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Felicitando os novos dirigentes iraquianos, enviado da ONU exorta à formação de um governo de unidade nacional

23 de Abril de 2006 -- -- Felicitando os novos dirigentes políticos iraquianos, o Enviado da ONU no Iraque referiu a necessidade de os novos funcionários eleitos formarem um governo de unidade nacional.

Numa messagem lida em nome do Secretário-Geral Kofi Annan, o Representante Especial Ashraf Jehangir Qazi manifestou a esperança de que as eleições do Presidente iraquiano, do Primeiro-Ministro e do Presidente do parlamento “permitam o reforço das instituições democráticas e a consolidação do processo político”, segundo a declaração divulgada pela Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque( UNAMI).

Os dirigentes políticos iraquianos devem “aproveitar este novo impulso político para formarem um governo de unidade nacional que possa sarar as divisões políticas e sociais”, disse Ashraf Qazi, pedindo a todos os Iraquianos “que se unam num espírito de reconciliação nacional e de compromisso, com vista a fomentar o estabelecimento da paz e da estabilidade no Iraque”.

O Representante Especial felicitou Jalal Talabani, por ter sido eleito Presidente do Iraque, bem como Abdel Abdul Mahdi e Tareq al-Hashemi, pela sua eleição como Vice-Presidentes. Felicitou ainda Jawad al-Maliki, o novo Primeiro-Ministro eleito, Mahmoud al-Mashhadani, eleito Presidente do Conselho Iraquiano de Representantes (Parlamento iraquiano), e Khaled al-Atiyya e Arif Tayfour, Vice-Presidentes do mesmo Conselho.

O Representante Especial afirmou que a ONU está ansiosa por trabalhar com estes dirigentes recém-eleitos, com vista a fomentar a paz e a estabilidade no país.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 23/04/2006).


Tratado da ONU destinado a proteger as tradições orais entra em vigor

21 de Abril de 2006 – Um tratado das Nações Unidas destinado a proteger as tradições orais, artes cénicas, práticas sociais, artesanato e conhecimento da natureza a nível mundial – o chamado património cultural incorpóreo do planeta - entrou em vigor ontem, três meses após ter sido depositado o 30º instrumento de ratificação.

"Os estilos de vida contemporâneos e o processo de globalização estão a comprometer consideravelmente as culturas vivas transmitidas pela tradição" disse o Director-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Koïchiro Matsuura, ao falar sobre a Convenção para a Protecção do Património Cultural Incorpóreo.

"Ao assegurar os meios necessários para a sua preservação, este instrumento vem preencher um vazio legal", afirmou.

O tratado prevê a preparação de inventários nacionais de elementos culturais que necessitam de ser protegidos, a criação de uma comissão intergovernamental composta por peritos dos Estados partes e a criação de duas listas: uma abrangendo o património incorpóreo da humanidade e outra enumerando as partes desse património que se considera necessitarem de protecção urgente.

Adoptada pela Conferência Geral da UNESCO em 2003, a Convenção complementa os instrumentos normativos da organização sobre a conservação do património cultural incorpóreo. Até à data, a Convenção já foi ratificada por 47 Estados-membros.


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/04/2006)

ACNUR assina acordo com o Paquistão para o recenseamento de cidadãos afegãos

21 de Abril – Acabou hoje a visita oficial de seis dias da representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Wendy Chamberlin, ao Paquistão. A Alta Comissária Adjunta assinou um Memorando de Acordo com o Governo paquistanês para o recenseamento dos cidadãos afegãos que se encontram refugiados neste país.

O acordo irá lançar as bases para que as autoridades paquistanesas e afegãs elaborem políticas de repatriamento voluntário e tomem outras medidas de modo a melhorar o futuro deste grupo populacional.

Os cidadãos afegãos recenseados irão receber do Governo paquistanês um bilhete de identidade que lhes será retirado no momento em que decidam regressar ao seu país. Esta iniciativa custará seis milhões de dólares.

Durante a sua visita, a Alta Comissária Adjunta, Wendy Chamberlin, reuniu-se com o Presidente Pervez Musharraf e outros altos funcionários, bem como com alguns doadores e representantes dos organismos humanitários que operam neste país.
A Alta Comissária Adjunta visitou os acampamentos de Muzaffarabad, onde se encontra instalada grande parte da população atingida pelo terramoto de Outubro passado. Ali, Wendy Chamberlin reforçou o compromisso do ACNUR em relação ao trabalho de assistência, tanto aos sobreviventes como às autoridades locais e aos trabalhadores humanitários.

Seis meses após a catástrofe, mais de 80 000 mil pessoas já regressaram aos seus povoados para reconstruir as suas casas com o apoio dos organismos da ONU e do Governo paquistanês.




(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 21/04/2006).



Kofi Annan designa Conselho de Administração do Pacto Global para promover cidadania empresarial.

20 de Abril de 2006 -- Os chefes dos órgãos administrativos do Grupo Goldman Sachs e do fabricante de brinquedos LEGO figuram entre o grupo os 20 líderes de empresas, de organizações laborais e da sociedade civil nomeados hoje pelo Secretário-Geral das Nações Unidas Kofi Annan para integrarem o Conselho de Administração do Pacto Global, lançado há já seis anos, com o intuito de promover uma globalização responsável, combater a corrupção e promover os direitos humanos.

Este primeiro grupo de membros do Conselho de Administração, que prestarão assessoria estratégica à iniciativa e aos seus participantes, inclui representantes de quatro empresas, quatro associações empresariais e grupos laborais, e quatro organizações da sociedade civil que deram provas de respeitar os princípios e objectivos do Pacto.

Entre os líderes empresariais figuram Suzanne Nora Johnson, Vice-Presidente do grupo Goldman Sachs (Estados Unidos da América), B. Muthuraman, Director-Geral da Tata Stee (Índia) e Mads Oevlisen, Presidente da empresa dinamarquesa Lego.

Os restantes membros deste Conselho de Administração provêm de empresas sedeadas no Brasil, Chile, França, África do Sul e Japão.

No Conselho estão também representados a International Federation of Chemical, Energy, Mine and General Workers, a International Chamber of Commerce e outras organizações empresariais, um grupo ambientalista dos Emiratos Árabes Unidos e organizações de ética empresarial do Brasil, Canadá e Irlanda.

Segundo o Gabinete do Pacto Global, esta iniciativa conta já com mais de 2500 empresas de mais 90 países, e com 50 redes regionais que promovem os seus princípios -- uma globalização que benefície todos.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/04/2006).


Darfur e Uganda, duas “feridas abertas”em África, segundo Jan Egeland

20 de Abril de 2006 -- -- O responsável pelos assuntos humanitários da ONU, Jan Egeland, pediu hoje ao Conselho de Segurança que fizesse pressão sobre o Uganda e o Sudão, a fim de que ponham fim à insegurança que ameaça milhões de vidas, chamando a atenção para o facto de o socorro humanitário estar, no Darfur, à beira da ruptura.

“No Uganda, a situação é tão grave como quando usei da palavra pela primeira vez perante o Conselho de Segurança há dois anos, mas agora temos esperança de melhorar as coisas”, declarou Jan Egeland, Secretário-Geral Adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários e Coordenador do Socorro de Emergência das Nações Unidas, numa conferência de imprensa após uma intervenção à porta fechada no Conselho de Segurança, sobre a situação em África.

“Ainda ontem algumas crianças foram raptadas pelo Exército da Resistência do Senhor (Lord´s Resistance Army, LRA)”, um grupo armado conhecido pelas suas actividades sangrentas no norte do Uganda, ”mas, pela primeira vez, mantivemos um verdadeiro diálogo com o governo”, precisou Jan Egeland.

O Conselho de Segurança abordou também, pela primeira vez, a situação do Uganda como ponto da sua ordem do dia, através de uma exposição dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do país.

Em relação à situação no Darfur, Jan Egeland anunciou a sua intenção de se deslocar à região no início do mês de Maio, mencionando que o Governo parecia ter mudado de opinião sobre a sua visita.

No início de Abril, o Governo sudanês recusou a entrada do Secretário-Geral Adjunto no Darfur, aquando da sua última visita à região.
“Existem hoje 14 000 trabalhadores humanitários das Nações Unidas, Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, no terreno, e temos de ajudar 3 milhões de pessoas”, lembrou Jan Egeland.

“Tínhamos reduzido a mortalidade no Darfur a níveis anteriores à guerra, mas esta tendência mudou em Agosto passado e creio que a comunidade internacional não compreende a gravidade da situação” afirmou o Coordenador do Socorro de Emergência.

“Em Janeiro, 60 aldeias ficaram vazias, apesar da presença das forças corajosas da União Africana. De momento estamos a retirar o nosso pessoal da frente, devido à insegurança, o que significa o agravar da situação de 200.000 pessoas que estão inacessíveis e sem comida”, denunciou Jan Egeland.

Interrogado sobre o silêncio dos países ocidentais – nenhum deles ofereceu tropas para uma futura operação de manutenção da paz no Darfur -- Jan Egeland afirmou que “não tinham sido muito corajosos”.

“Não podemos deixar os Africanos e os Asiáticos fazerem o trabalho, num continente onde se desenrola a maior tragédia do nosso tempo”, acrescentou.

“Estão a pôr-se esparadrapos sobre feridas abertas. Primeiro, há que curar a ferida”, sublinhou o Secretário-Geral Adjunto.

No futuro, ”necessitamos de segurança no terreno, necessitamos de que o Governo [sudanês] nos deixe trabalhar, é necessário que a guerrilha ponha fim às suas operações de desvio dos comboios humanitários, e por fim, é necessário, dinheiro” declarou o Secretário-Geral Adjunto.

Jan Egeland indicou que a ajuda ao Darfur sofria de um défice drástico de financiamento. ”Temos apenas um décimo da quantia de que necessitamos. Apenas um doador - o Reino Unido – contribuiu mais do que no ano passado. Alguns mantiveram ou baixaram o nível da sua contribuição”, precisou.

“Temos, hoje, 18% dos 1,5 mil milhões de dólares de que precisamos. No ano passado por esta altura tínhamos mais do dobro desta quantia”, acrescentou.

“Dentro de algumas semanas, ou meses, iremos assistir à ruptura da operação humanitária no Darfur”, preveniu.” Dez anos após o Ruanda, não creio que desejemos um colapso semelhante no Darfur”, disse.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 20/04/2006).


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.