Quarta, 01 Outubro 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Nicole Kidman nomeada Embaixadora da Boa Vontade do UNIFEM

A actriz australiana Nicole Kidman foi hoje nomeada Embaixadora da Boa Vontade do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), que se comprometeu a apoiar através de viagens a países devastados, onde esta agência leva a cabo projectos.

Apresentando Nicole Kidman, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, a Directora Executiva do UNIFEM, Noeleen Heyzer, disse: “é para nós uma honra que Nicole se tenha juntado à família do UNIFEM”.

“O seu papel é promover consciencialização das questões prementes que as mulheres enfrentam no mundo e ajudar a transmitir a mensagem de que a contribuição das mulheres é essencial para o desenvolvimento e para a construção de sociedades justas e pacíficas”.

Nicole Kidman disse que era uma honra ser uma Embaixadora de Boa Vontade, acrescentando que não pretendia ser uma especialista em qualquer dos temas abordados pelo UNIFEM, mas esperava aprender e dar o seu apoio para “ajudar a tornar visíveis os problemas mais urgentes”.

A actriz disse que tencionava viajar com a Directora Executiva do UNIFEM este ano, a fim de ficar a saber mais coisas sobre o trabalho da organização e de se encontrar com mulheres, ouvir as suas histórias e compreender as questões que enfrentam.
Na conferência de imprensa na sede das Nações Unidas, Nicole Kidman disse que os países que estão a pensar visitar para já são Sudão, a Republica Democrática do Congo, a Libéria, o Afeganistão e o Camboja. Referiu ainda que desejava dar especial importância ao problema da violência contra as mulheres, “uma violação dos direitos humanos que se regista em todo o mundo”.


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2601/2006)

Novo produto para ajudar o Fundo Mundial de combate à SIDA, à Tuberculose e à Malária

Uma parte das receitas dos cartões American Express, das t-shirts da GAP, dos óculos de sol da Giorgio Armani e das sapatilhas Converse em breve contribuirá para o Fundo Mundial para combater a SIDA, a Tuberculose e a Malária, suportado pelas Nações Unidas, segundo foi anunciado hoje no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.

Os produtos de quatro das principais empresas mundiais serão vendidos com o nome de marca “RED”, no contexto de um inovador esquema de financiamento que gerará recursos para as actividades do Fundo Mundial em defesa das mulheres e crianças que enfrentam a SIDA.

“Ao tornar o consumo socialmente responsável apelativo para os consumidores e lucrativo para as empresas, a RED cria um modelo sustentável de envolvimento do sector privado na luta contra a doença e a pobreza,” disse o Dr. Richard Feachem, Director Executivo do Fundo Mundial.

Proposto pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em 2001, o Fundo Mundial é uma parceria internacional entre os sectores público e privado, única no seu género e destinada a atrair e despender fundos para combater as três doenças, reforçando os sistemas de saúde e pagando medicamentos, diagnósticos, redes de mosquitos e outros produtos. A parceria entre governos, sociedade civil, sector privado e comunidades afectadas representa uma nova abordagem do financiamento internacional da saúde.

A estrela rock Bono e Bobby Shriver, Director-Geral do Produto RED, anunciaram a iniciativa hoje no Fórum Económico Mundial, um encontro de quatro dias dos principais líderes governamentais e das empresas mundiais. Os produtos RED concebidos pelos parceiros – American Express, Converse, Gap e Giorgio Armani – estarão disponíveis a 1 de Março.

Bobby Shriver disse que menos de 1% dos recursos necessários para o Fundo Mundial vêm actualmente do sector privado. O Fundo Mundial está à procura de um montante adicional de 3 mil milhões de dólares para 2006 e 2007, a fim de financiar integralmente os seus programas. Numa conferência de reconstituição do Fundo, presidida por Kofi Annan, em Londres, em Setembro, o Fundo recebeu promessas de perto de 4 mil milhõess de dólares para 2006 e 2007.

Carol Jacobs, Presidente do Conselho do Fundo Mundial, expressou o seu entusiástico apreço pela iniciativa RED. Disse que o Fundo reconhece os esforços dos Presidentes do Conselho de Administração e das equipas das empresas, assim como de Bono e Bobby Shriver, da DATA (organização para a dívida, a SIDA, o Comércio e África).

Até à data, o Fundo Mundial concedeu 1,4 mil milhões de dólares para os programas da SIDA/VIH na África subsaariana. Estes programas já usaram o financiamento para fornecer medicamentos anti-retrovirais que prolongaram a vida a 270 mil pessoas que sofrem de SIDA, e abrangeram muitos outros milhões, a quem transmitiram mensagens eficazes e deram ferramentas para impedir a infecção com o VIH. Meio milhão de órfãos recebeu alimentos, cuidados e educação.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 26/01/2006)


Discurso do Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama Sessão plenária realizada no Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto

Assembleia da República, Lisboa, 26 de Janeiro de 2006

Esta comemoração tem para nós um grande significado. Ela é também a associação do Parlamento português à condenação de uma política de ódio, de fanatismo, de intolerância, de racismo e de preconceito que teve por consequência o anti-semitismo em que se fundou essa operação de extermínio.

Tudo começa por pequenos actos banais e esses pequenos actos banais são, por vezes, o germe de grandes tragédias históricas. A mera exigência de identificação de um cidadão ou de uma cidadã, de um jovem, de uma criança, de um velho em função da sua convicção religiosa, da sua opção política ou da sua identidade étnica contém em si mesmo o início de uma fatal perversidade. Foi isso que aconteceu.

Quando reflectimos sobre a tragédia do Holocausto, não podemos deixar de considerar três grandes reflexões. A primeira é a de que tudo foi feito em nome da ciência, da técnica e da boa gestão. A coordenação das detenções, o agrupamento dos detidos, os campos de concentração, os campos de trabalho forçado, os campos de extermínio, a característica secreta de toda essa operação final são a expressão de como a ciência, a técnica e a boa gestão mal utilizadas podem ser um instrumento perverso de desumanidade. Nesse caso, foram-no seguramente.

Em segundo lugar, tudo foi feito com base na lei, na dedução da lei, na transposição dedutiva da lei para a instrução administrativa à exaustação do pormenor em relação aos torcionários e aos assassinos profissionais. Isso também nos faz reflectir sobre a lei, sobre o Estado de direito e faz-nos valorizar a lei democrática e o Estado de direito democrático. É que nem tudo o que é lei é sinónimo de boa lei. Neste caso, a perversão da lei do Estado dedutivo de direito totalitário é também um motivo de reflexão para todos nós.

Em terceiro lugar, tudo isto foi feito em nome da cultura, em nome da superioridade de espírito. Naturalmente, há as vulgatas divulgadoras, a versão popular de todos esses conceitos, mas há sempre a cultura de maior concentração elitista, aquela que inferioriza outros, que nega terceiros, que não reconhece a alteridade, que se assume como a cultura das culturas, a mais culta de todas as culturas. Essa é também, muitas vezes, a origem, na mão de mentes perversas, das maiores tragédias históricas. Aquilo a que assistimos há décadas atrás teve também por origem uma versão deturpada da arrogância da cultura, da superioridade de certo espírito e da discriminação e da denegação do reconhecimento do valor próprio de terceiros. Isso é também imensamente condenável.

Felizmente, hoje Portugal é um país livre, convivente, sem discriminação e sem intolerância religiosa. Mas também não podemos ignorar que, na nossa história, expulsámos os judeus e os perseguimos, criando uma jurisdição especial para os identificar e eliminar. E, por outro lado, que só muito tardiamente, na verdade, admitimos uma liberdade religiosa harmonizadora em relação a todas as confissões religiosas, que, finalmente, permitiu aos israelitas o exercício pleno da sua confissão religiosa sem restrições no nosso próprio país. São todos esses bens que queremos preservar e é por isso necessário, para prevenir o futuro, saber reconhecer a história e afirmar o valor do diálogo entre os homens, entre as religiões, entre as culturas e entre as civilizações, para que nunca mais se repita o Holocausto.

Aplausos gerais.

Ciente de que são estes os nossos valores profundos, peço a todos que me acompanhem num voto de silêncio em homenagem e memória às vítimas do holocausto”
.


Em Davos, Kofi Annan defende as virtudes do desporto, um instrumento para alcançar os Objectivos do Milénio

Convidado para um almoço com os meios de comunicação social no Fórum Económico Mundial de Davos, o Secretário-Geral defendeu, hoje, as virtudes do desporto, que constituem um verdadeiro instrumento, no trabalho quotidiano das Nações Unidas, para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio visando, especialmente, reduzir para metade a pobreza no mundo até 2015.

“Em todos os países do mundo, as pessoas gostam de desporto. Os seus valores são universais. É uma linguagem mundial, capaz de erguer uma ponte entre as classes sociais, capaz de atenuar as divisões religiosas e culturais. Constitui um instrumento poderoso para favorecer a compreensão do outro, a tolerância e a paz”, disse o Secretário-Geral, num discurso proferido, hoje, quando de um encontro com os meios de comunicação social, sobre a questão do “impacto do desporto no mundo”, no âmbito da 36ª reunião anual do Fórum Económico Mundial de Davos.

“O desporto contribui para o desenvolvimento pessoal. Ensina-nos a trabalhar em equipa e a ter fair play. Ajuda a ter auto-confiança e abre novas portas. O que pode, por sua vez, contribuir para o bem-estar das comunidades e dos países”, afirmou Kofi Annan.

“É por isso [...] que utilizamos o desporto como um instrumento, no nosso trabalho quotidiano, para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (OMD), sublinhou Annan.

Um instrumento de trabalho para “todo o leque do desenvolvimento”, prosseguiu, “da educação à promoção da igualdade entre homens e mulheres, passando pela luta contra a SIDA e a pobreza no mundo”.

Em Davos, Kofi Annan encontrou-se, igualmente, com um certo número de líderes do mundo político, especialmente Amre Moussa, Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes, assim como Mohammed ElBaradei, Director da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), informou, hoje, o seu porta-voz, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Também no Fórum Económico Mundial, o Secretário-Geral pronunciará, amanhã, um segundo discurso, numa sessão plenária intitulada “Uma nova forma de ver as Nações Unidas”.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 25/01/2006)

Perante impasse, Kofi Annan exorta negociadores sobre desarmamento a tomarem medidas pragmáticas

No momento em que os delegados que participam no único fórum mundial multilateral onde se realizam negociações sobre desarmamento se reuniam em Genebra para iniciar a sua sessão anual, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, exortou-os a adoptarem uma abordagem pragmática, para superar o impasse que tem dificultado os esforços em prol de uma redução dos arsenais, nos últimos anos.

Na sua mensagem à Conferência sobre Desarmamento, Kofi Annan chamou a atenção para os principais reveses. Segundo o Secretário-Geral, “um mecanismo de desarmamento mundial já por si fraco foi ainda mais desgastado pelos resultados decepcionantes da Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares de 2005, pelo impasse na Conferência sobre o Desarmamento e pela ausência de qualquer referência ao desarmamento e à não proliferação no Documento Final da Conferência Mundial de 2005”.

Na mensagem proferida, na Terça-feira, pelo Secretário-Geral da Conferência, Sergei Ordzhonikidze, Kofi Annan disse que os negociadores devem examinar as fontes políticas do problema e tomar uma acção concertada “baseada no pragmatismo e no realismo”.

“As capitais devem reavaliar, cuidadosamente, as atitudes em relação à Conferência e alcançar um novo consenso politico sobre as prioridades, no que se refere ao controlo de armas e ao desarmamento”, disse Kofi Annan, manifestando a esperança de que os delegados encontrassem maneiras de tornar a Conferência mais eficaz, no quadro dos esforços globais para reformar as Nações Unidas.

Nos últimos sete anos, a Conferência não conseguiu chegar a acordo sobre um programa de trabalho, devido, principalmente, a divergências quanto à maneira de abordar a questão das armas nucleares. A Conferência conta com 65 Estados-Membros e também um grande número de outros Estados que participam como observadores.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 25/01/2006)




Façamos um mundo melhor

Vamos fazer do mundo um lugar melhor 

Vídeo apresentado no contexto da Cúpula do #Clima das Nações Unidas.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.