Sábado, 29 Novembro 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Kofi Annan exorta os Muçulmanos a aceitarem as desculpas apresentadas pelo jornal dinamarquês que publicou imagens ofensivas do profeta Maomé

A declaração que a seguir se transcreve foi comunicada pelo Gabinete do Porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, a 5 de Fevereiro:

O Secretário-Geral está preocupado com as ameaças e os actos de violência, nomeadamente os ataques contra embaixadas, que se registaram na Síria, no Líbano e noutros países, nos últimos dias. Embora partilhando a aflição sentida por numerosos muçulmanos devido à publicação de caricaturas que consideram insultuosas para a sua religião, sublinha que esse tipo de ressentimento não pode justificar a violência, sobretudo se for dirigida contra pessoas que não têm qualquer responsabilidade ou controlo sobre as publicações em questão.

Mais uma vez, o Secretário-Geral exorta os Muçulmanos a aceitarem as desculpas apresentadas pelo jornal dinamarquês, para assim agirem no verdadeiro espírito de uma religião conhecida pelos seus valores de misericórdia e de compaixão e ultrapassarem este episódio. Pede também a todas as partes, quer religiosas quer seculares, que façam tudo o que estiver ao seu alcance para reduzir a tensão e evitar acções ou declarações que possam agravá-la. Crê que hoje, mais do que nunca, é altura de as pessoas de boa-vontade, de todas as crenças e de todas as comunidades, se unirem num espírito de diálogo e de respeito mútuo.


 


(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10338 de 6/02/2006)

Chefe da AIEA encarregado de informar Conselho de Segurança sobre o Irão

O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou hoje uma resolução, em Viena, em que pedia ao Director-Geral da Agência para informar o Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Irão.

A acção ocorreu no seguimento de três dias de debate sobre assunto desencadeado pelo pedido, apresentado pela França, a Alemanha e a Inglaterra – o chamado “EU-3” – de uma reunião especial do Conselho depois de Teerão ter violado os selos da AIEA colocados no equipamento usado para a produção de urânio enriquecido.

Ao pedir ao Director-Geral da AIEA, Mohamed El Baradei, para informar o Conselho de Segurança de todos os relatórios e resoluções relacionadas com a implementação de salvaguardas no Irão, o Conselho de Governadores passou o assunto, pela primeira vez, para o Conselho de Segurança.

Em Setembro do passado ano, o Conselho de Governadores concluiu que as violações do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) eram da competência do Conselho de Segurança, o qual pode impor sanções, mas não transferiu esta questão para este órgão.

Antes da adopção da resolução, Mohamed El Baradei disse: “a proposta de resolução que está agora perante o Conselho de Governadores (patrocinada pela Inglaterra, França e Alemanha) diz que devemos informar o Conselho de Segurança sobre esse assunto. Mas os patrocinadores da resolução deixaram claro que o Conselho de Segurança não deverá tomar medidas, pelo menos antes de Março.” Na sua opinião, o período que vai até Março representa “uma janela de oportunidade” para a diplomacia.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 4/02/2006)

Projecto de Resolução sobre o Irão apresentado em reunião da Agência Internacional de Energia Atómica das Nações Unidas

Um projecto de resolução relativo ao Irão foi apresentado hoje, numa reunião extraordinária do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica das Nações Unidas (AIEA), em Viena.

Um porta-voz das Nações Unidas em Nova Iorque disse que as discussões sobre o texto iriam continuar amanhã.

A reunião do Conselho de Governadores foi requerida, no mês passado, pela França, a Alemanha e o Reino Unido-- o chamado “UE-3”-- após Teerão ter violado os selos colocados no equipamento usado para a produção de urânio enriquecido.

No passado mês de Setembro, o Conselho de Governadores concluiu que as violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT), pelo Irão, se inseriam na esfera de competência do Conselho de Segurança, que pode impor sanções, mas não remeteu a questão a este órgão.

Hoje, em Nova Iorque, o actual Presidente do Conselho de Segurança, Embaixador John Bolton (Estados Unidos da América), disse que não comentaria a reunião da AIEA, enquanto não terminasse. “Enquanto o assunto estiver a ser examinado pela AIEA, é aí que as discussões deverão centrar-se, e o que irá acontecer quando chegar ao Conselho de Segurança será discutido, após a votação na AIEA”, afirmou.

Dando a sua opinião como Representante dos EUA, John Bolton referiu que há três anos que Washington pretende incluir na ordem do dia do Conselho o programa clandestino de armas nucleares do Irão.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2/02/2006)

Melhores colheitas não resolvem todos os desafios da África Austral, afirma o PAM

Apesar do anúncio de melhores colheitas na África Austral, o Programa Alimentar Mundial (PAM) avisou hoje que as causas profundas da crise que afecta toda a região, há quatro anos, subsistem e deverão ser tomadas em consideração.

O Enviado Especial do Secretário-Geral para a África Austral, James Morris, que efectua uma visita de cinco dias à região, declarou hoje que “melhores colheitas não reduzirão o número de pessoas que sofrem de VIH/SIDA, não darão acesso à educação ou à água potável aos órfãos e não fornecerão vacinas contra as doenças infantis”.

Num comunicado do PAM publicado hoje, James Morris preveniu: “desejaria que os problemas daquela região fossem solucionados rapidamente mas, na realidade, vários milhões de pessoas deverão fazer face a dificuldades extremas, mesmo que as colheitas sejam melhores este ano”.

No mesmo comunicado, declarou: “ainda que as recentes chuvas possam dar lugar a uma melhor produção agrícola em alguns países da África Austral, as quantidades de sementes e de adubos que foram distribuídas, assim como a evolução do clima, terão um impacto considerável na situação daquela região no decurso dos próximos meses”. Acrescentou que, para além das colheitas, é preciso que a ajuda humanitária e os doadores se concentrem nos problemas mais graves da região.

Na Suazilândia, 56% das mulheres grávidas de idades compreendidas entre os 25 e os 29 anos são seropositivas. Em Moçambique, a epidemia agravou-se, tendo a taxa de prevalência da doença passado de 14%, em 2002, para 16%, em 2004.
O comunicado precisa que o número de crianças que sofrem de malnutrição aguda tem aumentado na maioria dos países, o que chama a atenção para a necessidade de uma segurança alimentar acrescida.

O comunicado acrescenta que o aparecimento de epidemias de cólera no Malavi, em Moçambique, na Zâmbia e no Zimbabwe prova que a África Austral carece de acesso à água não poluída e de vacinas, em particular no que se refere às crianças, e sofre, frequentemente, de uma situação sanitária precária.

Diz que, embora 300.000 pessoas beneficiem já de tratamentos anti-retrovirais na África Austral, neste momento, mais dois milhões de pessoas precisam desses tratamentos.

James Morris afirmou que, “o acesso universal à prevenção, aos tratamentos e aos cuidados por parte das pessoas infectadas com o VIH/SIDA é tão importante como assegurar o acesso da população à alimentação e das crianças à educação”.

O Enviado Especial também disse que, “faltam igualmente, na região, profissionais formados para supervisionar todos aqueles serviços cruciais, porque não nos podemos esquecer de que, para suscitar um impacto duradouro, uma resposta humanitária deve ser objecto de uma abordagem integrada”.

James Morris passou dois dias em Moçambique, onde visitou diversos projectos de assistência humanitária para avaliar em que medida a ajuda produz efeitos no terreno.

Esteve também com jovens num centro de cuidados de saúde para os jovens de Maputo, patrocinado pela ONU, que oferece consultas gratuitas de rastreio, educação para a prevenção do VIH/SIDA e acompanhamento.

Amanha estará no Malavi onde se irá avistar com os funcionários do Governo, as agências da ONU e as organizações não governamentais (ONG).

O Enviado especial concluiu: “cada vez que visito a África Austral, sinto-me reconfortado pelos progressos realizados pelos Governos, pelas Nações Unidas e pelas ONG, no que se refere a melhorar as condições de vida das pessoas mais pobres da região. Contudo, há ainda muito a fazer para assegurar a satisfação das necessidades de cada pessoa e cada criança e garantir o seu acesso aos serviços básicos”. .

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2/02/2006)

Em Londres, Kofi Annan apela ao desarmamento e ao reforço do regime de não-proliferação

Num discurso proferido ontem, em Londres, por ocasião do 60º aniversário da primeira reunião do Conselho de Segurança, o Secretário-Geral denunciou os pontos fracos do nosso sistema de segurança internacional e sublinhou a urgência do desarmamento e do reforço do regime de não-proliferação nuclear, “como o Irão nos recorda hoje”.

“A minha maior decepção foi não ter conseguido abrir caminho na via do desarmamento e da não-proliferação”, lamentou o Secretário-Geral, que termina o seu segundo mandato a 31 de Dezembro, num discurso proferido ontem perante a Associação das Nações Unidas do Reino Unido, por ocasião do 60º aniversário da primeira reunião do Conselho de Segurança que se celebrou em Londres, a 17 de Janeiro de 1946.

“Poderá haver uma ameaça mais alarmante, no mundo actual, do que a ameaça de uma arma nuclear ou biológica que cai nas mãos de terroristas ou é utilizada por um Estado, na sequência de uma terrível incompreensão ou de um cálculo errado?”, perguntou-se Kofi Annan.

“Quanto mais cresce o número de Estados que possuem tais armas, maior é o risco. E quanto mais os Estados que já possuem essas armas aumentam o seu arsenal ou insistem em que elas são essenciais para a sua segurança nacional, mais outros Estados sentem que têm de as ter, para sua segurança”, afirmou.

“Há 35 anos que o regime do Tratado de Não-proliferação (TNP) protege de uma forma notável o ser humano desses perigos. Mas agora tem de enfrentar grandes desafios”, avisou o Secretário-Geral.

“As parangonas dos jornais preocupam-se, com razão, com o Irão. De facto, os princípios e obrigações fundamentais do Tratado estão em jogo. Para os signatários do TNP, o direito de desenvolver energia nuclear está condicionado pela obrigação solene de não fabricar ou adquirir armas nucleares e de obedecer às normas em vigor e vigiadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)”, disse Kofi Annan.

Mas quando o assunto deixar de estar no centro das atenções, “devemos compreender que não podemos continuar a andar de uma crise para outra, até que o TNP fique enterrado sob uma cascata de proliferação nuclear”, afirmou.

“Por duas vezes, no ano passado, os Governos tiveram oportunidade de reforçar as bases do TNP, acordando em tornar mais eficazes as inspecções da AIEA, dando garantias aos países que renunciem às actividades de enriquecimento de matérias físseis e aceitando proceder rapidamente ao desarmamento”, lembrou o Secretário-Geral, que acrescentou: “por duas vezes fracassaram. Não podemos voltar a permitir-nos perder ocasiões como essas”.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 1/02/2006)

69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.