Segunda, 01 Setembro 2014
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

Os Lentos Progressos em Matéria de Estatísticas Oficiais Estão a Levar à Atenção do Público a Violência contra as Mulheres

The World’s Women 2005: Progress in Statistics
FICHA INFORMATIVA

A violência contra as mulheres é uma área onde a recolha de dados encontra dificuldades, mas também onde os progressos são evidentes, segundo um relatório das Nações Unidas elaborado pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais sobre a situação das estatísticas relativas às mulheres.

Ao longo dos últimos dez anos, houve progressos consideráveis no domínio da criação de metodologias e procedimentos para a recolha de dados sobre a violência contra as mulheres. A adopção da Plataforma de Acção de Beijing, em 1995, conduziu a um aumento do número de países que realizam inquéritos nacionais sobre a violência contra as mulheres, embora haja apenas um pequeno número (Austrália, Canadá e Estados Unidos, por exemplo) que o faz com carácter regular.

Segundo o relatório, intitulado The World’s Women 2005: Progress in Statistics*, pelo menos 68 dos 204 países ou zonas realizaram um inquérito sobre a violência contra as mulheres, desde 1995, tendo pelo menos 38 uma cobertura nacional.
O facto de os estudos e inquéritos estarem a levantar a questão da violência contra as mulheres é o primeiro passo para a sua classificação como um problema social definido e para o pôr a descoberto, segundo a Divisão de Estatística do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, que elaborou o trabalho.

No entanto, muitos países ainda não criaram um sistema de estatísticas relativas à violência contra as mulheres e, actualmente, não existe uma recolha oficial de dados, a nível internacional, sobre esta questão. Os esforços para conceber programas para combater o problema e acompanhar a sua evolução foram dificultados pela ausência ou insuficiência de métodos e estatísticas adequados.

“Embora tenha havido melhorias consideráveis em termos de estatísticas relativas à violência entre parceiros íntimos… as estatísticas fiáveis relativas a muitas outras formas de violência contra as mulheres, nomeadamente, o tráfico de mulheres e raparigas e a violência contra as mulheres perpetradas por agentes do Estado, continuam a ser escassas”, afirma o relatório.

Várias iniciativas internacionais, como o Multi-Country Study on Women’s Health and Domestic Violence (1), da OMS, que abrange 10 países, ajudaram a trabalhar tendo com vista à definição de métodos de inquérito padronizados para recolha de estatísticas fiáveis e comparáveis a nível internacional.

O relatório analisa uma série de diferentes métodos que podem ser utilizados pelos governos na recolha de dados sobre esta questão, tais como inquéritos especializados às populações, estatísticas policiais e judiciais e outros dados administrativos, tais como registos de saúde. Embora sejam relativamente caros, o relatório afirma que os inquéritos especializados proporcionam as estatísticas mais fiáveis e pormenorizadas no que se refere à prevalência da violência contra as mulheres e raparigas.

“A maior parte dos inquéritos examina em pormenor a experiência de violência de uma mulher, nomeadamente, a sua natureza, história, causas e consequências, fornecendo assim muitas informaçãões sobre o carácter e a dinâmica das formas de violência que estão a ser estudadas e permitindo a identificação de factores de risco e de problemas relacionados com a violência”, afirma o relatório.

Esses pormenores não constam dos registos administrativos nem das estatísticas policiais e judiciais que são muitas vezes prejudicadas pelas cifras negras e pela falta de dados recolhidos sobre a idade e sexo da vítima e a sua relação com o agressor.

O relatório incentiva os países a desenvolverem a sua capacidade de recolha, processamento e difusão de dados de qualidade sobre a violência contra as mulheres e a melhorarem a qualidade dos deus dados administrativos – tais como registos policiais e judiciais – para proporcionarem uma melhor informação sobre a violência contra as mulheres.

“Uma tendência positiva que surgiu… é o estabelecimento de parcerias e processos de consulta sólidos entre instituições definidoras de políticas, prestadores de serviços e entidades de cooperação para o desenvolvimento”, afirma o relatório. O processo de consulta contribuiu para uma melhor utilização dos dados para acções de sensibilização e elaboração de políticas.

Para pedidos de informações dos meios de comunicação social, é favor contactar:

Renata Sivacolundhu
Secção de Desenvolvimento
Telefone: +1 212 963 2932
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

* World’s Women 2005: Progress in Statistics (ST/ESA/STAT/SER.K/17), Publicação das Nações Unidas, Código de Venda No. E.05.XVII.7, ISBN 92-1-161482-1. Para mais informações, consultar:
http://unstats.un.org/unsd/demographic/products/indwn/wwpub.htm


O relatório The World’s Women é elaborado pela Divisão de Estatística do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), de cinco em cinco anos, desde 1991. As três edições anteriores reuniam e analisavam dados sobre a condição da mulher em todo o mundo. As edições anteriores referiam uma falta de estatísticas oficiais disponíveis desagregadas por sexo. Assim, The World’s Women 2005 apresenta e analisa de uma forma sem precedentes os dados disponíveis actualmente e avalia os progressos realizados no domínio do fornecimento de estatísticas nacionais, em comparação com as estimativas elaboradas a nível internacional, relevantes para as questões de género, durante os últimos 30 anos. O quadro do Anexo I informa sobre a disponibilidade de estatísticas nacionais relacionadas com questões de género fundamentais. O quadro do segundo Anexo fornece números actualizados relativamente a muitos indicadores apresentados em The World’s Women 2000: Trends and Statistics, bem como alguns indicadores adicionais relevantes relacionados com a condição das mulheres e dos homens.

Qual o Papel Desempenhado pelas Mulheres na Actividade Económica Mundial? O Seu Contributo Ainda Não se Reflecte Inteiramente nas Estatísticas Oficiais

The World’s Women 2005: Progress in Statistics
FICHA INFORMATIVA

Pouco mais de metade dos países fornecem dados desagregados por sexo relativos à actividade económica, ao emprego e desemprego e mais ou menos um terço de todos os países fazem-no com frequência, segundo um relatório publicado hoje pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, sobre a situação das estatísticas relativas às mulheres.

Desde 1975, houve “uma melhoria substancial em termos de número de países ou zonas que prestam frequentemente informações sobre a população economicamente activa, segundo o sexo e a idade”. Muitas destas melhorias são consequência do aumento do número de países ou áreas que elaboraram essas estatísticas com base em inquéritos à mão-de-obra, como complemento dos recenseamentos, nos últimos vinte anos.

O empoderamento económico das mulheres através do emprego é fundamental para a consecução da igualdade de género e do seu empoderamento noutras áreas. Para que os governos possam planear e avaliar programas, são necessárias informações sobre a actividade económica da população, nomeadamente, dados sobre emprego, desemprego, profissão e salários, que estejam desagregadas por sexo, idade e outras variáveis socioeconómicas.

Mas, para muitos países, a mera produção das estatísticas mais básicas relacionadas com a mão-de-obra continua a ser um desafio. Segundo o relatório, intitulado The World’s Women 2005: Progress in Statistics,* só 127 de 204 países ou áreas, que constituem 50 % da população mundial, forneceram números sobre a sua população economicamente activa, pelo menos uma vez, ao sistema estatístico internacional, durante o período mais recente 1995-2003.

No entanto, um aspecto positivo revelado pelo relatório é que sempre que são recolhidos dados sobre estas áreas, são quase sempre apresentados tanto relativamente aos homens como às mulheres.


Desempregadas mas não esquecidas

De longe, a maior melhoria em termos de comunicação de dados, entre os países, sobre o trabalho e a actividade económica, encontra-se na área do desemprego, segundo o relatório As Mulheres do Mundo.

O número de países que comunicam dados sobre o desemprego desagregados por sexo aumentou para mais do dobro, nos últimos trinta anos, passando de 45 países ou zonas para 114. Uma desagregação suplementar destas estatísticas por idade e nível de educação irá ajudar os países a acompanhar as acções que visam assegurar um emprego condigno e produtivo aos seus jovens de ambos os sexos, conforme é exigido pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.


Capacidade de obter rendimentos

Reduzir as disparidades entre os salários das mulheres e dos homens continua a ser um desafio importante, em muitas partes do mundo. Controlar a dimensão desta disparidade exige estatísticas sobre os salários das mulheres e dos homens. Segundo o relatório, durante o período 1995-2003, 108 dos 204 países ou zonas comunicaram dados sobre salários por grupos industriais importantes e menos de um quarto desses 204 países ou áreas comunicou-os por sexo. Os países e zonas da Europa e da Ásia representam conjuntamente quase três quartos dos países ou áreas que os fornecem.


Medir o tempo e o valor do trabalho

Os inquéritos sobre a utilização do tempo, que medem como as pessoas passam o tempo ao longo do dia, permitem que seja reconhecida a verdadeira extensão do trabalho das mulheres e do seu contributo para a economia nacional. De acordo com o relatório, os inquéritos sobre a utilização do tempo estão a ser levados a cabo, cada vez mais, tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos; no entanto, trata-se de uma área nova e os inquéritos continuam a ser esporádicos. Ainda não existem critérios e métodos acordados internacionalmente para a recolha de dados para inquéritos sobre a utilização do tempo.

As informações sobre o sector informal ainda se encontram numa fase pouco desenvolvida
A recolha de dados precisos e amplos sobre o sector informal é difícil, devido às estruturas organizativas não formais e às diversas actividades e modos de funcionamento. Segundo o relatório The World’s Women 2005, cerca de 60 países ou zonas produziram estatísticas nacionais sobre o emprego no sector informal, desde 1995. Trata-se de uma área relativamente nova das estatísticas nacionais, o que pode ser provado pelo facto de só ter sido adoptada uma definição estatística internacional do emprego informal numa data tão recente como 1993, num esforço de normalização das estatísticas. De então para cá, o trabalho metodológico neste domínio tem prosseguido.

Para pedidos de informações dos meios de comunicação social, é favor contactar:

Renata Sivacolundhu
Secção de Desenvolvimento
Telefone: +1 212 963 2932
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

* World’s Women 2005: Progress in Statistics (ST/ESA/STAT/SER.K/17), Publicação das Nações Unidas, Código de Venda No. E.05.XVII.7, ISBN 92-1-161482-1. Para mais informações, consultar:
http://unstats.un.org/unsd/demographic/products/indwn/wwpub.htm


O relatório The World’s Women é elaborado pela Divisão de Estatística do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), de cinco em cinco anos, desde 1991. As três edições anteriores reuniam e analisavam dados sobre a condição da mulher em todo o mundo. As edições anteriores referiam uma falta de estatísticas oficiais disponíveis desagregadas por sexo. Assim, The World’s Women 2005 apresenta e analisa de uma forma sem precedentes os dados disponíveis actualmente e avalia os progressos realizados no domínio do fornecimento de estatísticas nacionais, em comparação com as estimativas elaboradas a nível internacional, relevantes para as questões de género, durante os últimos 30 anos. O quadro do Anexo I informa sobre a disponibilidade de estatísticas nacionais relacionadas com questões de género fundamentais. O quadro do segundo Anexo fornece números actualizados relativamente a muitos indicadores apresentados em The World’s Women 2000: Trends and Statistics, bem como alguns indicadores adicionais relevantes relacionados com a condição das mulheres e dos homens.

 

Preparado pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas – Janeiro de 2006

The World’s Women 2005: Progress in Statistics

COMUNICADO DE IMPRENSA
EMBARGO até às 17:00h (TMG)
de 18 de Janeiro de 2006

  Fichas informativas

   
Nova Iorque, 18 de Janeiro
– A melhoria continuada da recolha de dados e de prestação de informações é um factor essencial não só para registar a evolução da situação das mulheres no mundo mas também para promover a sua situação, afirma um relatório publicado hoje pelo Departmento dos Assuntos Económicos e Sociais (DESA).

“As estatísticas são ingredientes pouco falados, mas essenciais, do progresso económico e social”, disse o Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Assuntos Económicos e Sociais, José Antonio Ocampo, no lançamento do estudo das Nações Unidas sobre a situação das estatísticas sobre as mulheres. “Uma das maiores lacunas neste domínio, uma lacuna com efeitos muito prejudiciais, tem que ver com a recolha de dados desagregados por sexo e dados sobre questões de género”.

A ONU tem um papel fundamental no seio da comunidade mundial, recolhendo, compilando, comunicando e analisando dados.

“Ajudar a reforçar as capacidades nacionais na área da estatística constitui uma parte crucial dos esforços da ONU para auxiliar todos os países a acompanharem e, assim, promoverem progressos na consecução dos seus objectivos de desenvolvimento”, acrescentou o Secretário-Geral Adjunto Ocampo.

“The World’s Women 2005: Progress in Statistics” define um plano para melhorar a disponbilidade de dados em áreas como a demografia, a saúde, a educação, o trabalho, a violência contra as mulheres, a pobreza, os direitos humanos e a tomada de decisões.


Apoio às estatisticas
Analisando as estatísticas compiladas por 204 países, o relatório faz uma avaliação realista das capacidades nacionais no domínio do fornecimento de dados sobre estes e outros assuntos, proporcionando um meio de aumentar a importância dada aos gabinetes de estatística nacionais.

O indicador mais decisivo da capacidade estatística ao nível de um país talvez seja a realização de censos nacionais. Segundo o relatório, preparado pela Divisão de Estatística do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU (DESA), 26 dos 204 países abrangidos não conseguiram levar a cabo um censo no último período de dez anos. Dentre deles, 16 são países da África Subsariana.

“Para que os dados sobre população possam ser mais úteis no que se refere a abordar os problemas de género, é preciso que sejam desagregados por sexo e idade”, afirma o relatório. Enquanto quase todos os países ou zonas forneceram às Nações Unidas dados sobre a população total, menos de três quartos analisaram os dados, por eles próprios fornecidos, desagregados por sexo e idade, no período entre 1995 e 2003.

O relatório recomenda que os governos realizem pelo menos um censo de dez em dez anos. Recomenda também que os países criem, reforcem e mantenham sistemas de registo civil e estatísticas demográficas e ainda que reforcem outros sistemas administrativos de registo. Para melhorar as estatísticas por sexo, os países deveriam garantir a sustentabilidade de um programa nacional de inquéritos. As informações provenientes destas fontes deveriam ser amplamente disponbilizadas ao público e aos decisores políticos, em tempo útil, para que possam ser plenamente utilizadas.

A fim de melhorar a recolha de estatísticas desagregadas por sexo, em particular, o relatório recomenda que os governos fomentem o diálogo entre os gabinetes de estatística nacionais e os grupos interessados, como os grupos de mulheres, para identificar e compreender melhor as questões de género bem como para permitir que estes grupos compreendam e utilizem de uma forma mais eficaz as estatísticas disponíveis.

“O compromisso em relação aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio tem sido um estímulo para a melhoria da recolha de dados estatísticos”, disse Mary Chamie, Chefe da Secção de Estatísticas Demográficas e Sociais da Divisão de Estatística. “Mas subsistem grandes diferenças em matéria de fornecimento de dados e queremos ajudar os governos e os doadores a reduzi.-las”.

As recomendações da ONU serão retomadas, este ano, por órgãos intergovernamentais como a Comissão da Condição da Mulher, a Comissão de Desenvolvimento Social e a Comissão de Estatística.


Para pedidos de informações dos meios de comunicação social, é favor contactar:

Renata Sivacolundhu
Secção de Desenvolvimento
Tel. (+ 1 212) 963 2932
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar '; document.write( '' ); document.write( addy_text93996 ); document.write( '<\/a>' ); //--> Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

O relatório The World’s Women é elaborado pela Divisão de Estatística do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), de cinco em cinco anos, desde 1991. As três edições anteriores reuniam e analisavam dados sobre a condição da mulher em todo o mundo. As edições anteriores referiam uma falta de estatísticas oficiais disponíveis desagregadas por sexo. Assim, The World’s Women 2005 apresenta e analisa de uma forma sem precedentes os dados disponíveis actualmente e avalia os progressos realizados no domínio do fornecimento de estatísticas nacionais, em comparação com as estimativas elaboradas a nível internacional, relevantes para as questões de género, durante os últimos 30 anos. O quadro do Anexo I informa sobre a disponibilidade de estatísticas nacionais relacionadas com questões de género fundamentais. O quadro do segundo Anexo fornece números actualizados relativamente a muitos indicadores apresentados em The World’s Women 2000: Trends and Statistics, bem como alguns indicadores adicionais relevantes relacionados com a condição das mulheres e dos homens.

Preparado pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas – Janeiro de 2006

Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, à Conferência sobre Promessas de Contribuições para a Gripe das Aves e Humana (Beijing, 17-18 de Janeiro de 2006)

Esta conferência surge num momento crucial da nossa resposta à gripe das aves. Permitam-me agradecer ao Governo da República Popular da China, à Comissão Europeia e ao Banco Mundial por a co-patrocinarem.

As recentes mortes de seres humanos, incluindo crianças, relembrou-nos, tragicamente, a gravidade desta ameaça.

A perda de mais de 140 milhões de galinhas causou grande penúria entre os agricultores e infundiu medo às suas comunidades.

A resistência das populações, que estavam já a lutar com dificuldades, tem sido posta à prova.

Em várias comunidades, os serviços veterinários e os serviços de saúde humana estão a trabalhar no limite das suas capacidades.

Ao mesmo tempo, o vírus pode desencadear a próxima pandemia de gripe humana. Não é necessário mencionar as terríveis consequências que daí resultariam para todas as nações e povos.

Há dois meses, disse que precisávamos de preparar uma resposta internacional coordenada, que tomasse em consideração as necessidades de todas as nações.

Desde aí, governos e organizações internacionais acordaram numa série de prioridades e os países e as comunidades começaram a organizar-se.

Mas ainda não alcançámos o nosso objectivo.

Para estarmos verdadeiramente preparados, teremos de fazer um grande esforço, que terá de abranger desde a modernização dos sistemas veterinários e do lançamento de campanhas de vacinação até à mudança da forma como as pessoas interagem com os animais.

O nosso esforço requer recursos. Esta conferência dar-nos-á uma estimativa de quanto necessitamos. Tende em conta que o montante pedido é muito pequeno, quando comparado com o custo – humano e económico – de uma epidemia para a qual não estamos preparados.

O nosso esforço também exige a troca de informações, de material biológico e de conhecimentos científicos.

Exige que cheguemos a acordo sobre o modo de proporcionar medicamentos indispensáveis àqueles que deles necessitam.

Exige que trabalhemos em conjunto, resistindo à fragmentação e reduzindo a burocracia e as discussões sobre questões menores.

Todo o sistema da ONU apoia este esforço, nomeadamente a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação e a Organização Mundial de Saúde. Para aplicar as estratégias acordadas, estamos a trabalhar com parceiros-chave, como a Organização Mundial de Saúde Animal, o movimento da Cruz Vermelha, o sector privado e a sociedade civil.
Pedi a todos os organismos do sistema da ONU que preparassem planos de emergência, para que possamos prestar um apoio vital, no caso de surgir uma pandemia.

Incentivo todos os governos a fazerem o mesmo.

Meus amigos, as decisões que tomardes hoje determinarão o modo como colaboraremos no futuro. Não há tempo a perder.
Certifiquemo-nos de que estamos preparados.

Muito obrigado


(Fonte: Comunicado de imprensa SG/SM/10307, de 17/01/2006)


Condenando a violência no Afeganistão, o Conselho de Segurança apoia novo plano de desenvolvimento

Ao mesmo tempo que condenou energicamente o recente surto de violência no Afeganistão, o Conselho de Segurança das Nações Unidas sublinhou a importância da próxima conferência de Londres, que irá revelar um novo quadro para o desenvolvimento do país, conhecido por “Pacto para o Afeganistão”.

Falando com os jornalistas, depois de uma sessão de informação sobre o Afeganistão, o Presidente do Conselho de Segurança, Embaixador Augustine P. Mahiga, da Tanzânia, disse que nenhum acto terrorista pode levar a um recuo no caminho para a paz e reconstrução e acrescentou que a próxima reunião de Londres seria essencial para o país.

A conferência de Londres sobre o Afeganistão, que terá lugar a 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, irá lançar um novo Pacto para o Afeganistão, “para fornecer uma estrutura sólida para a próxima fase de reconstrução,” disse o Presidente do Conselho de Segurança.

O Enviado cessante da ONU para o Afeganistão, Jean Arnault, disse, também hoje, ao Conselho que a comunidade internacional deveria permanecer empenhada em ajudar o Afeganistão, porque, embora muito tenha sido alcançado nos últimos anos, os desafios futuros são grandes.

Falando numa semana em que já se registou uma série de ataques mortíferos, um dos quais causou, no Domingo, a morte a um funcionário canadiano, Arnault disse que esta violência recordava “a dimensão das tarefas pendentes no domínio da consolidação da paz no Afeganistão.”

Jean Arnault referiu os confrontos que se intensificam em partes deste país devastado pela guerra. “A violência e as ameaças contra funcionários locais, líderes religiosos e escolas continua e intensificar-se, particularmente no Sul e no Sudeste.” Tal como o Presidente do Conselho, o Enviado considerou o Pacto para o Afeganistão um instrumento de progresso. “O Pacto aborda de uma forma integrada os principais desafios que o Afeganistão enfrenta: segurança; governação, direitos humanos e estado de direito; desenvolvimento e luta contra estupefacientes, como um importante esforço transversal”.

Jean Arnault referiu que, quatro anos depois de os Acordos de Bona terem preparado o caminho para a transição democrática no Afeganistão, os Afegãos desafiaram o extremismo violento e as dificuldades de lançar as bases de um Estado pacífico e próspero.

Jean Arnault disse ainda que os Afegãos merecem que a ONU confie em que, com a ajuda continuada da Comunidade Internacional, seião capazes de realizar os objectivos contidos no Pacto para o Afeganistão.
No final do mês passado, o Secretário-Geral Kofi Annan nomeou Tom Koenings, um alemão que trabalhou para a ONU no Kosovo e na Guatemala, novo Chefe da Missão de Assistência no Afeganistão (UNAMA), para substituir Jean Arnault, que tem desempenhado o cargo desde Fevereiro de 2004.

 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/01/2006)

 

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.