Quinta, 02 Julho 2015
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Novo estudo da ONU revela perigos das Mutilações Genitais Femininas para o parto

As mutilações genitais femininas (MGF), a mais frequente das quais é a excisão do clítoris, causam complicações graves durante o parto e os  bebés das mulheres que foram sujeitas a estas práticas têm maior probabilidade morrer, conclui um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado hoje.
O estudo, o primeiro a demonstrar os efeitos nefastos para as mulheres e os seus bebés, cita, como principais complicações, os riscos de cesariana e de episiotomia, as fortes hemorragias e as hospitalizações prolongadas depois do parto. Essas complicações são tanto mais graves quanto maior a extensão da mutilação.
"Graças a este estudo, provámos pela primeira vez que, no caso das mulheres que sofrem uma mutilação genital, o parto pode ser mais complicado e mais perigoso", declarou Joy Phumaphi, que ocupa o cargo de Subdirectora-Geral, na OMS.
O estudo mostrou também que as MGF implicam riscos acrescidos para os bebés que precisam com maior frequência de ser reanimados e entre os quais a taxa de mortalidade é superior.
O estudo abrangeu 28 393 mulheres de 28 centros de cuidados obstétricos em seis países onde as MGF são comuns -- Burkina Faso, Gana, Quénia, Nigéria, Senegal e Sudão.
Segundo a OMS, mais de 100 milhões de mulheres e raparigas sofreram uma mutilação genital. As mutilações são, em geral praticadas em crianças do sexo feminino com menos de 10 anos.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 2/06/2006)


Conferência – Ambiente e Desertificação, Dia Mundial do Ambiente


Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação

Conferência – Ambiente e Desertificação (PDF)

Dia Mundial do Ambiente
Évora, 5 de Junho de 2006
Auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo
Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

Enviado Especial da ONU, Jorge Sampaio, apela à intensificação dos esforços de combate à tuberculose

O Enviado Especial da ONU lançou um apelo aos doadores internacionais e à sociedade civil para que mobilizem recursos para combater a tuberculose (TB), uma doença que, apesar de curável, continua a matar pelo menos 5 000 pessoas por dia.


“A civilização não se pode dar o luxo de ver isto acontecer”, afirmou Jorge Sampaio, antigo Presidente de Portugal e Enviado Especial do Secretário-Geral Kofi Annan para a iniciativa “Acabar com a Tuberculose”, numa conferência de imprensa na Sede da ONU, em Nova Iorque.


Jorge Sampaio, nomeado para o cargo há três semanas, referiu que, apesar dos esforços mundiais desenvolvidos ao longo destes anos para reduzir o número de doentes, a tuberculose continua a ser a “principal causa de morte de todas as pessoas infectadas pelo VIH/SIDA”.


“Muitas pessoas com o VIH/SIDA morrem de tuberculose. Esta ligação é cada vez mais nítida”, disse, acrescentando que em muitos países em desenvolvimento, as mortes relacionadas com a tuberculose decorrem da insuficiente atenção que as autoridades de saúde pública prestam à necessidade de diagnóstico.


O número de casos aumenta não só na África Subsariana e na Ásia mas também em países da antiga União Soviética e da Europa de Leste onde, segundo Jorge Sampaio, as autoridades de saúde pública têm mais ou menos  esquecido a doença devido ao seu declínio na década de 70 e 80.


A tuberculose atinge pessoas que vivem em condições económicas muito difíceis mas é algo a que podemos realmente pôr termo, afirmou.
 
Em resposta a uma questão, o Enviado Especial afirmou que já existem fundos mundiais para lutar contra a tuberculose, mas salientou a necessidade de uma ajuda financeira adicional por parte dos doadores. “Existe um grande problema de financiamento”, disse, sublinhando que as verbas disponíveis são manifestamente insuficientes.
 
Numa cimeira que decorreu em Nova Iorque em 2000, os líderes mundiais  acordaram em inverter a incidência da tuberculose até 2015, no contexto dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).


Segundo funcionários da ONU, os fundos necessários para executar com êxito o Plano Mundial para Acabar com a Tuberculose elevar-se-ão, no mínimo, 56 mil milhões de dólares, mas até agora a ajuda disponibilizada soma apenas 31 mil milhões de dólares.
 “Temos de mobilizar a comunidade de doadores e a sociedade civil”, afirmou o Enviado Especial Jorge Sampaio, avisando dos perigos de uma atitude laxista.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 31/05/2006)


NOTA AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - Dirigentes mundiais avaliam progressos no domínio da luta contra a SIDA (31 de Maio – 2 de Junho de 2006)

NOVA IORQUE – A Reunião de Alto Nível sobre a SIDA 2006, que se destina a avaliar a resposta da comunidade internacional à epidemia, terá lugar de 31 de Maio a 2 de Junho nas Nações Unidas. Está prevista a participação de mais de uma dezena de Chefes de Estado e de Governo e mais de 100 Ministros, bem como de mais de mil representantes da sociedade civil e do sector privado.


O Secretário-Geral da ONU Kofi Annan apresentará um relatório sobre os progressos realizados no sentido da consecução das metas acordadas pelos Estados-Membros da ONU na histórica Declaração de Compromissos sobre o VIH/SIDA, adoptada em 2001 na sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA.
 
Na reunião, serão igualmente identificados os problemas comuns levantados pela intensificação e manutenção das intervenções nacionais no domínio da luta contra a SIDA. Os Estados-Membros considerarão recomendações sobre a forma de intensificar a prevenção e tratamento do VIH, assim como a prestação de cuidados e de apoio, tendo em vista chegar tão perto quanto possível da meta do acesso universal ao tratamento para todos aqueles que dele necessitam, até 2010.


Foi concedida uma acreditação especial a cerca de 800 grupos da sociedade civil tendo em vista a sua participação na reunião. Trata-se de um número sem precedentes para uma reunião deste género, em que deverão participar igualmente numerosos representantes de organizações já acreditadas junto das Nações Unidas bem como elementos integrados nas delegações nacionais. Será realizada uma audição, a fim de dar à sociedade civil uma oportunidade de trocar impressões com os Estados-Membros.


Pela primeira vez, uma pessoa que vive com SIDA usará da palavra no plenário da Assembleia Geral. Entre os oradores incluem-se o Presidente da Assembleia Geral, Jan Eliasson, o Secretário-Geral da ONU e o Director Executivo do ONUSIDA, Dr. Peter Piot. 


A Reunião de Alto Nível sobre a SIDA 2006 incluirá uma série de discussões de grupo e mesas-redondas sobre vários tópicos cruciais, nomeadamente o financiamento de acções em grande escala no domínio da luta contra a SIDA e contra o estigma e discriminação associados à doença. Com base nestas discussões, será preparada um declaração política para adopção no final da reunião, em 2 de Junho.


Em 1 de Junho, terá lugar no Salão da Assembleia Geral uma Noite de Recordação e Esperança: Unir o Mundo contra a SIDA. Este evento destina-se a recordar os 25 anos de SIDA e os heróis que moldaram as respostas a esta doença e contará com a participação do Secretário-Geral, do Presidente da Assembleia Geral e do Director Executivo da ONUSIDA. Entre os oradores incluem-se Noerine Kaleeba, Naomi Watts, Iryna Borisheck, Mary Fisher e Whoopi Goldberg. Estão igualmente previstas actuações por Wyclef Jean, Salman Ahmad, o Coro Infantil Africano e Angelique Kidjo. Estão provisoriamente agendadas para antes do evento uma sessão de fotografias e uma conferência de imprensa.
 
Para mais informação sobre a Reunião de Alto Nível sobre a SIDA 2006, consulte-se: http://www.un.org/ga/aidsmeeting2006 ou www.unaids.org/en/AIDSreview2006.


Acreditação de jornalistas
Os jornalistas interessados em participar na Reunião de Alto Nível sobre a SIDA 2006 devem estar acreditados junto da ONU. Para informação sobre o processo de acreditação, consulte-se: http://www.un.org/media/accreditation/.


Centro de imprensa
Durante a Reunião de Alto Nível sobre a SIDA, será criado um centro de imprensa destinado aos jornalistas. A sala estará equipada com um serviço de Internet sem fios. Estará igualmente disponível um número limitado de computadores e impressoras. Os trabalhos da reunião serão transmitidos em directo por monitores de televisão em sistema de circuito fechado.


Contactos para os meios de comunicação social
 Sophie Barton-Knott | ONUSIDA Nova Iorque | +1 917 379 6948 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
 Newton Kanhema | ONU Nova Iorque | +1 212 963 5602 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
 Pragati Pascale | ONU Nova Iorque | +1 212 963 6870 or +1 917 367 0292 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
 Dominique De Santis | ONUSIDA Genebra | +41 22 791 4509 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar


 


OS DIREITOS HUMANOS NA ORDEM DO DIA

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.