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The World’s Women 2005: Progress in Statistics

COMUNICADO DE IMPRENSA
EMBARGO até às 17:00h (TMG)
de 18 de Janeiro de 2006

  Fichas informativas

   
Nova Iorque, 18 de Janeiro
– A melhoria continuada da recolha de dados e de prestação de informações é um factor essencial não só para registar a evolução da situação das mulheres no mundo mas também para promover a sua situação, afirma um relatório publicado hoje pelo Departmento dos Assuntos Económicos e Sociais (DESA).

“As estatísticas são ingredientes pouco falados, mas essenciais, do progresso económico e social”, disse o Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Assuntos Económicos e Sociais, José Antonio Ocampo, no lançamento do estudo das Nações Unidas sobre a situação das estatísticas sobre as mulheres. “Uma das maiores lacunas neste domínio, uma lacuna com efeitos muito prejudiciais, tem que ver com a recolha de dados desagregados por sexo e dados sobre questões de género”.

A ONU tem um papel fundamental no seio da comunidade mundial, recolhendo, compilando, comunicando e analisando dados.

“Ajudar a reforçar as capacidades nacionais na área da estatística constitui uma parte crucial dos esforços da ONU para auxiliar todos os países a acompanharem e, assim, promoverem progressos na consecução dos seus objectivos de desenvolvimento”, acrescentou o Secretário-Geral Adjunto Ocampo.

“The World’s Women 2005: Progress in Statistics” define um plano para melhorar a disponbilidade de dados em áreas como a demografia, a saúde, a educação, o trabalho, a violência contra as mulheres, a pobreza, os direitos humanos e a tomada de decisões.


Apoio às estatisticas
Analisando as estatísticas compiladas por 204 países, o relatório faz uma avaliação realista das capacidades nacionais no domínio do fornecimento de dados sobre estes e outros assuntos, proporcionando um meio de aumentar a importância dada aos gabinetes de estatística nacionais.

O indicador mais decisivo da capacidade estatística ao nível de um país talvez seja a realização de censos nacionais. Segundo o relatório, preparado pela Divisão de Estatística do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU (DESA), 26 dos 204 países abrangidos não conseguiram levar a cabo um censo no último período de dez anos. Dentre deles, 16 são países da África Subsariana.

“Para que os dados sobre população possam ser mais úteis no que se refere a abordar os problemas de género, é preciso que sejam desagregados por sexo e idade”, afirma o relatório. Enquanto quase todos os países ou zonas forneceram às Nações Unidas dados sobre a população total, menos de três quartos analisaram os dados, por eles próprios fornecidos, desagregados por sexo e idade, no período entre 1995 e 2003.

O relatório recomenda que os governos realizem pelo menos um censo de dez em dez anos. Recomenda também que os países criem, reforcem e mantenham sistemas de registo civil e estatísticas demográficas e ainda que reforcem outros sistemas administrativos de registo. Para melhorar as estatísticas por sexo, os países deveriam garantir a sustentabilidade de um programa nacional de inquéritos. As informações provenientes destas fontes deveriam ser amplamente disponbilizadas ao público e aos decisores políticos, em tempo útil, para que possam ser plenamente utilizadas.

A fim de melhorar a recolha de estatísticas desagregadas por sexo, em particular, o relatório recomenda que os governos fomentem o diálogo entre os gabinetes de estatística nacionais e os grupos interessados, como os grupos de mulheres, para identificar e compreender melhor as questões de género bem como para permitir que estes grupos compreendam e utilizem de uma forma mais eficaz as estatísticas disponíveis.

“O compromisso em relação aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio tem sido um estímulo para a melhoria da recolha de dados estatísticos”, disse Mary Chamie, Chefe da Secção de Estatísticas Demográficas e Sociais da Divisão de Estatística. “Mas subsistem grandes diferenças em matéria de fornecimento de dados e queremos ajudar os governos e os doadores a reduzi.-las”.

As recomendações da ONU serão retomadas, este ano, por órgãos intergovernamentais como a Comissão da Condição da Mulher, a Comissão de Desenvolvimento Social e a Comissão de Estatística.


Para pedidos de informações dos meios de comunicação social, é favor contactar:

Renata Sivacolundhu
Secção de Desenvolvimento
Tel. (+ 1 212) 963 2932
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar '; document.write( '' ); document.write( addy_text20341 ); document.write( '<\/a>' ); //--> Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

O relatório The World’s Women é elaborado pela Divisão de Estatística do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), de cinco em cinco anos, desde 1991. As três edições anteriores reuniam e analisavam dados sobre a condição da mulher em todo o mundo. As edições anteriores referiam uma falta de estatísticas oficiais disponíveis desagregadas por sexo. Assim, The World’s Women 2005 apresenta e analisa de uma forma sem precedentes os dados disponíveis actualmente e avalia os progressos realizados no domínio do fornecimento de estatísticas nacionais, em comparação com as estimativas elaboradas a nível internacional, relevantes para as questões de género, durante os últimos 30 anos. O quadro do Anexo I informa sobre a disponibilidade de estatísticas nacionais relacionadas com questões de género fundamentais. O quadro do segundo Anexo fornece números actualizados relativamente a muitos indicadores apresentados em The World’s Women 2000: Trends and Statistics, bem como alguns indicadores adicionais relevantes relacionados com a condição das mulheres e dos homens.

Preparado pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas – Janeiro de 2006

Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, à Conferência sobre Promessas de Contribuições para a Gripe das Aves e Humana (Beijing, 17-18 de Janeiro de 2006)

Esta conferência surge num momento crucial da nossa resposta à gripe das aves. Permitam-me agradecer ao Governo da República Popular da China, à Comissão Europeia e ao Banco Mundial por a co-patrocinarem.

As recentes mortes de seres humanos, incluindo crianças, relembrou-nos, tragicamente, a gravidade desta ameaça.

A perda de mais de 140 milhões de galinhas causou grande penúria entre os agricultores e infundiu medo às suas comunidades.

A resistência das populações, que estavam já a lutar com dificuldades, tem sido posta à prova.

Em várias comunidades, os serviços veterinários e os serviços de saúde humana estão a trabalhar no limite das suas capacidades.

Ao mesmo tempo, o vírus pode desencadear a próxima pandemia de gripe humana. Não é necessário mencionar as terríveis consequências que daí resultariam para todas as nações e povos.

Há dois meses, disse que precisávamos de preparar uma resposta internacional coordenada, que tomasse em consideração as necessidades de todas as nações.

Desde aí, governos e organizações internacionais acordaram numa série de prioridades e os países e as comunidades começaram a organizar-se.

Mas ainda não alcançámos o nosso objectivo.

Para estarmos verdadeiramente preparados, teremos de fazer um grande esforço, que terá de abranger desde a modernização dos sistemas veterinários e do lançamento de campanhas de vacinação até à mudança da forma como as pessoas interagem com os animais.

O nosso esforço requer recursos. Esta conferência dar-nos-á uma estimativa de quanto necessitamos. Tende em conta que o montante pedido é muito pequeno, quando comparado com o custo – humano e económico – de uma epidemia para a qual não estamos preparados.

O nosso esforço também exige a troca de informações, de material biológico e de conhecimentos científicos.

Exige que cheguemos a acordo sobre o modo de proporcionar medicamentos indispensáveis àqueles que deles necessitam.

Exige que trabalhemos em conjunto, resistindo à fragmentação e reduzindo a burocracia e as discussões sobre questões menores.

Todo o sistema da ONU apoia este esforço, nomeadamente a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação e a Organização Mundial de Saúde. Para aplicar as estratégias acordadas, estamos a trabalhar com parceiros-chave, como a Organização Mundial de Saúde Animal, o movimento da Cruz Vermelha, o sector privado e a sociedade civil.
Pedi a todos os organismos do sistema da ONU que preparassem planos de emergência, para que possamos prestar um apoio vital, no caso de surgir uma pandemia.

Incentivo todos os governos a fazerem o mesmo.

Meus amigos, as decisões que tomardes hoje determinarão o modo como colaboraremos no futuro. Não há tempo a perder.
Certifiquemo-nos de que estamos preparados.

Muito obrigado


(Fonte: Comunicado de imprensa SG/SM/10307, de 17/01/2006)


Condenando a violência no Afeganistão, o Conselho de Segurança apoia novo plano de desenvolvimento

Ao mesmo tempo que condenou energicamente o recente surto de violência no Afeganistão, o Conselho de Segurança das Nações Unidas sublinhou a importância da próxima conferência de Londres, que irá revelar um novo quadro para o desenvolvimento do país, conhecido por “Pacto para o Afeganistão”.

Falando com os jornalistas, depois de uma sessão de informação sobre o Afeganistão, o Presidente do Conselho de Segurança, Embaixador Augustine P. Mahiga, da Tanzânia, disse que nenhum acto terrorista pode levar a um recuo no caminho para a paz e reconstrução e acrescentou que a próxima reunião de Londres seria essencial para o país.

A conferência de Londres sobre o Afeganistão, que terá lugar a 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, irá lançar um novo Pacto para o Afeganistão, “para fornecer uma estrutura sólida para a próxima fase de reconstrução,” disse o Presidente do Conselho de Segurança.

O Enviado cessante da ONU para o Afeganistão, Jean Arnault, disse, também hoje, ao Conselho que a comunidade internacional deveria permanecer empenhada em ajudar o Afeganistão, porque, embora muito tenha sido alcançado nos últimos anos, os desafios futuros são grandes.

Falando numa semana em que já se registou uma série de ataques mortíferos, um dos quais causou, no Domingo, a morte a um funcionário canadiano, Arnault disse que esta violência recordava “a dimensão das tarefas pendentes no domínio da consolidação da paz no Afeganistão.”

Jean Arnault referiu os confrontos que se intensificam em partes deste país devastado pela guerra. “A violência e as ameaças contra funcionários locais, líderes religiosos e escolas continua e intensificar-se, particularmente no Sul e no Sudeste.” Tal como o Presidente do Conselho, o Enviado considerou o Pacto para o Afeganistão um instrumento de progresso. “O Pacto aborda de uma forma integrada os principais desafios que o Afeganistão enfrenta: segurança; governação, direitos humanos e estado de direito; desenvolvimento e luta contra estupefacientes, como um importante esforço transversal”.

Jean Arnault referiu que, quatro anos depois de os Acordos de Bona terem preparado o caminho para a transição democrática no Afeganistão, os Afegãos desafiaram o extremismo violento e as dificuldades de lançar as bases de um Estado pacífico e próspero.

Jean Arnault disse ainda que os Afegãos merecem que a ONU confie em que, com a ajuda continuada da Comunidade Internacional, seião capazes de realizar os objectivos contidos no Pacto para o Afeganistão.
No final do mês passado, o Secretário-Geral Kofi Annan nomeou Tom Koenings, um alemão que trabalhou para a ONU no Kosovo e na Guatemala, novo Chefe da Missão de Assistência no Afeganistão (UNAMA), para substituir Jean Arnault, que tem desempenhado o cargo desde Fevereiro de 2004.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/01/2006)

Kofi Annan apela a um rápido acordo sobre o novo Conselho de Direitos Humanos

Após um ano de compromissos importantes, este deverá ser um ano de resultados visíveis, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, pedindo ao “Grupo dos 77” países desenvolvidos e China que prestem particular atenção à consecução de um rápido acordo sobre o novo Conselho de Direitos Humanos.


“Peço-vos que redobrem os esforços para chegar a um rápido acordo sobre o novo Conselho de Direitos Humanos de cuja criação haveis sido encarregado na Cimeira Mundial,” disse Annan, no acto que assinalava a passagem da presidência do Grupo dos 77 e da China, assegurada pela Jamaica, para a África do Sul.


Kofi Annan disse que a queda da credibilidade da actual Comissão de Direitos Humanos estava a desprestigiar as Nações Unidas e apelou a que os 132 países-membros desenvolvidos do G77 agissem rapidamente, de forma a garantir uma transição sem problemas da Comissão para o Conselho, durante a última sessão da Comissão, em Março.


“Com a vossa iniciativa, poderemos garantir que os direitos humanos recuperem a proeminência que lhes é atribuída na Carta,” disse o Secretário-Geral Kofi Annan.


Embora seja importante para todos os membros, uma ONU mais forte e renovada continua a ser mais importante para as populações do mundo em desenvolvimento, acrescentou o Secretário-Geral.


O Presidente da Assembleia Geral, Jan Eliasson, disse: “vemos que o programa sobre desenvolvimento, os fluxos de recursos e a gestão de catástrofes foram três das prioridades declaradas pela Jamaica. Acredito que toda a Assembleia Geral irá recordar a Presidência da Jamaica como um período onde foram feitos progressos muito reais.”


A característica fundamental do trabalho deste ano será a necessidade de construir pontes, disse Jan Eliasson, tendo em conta que muitos das questões de desenvolvimento e redução da pobreza, doenças transmissíveis, consolidação da paz, direitos humanos, ambiente, crime organizado, terrorismo, são áreas em que todo o mundo tem um interesse comum.


“Todos os Estados-Membros, do Norte ou do Sul, grandes, médios ou pequenos, necessitam de uma cooperação internacional eficaz e de um bom multilateralismo. Temos de provar que ‘juntos' é melhor e mais eficiente do que ‘sozinhos'”, disse o Presidente da Assembleia Geral.


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 12/01/2006)


Irão interessado no recomeço das negociações com os europeus, segundo Kofi Annan

O Secretário-Geral, que conversou hoje ao telefone com o responsável pelo dossier nuclear iraniano, disse que o Irão estava interessado em retomar as negociações com a UE-3, mas com um calendário definido.


O Secretário-Geral disse, hoje, estar muito preocupado com a evolução recente do dossier nuclear iraniano, num encontro com a imprensa, na sede da ONU, em Nova Iorque, depois de um almoço com os membros do Conselho de Segurança, durante o qual a questão foi abordada.


“Falei diversas vezes com Mohamed ElBaradei e conversei hoje, durante quarenta minutos, com Ali Larijani, o responsável iraniano pelo dossier nuclear”, disse Kofi Annan aos jornalistas. “Exortei-o a evitar uma escalada, a dar provas de contenção, a voltar a sentar-se à mesa das negociações e disse-lhe que a única solução viável consistia numa solução negociada”, acrescentou. “Por sua vez, informou-me que o Irão estaria interessado em retomar negociações sérias e construtivas, mas com um calendário definido, referindo que as conversações anteriores haviam durado dois anos e meio e não tinham conduzido a qualquer resultado”, disse o Secretário-Geral, que precisou que se tratava de negociações com a UE-3 (França, Alemanha, Reino Unido).


“Deveríamos tentar resolver a crise no quadro da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)”, desejou Kofi Annan. “Se o processo fracassar, a questão poderia terminar no Conselho de Segurança. Nesse caso, deixarei que seja o Conselho a decidir a acção a tomar”, concluiu o Secretário-Geral.


Segundo afirmações veiculadas pela imprensa, a troika europeia manifestou o desejo, numa declaração conjunta aprovada em Berlim, de que o “Conselho de Segurança seja envolvido” no dossier iraniano, “a fim de reforçar a autoridade das resoluções da AIEA” sobre o Irão.


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 12/01/2006)


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.