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Conselho de Segurança realiza reunião ministerial para reanimar processo de paz no Médio Oriente

O Conselho de Segurança da ONU realizou, hoje, uma reunião ministerial sobre o Médio oriente com a intenção de revitalizar o processo de paz no Médio Oriente.


“É hora de reconstruir a destroçada ponte para a paz”, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, durante a abertura da sessão, convocada pela Liga de Estados Árabes. Acrescentou que a contínua falta de segurança para resolver o conflito põe em causa a legitimidade e eficiência do próprio Conselho de Segurança.


Após lembrar que o conflito israelo-árabe tem uma poderosa carga emocional e simbólica para todos, Kofi Annan defendeu que a ponte para a paz “ deve ser suficientemente larga para acolher todos os que têm um papel legítimo no processo, suficientemente larga para incluir o enorme mar de desconfiança que separa as partes, e suficientemente forte para resistir aos esforços que, seguramente, serão feitos para a sabotar”.  


Para além do Secretário-Geral da ONU, a reunião contou com a presença, entre outros altos funcionários, da Secretária de Estado Norte-Americana, Condoleezza Rice, e do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas.


As Nações Unidas, como parte do Quarteto – formado também pela União Europeia, Estados Unidos e Rússia – apoiam o Roteiro para a Paz, um plano que contempla uma série de medidas graduais, mutuas e recíprocas e que culmina com a convivência pacífica e em condições de segurança de dois Estados : Israel e Palestina.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/09/2006)


MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU, KOFI ANNAN, POR OCASIÃO DO DIA INTERNACIONAL DA PAZ (21 de Setembro de 2006)

Queridos Amigos:


Para alguns de nós, a paz é uma realidade quotidiana. As nossas ruas são seguras e os nossos filhos vão à escola. Quando o tecido social é sólido, os preciosos dons da paz quase passam despercebidos.


Mas, para um número demasiado elevado de pessoas, no mundo de hoje, esses dons não passam de um sonho irrealizável. Vivem prisioneiras da insegurança e do medo. São a principal razão de ser deste Dia.


Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral proclamou o Dia internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então, a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.


Contudo, neste dia, tal como nos outros 364 dias do ano, a violência continua a ceifar vidas inocentes. E, nas últimas semanas, assistimos a uma nova escalada trágica de conflitos em várias regiões do mundo.


A Organização das Nações Unidas trabalha em prol da paz de muitas maneiras. Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para impedir que continue a haver derramamento de sangue. E conseguimos alguns resultados.


Os Estados prestam agora mais atenção à diplomacia preventiva. As missões de manutenção da paz e o nosso trabalho de apoio e promoção dos direitos humanos estão a ter um efeito positivo. Os cidadãos de todo o mundo, homens e mulheres de todas as sociedades, esforçam-se cada vez mais por atenuar o sofrimento e erguer pontes entre pessoas de crenças e culturas diferentes.


De facto, actualmente, há menos guerras do que nas décadas passadas, embora o seu número continue a ser demasiado elevado. Cada vítima de um conflito representa um fracasso que relembra que há ainda muito a fazer.


É neste espírito que peço a todos, em todo o mundo, que observem, hoje, um minuto de silêncio em nome da paz. Recordemos as vítimas da guerra e, sempre que possamos influenciar o rumo das coisas, comprometamo-nos a intensificar os nossos esforços para alcançar uma paz duradoura.


É preciso acabar com o tráfico da papoila do ópio, para vencer os terroristas, disse o Presidente afegão na Assembleia Geral

O rápido aumento do terrorismo no Afeganistão, nos últimos anos, não terminará enquanto a próspera indústria do ópio não for vencida e não forem dadas alternativas de subsistência aos agricultores, disse, hoje, o Presidente do país perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.


Discursando no debate anual da Assembleia Geral na sede da ONU em Nova Iorque, Hamid Karzai apelou à comunidade internacional para que continue a apoiar o seu governo nos esforços de combate ao tráfico de droga.


“A ameaça dos estupefacientes alimenta o terrorismo e ameaça os alicerces do desenvolvimento económico lícito no Afeganistão”, disse.


Hamid Karzai disse que o tráfico ilegal de droga está a ser alimentado por diversos factores, incluindo a ausência de alternativas viáveis que assegurem a subsistência dos agricultores, a falta de segurança em algumas partes do país e a existência de financiamento clandestino aos produtores da papoila do ópio.


Referiu que o terrorismo disparou nos últimos 12 meses, tendo sido mortos muitos médicos e professores e tendo sido queimadas ou destruídas escolas e centros de saúde. Cerca de 200 mil estudantes que frequentaram a escola há dois anos não o podem fazer agora, devido às actividades terroristas.


Prometendo que iria intensificar os esforços de combate aos terroristas que operam no Afeganistão, Hamid Karzai alertou que tal não poderá ser feito apenas pela via militar.


“Temos de olhar para lá do Afeganistão para encontrar as fontes do terrorismo. Temos de destruir os santuários para lá do Afeganistão, desmantelar as complexas redes que recrutam, doutrinam, treinam, financiam, armam e enviam terroristas para a região”


O Presidente afegão regozijou-se com a adopção, pela Assembleia Geral, da Estratégia Global de Combate ao Terrorismo mês e apelou para a rápida adopção de um tratado abrangente mundial sobre terrorismo.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/09/2006)


Conselho de Segurança: Kofi Annan apela a reforço da cooperação com as organizações regionais

O Conselho de Segurança debateu, hoje, o reforço da cooperação com as organizações regionais, previsto no Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, mas que figura, há 14 anos, de forma mais proeminente na sua ordem do dia, sobretudo em África.


O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, relembrou que se realizaram seis reuniões de Alto Nível, desde que o Conselho de Segurança pediu ao seu antecessor que formulasse recomendações sobre a questão e acrescentou que a sétima reunião terá lugar no próximo dia 23 de Setembro.


Referiu que este ano foi dada ênfase à cooperação com a operação de manutenção de paz da União Africana no Sudão, à cooperação com a União Europeia no contexto do apoio ao processo de paz na República Democrática do Congo e a parcerias com a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (ECOWAS), com a NATO, no Afeganistão e Kosovo, e também com a Organização de Estados Americanos, no Haiti.


Foram também estabelecidas consultas com a Organização da Conferência Islâmica e a Liga de Estados Árabes sobre a resolução de conflitos no Médio Oriente, em África e na Ásia.


“A nossa mediação compreende também esforços de parceria com a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento  (IGAD), na Somália e Sudão, com a ANASE, no Camboja, Mianmar e Timor Leste, com a Comunidade de Estados Francófonos, na República Centro-Africana e com a CPLP na Guiné-Bissau”, continuou o Secretário-Geral, que relembrou que todas estas experiências envolvem a prevenção de conflitos, a manutenção e a consolidação da paz.


“O envolvimento dos actores regionais melhora o nosso conhecimento de situações específicas. As suas capacidades militares de manutenção da paz permitiram-nos reagir mais rapidamente e os seus recursos são preciosos em situações de pós-conflito”, disse.


È, contudo, necessário fazer mais, afirmou Kofi Annan. “ O programa de reforço das capacidades da União Africana, que durou 10 anos, trouxe progressos reais, sobretudo porque permitiu conciliar os esforços de todos os actores regionais e sub-regionais, no terreno ou não, concluiu.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/09/2006)


Secretário-Geral apela a um rápido regresso do poder civil e da democracia e à realização rápida de eleições na Tailândia, após a queda do Governo

A declaração que se segue foi divulgada hoje pelo Porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan:


O Secretário-Geral está a seguir com preocupação a evolução dos acontecimentos na Tailândia, após a queda do Governo eleito. Apelou ao rápido regresso ao poder civil e democrático e à realização de eleições tão depressa quanto possível.


O Secretário-Geral elogia os progressos que o povo tailandês alcançou nos últimos anos, sob a liderança do Rei Bhumibol Adulyade, ao estabelecer e reforçar instituições democráticas. O Secretário-Geral exprimiu a sua profunda esperança de que tais esforços sejam retomados em breve.


(Fonte: Comunicado de Imprensa SG/SM/10649 de 20/09/2006)


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