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Reunião de Alto Nível sobre a SIDA 2006

Reunião de Alto Nível sobre a SIDA 2006
Assembleia Geral, Nações Unidas, Nova Iorque

31 de Maio – 2 de Junho de 2006

Unir o mundo contra a SIDA



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Timor Leste: A revisão da estratégia da ONU na ordem do dia

O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, referiu hoje em Nova Iorque, quando de um encontro com a imprensa, que iria repensar a estratégia da ONU em relação a Timor Leste, depois dos incidentes que conduziram à declaração do estado de emergência.

Em declarações à imprensa, quando do seu regresso à sede da ONU, em Nova Iorque, depois de um périplo pela Ásia, Kofi Annan confirmou ter falado com o Presidente e o Primeiro-ministro de Timor.

O Secretário-Geral asseverou que “iria repensar” a estratégia da ONU em Timor, com base no relatório de Ian Martin, que desempenhou o cargo de Representante Especial para Timor Leste em 1999, quando do referendo que conduziu à independência em relação à Indonésia, e que acaba de se deslocar ao local.
À pergunta de saber “o que derrapara em Timor Leste”, um país citado amiúde como exemplo das operações bem sucedidas das Nações Unidas, Kofi Annan afirmou que houvera malentendidos quanto a responsabilidades e ordens contraditórias às forças armadas”.

“O Presidente Xanana Gusmão apelou à calma e anunciou alterações no seio do Governo”, disse. “É verdadeiramente triste sermos obrigados a reviver isto em Timor”, comentou o Secretário-Geral.
Kofi Annan explicou também que alguns tinham o sentimento de que, de uma forma geral, as Nações Unidas “saíam demasiado cedo das situações de crise”.

“Estamos em Chipre e na Bósnia há anos. Porque é que deixamos outros países ao fim de dois anos?”, perguntou, esperando que a nova Comissão de Consolidação da Paz possa vir a resolver este problema. Perante a argumentação da insegurança, o representada pelo Gabinete das Nações Unidas em Timor Leste (ONUTIL) anunciou, a 27 de Maio, que as famílias e o pessoal “não essencial” das Nações Unidas iriam deixar Timor Leste em direcção a Darwin, Austrália.

Uma centena de pessoas deveria permanecer no local. Por outro lado, o ONUTIL declarou hoje que, embora a violência tenha diminuído, continuam os incidentes de pilhagem e foram atacados campos de pessoas deslocadas, referiu o porta-voz do Secretário-Geral, Stéphane Dujarric, quando do encontro diário com a imprensa, na sede da ONU, em Nova Iorque.

“As Nações Unidas retomaram a distribuição de alimentos nos campos que fora interrompida temporariamente, mas as condições de vida nos campos agravaram-se devido ao facto de estarem superpovoados e à chegada das chuvas”.

“Segundo uma avaliação, cerca de 100 000 pessoas procuraram abrigo nos campos de refugiados, nomeadamente cerca de 65 000 pessoas da região de Díli”, declarou o porta-voz, que lembrou que a capital, Díli, tem 150 000 habitantes.

Por outro lado, o Programa Alimentar Mundial (PAM) afirmou que enviara, com carácter de urgência, o equivalente a cinco dias de víveres para cerca de 95 000 pessoas, mas que era indispensável uma ajuda suplementar, não só do ponto de vista de alimentação mas também em matéria de alojamento, saneamento e cuidados de saúde.

O ONUTIL declarou que o número de pessoas deslocadas aumenta em virtude da falta de segurança existente, disse o porta-voz, que anunciou que o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) ia enviar uma equipa suplementar a fim de coordenar a ajuda fornecida pelas Nações Unidas e pelas ONG.

Na quinta-feira passada, membros do exército abriram fogo sobre membros não armados da polícia, na esquadra central da capital, Díli, fazendo nove mortos e 27 feridos, entre os quais dois membros da polícia das Nações Unidas. Os confrontos surgiram depois de cerca de 600 soldados, originários do oeste do país, haverem sido dispensados pelo exército timorense no mês de Maio, após terem lançado um movimento de greve para “protestar contra a discriminação”.

O Conselho de Segurança expressou, a 26 de Maio, numa declaração presidencial, a sua “profunda preocupação” perante a deterioração da situação em Timor Leste que se “reveste de um carácter de urgência”, congratulando-se com a ajuda militar proporcionada por alguns governos para pôr fim às violências que já fizeram várias vítimas.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor Leste, José Ramos Horta, defendeu, numa exposição perante o Conselho de Segurança, em 5 de Maio, uma presença robusta das Nações Unidas em Timor Leste até Maio de 2007, dotada de meios para enfrentar os desafios que o país enfrenta.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 30/05/2006)

Grupo da “Aliança de Civilizações” reúne em Dacar

A reunião de peritos sobre a “Aliança de Civilizações” – uma iniciativa que tem como objectivo ultrapassar as divergências entre o Islão e o Ocidente – terminou hoje em Dacar, Senegal, tendo avançado na preparação de um relatório sobre acções destinadas a resolver o problema, relatório esse que vai ser apresentado ao Secretário-Geral da ONU Kofi Annan, ainda este ano.


Durante o encontro de Dacar, o Grupo de Alto Nível continuou o seu trabalho em quatro áreas essenciais – educação, media, juventude e integração – identificadas na sua segunda sessão, que teve lugar em Doha, Catar, em Fevereiro.


O Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade presidiu à abertura do encontro em Dacar. Iqbal Riza, Conselheiro Especial do Secretário-Geral da ONU para a Aliança, transmitiu uma mensagem de Kofi Annan, na qual o Secretário-Geral declara que a diversidade entre culturas, religiões, sociedades e povos deve ser não só aceite mas também respeitada, referindo-se ao Senegal como um exemplo de tolerância e coabitação.


No seu discurso de abertura, o Presidente Abdoulaye Wade saudou a iniciativa da Aliança, num momento em que a ignorância e a intolerância alimentam conflitos em todo o mundo.


No final do encontro, que durou três dias, Frederico Mayor Zaragoza, o Co-Presidente do Grupo de Alto Nível, disse que foi marcado por discussões de fundo sobre as causas do extremismo no mundo.


Mehmet Aydin, o outro Co-Presidente do Grupo, disse, no seu discurso de encerramento, que os participantes deram orientações ao secretariado da Aliança sobre a redacção do relatório que deverá ser apresentado ao Secretário-Geral, em Novembro.


A reunião final do Grupo de Alto Nível terá lugar no Outono de 2006, na Turquia, antes de o relatório, que deve conter um Plano de Acção sobre o conceito de uma Aliança de Civilizações, ser apresentado ao Secretário-Geral Kofi Annan.


A Aliança, proposta pelos Primeiro-Ministros de Espanha e Turquia e lançada pelo Secretário-Geral em 2005, tem por objectivo ultrapassar as percepções hostis que fomentam a violência e favorecer a cooperação no sentido de superar as divisões.


O Grupo de Alto Nível é composto por especialistas em diferentes áreas, desde teólogos de renome, como Desmond Tutu, da África do Sul, Karen Armstrong, do Reino Unido, Arthur Schneir, dos Estados Unidos e Mehmet Aydin, da Turquia, a administradores de instituições culturais, como Ismali Serageldin, da Biblioteca Alexandria do Egipto, e Frederico Mayor, antigo Director-Geral da UNESCO.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 30/05/2006)


ONUSIDA: epidemia da SIDA abranda a nível mundial

Segundo um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA), publicado hoje, a epidemia abranda a nível mundial, embora certos países e certas regiões conheçam um recrudescimento de novas infecções.
Segundo os novos dados apresentados hoje no Report on the Global AIDS Epidemic: a UNAIDS 10th Anniversary Special Edition, 38,6 milhões de pessoas vivem actualmente com o VIH, em todo o mundo.
Cerca de 4,1 milhões de indivíduos contraíram a infecção pelo VIH e 2,8 milhões de pessoas morreram de doenças associadas à SIDA, em 2005, sublinha um comunicado do ONUSIDA, publicado em Nova Iorque, para anunciar o lançamento do Relatório.
O relatório foca também os importantes progressos realizados no domínio da luta contra a SIDA, nomeadamente o aumento do financiamento e o acesso ao tratamento. Mostra também uma diminuição da prevalência do VIH entre os jovens, nos últimos cinco anos, em determinados países. No entanto, a SIDA continua a ser uma ameaça enorme e há ainda que vencer muitos desafios, diz o ONUSIDA. Em alguns países, há grandes insuficiências no domínio do tratamento e também no da prevenção.
Os resultados encorajadores registados na prevenção e tratamento do VIH mostram que a resposta à SIDA é um bom investimento, afirmou Peter Piot, Director do ONUSIDA, numa conferência de imprensa dada na Sede da ONU, em Nova Iorque.
"Atingimos agora uma fase decisiva no que se refere à melhoria do financiamento, à liderança política e aos resultados no terreno […] As medidas que tomarmos a partir deste momento são particularmente importantes, porque sabemos, cada vez com um maior grau de certeza, onde e como o VIH se desloca e como abrandar a epidemia e reduzir o seu impacto", afirmou.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 30/05/2006)


70º Aniversário da Organização das Nações Unidas

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.