Sábado, 28 Fevereiro 2015
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ACNUR: mais deslocados internos e menos refugiados no mundo

19 de Abril de 2006 -- O número de refugiados no mundo é o mais baixo desde há 25 anos. Contudo, o número de deslocados internos aumentou, advertiu um comunicado do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), dado a conhecer hoje.

Este estudo refere que os conflitos entre Estados são menos frequentes do que as guerras civis e lutas internas, pelo que menos pessoas atravessam fronteiras e mais pessoas se deslocam para outras zonas dentro do seu próprio país.
O documento calcula que actualmente existam 9,2 milhões de refugiados, em comparação com 25 milhões de deslocados, e sublinha que estes últimos não estão protegidos pela Convenção sobre os Refugiados de 1951, apesar de necessitarem de assistência urgente.

O ACNUR aceitou alargar substancialmente as suas funções de modo a abranger também os deslocados internos, mas encontra-se agora numa conjuntura crítica, explicou William Spindler, porta-voz deste organismo das Nações Unidas.

“É uma crise porque até este momento a comunidade internacional considerava que as pessoas que abandonavam o seu país e se deslocavam para outro necessitavam de apoio porque se encontravam desprotegidas, ao contrário das pessoas que se encontravam dentro do seu próprio país, pois estas contavam com a protecção dos seus governos. Mas não é esta a realidade em numerosos casos e isto faz com que muitos deslocados internos estejam desprotegidos”, refere.

Em 2005, segundo a ACNUR, só dois conflitos, o da Republica Democrática do Congo e o do Sudão, foram responsáveis pela deslocação de 7,5 milhões de pessoas. O terceiro país com mais deslocados internos é a Colômbia, com um número não determinado, que oscila entre os dois e três milhões.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 19/04/2006).


Gripe das Aves: Organização Mundial do Turismo anuncia esforço conjunto do sector turístico para responder à doença

18 de Abril – A Organização Mundial do Turismo (OMT) anunciou o compromisso, assumido pelas principais organizações turísticas do mundo, de colaborarem no sentido de apoiar a preparação e resposta coordenadas da ONU face à gripe das aves.

O Secretário-geral da OMT, Francesco Frangialli, sublinhou o esforço coordenado das Nações Unidas para dar uma resposta à gripe das aves e assegurar a preparação para uma possível pandemia humana. “As grandes catástrofes transfronteiriças tiveram uma crescente repercussão à escala mundial e requerem uma coordenação contínua da actuação dos órgãos internacionais que integram a família das Nações Unidas com a dos Estados”, disse.

Francesco Frangialli, com o apoio do Coordenador do Sistema das Nações Unidas para a Gripe, David Nabarro, promoveu a criação de uma rede de organizações turísticas, a fim de garantir que o sector cumpra o seu papel nesta iniciativa e nos planos nacionais de preparação.

As organizações que integram inicialmente a Rede de Resposta a Emergências Turísticas estão de acordo em que o planeamento, tendo em vista a possível evolução do vírus para uma forma pandémica, é uma preocupação de todos e, por isso, comprometeram-se a colaborar estreitamente com os organismos da ONU, partilhando informações e ideias em tempo real e transmitindo mensagens públicas claras, concisas e geograficamente precisas.




(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 18/04/2006).



Tchernobil: OMS publica novo balanço da catástrofe nuclear

18 de Abril de 2006 – A alguns dias do vigésimo aniversário de Tchernobil, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um novo balanço das consequências da catástrofe nuclear para os seres humanos, num relatório publicado hoje.

Segundo o relatório da OMS, Health Effects of the Chernobyl Accident and Special Health Care Programmes, cerca de 5000 pessoas, crianças ou adolescentes o momento da catástrofe, sofreram de cancro da tiróide e mais 4000 casos poderiam ser diagnosticados nos próximos anos.

Imediatamente após o acidente, 116 000 pessoas foram evacuadas da zona contaminada. Aproximadamente 230 000 pessoas foram evacuadas nos anos posteriores ao do acidente.

Mais de cinco milhões de pessoas vivem hoje em zonas contaminadas, sublinha, porém, a OMS.

“Não podemos esquecer as famílias das vítimas e os que continuam a sofrer as consequências da exposição às radiações”, declarou o Director da OMS, Lee Jong-Wook.

A 26 de Abril de 1986 de 1986, a explosão do reactor n†. 4 da central ucraniana de Tchernobil criou uma enorme nuvem radioactiva, provocando a catástrofe nuclear civil mais grave da história.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 18/04/2006)


ONU lança novo programa de educação das raparigas na África Ocidental e Central

17 de Abril de 2006 -- A ONU lançou uma nova iniciativa de âmbito alargado na África Ocidental e Central, com vista a aumentar o acesso das raparigas a uma educação de qualidade, num esforço para realizar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) do ensino primário universal e da igualdade de género.

"Os desafios que enfrentamos em termos de acesso à educação para as raparigas nesta região são enormes, mas é possível superá-los se unirmos os nossos esforços", disse Yvonne Chaka-Chaka, cantora sul-africana e Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), por ocasião do lançamento em Dacar, no Senegal, da Iniciativa das Nações Unidas relativa à Educação das Raparigas (UN Girls’ Education Initiative, UNGEI), uma ampla parceria entre organismos das Nações Unidas, governos nacionais e locais e organizações não governamentais (ONG).

A educação das raparigas e a educação de qualidade na região enfrentam muitos desafios, que vão desde situações de emergência e do VIH/SIDA até ao agravamento da pobreza e a disparidades persistentes entre os sexos. Isto significa que uma em cada duas crianças não frequenta a escola, na sua maioria raparigas das zonas rurais.

Mais de 80% das crianças que não frequentam a escola têm mães que não possuem educação formal e, em toda a região, apenas 86 raparigas frequentam a escola por cada 100 rapazes.

"Estão tantas coisas em jogo em termos políticos e económicos nesta região que não podemos menosprezar o contributo das mulheres e das raparigas", declarou Theophane Nikyema, Director Regional interino da UNICEF.

"Quanto mais depressa dedicarmos atenção à igualdade e equidade entre os sexos a fim da criar bases para as raparigas através de uma educação de qualidade que lhes confira autonomia, melhor será para a região e para o continente no seu conjunto", acrescentou.

As questões que impedem as raparigas de ter acesso às escolas são tão complexas que é necessário um grupo diverso de parceiros para as resolver, com o objectivo de promover a educação das raparigas a todos os níveis e em todos os meios, disse a UNICEF.

Para realizar os ODM relacionados com a educação das raparigas dentro do prazo fixado de 2015, os países da região têm de aumentar as taxas de matrícula em 3,5% por ano, mas o aumento anual registado entre 1980 e 2001 foi apenas de 1%. A ONG Oxfam prevê que "ao ritmo actual, não se conseguirá alcançar a paridade entre os sexos antes de 2038".

Os organismos das Nações Unidas que estão a participar na UNGEI são a UNICEF, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Banco Mundial, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/SIDA (ONUSIDA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Fundo das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Entre outros parceiros importantes referem-se os governos nacionais e as administrações locais, os ministérios da educação, organizações comunitárias, ONG locais e internacionais e governos dadores. As parcerias já estabelecidas com a União Africana (UA) e com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) são vitais para mobilizar acções a nível dos países tendo em vista a consecução dos objectivos da UNGEI.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/04/2006).


Diplomatas Israelita e Palestiniano trocam acusações sobre escalada de violência no Conselho de Segurança

17 de Abril de 2006 – Num momento em que se assiste a uma escalada das tensões no Médio Oriente, os diplomatas israelita e palestiniano lamentaram a morte de inocentes, enquanto trocavam acusações sobre as causas da violência, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que ouviu cerca de 30 participantes, mas não se pronunciou sobre o assunto.

Riyad Mansour, Observador Permanente da Palestina, disse que o Conselho de Segurança tinha uma “clara responsabilidade” no que diz respeito à situação no Território Ocupado da Palestina e elogiou a realização do debate, dada a deterioração da situação no terreno.

Riyad Mansour afirmou que Israel intensificou a sua campanha militar contra o povo palestiniano, cometendo violações flagrantes do direito internacional, “todos os dias, a toda a hora, até mesmo neste preciso momento”. Disse que Israel estava a usar a força de forma excessiva e indiscriminada, o que gerava mortes e destruição. “Contudo, o Presidente Mahmoud Abbas continua a condenar todos os actos de violência contra civis, nomeadamente os ataques suicidas. Depois do ataque suicida de hoje em Tel Aviv, a Autoridade Palestiniana condenou vivamente este acontecimento, e declarou que este tipo de actos é contra o consenso nacional palestiniano e prejudica os interesses nacionais do povo palestiniano”. Riyad Mansour reafirmou a condenação, por parte do Governo, de todas as mortes de ambos os lado e apelou a que Israel fizesse o mesmo.

Pedindo à comunidade internacional que mostrasse “mais determinação” na resposta à situação, exortou o Conselho de Segurança a não permanecer em silêncio, sem nada fazer, enquanto Israel prossegue as suas políticas ilegais, nomeadamente punindo colectivamente aqueles o seu governo democraticamente eleito. O Conselho deve agir, disse, para obrigar Israel a cumprir as suas obrigações à luz do direito internacional.

O Embaixador de Israel, Dan Gillerman, disse que o Observador da Palestina pronunciou muitas palavras, mas não a palavra Hamas. “Penso que os membros deste Conselho merecem saber e ouvir da boca do Observador quem é que ele verdadeiramente representa, o Presidente Mahmoud Abbas, que citou, ou o Hamas, que legitimou e celebrou o ataque suicida em Tel Aviv. Penso que todos merecemos saber”. O porta-voz oficial do Hamas não condenou o ataque, tendo antes declarado que os Palestinianos tinham todo o direito a usar todos os meios para se defenderem e que o ataque foi justificado

Dan Gillerman culpou o Irão, a Síria e organizações terroristas apoiadas pelo Governo palestiniano, nomeadamente o Hamas e Hezbollah. O acto mais recente foi a rápida implementação da actual litania de ódio e veneno, disse, citando declarações recentes de altos funcionários palestinianos, que prometeram nunca reconhecer Israel e “expulsar o inimigo da nossa terra”. Os corpos mutilados e o sangue no mercado foram a mais dura prova de que “os líderes fundamentalistas estão a incitar a que sejam cometidos mais actos de terrorismo”, afirmou, acrescentando que as declarações proferidas eram “declarações de guerra evidentes”.

Apelou ao Conselho de Segurança para que tentasse impedir o próximo assassinato. “Israel lamenta todas as mortes”, disse, mas rejeita qualquer tentativa de comparar as acções israelitas de autodefesa com as acções dos bombistas suicidas. “Terrorismo é terrorismo e não pode ser justificado”, disse. O perigo que Israel enfrenta ameaça não só o país mas também outros.

Entre aqueles que participaram no debate, Yahya Mahamassani, Observador Permanente da Liga dos Estados Árabes, disse que meio século de conflito israelo-palestiniano provou que não é possível obter uma solução pela via militar. A Liga de Estados Árabes rejeitou a violência contra civis, onde quer que se encontrem. Salientou que, para pôr fim ao conflito e alcançar uma paz justa, duradoura e global, que as partes retomem negociações sérias, de acordo com as resoluções pertinentes bem como com o princípio “terras em troca de paz “e a Iniciativa de Paz Árabe, adoptada pela Cimeira da Liga dos Estados Árabes, em Março de 2002, em Beirute.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 17/04/2006)


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.