Quarta, 22 Outubro 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Um ano depois do tsunami, funcionários das Nações Unidas pedem continuidade da ajuda às vítimas

m ano depois da série de terramotos que desencadearam um tsunami maciço que, por sua vez, causou cerca de 200,000 mortos na região do Oceano Índico, funcionários das Nações Unidas fazem um apelo para que a ajuda aos sobreviventes perdure e sejam disponibilizados fundos para futuras operações humanitárias.


Numa mensagem vídeo que assinala o primeiro aniversário da catástrofe, o Secretário-Geral Kofi Annan sublinhou que se, por um lado, foram feitos progressos “enormes” no que diz respeito à assistência às áreas devastadas, subsistem grandes desafios.


“Se quisermos ‘reconstruir melhor’ do que aquilo que antes existia, teremos de encontrar um equilíbrio entre o desejo de obter resultados rápidos e as necessidades do desenvolvimento sustentável”, afirmou o Secretário-Geral. “ E temos de continuar a construir contando com a coragem das comunidades que, corajosamente, se têm responsabilizado pela sua própria recuperação, apesar das perdas que sofreram e das condições em que têm vivido”.


O Coordenador das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Jan Egeland, afirmou recentemente, num artigo de opinião, que o tsunami “foi apenas o princípio daquele que viria a ser o Ano das Catástrofes”.


Na edição de domingo do jornal The Independent, Jan Egeland pediu à comunidade internacional que dê seguimento à manifestação generosa de ajuda às vítimas de catástrofes, no último ano, e que dê aos organismos humanitários os fundos de que necessitam antes de as tragédias ocorrerem.


“Imaginem que o vosso serviço de bombeiros tinha de pedir ao Presidente da Câmara dinheiro para abrir as bocas de incêndio, sempre que houvesse um incêndio. Imaginem agora que inúmeros fogos ocorrem simultaneamente em todo o planeta, mas que não há dinheiro disponível para fornecer a água necessária. Esta é a situação com a qual se vêem confrontados os trabalhadores humanitários, sempre que há uma crise”.


O Sr. Egeland saudou a recente criação, pelos Estados-membros da ONU, de um Fundo de Emergência de 500 milhões de dólares para tornar mais eficazes as operações humanitárias nas primeiras 72 horas da crise. Cerca de 200 milhões de dólares já têm destino. Jan Egeland pediu aos governos, assim como ao sector privado, que “contribuam para o equilíbrio deste Fundo absolutamente vital”.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 27 de Dezembro de 2005)


Ex-Primeiro-Ministro polaco Marek Belka nomeado para chefiar a Comissão Económica para a Europa da ONU

O Secretário-Geral nomeou Marek Belka Secretário Executivo da Comissão Económica para a Europa (CEE), afirma uma mensagem transmitida hoje pelo seu porta-voz, que especifica que este assumirá as suas funções numa data a fixar no início do ano de 2006.


“Marek Belka tem uma experiência notável nos ramos da economia e da governação económica global”, diz a mensagem.


“Marek Belka foi Primeiro-Ministro da Polónia entre Maio de 2004 e Novembro de 2005, período durante o qual contribuiu para dirigir a economia pós-guerra do Iraque, assumindo as funções de Presidente do Conselho da Coordenação Internacional para o Iraque e, mais tarde, as de Director da Política Económica”.


Anteriormente, de Fevereiro a Outubro de 1997 e de Outubro de 2001 a Novembro de 2005, foi Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças. Também ocupou o cargo de Conselheiro Económico Principal do Presidente da Polónia, de 1996 a 1997 e de 1998 a 2001”, refere a mensagem.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 27 de Dezembro de 2005)


Financiamento do desenvolvimento: Kofi Annan saúda adopção pela França de uma contribuição sobre os bilhetes de avião

O Secretário-Geral saudou “calorosamente” a adopção pela França de uma taxa sobre os bilhetes de avião emitidos no país, cujo beneficiário será o sector da saúde dos países em desenvolvimento, exortando outros países a seguirem o exemplo da França, adoptando medidas similares.


Esta medida, que entrará em vigor em Julho de 2006, “constitui um progresso significativo que permitirá angariar recursos de financiamento inovadores para apoiar os esforços dos países em desenvolvimento com vista à realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)”, diz uma mensagem do Secretário-Geral transmitida hoje pelo seu porta-voz.
“O Secretário-Geral exorta firmemente os outros países a seguirem o exemplo da França, adoptando medidas similares”, afirma a mensagem.


Kofi Annan tinha saudado as iniciativas tomadas por um certo número de países, entre os quais a França, no sentido de utilizarem novos métodos que permitam a mobilização dos recursos para o financiamento do desenvolvimento, entre as quais a introdução de uma taxa sobre os bilhetes de avião.


A França, o Brasil, o Chile, a Espanha e a Argélia apresentaram, no dia 14 de Setembro, na sede da ONU, uma Declaração sobre fontes inovadoras de financiamento do desenvolvimento e anunciaram a introdução de uma contribuição de solidariedade obtida graças a uma taxa sobre os bilhetes de avião, a partir de 2006.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 27 de Dezembro de 2005)


Assembleia Geral aprova orçamento para próximos dois anos, limitando as despesas autorizadas durante os primeiros seis meses a 950 milhões de dólares

Pondo termo a uma situação que ameaçava paralisar a ONU a partir do início do ano, a Assembleia Geral aprovou ontem um orçamento bienal (2006-2007) de 3,79 mil milhões de dólares, autorizando o Secretário-Geral a incorrer apenas em despesas da ordem dos 950 milhões de dólares.


O texto, adoptado pela Assembleia Geral sem recurso à votação, no seguimento de longas negociações no âmbito da Quinta Comissão (Administrativa e Orçamental), precisa que esta decisão é tomada “a título excepcional”, refere um comunicado da ONU.


A Assembleia Geral disse também estar disposta, “a fim de assegurar a disponibilidade dos recursos necessários à execução orçamental, a responder aos pedidos justificados do Secretário-Geral relativos à utilização dos restantes fundos”.


“Expressando o desejo de que o orçamento da Organização para os dois próximos anos fosse aprovado, o Presidente da Assembleia Geral, Jan Eliasson (Suécia), reconheceu que fora preciso fazer escolhas difíceis sobre questões de fundo e questões de procedimento, para chegar a um consenso sobre o orçamento-programa”, diz o comunicado. Jan Eliasson alegrou-se com o facto de ter sido possível chegar a um compromisso e prometeu que continuaria a trabalhar, de uma maneira transparente e inclusiva, com os representantes dos Estados-membros, a fim de pôr em prática as decisões tomadas na Cimeira Mundial de Setembro de 2005.


Várias delegações, designadamente as da África do Sul e da Jamaica, em nome do Grupo dos 77 e da China, lamentaram que tivesse sido imposta ao Secretário-Geral uma limitação das despesas da ordem dos 950 milhões de dólares, ou seja, o equivalente a seis meses de orçamento-programa.


“É um bom resultado, porque proporciona um quadro orçamental”, disse o Representante de França, Jean-Marc de la Sablière, que acrescentou: “a União Europeia esteve no centro do jogo. Os Estados Unidos, o Japão e o G77 foram obrigados a dar provas de um espírito de compromisso”.


Por seu turno, o Representante dos Estados Unidos, John Bolton, acolheu com satisfação o acordo, na medida em que permite que a ONU funcione, enquanto os Estados-membros prosseguem as discussões sobre a aplicação das reformas acordadas na Cimeira.


“Saúdo a aprovação, pela Assembleia Geral, do orçamento para o biénio de 2006-2007”, disse o Secretário-Geral, Kofi Annan. “O orçamento acordado hoje permitirá que a Organização continue a trabalhar sem interrupção, enquanto os Estados-membros procuram avançar com as proprostas de reforma adoptadas durante a Cimeira”, afirmou.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 24 de Dezembro de 2005)


UNESCO : Canadá, primeiro país a ratificar a Convenção sobre Diversidade Cultural

O Canadá foi o primeiro país a ratificar a nova Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais , adoptada pela Conferência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no passado mês de Outubro.


A ratificação foi saudada pelo Director- Geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura, que sublinhou que “a defesa da diversidade cultural está inscrita no mandato da Organização”, afirma um comunicado daquele organismo da ONU, publicado hoje, em Paris.


A UNESCO adoptou, no passado dia 20 de Outubro, a Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, um instrumento jurídico internacional que entrará em vigor três meses depois da sua ratificação por 30 Estados.


A Convenção reafirma o direito soberano dos Estados a elaborarem políticas culturais com vista a “proteger e promover a diversidade das expressões culturais”, recorda a UNESCO. O texto visa “a reafirmação das ligações entre cultura, desenvolvimento e diálogo e a criação de uma plataforma inovadora de cooperação internacional”.


O património protegido pode incluir “formas de expressão populares e tradicionais, tais como as expressões e tradições orais; a música e a dança, os rituais e a mitologia; os conhecimentos e as práticas relativas à natureza e ao universo, os saberes ligados ao artesanato tradicional assim como os espaços culturais”, explica a UNESCO.


A Convenção segue-se à Declaração Universal da UNESCO sobre a diversidade cultural, adoptada em 2001, que reconhece a diversidade cultural como “uma fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade”, um “património comum da humanidade” que “tem de ser reconhecido e afirmado para o bem das gerações presentes e futuras”.


A UNESCO inscreveu, no passado dia 24 de Novembro, nesse património 43 novas obras-primas “geradoras de diversidade cultural” e “essenciais para a identidade das comunidades”, entre as quais o Samba do Brasil, o Ramlila da Índia e o Kabuki do Japão.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 23 de Dezembro de 2005)


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.