Domingo, 19 Abril 2015
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

UNICEF pede fundos para lutar contra o surto de cólera em Angola

5 de Maio – A UNICEF pediu um milhão de dólares para lutar contra o surto de cólera em Angola, o mais grave desde 1988, do qual já resultaram mil mortes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a actual estação das chuvas torna provável que a epidemia se propague ainda mais, apesar dos esforços da UNICEF, da OMS, do Governo e de outros parceiros para prestar cuidados e fornecer medicamentos às pessoas doentes.

A cólera, uma doença intestinal aguda, causada pela ingestão de comida ou água contaminadas com a bactéria Vibrio cholerae, causa diarreia intensa, que pode rapidamente originar uma grave desidratação e a morte, se o tratamento, incluindo a reidratação, não for assegurado a tempo.

Além do significativo sofrimento humano, a doença conduz à ruptura das estruturas económicas e sociais e impõe uma enorme pressão sobre os já precários sistemas de saúde nacionais. Factores sazonais, como a estação das chuvas, contribuem para a propagação da doença.

A UNICEF distribuiu milhares de saquetas de sais de reidratação, para administração por via oral, bem como milhares de quilos de hipoclorito de cálcio para tratar, na origem, a água que é distribuída às comunidades.

Foram também fornecidos e instalados muitos depósitos de água e bidões na capital, Luanda, bem como kits de tratamento da água para abastecer água potável a milhares de famílias.

A UNICEF continua a distribuir sabonetes, botas, luvas, aventais, kits de primeiros socorros, medicamentos essenciais e hipoclorito de cálcio nas províncias afectadas, e a prestar assistência técnica e fornecer tendas e equipamento básico para criar centros de tratamento e controlo da doença.

A UNICEF está igualmente a formar elementos encarregados de fomentar a mobilização social e a distribuir material informativo, como manuais de formação, cartazes, folhetos e CD às comunidades afectadas.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 05/05/2006).


Timor Leste ainda necessita do apoio da ONU

5 de Maio – Numa altura em que se aproxima o fim do mandato do Gabinete das Nações Unidas em Timor Leste (UNOTIL) -- 20 de Maio – o seu responsável, Sukehiro Hasegawa, pediu hoje ao Conselho de Segurança a manutenção da assistência ao país, onde a democracia permanece frágil e a segurança é ainda instável.

“O Conselho de Segurança deve responder aos pedidos, apresentados pelas autoridades timorenses, que visam a manutenção de uma presença da ONU no país após o encerramento do Gabinete das Nações Unidas em Timor Leste”, declarou hoje, perante o Conselho de Segurança o Representante Especial do Secretário-Geral para Timor Leste, Sukehiro Hasegawa.

O Conselho de Segurança reuniu para se debruçar sobre a situação em Timor. Na reunião, que contou igualmente com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor Leste, Ramos Horta, foi também divulgado o último relatório do Secretário-Geral sobre a questão.

“É importante que os membros do Conselho revejam as suas percepções e as hipóteses que elaboraram sobre esta situação”, disse Sukehiro Hasagawa, antes de evocar os distúrbios desencadeados na sequência de decisões relativas à retirada dos soldados.

“Os prejuízos materais causados são reduzidos, comparativamente com os resultantes dos incidentes de 1999”, mas “o impacto psicológico sobre as populações foi imenso”.

“Milhares de pessoas procuraram refúgio nas igrejas e edifícios públicos em Dili.Outras refugiaram-se nas montanhas e nos distritos da periferia”, disse o Representante Especial, acrescentando que o UNOTIL continuará a acompanhar as queixas apresentadas sobre violações dos direitos humanos.

“É imperativo reforçar as capacidades do Ministério da Defesa e das Forças Armadas”, recomendou Sukehiro Hasagawa.
No que respeita aos direitos humanos, Sukehiro Hasagawa felicitou o Governo de Timor Leste pelos notáveis progressos alcançados, nomeadamente a abertura ao público do Gabinete do Provedor de Justiça e a ratificação de sete tratados sobre direitos humanos.

O Representante Especial referiu que a presença da ONU em Timor é da maior importância para ajudar o país a manter a paz e a estabilidade, na perspectiva das eleições nacionais em 2007. O Governo agiu rapidamente de modo a finalizar a redacção dos projectos de leis eleitorais, para apresentação à apreciação do Parlamento, disse, insistindo em que é necessário que seja prestado um apoio suplementar a todas as instituições envolvidas.

Para assegurar um processo credível, a Comissão Eleitoral Nacional deve poder dispor de todos os recursos humanos e materiais de que necessita, afirmou Sukehiro Hasegawa, que sublinhou: “a transparência do processo eleitoral terá, naturalmente, um impacto nas perspectivas de desenvolvimento de um sistema democrático sólido”.

“A presença das forças de polícia das Nações Unidas é essencial antes e durante a campanha eleitoral, uma vez que a imparcialidade dos polícias locais não pode ainda ser garantida”, referiu o Representante Especial.

Chamando à atenção para as propostas do Secretário-Geral sobre esta matéria, o Representante Especial sublinhou que os males de que ainda sofrem as forças armadas timorenses demonstram a necessidade de melhorar a sua capacidade administrativa.

Por seu turno, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Timor Leste, José Ramos Horta, manifestou-se a favor da presença robusta da ONU no país, até Maio de 2007, realçando a necessidade de esta dispor de meios que lhe permitam superar os desafios que o país conhece.

Ramos Horta prestou homenagem às sucessivas missões da ONU, que permitiram a consolidação da paz e promover o desenvolvimento em Timor Leste. Quanto aos acontecimentos decorridos a semana passada em Dili, foram um sinal de alerta para os dirigentes timorenses e para a comunidade internacional, demonstrando que é preciso tomar urgentemente medidas preventivas enérgicas para evitar que o país volte a conhecer a violência e a instabilidade

O Ministro dos Negócios Estrageiros timorense informou o Conselho de que tencionava convidar os relatores competentes da ONU a levarem cabo uma investigação sobre as acusações de que cinco pessoas teriam morrido durante o incidente.
“Neste momento em que estamos aqui a falar, em Dili o medo é visível entre os indivíduos traumatizados pela violência que acaba de ocorrer”.

“Apesar da recente erupção da violência, o Governo tomou já medidas com vista à preparação das próximas eleições”, declarou Ramos Horta.

“Neste quadro, a fragilidade do ambiente político, os desafios à estabilidade, ao primado do direito e ao respeito pelos direitos humanos exigem a presença da ONU”, recomendou o Ministro timorense. ”Tal decisão está nas vossas mãos e irá influenciar o destino do meu país”, concluiu, dirigindo-se aos membros do Conselho de Segurança.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 05/05/2006).


Kofi Annan saudou o acordo de paz sobre o Darfur

5 de Maio – O Secretário-Geral Kofi Annan saudou hoje o acordo de paz sobre o Darfur, assinado pelo Governo do Sudão e o principal grupo rebelde, na sequência das conversações em Abuja, e exortou as duas partes que ainda não assinaram o acordo a fazê-lo e a “aproveitar a oportunidade” de pôr fim a este “trágico capítulo” da história do país.

Falando aos jornalistas, Kofi Annan salientou também a necessidade urgente de aumentar a assistência humanitária ao Darfur e disse que, uma vez concluído um acordo na região, a comunidade internacional terá também de agir muito rapidamente para conseguir ter o impacto adequado no terreno.

Segundo o Secretário-Geral, a aplicação do acordo vai exigir que se comece imediatamente a reforçar a força da União Africana no terreno, para que lhe seja possível iniciar a implementação de aspectos decisivos do acordo.

“Temos também de intensificar a nossa própria acção humanitária e precisamos dos recursos necessários para o efeito e, como sabem, até agora só recebemos 20% desses recursos”, declarou.

O Secretário-Geral apelou igualmente a que o Governo do Sudão autorizasse uma equipa de avaliação das Nações a visitar a região para iniciar medidas preparatórias com vista à transição da força da União Africana para uma força mundial.

“Chegou o momento de permitir a entrada da missão de avaliação, para que possamos agir prontamente, e tenciono manter-me em contacto com as autoridades sudanesas neste sentido”

Kofi Annan também salientou a necessidade de ajuda humanitária ao Darfur, onde cerca de 180 mil pessoal foram assassinadas e cerca de 2 milhões foram forçadas a abandonar as suas casas nos três anos de confrontos entre Governo, milícias pró-governamentais e rebeldes na região.

“Os Estados Unidos têm sido muito generosos, mas procuramos o apoio de outros doadores tradicionais na Europa. Estamos também a tentar alargar a base de dadores e procuramos o apoio de Governos e Estados do Golfo com capacidade de intervir e ajudar”, disse. “Todos têm de ajudar: e quem puder contribuir que o faça, não se pode deixar esta tarefa apenas nas mãos dos governos”.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 05/05/2006).


Unleash your creativity against poverty - Portuguese 

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas em Bruxelas vai lançar um Concurso Europeu de Anúncios, aberto a todos. Em 2000, os dirigentes mundiais comprometeram-se a reduzir a pobreza a metade, até 2015. Faltam apenas cinco anos. Os dirigentes mundiais vão reunir-se de novo, em Nova Iorque, em Setembro. Dá largas à tua imaginação para lembrar aos nossos líderes a sua promessa de então.

Cria um Anúncio contra a Pobreza.

Um júri prestigioso de peritos seleccionará os melhores anúncios.


Prémio da Presidência Europeia Espanhola da UE: 5000 euros.

Podemos Eliminar Pobreza - logo
Só impomos uma condição: a utilização do nosso logótipo PodemosEliminarPobreza.


O sítio Web será lançado a 1 de Maio e o concurso decorrerá entre 1 de Maio e 1 de Julho, mas, se tiveres ideias, podes enviá-las já para: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar  

Para mais informações e sobre o regulamento, faz clique aqui.

Segue-nos no Facebook e Twitter.


 

Número de crianças trabalhadoras no mundo diminui mas o desafio subsiste, segundo OIT

4 de Maio de 2006 – O trabalho infantil, especialmente as suas piores formas, está a diminuir pela primeira vez a nível mundial, diz hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT) das Nações Unidas num relatório em que se adverte que, apesar destes progressos bem-vindos, a luta contra este flagelo continua a ser um "tremendo desafio" e ainda há muito a fazer.

O relatório da OIT, intitulado The end of child labour: Within reach (O fim do trabalho infantil: Um objectivo ao nosso alcance), diz igualmente que, se o actual ritmo de decréscimo se mantiver e o esforço mundial para travar o trabalho infantil prosseguir, será viável eliminar grande parte das piores formas de trabalho infantil dentro de 10 anos.

"A luta contra o trabalho infantil no mundo continua a ser um tremendo desafio, mas este Relatório Global demonstra que talvez estejamos à beira de um grande avanço" afirma o Director-Geral da OIT, Juan Somavia, no prefácio do documento de 74 páginas.

"Estamos no bom caminho. Podemos eliminar as piores formas de trabalho infantil dentro de uma década, sem perder de vista o objectivo último de erradicar completamente o trabalho infantil. Ainda há, sem dúvida, muito a fazer".

Segundo o relatório, o número de crianças trabalhadoras a nível mundial diminuiu 11% entre 2000 e 2004, baixando de 246 milhões para 218 milhões, enquanto o número de crianças e jovens com idades entre os 5 e 17 anos que são obrigadas a efectuar trabalhos perigosos registou um decréscimo de 26%, tendo baixado para 126 milhões em comparação com a estimativa anterior de 171 milhões.

Este novo relatório atribui a diminuição do trabalho infantil a uma maior vontade e consciência políticas, assim como a acções concretas, sobretudo na área da redução da pobreza e da educação de massas, que conduziram a um "movimento contra o trabalho infantil à escala mundial", diz a organização num comunicado de imprensa.

Através do seu Programa Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC), a OIT ajuda os países a reforçarem a sua capacidade nacional para resolver o problema e presta-lhes aconselhamento político. Além disso, na última década, 5 milhões de crianças beneficiaram de acções directas realizadas no âmbito deste programa.

No entanto, apesar do seu optimismo cauteloso, o novo relatório também realça os desafios que se prevêem para o futuro, e a Coordenadora da OIT para os Programas de Trabalho Infantil na América Latina reconheceu que os progressos neste domínio a nível internacional têm sido desiguais.

"A região da América Latina e Caraíbas foi a que fez mais progressos, e na Ásia e Pacífico o número absoluto de crianças trabalhadoras também diminuiu. Em África, há uma menor incidência de trabalho infantil... mas registou-se um aumento do número de crianças [africanas] em termos absolutos", disse Maria Arteta à imprensa, em Nova Iorque, referindo-se às estatísticas mais recentes em comparação com as do anterior relatório da OIT, publicado há quatro anos.

Segundo o relatório, a África ao Sul do Sara é a região do mundo com a mais elevada proporção de crianças envolvidas em actividades económicas – 26%, ou quase 50 milhões de crianças trabalhadoras.

"Tal como afirma o relatório, o crescimento económico só por si não é suficiente para acabar com o trabalho infantil; os países necessitam de fazer as opções políticas certas, opções que prevejam o investimento na educação e a redução da desigualdade", disse Maria Arteta.

"Há muito a fazer, continua a haver 200 milhões de crianças a trabalhar, mas agora sabemos que se nos concentrarmos em reduzir a desigualdade e na educação de massas, e se todos trabalharmos juntos – dadores, comunidade internacional e, sobretudo, os próprios governos – conseguiremos obter resultados".


 


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 4/05/2006)

69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.