Sexta, 22 Agosto 2014
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UNESCO: lançamento de um sistema de alerta rápido de tsunamis no Mediterrâneo e no Nordeste do Atlântico.

Peritos de 23 países do Mediterrâneo e do Nordeste do Atlântico estabeleceram as bases de um sistema regional de alerta rápida de tsunamis, durante uma reunião que acabou ontem em Roma, anunciou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


“Organizado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da (UNESCO) e tendo como anfitriões os Ministérios italianos dos Negócios Estrangeiros e do Ambiente, este encontro foi o primeiro do Grupo Intergovernamental de Coordenação (GIC) que supervisionará a aplicação e o funcionamento do novo sistema”, declara um comunicado publicado hoje, em Paris.


Os participantes identificaram as principais necessidades técnicas do sistema e adoptaram um plano de acção para 2006-2007.
“O plano de acção visa melhorar as capacidades de avaliação dos perigos e dos riscos, melhorar a eficácia do sistema de alerta, graças a informações relativas à sismologia, à geofísica e ao nível do mar e limitar os estragos, por meio do planeamento e da sensibilização do público para os riscos costeiros”, afirma a UNESCO.


Os testes sobre o sistema de alerta precoce serão geridos pelo GCI, para que o primeiro sistema operacional esteja operacional em Dezembro de 2007.


Numa primeira mensagem endereçada aos participantes da reunião, o Director- Geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura, sublinhou a necessidade de recorrer às redes de detecção europeias existentes, colocando as suas potencialidades ao serviço do alerta anti-tsunami.


“Este processo estratégico é essencial", declarou o Director-Geral, "pois a perenidade do sistema de alerta depende do facto de estas redes de detecção e de os centros nacionais de alerta anti-tsunami terem funções múltiplas, serem concebidos para responder aos mais frequentes tipos de fenómenos meteorológicos nas suas regiões e estarem perfeitamente conectados com os sistemas nacionais de urgência, para que os planos de prevenção a longo prazo possam ser executados e que o alerta possa ser dado a tempo pelos organismos responsáveis”.


Ainda que sejam menos frequentes do que nos Oceanos Pacífico e Índico, já se registaram tsunamis ligados à actividade sísmica na região do Mediterrâneo e do Nordeste do Atlântico, recorda a UNESCO.


“Em 1755, a cidade de Lisboa foi destruída por um tsunami provocado por um forte tremor de terra ao nível da falha Açores-Gibraltar. Em 1908, um outro tsunami fez 85 000 vítimas em Messine (Itália). Também se registaram tsunamis locais ao longo da costa da Noruega, no Mar de Marmara e no Mar Negro”.


O sistema de alerta rápido aos tsunamis no Nordeste do Atlântico e no Mediterrâneo faz parte de um sistema mundial de alerta aos tsunamis e de atenuação dos seus efeitos e é coordenado pela COI.


Já foram criados sistemas semelhantes nos Oceanos Pacífico e Índico e actualmente está em preparação um sistema de alerta para as Caraíbas. A próxima reunião do GCI está prevista para Maio de 2006, informa a UNESCO.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 23 de Novembro de 2005)


Presidente da Assembleia Geral diz que negociações sobre Conselho de Direitos Humanos poderiam ficar concluídas no próximo mês

O Presidente da Assembleia Geral da ONU, Jan Eliasson, manifestou hoje a esperança de que as consultas sobre um órgão de direitos humanos novo e reforçado, proposto pelo Secretário-Geral e autorizado pela Cimeira Mundial de Setembro, terminem até ao final do próximo mês, a fim de permitir uma transição suave da actual Comissão de Direitos Humanos para o novo Conselho.


O Sr. Eliasson, que se deslocou a Genebra com os co-presidentes das negociações, para se avistarem com a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour, e outros membros da comunidade de direitos humanos, afirmou, numa conferência de imprensa, que a sua equipa recebera contributos interessantes, durante as consultas havidas.


Passarão o fim de semana em Nova Iorque a trabalhar sobre essas ideias, a fim de as apresentarem aos 191 Estados-membros no âmbito de negociações intensas. A partir de 30 de Novembro, os co-presidentes, do Panamá e da África do Sul, terão reuniões com os representantes dos governos, para superarem as dificuldades existentes.


“Espero que essas consultas estejam concluídas até ao final do ano, para que possamos produzir um documento, que espero que seja de consenso e que reflicta o que os nossos dirigentes pretendem e, creio, o que o mundo quer, em matéria de direitos humanos”, disse, acrescentando que alguns países entendem que o Conselho deveria ter cerca de 30 membros, enquanto outros sugerem 70 a 80.


Existem também opiniões diferentes acerca de como devem ser eleitos – por uma maioria de dois terços ou apenas por maioria simples – mas há acordo em torno da ideia de que o Conselho deveria reunir com mais frequência do que a Comissão, que o faz durante um período anual de seis semanas e em ocasiões especiais, e de que deveria ser possível realizar reuniões de emergência, disse o Sr. Eliasson.


O Presidente da Assembleia Geral recordou que a Comissão de Direitos Humanos produziu alguns resultados muito bons e algumas práticas muito positivas, que deveriam ser conservados, enquanto outros aspectos foram criticados, acrescentou.
A Comissão é constituída por 53 Estados-membros, eleitos por região por mandatos de três anos, e concluiu o seu trabalho sobre a histórica Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948.


Entre as razões para avançar rapidamente nas negociações sobre o Conselho figuram não só a necessidade de uma transição suave mas também a de incluir o seu financiamento no orçamento da ONU para o biénio, orçamento esse que será decidido em Dezembro, disse.


“Penso que estamos a enfrentar um teste ao multilateralismo. Penso que os próximos anos serão absolutamente decisivos para determinar se avançaremos ou não em direcção ao multilateralismo. Há outros métodos diferentes para enfrentar os problemas mundiais – unilateralmente ou em pequenos grupos contra outros grupos – e há tanta desconfiança neste mundo. Agora temos de provar que o multilateralismo funciona”, disse.


“Fomos desafiados a produzir soluções multilaterais. E, se não passarmos no teste ao multilateralismo, penso que nos espera um futuro sombrio”, afirmou Jan Eliasson.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 23/11/2005)


Afeganistão: Conselho de Segurança aplaude resultados eleitorais finais

O Conselho de Segurança das Nações Unidas felicitou esta manhã o povo do Afeganistão pela confirmação dos resultados finais das eleições para o Parlamento e os conselhos provinciais, por abrirem caminho para a entrada em funções do novo parlamento e a conclusão da fase de transição política.


Num comunicado lido pelo Presidente do Conselho no mês de Novembro, o Embaixador da Federação Russa, Andrey Denisov, o Conselho de Segurança das Nações Unidas também expressou a sua esperança de uma rápida nomeação de todos os membros para a Câmara dos Anciãos (Meshrano Jirga).


O processo de transição política foi acordado em 2001, na Conferência Internacional de Bona, na Alemanha, após a expulsão do regime talibã.


O Conselho de Segurança da ONU agradeceu novamente a todos aqueles que contribuíram para o processo eleitoral, reafirmando a importância de a comunidade internacional manter um grande empenhamento em ajudar o Afeganistão a enfrentar alguns dos desafios que subsistem, tal como uma melhoria da segurança, da governação e do desenvolvimento da luta contra as ameaças do terrorismo e do tráfico de estupefacientes.


O Conselho de Segurança da ONU refere que não será tolerado qualquer qualquer tipo de violência que vise interromper o processo democrático no Afeganistão e condena inequivocamente os recentes atentados registados neste país, incluindo os perpetrados contra a Força de Segurança Internacional, e manifesta a sua solidariedade para com as vítimas e suas famílias.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 23/11/2005)


Alto Comissariado para os Refugiados preocupado com os refugiados afegãos

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, exortou o governo do Afeganistão a ter em conta as necessidades dos refugiados que regressam agora ao país.


Falando numa conferência de imprensa, no final da sua primeira missão ao país, António Guterres declarou: “Peço aos três governos (o Irão, o Paquistão e o Afeganistão) que tenham um papel construtivo na resolução deste problema, em conjunto com a Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)”.


Durante o seu encontro de ontem com o Presidente Karzai, no primeiro dia de uma visita que durou dois dias, António Guterres declarou que “estamos agora a entrar numa nova fase de retorno dos refugiados afegãos e da sua reintegração. O regresso continua a ser a principal solução para os afegãos que vivem em países de asilo, mas é preciso definir uma nova abordagem e o ACNUR continua empenhado em encontrar uma solução duradoura”.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 23/11/2005)


Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25 de Novembro de 2005)


A violência contra as mulheres continua a ser extremamente comum no mundo. Trata-se da manifestação mais atroz de discriminação sistemática e de desigualdade que as mulheres enfrentam, na lei e na sua vida quotidiana, em todo o mundo. Esta violência ocorre em todas as regiões, todos os países e todas as culturas, independentemente do nível de vida, da classe social, da raça ou da etnia.


A violência de género tem igualmente efeitos nefastos para o conjunto da sociedade: pode impedir as mulheres de exercerem uma actividade produtiva e as raparigas de frequentarem a escola. Torna as mulheres mais vulneráveis às relações sexuais forçadas ou não protegidas, o que contribui consideravelmente para a propagação do VIH/SIDA. Desestabiliza profundamente e de um modo duradouro toda a família, em particular a geração futura. É por isso que, este ano, os governos, os organismos das Nações Unidas e os activistas da sociedade civil aproveitarão os Dezasseis Dias de Acção contra a Violência de Género, que se iniciam hoje, para reflectir sobre as consequências negativas da violência contra as mulheres em todos os lugares do mundo.


Os dirigentes reunidos na Cimeira Mundial que teve lugar em Setembro comprometeram-se a redobrar os seus esforços a favor da eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres. Sabemos que isso implica lutar contra a ideia, ainda muito generalizada e demasiado enraizada, de que a violência contra as mulheres e as raparigas é aceitável. Devemos, por isso, dar o o exemplo, esclarecendo, nomeadamente, que, no que se refere à violência contra as mulheres, a tolerância não tem qualquer justificação e nenhuma desculpa é aceitável. Neste Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, reafirmemos a nossa vontade de levar a cabo esta missão.



(Fonte: Comunicado de imprensa SG/SM/10225; OBV/527; WOM/1524 de 22 de Novembro de 2005)


Dia 30 de Julho – Dia Internacional da Amizade

Este dia foi proclamado Dia Internacional da Amizade em 2011 pela Assembleia Geral da ONU com a ideia de que a amizade entre povos, países, culturas e pessoas pode inspirar os esforços de paz e construir pontes entre pessoas.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.