Terça, 31 Maio 2016
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A ONU na sua língua

O restabelecimento da confiança internacional é a primeira prioridade de Ban Ki-moon

Na sua primeira conferência de imprensa na ONU, na qualidade de Secretário-Geral eleito, Ban Ki-moon apresentou um esboço da sua visão para restabelecer a confiança a nível internacional, reformar o Secretariado e responder às crises mais urgentes que terá de enfrentar a partir do próximo dia 1 de Janeiro.


“Espero que seja o início de uma relação frutuosa com a imprensa nos próximos anos”, disse Ban Ki-moon, na abertura da sua primeira conferência de imprensa na sede da ONU, à saída da cerimónia de investidura que teve lugar na Assembleia Geral.


“Espero que o meu discurso de investidura tenha feito compreender a todas as partes interessados que como Secretário-Geral serei muito aberto e estarei desejoso de trabalhar com elas”, acrescentou.


Ban Ki-moon identificou três domínios que exigem uma acção concertada: “em primeiro lugar, restabelecer a confiança entre as partes interessadas”. “A acção da ONU assenta na vontade política dos Estados-membros e não é possível forjar a vontade política numa atmosfera de desconfiança”, prosseguiu.


“A divisão actual é preocupante. Como Secretário-Geral, investirei a máxima energia possível na redução desse fosso”, disse.


Em segundo lugar, é preciso prosseguir a reforma da gestão da ONU, “chave da revitalização da Organização” no século XXI.


Terceiro ponto: restabelecer a coerência e a coordenação da ONU. A Organização tem demasiados mandatos para os recursos limitados que lhe são atribuídos, sublinhou.


Ban Ki-moon expressou o desejo de uma maior eficácia do Secretariado. Interrogado sobre esta questão, insistiu “numa nova cultura, numa lufada de ar fresco para que o pessoal dê provas do mais elevado nível de profissionalismo e integridade no seu trabalho e para que seja mais responsável perante os Estados-membros e os parceiros”.


No plano político, o Secretário-Geral eleito manifestou a sua preocupação com o ensaio nuclear realizado pela Coreia do Norte no princípio da semana. Disse desejar que o Conselho de Segurança adopte uma resolução firme sobre a questão.


Em resposta a uma pergunta, Ban Ki-moon sublinhou a diferença fundamental entre os ensaios de mísseis, no mês de Julho, e o recente ensaio nuclear.


Mencionou também a questão nuclear iraniana, a crise humanitária e política no Darfur, o Médio Oriente e os conflitos em África, bem como os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e o respeito pelos direitos humanos.


Interrogado sobre o seu “optimismo” perante a crise no Médio Oriente, Ban Ki-moon lembrou que, embora esse conflito se arraste há muito sem que se encontre uma solução, isso não o impedia de se manter optimista, porque é a melhor maneira de imaginar novas soluções e abordar todas as partes. “É preciso fazer tudo para aplicar o plano do Quarteto”, afirmou.


Interrogado sobre a sua visão da diplomacia, o futuro Secretário-Geral insistiu na “abertura permanente ao diálogo, mesmo em caso de conflito armado” e ainda que se tomem, entretanto, medidas firmes.


Fez ressaltar a importância da abertura à cultura e à história dos outros, para enfrentar o extremismo.


Interrogado sobre o carácter legítimo do Conselho de Segurança, quando a sua nomeação fora decidida pelos “cinco membros permanentes do Conselho de Segurança”, embora tenha sido confirmada pelos 192 Estados-membros na Assembleia Geral, Ban Ki-moon considerou que “as posições do Conselho de Segurança sobre a escolha do Secretário-Geral tinham, de um modo geral, reflectido a vontade dos Estados-membros.


Interrogado sobre as suas posições religiosas e o lugar da religião na sua vida, Ban Ki-moon considerou aquele não era o lugar adequado para abordar uma questão pessoal.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 13/10/2006)




Assembleia Geral nomeia Ban Ki-moon para suceder a Kofi Annan

Aceitando a recomendação do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral nomeou hoje por aclamação o sul-coreano Ban Ki-moon para suceder a Kofi Annan no cargo de Secretário-Geral da ONU, a partir de 1 de Janeiro.


Numa sessão plenária da Assembleia Geral, o Presidente do Conselho de Segurança no mês de Outubro, o Embaixador do Japão Kenzo Oshima, apresentou a resolução 1715 do Conselho que recomendava à Assembleia a nomeação de Ban Ki-moon. Ao fazê-lo, agiu em conformidade com a Carta das Nações Unidas, que estipula que o Secretário-Geral seja nomeado pela Assembleia Geral mediante recomendação do Conselho de Segurança.


A Presidente da Assembleia Geral, Haya Rashed Al Khalifa, apresentou, em seguida, aos 192 Estados-membros a resolução da Assembleia sobre a nomeação de Ban Ki-Moon. O texto foi aprovado por aclamação.


“É um dia histórico para a Organização que continua a evoluir e viver de acordo com os valores e princípios da Carta”, declarou a Presidente.


Usando da palavra, Kofi Annan sublinhou as qualidades do Secretário-Geral eleito, “um homem notavelmente atento às sensibilidades dos países e dos povos de todos os continentes”, “um homem com uma visão realmente mundial”.


“Há mais de 50 anos, o primeiro Secretário-Geral da ONU, Tryvge Lie, utilizou as palavras seguintes para saudar o seu sucessor, Dag Hammarskjöd: “Ireis assumir a tarefa mais impossível do mundo”, disse Kofi Annan. “Talvez seja verdade, mas direi que é também a melhor missão do mundo”, acrescentou.


Ban Ki-Moon, que foi convidado a subir à tribuna, foi acolhido com aplausos. A 1 de Janeiro de 2007, tornar-se-á o oitavo Secretário-Geral da Organização e o segundo asiático a ser eleito para o cargo, depois do birmanês U Thant.


Dirigindo-se a Kofi Annan, Ban Ki-Moon declarou que o Secretário-Geral conduzira  a Organização ao século XXI “de uma maneira hábil”. “Haveis definido um programa ambicioso que tornou a Organização das Nações Unidas indispensável para a paz, a prosperidade e a dignidade humana no mundo”, declarou.


“A nossa dívida para com a vossa coragem e a vossa missão é imensurável. Estou determinado a prosseguir o vosso legado”, afirmou.


“A Ásia é dinâmica e variada e aspira a assumir grandes responsabilidades”, sublinhou Ban Ki-moon.


“A Ásia é também um região onde a modéstia é uma virtude. Mas a modéstia tem que ver com a maneira de ser, não com a visão ou o objectivo a alcançar”, acrescentou, precisando que isso não significava falta de empenhamento ou de liderança, mas antes “determinação na acção para fazer as coisas avançarem sem grande alarde”.


“Talvez seja essa a chave do sucesso da Ásia e, no futuro, da ONU. De resto, a nossa Organização é modesta nos seus meios, mas não nos seus valores. Deveríamos ser mais modestos nas nossas palavras mas não na nossa actuação. A verdadeira chave do êxito da ONU é menos o que promete e mais o que faz por aqueles que dela precisam”, disse.


O próximo Secretário-Geral afirmou que trabalharia “para materializar a  responsabilidade de proteger os membros mais vulneráveis da humanidade e para reduzir pacificamente as ameaças à segurança internacional e à estabilidade regional”.


As prioridades de Ban Ki-moon serão fazer frente ao aumento das operações de paz, às ameaças que o terrorismo representa e à proliferação das armas de destruição maciça.


Sublinhou também a importância da realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio bem como da luta contra o VIH/SIDA e a degradação ambiental.


A necessidade de respeitar os direitos humanos foi mencionada várias vezes no seu discurso.


Ban Ki-moon afirmou também que “estava determinado a gerir o Secretariado de uma maneira aberta e responsável”.


“Vou trabalhar intensamente para que a sociedade civil se empenhe na via do diálogo. Procurarei obter a ajuda e a participação das organizações que apoiam as causas humanitárias, do mundo empresarial e de outras componentes da sociedade civil em todo o mundo”.


“Serei inteiramente responsável pela gestão do Secretariado. Os Estados-membros definem mandatos e fornecem recursos. Se os recursos me parecerem insuficientes para superar os desafios, não hesitarei em dizê-lo”, afirmou.


(Baseado na notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 13/10/2006)


Declaração do Secretário-Geral sobre a nomeação do Oitavo Secretário-Geral

Permiti que apresente as minhas calorosas felicitações ao meu sucessor, Senhor Ban Ki-moon, e que felicite também todos os Estados-membros por esta escolha.


Senhor Ban, apraz-me comprovar que a vossa eleição tenha sido rápida e decorrido sem problemas. É assim que desejaríamos que fossem eleitos todos os secretários-gerais.


Diria que tudo correu bem porque os Estados-membros estavam decididos a  obter rapidamente uma solução e porque o candidato escolhido possui competências excepcionais.


Senhor Ban, penso que todos os presentes reconhecem a dimensão da vossa experiência, a amplitude das vossas relações e a vossa capacidade de cooperar eficazmente ao nível mais elevado.


Mas eu, que vos conheço e convosco trabalho há vários anos, penso que os outros em breve descobrirão outra coisa, se é que não descobriram já. Descobrirão que o novo Secretário-Geral é um homem notavelmente atento às sensibilidades dos países e dos povos de todos os continentes. Descobrirão que o homem que em breve dirigirá a única Organização universal do mundo dotado de uma visão realmente mundial.


Senhor Ban, a vossa rápida eleição dar-nos-á uma vantagem de tempo para assegurarmos uma transição tão suave quanto possível. Lembro-me de, no início deste processo, ter dito para mim próprio: “oxalá a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança não façam ao meu sucessor o que me fizeram a mim”. Fui eleito numa Sexta-feira, 13 de Dezembro.


Permitir-me-ei dar-vos apenas um único conselho para o momento em que me ireis suceder: procurai tirar o máximo partido dos talentos excepcionais que encontrareis no pessoal desta Organização. A dedicação dos membros do seu pessoal é o bem mais precioso da ONU e foi a fonte mais segura da minha força como Secretário-Geral.


Há mais de 50 anos, o primeiro Secretário-Geral das Nações Unidas, Trygve Lie, utilizou as palavras seguintes para saudar o seu sucessor, Dag Hammarskjöld: « Ides assumir a tarefa mais impossível do mundo”. Talvez seja verdade, mas acrescentaria: é também a melhor missão do mundo.


Teremos tempo de vos desejar o maior êxito, quando se aproximar a data prevista para a transferência de poderes, no fim do ano. Até lá, os meus colegas e eu próprio faremos tudo o que for possível para vos ajudar a preparar para a missão que vos espera.


No momento em que vos preparais para me suceder no cargo, desejo-vos força e coragem. Precisareis delas, tal como precisareis também de um saudável sentido de humor, coisa que vos não falta, eu sei. Assim, não vos esqueçais de vos divertir ao longo do percurso. Desejo-vos a maior sorte possível.


Muito obrigado.


(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10683 de 13/10/2006)


Secretário-Geral nomeia equipa de alto nível para prestar assistência a processo eleitoral em Timor-Leste

No âmbito da assistência que está a ser prestada pelas Nações Unidas às eleições presidenciais e legislativas que deverão realizar-se em Timor-Leste em 2007, o Secretário-Geral nomeou uma equipa de peritos eleitorais de alto nível, encarregada de verificar uma boa condução de todas as fases do processo eleitoral.


Os membros da equipa são a Sra. Lucinda Almeida (Portugal), o Sr. Reginal Austin (Zimbabwe) e o Sr. Michael Maley (Austrália). O seu trabalho será independente da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor Leste, devendo as suas conclusões e recomendações ser apresentadas directamente ao Secretário-Geral e às autoridades de Timor-Leste.


O Secretário-Geral considera as eleições do próximo ano como um passo importante na via para a paz e estabilidade em Timor-Leste e reafirma a determinação das Nações Unidas em fazer aquilo que lhes compete no que se refere a apoiar um processo eleitoral credível e transparente.


(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/10682 de 13/10/2006)


Exposição “Cartooning for Peace” abre na Sede da ONU a 16 de Outubro

Na segunda-feira, dia 16 de Outubro, pelas 18h 15m, terá lugar na Entrada dos Visitantes, na Sede da ONU, em Nova Iorque, uma exposição de cartoons de 18 artistas vindos do mundo inteiro. A exposição, denominada Cartooning for Peace (Cartoons para a Paz) é apresentada em conjugação com o quinto seminário da série “Desaprender a Intolerância”.


A cólera e a divisão geradas pela publicação de caricaturas do profeta Maomé, no início de 2006, fizeram ressaltar, simultaneamente, o poder dessa arte e a responsabilidade dos seus representantes.


A inspiração para este projecto veio de um conceito original do famoso cartoonista francês Plantu, cujos trabalhos foram publicados durante décadas em Le Monde, um dos principais jornais franceses.


A exposição foi concebida e preparada por Plantu, o Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental e o Salon international du dessin de presse et d’humour de Saint-Juste-le-Martel, em coordenação com a Divisão de Produtos e Serviços destinados ao público do Departamento de Informação Pública e com o apoio do Claus M. Halle Institute for Global Learning, Emory University, Atlanta.


O Ministério da Cultura e da Comunicação de França patrocina a exposição. A UNESCO e o jornal Le Monde são também parceiros.


Para visitar a exposição em linha, visite www.cartooningforpeace.org.
 
(Fonte: Nota no. 6041 de 12/10/2006)


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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.