Domingo, 01 Março 2015
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados visita Federação Russa

5 de Abril de 2006 -- António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, iniciou hoje uma visita de seis dias à Federação Russa, para tratar de questões como o regime de asilo, a situação dos apátridas e dos deslocados internos no país.

Durante a sua missão, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados terá encontros com responsáveis dos Ministérios de Negócios Estrangeiros, do Interior e das situações de emergência. Segundo um comunicado do ACNUR, publicado ontem em Genebra., António Guterres deve encontrar-se igualmente com parlamentares e responsáveis de ONG,

A sua estada prevê uma visita ao Norte do Cáucaso, à Ossétia do Norte-Alânia, à Ingúchia e à Tchetchénia, onde o ACNUR participa nas operações humanitárias das Nações Unidas.

Na Duma, o parlamento russo, em Moscovo, o Alto Comissário irá lançar a versão na língua russa do Handbook for Parliamentarians on Nationality and Statelessness, publicado conjuntamente pelo ACNUR e pela União Interparlamentar.

O ACNUR dispõe de um escritório na Rússia desde 1992 e prestou ajuda e assistência aos refugiados e deslocados internos no valor de mais de 170 milhões de dólares.

Em Fevereiro, de regresso de uma viagem à Federação Russa, a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Louise Arbour, exprimiu a sua preocupação relativamente às violações dos direitos humanos no país (como a tortura) que continuam a ser cometidas, nomeadamente na República da Tchetchénia, bem como perante a situação dos imigrantes no país.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 05/04/2006).


Futuro sombrio para a região mediterrânica caso se mantenham as actuais tendências – Relatório da ONU

5 de Abril de 2006 -- Se as tendências actuais se mantiverem, os países mediterrânicos sofrerão os efeitos de um desenvolvimento costeiro saturado e crescente, nos próximos 20 anos, 63 milhões de pessoas não terão água suficiente e a desertificação agravará a pobreza das zonas rurais e a perda de biodiversidade. São estas as projecções sombrias de um novo relatório preparado com o apoio das Nações Unidas.

Contudo, o estudo de 400 páginas encomendado por 21 nações que confinam com o mar Mediterrâneo também descreve uma via alternativa baseada no desenvolvimento sustentável, que poderá melhorar drasticamente a qualidade de vida nas próximas décadas.

"Os governos necessitam de reconhecer que o desenvolvimento económico e social requer um ambiente natural saudável. Haverá que tomar decisões duras e encontrar soluções de compromisso para que o Mediterrâneo possa preservar a beleza natural e a qualidade de vida que fizeram dele um dos locais mais atraentes do mundo", disse o vice-presidente do relatório, ex-ministro do Ambiente da Tunísia, Mohamed Ennabli.

O relatório, intitulado A Sustainable Future for the Mediterranean: the Blue Plan’s Environment & Development Outlook (Um Futuro Sustentável para o Mediterrâneo: Perspectiva do Plano Azul sobre o Ambiente e o Desenvolvimento), foi escrito por 300 peritos reunidos sob os auspícios do Plano de Acção para o Mediterrâneo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.

O relatório conclui que muitas das previsões mais pessimistas do primeiro estudo "Plano Azul", realizado em 1989, se concretizaram. Entre os efeitos das actuais tendências nos próximos 20 anos referem-se os seguintes:




  • Um aumento da população de 427 milhões de pessoas para 524 milhões, prevendo-se que a população das cidades costeiras aumente 20 milhões atingindo os 90 milhões de habitantes; 312 milhões de turistas visitarão as zonas costeiras todos os anos, em comparação com 175 milhões em 2000.



  • Registar-se-á um sobredesenvolvimento progressivo das zonas costeiras, prevendo-se que 50% da faixa litoral de 46 000 km esteja urbanizada em 2025, como novos portos, estradas e aeroportos, bem como 360 centrais de energia eléctrica, em comparação com 200 em 2000, várias dezenas de novas refinarias e, possivelmente, 175 novas unidades de dessalinização.



  • Cerca de 63 milhões de pessoas terão acesso a menos de 500 m3 de água potável per capita por ano, quantidade definida como limiar de "escassez"; dado que as opções que se apresentam para aumentar o abastecimento estão a atingir o limite, haverá que dar prioridade à gestão da procura, o que permitirá uma economia potencial de quase 25% da procura total projectada para 2025.



  • Dado que o transporte marítimo de mercadorias está a crescer mais depressa do que a economia em geral, a poluição provocada por hidrocarbonetos deverá diminuir, mas as descargas de águas residuais dos porões de navios e de produtos químicos, assim como o risco de derrames de petróleo e outros acidentes poluentes estão a aumentar significativamente.



  • A desertificação nas regiões sul e oriental do Mediterrâneo agravará os danos sociais e ambientais, exacerbando a pobreza das zonas rurais, a perda de biodiversidade e a degradação dos recursos hídricos.




O relatório apela para um novo acordo regional contendo medidas mais enérgicas, mais financiamentos dos sectores público e privado para reduzir a poluição, a formulação de melhores políticas de gestão da procura e de desenvolvimento sustentável a nível local, e esforços renovados para mobilizar todas as partes interessadas em prol de políticas que integrem o ambiente e o desenvolvimento.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 5/04/2006).



Jan Egeland consternado com expulsão de ONG norueguesa do Darfur

5 de Abril de 2006 -- O Coordenador do Socorro de Emergência das Nações Unidas, Jan Egeland, afirmou hoje sentir-se “consternado” pelo facto de as autoridades sudanesas terem pedido à organização Norwegian Refugee Council (NRC) que abandonasse a região do Darfur.

Segundo um comunicado do Gabinete da Coordenação dos Assuntos Humanitários, emitido hoje em Nova Iorque, a ONG norueguesa recebeu ontem ordem para pôr fim a todas as suas operações humanitárias no Darfur e deixar a região.
A ONG foi informada na véspera da não renovação do seu contrato como coordenadora do campo de Kalma, o maior campo de deslocados do Darfur.

“A NRC fez um excelente trabalho, reconhecido não apenas pelos seus parceiros humanitários e doadores, mas também pelas autoridades locais”, sublinhou Jan Egeland.

O campo de Kalma, com 90 mil refugiados, sofria de uma grave desorganização e de uma taxa de mortalidade entre as mais elevadas do Darfur. “Graças ao trabalho da NRC e dos seus parceiros, tornou-se um campo bem gerido, com tudo o que é necessário e onde as tensões são geridas de uma forma eficaz”, acrescentou o responsável pela assistência humanitária das Nações Unidas.

“Esta decisão é um exemplo das crescentes restrições impostas aos 14 mil trabalhadores humanitários no Darfur e noutras partes do Sudão”, acrescentou Jan Egeland.

De visita a África esta semana, Jan Egeland, que é também Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, viu-se ele próprio proibido, pelas autoridades sudanesas, de visitar a região do Darfur.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 05/04/2006).


Grupo de peritos determinado a racionalizar o sistema das Nações Unidas reúne pela primeira vez na Sede da Organização

5 de Abril de 2006 -- No momento em que um ilustre grupo de dirigentes mundiais se reunia com o objectivo de harmonizar os esforços em prol do desenvolvimento, da assistência humanitária e do ambiente, à escala de todo o sistema das Nações Unidas, o Secretário-Geral Kofi Annan pedia insistentemente ao grupo de peritos, co-presidido por três Primeiros-Ministros, que contribuísse para tornar a ONU uma organização mais forte e eficaz.

“Confio em que a vossa liderança e esforços pessoais e colectivos ajudarão a elaborar recomendações ambiciosas mas viáveis, que tenham como resultado um sistema das Nações Unidas que seja melhor do que a soma das suas partes”, disse Kofi Annan, ao Grupo de Peritos de Alto Nível sobre a Coerência à Escala do Sistema da ONU em matéria de Desenvolvimento, Assistência Humanitária e Ambiente. O Secretário-Geral pediu uma Organização que possa assegurar que estas áreas sejam integradas e coordenadas de uma maneira mais eficaz.

O Grupo de Peritos, co-presidido pelos Primeiros-Ministros Luísa Dias Diogo, de Moçambique, Jens Stoltenberg, da Noruega, e Shaukat Aziz, do Paquistão, vai elaborar um estudo, pedido por dirigentes mundiais na Cimeira Mundial de 2005, em Nova Yorque, e destinado a lançar as bases de uma reestruturação profunda do trabalho das Nações Unidas no terreno.

Visa também complementar outras iniciativas importantes de reforma actualmente em curso na Organização, incluindo a nova Comissão de Consolidação da Paz e o novo Conselho de Direitos Humanos, bem como a proposta de uma reforma administrativa abrangente, recentemente apresentada à Assembleia-Geral.

“Estamos a reunir-nos num momento em que ocorrem grandes transformações mundiais”, disse hoje Kofi Annan ao Grupo de peritos, salientando os “progressos desiguais no domínio da redução da pobreza em muitas zonas do mundo em desenvolvimento, as catástrofes naturais ou provocadas pelo homem que excedem grandemente a nossa capacidade de resposta, e a crescente degradação ambiental que ameaça a sustentabilidade do nosso bem-estar futuro”.

Kofi Annan manifestou esperança de que o Grupo de peritos “possa contribuir para um avanço decisivo na reorganização e revitalização das Nações Unidas”.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 05/04/2006).


“Queremos ajudar o povo da Serra Leoa a fazer o seu país avançar”, diz o mais alto funcionário das Nações Unidas neste país.

Gabinete Integrado das Nações Unidas na Serra Leoa
(UNIOSIL)


Representante Executivo do Secretário-Geral das Nações Unidas para a UNIOSIL,
J. Victor Ângelo, informa a imprensa dos objectivos essenciais da Missão.


Freetown, Serra Leoa, 4 de Abril de 2006 -- Apresentando em linhas gerais o mandato do Gabinete Integrado das Nações Unidas na Serra Leoa (UNIOSIL) e a situação actual na sub-região, o Representante Executivo do Secretário-Geral (RESG) J. Victor Ângelo, falou, perante cerca de 40 jornalistas nacionais e internacionais, acerca dos esforços realizados pelas Nações Unidas na Serra Leoa, esforços esses que actualmente são impulsionados pelas boas notícias vindas da África Ocidental. A Libéria está a caminhar na direcção certa, a Serra Leoa acolheu um Fórum de Investimento que teve muito êxito e uma inspiradora Feira Comercial de Jovens e Charles Taylor irá ser apresentado à justiça.

Interrogado sobre as diferenças entre a anterior Missão das Nações Unidas e a UNIOSIL, o RESG disse que a UNIOSIL tinha uma tripla missão: reforçar a segurança no país, fomentar a democracia e a protecção dos direitos humanos e ajudar o povo da Serra Leoa a concretizar as suas aspirações de uma forma mais eficiente, transparente e responsável.

Victor Ângelo sublinhou que foram realizados enormes progressos, por meio da delimitação dos círculos eleitorais, e introduzidas as modalidades definitivas de registo dos partidos políticos para utilização pela Comissão do Registo dos Partidos Políticos (PPRC). Acrescentou que foi também criada a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, que irá verificar se as recomendações do relatório da Comissão de Verdade e Reconciliação (CVR) foram aplicadas. A melhoria e intensificação da colaboração entre os três países da União do Rio Mano (URM) -- Serra Leoa, Libéria e Guiné – foi salientada pelo Representante Executivo, que frisou que a segurança em cada um destes países era um pré-requisito da segurança dos outros.

Divulgando as suas impressões acerca da primeira Feira Comercial de Jovens, realizada na semana passada em Freetown, Victor Ângelo expressou a sua satisfação com o papel que os jovens têm tido no desenvolvimento nacional, afirmando que é necessário dar-lhes apoio para que se tornem cidadãos autónomos e produtivos no futuro. Lembrou que muitos deles participam em programas de desenvolvimento realmente válidos.

As prioridades da UNIOSIL em 2006/2007 são: assegurar a realização de eleições credíveis e aceitáveis; catalisar o processo de descentralização, que tem sido lento, a fim de permitir que todos os habitantes do país expressem as suas opiniões; fortalecer a estabilidade do país, enfrentando os riscos de segurança internos e externos; e conseguir resultados tangíveis no domínio do combate à corrupção, no interesse dos doadores e dos beneficiários. O Representante Executivo do Secretário-Geral declarou que as Nações Unidas continuariam a garantir a segurança necessária para o funcionamento do Tribunal Especial na Serra Leoa e revelou que a transferência do antigo dirigente da Libéria para a Haia estava pendente da aprovação, por parte do Conselho de Segurança, de um projecto de resolução sobre a matéria.



(Fonte: Comunicado de imprensa UNIOSIL/PIO/015/2006 do Gabinete Integrado das Nações Unidas na Serra Leoa).


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.