, que apresentava o relatório “A reforma da FAO, uma visão para o século XXI”, precisou que a nova estrutura proposta facilitaria os esforços do organismo para ajudar os países a alcançarem os oito ODM, começando pelo primeiro de todos, relativo à redução da fome e da pobreza.


“Há ainda cerca de 852 milhões de pessoas subalimentadas no planeta. É mais do que tempo de acabar com esta tragédia, que representa para os países em desenvolvimento perdas de produtividade e de receitas que rondam os milhares de milhão de dólares”, lamentou.


No passado dia 17 de Outubro, por ocasião do 60º aniversário da FAO, Jacques Diouf divulgou um programa de reforma que deveria permitir que o organismo que dirige “desempenhe um papel fundamental na erradicação da fome, no desenvolvimento agrícola sustentável, na segurança alimentar, nas doenças transfronteiriças das plantas e dos animais, bem como na negociação de um comércio internacional dos produtos agrícolas mais equitativo”.


A reforma da FAO e o Programa de Trabalho e de Orçamento para 2006-2007 figuravam entre os os principais pontos mencionados no discurso.


A Conferência Geral, que terminará a 26 de Novembro, analisará também o último Relatório sobre a Situação Mundial da Alimentação e da Agricultura, e os preparativos para a Conferência Internacional sobre a Reforma Agrária e o Desenvolvimento Rural, que se realizará em Março de 2006, no Brasil.


Jacques Diouf foi reeleito por 137 votos a favor (dentre 165 votos), a 19 de Novembro, para o cargo de Director Geral da FAO, para um terceiro mandato de seis anos. Era o único candidato ao lugar..



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU 21/11/2005)


Ibrahim Gambari pede aumento da liberdade de circulação nos territórios palestinianos

o terminar hoje a sua visita ao Médio Oriente em Israel e nos Territórios palestinianos, o Responsável pelos Assuntos Políticos da ONU, Ibrahim Gambari, desejou que a retirada israelita da Faixa de Gaza fosse acompanhada de um aumento da liberdade de circulação entre os Territórios palestinianos e na Cisjordânia.


Ibrahim Gambari terminou hoje uma visita ao Médio Oriente iniciada a 13 de Novembro e que o levou ao Líbano, à Jordânia, aos Territórios ocupados da Palestina e a Israel, e irá apresentar as suas conclusões ao Conselho de Segurança da ONU, provavelmente na próxima semana, declarou a Porta-Voz Adjunta do Secretário-Geral da ONU, , Marie Okabe, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.


“O Secretário-Geral Adjunto para os Assuntos Políticos encontrou-se hoje com os membros do pessoal da ONU em Israel”, anunciou a Porta-Voz.


“Por ocasião de uma visita realizada este fim-de-semana aos Territórios palestinianos ocupados, Ibrahim Gambari deslocou-se a Gaza onde teve encontros com os responsáveis palestinianos e onde observou alguns troços do muro de separação”, disse.


Embora tenha considerado que a retirada israelita de Gaza era um progresso importante, Ibrahim Gambari exortou a que se faça mais em relação às questões da reconstrução do porto e do aeroporto de Gaza e para estabelecer a liberdade de circulação entre Gaza e a Cisjordânia e no interior da Cisjordânia, acrescentou a Porta-Voz.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/11/2005)


Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.