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Desemprego dos jovens ameaça à estabilidade na África Ocidental

6 de Abril de 2006 – O desemprego dos jovens constitui uma séria ameaça à segurança e estabilidade da África Ocidental, disse hoje o Representante Especial do Secretário-Geral para a região, Ahmedou Ould Abdallah.

Dos 300 milhões de habitantes da África Ocidental, 50% têm menos de 20 anos e 75% têm menos de 30 anos, e um número significativo destes jovens está desempregado, o que constitui uma causa de instabilidade profunda, sublinhou Ould Abdallah, que esteve em Nova Iorque para participar na reunião preparatória da conferência do grupo de peritos de alto nível sobre a coerência à escala do sistema em matéria de desenvolvimento.

“O desemprego dos jovens favorece a violência e, num país em guerra como foi o caso da Libéria ou da Serra Leoa, cria-se um ciclo vicioso em que a inactividade dos jovens alimenta a guerra civil que, por sua vez, aumenta o desemprego”, advertiu o Representante Especial para a África Ocidental.

Sublinhando que a inactividade dos jovens no seu país os levava a emigrar, Oud Abdallah lembrou que esta questão diz respeito a todo o mundo. “Mas o pré-requisito é que os governos desses países apliquem boas políticas relativamente ao seu sector privado. Se as empresas locais são mal tratadas, os investidores estrangeiros não virão”.

O Gabinete das Nações Unidas para a África Ocidental publicou, em Dezembro passado, um relatório sobre o desemprego dos jovens e a instabilidade na região.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 6/04/2006)


Grupo de peritos diz que reforma das Nações Unidas tem de acompanhar as mudanças a nível mundial

6 de Abril de 2006 – Os três primeiros-ministros que estão a ajudar a conduzir o trabalho do Secretário-Geral Kofi Annan no sentido de simplificar e reforçar as actividades das Nações Unidas nas áreas do desenvolvimento, ajuda humanitária e ambiente dizem que pretendem reformas sérias susceptíveis de ajudar a Organização a acompanhar o ritmo vertiginoso das mudanças a nível mundial.

"Temos de nos reorganizar e de nos equipar com novas ferramentas para poder enfrentar os desafios do presente e do futuro", disse o Primeiro-Ministro Shaukat Aziz do Paquistão aos jornalistas, após o encerramento da primeira sessão do Grupo de Alto Nível para a Coerência à escala do Sistema das Nações Unidas, constituído no seguimento de um pedido apresentado pelos dirigentes nacionais na Cimeira Mundial de 2005.

A Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, e o Primeiro-Ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, também são co-presidentes do Grupo de Alto Nível, que deverá realizar um estudo, também solicitado na Cimeira, que servirá de base a uma reestruturação profunda do trabalho da ONU no terreno.

"Como sabem, a ONU tem um amplo mandato e há muitas organizações que, por vezes, tendem a trabalhar de uma maneira descoordenada", disse o Sr. Aziz, apontando como exemplo o sector social, em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) trabalham em áreas semelhantes.

"Coerência significa coordená-las todas de modo a atingirmos a máxima potência, a máxima eficácia, e a obtermos resultados. E o resultado pretendido é melhorar os mecanismos de prestação ao nível dos países", acrescentou.

Para esse efeito, a Primeira-Ministra Luísa Dias Diogo frisou que é essencial haver coerência entre os programas nacionais e os vários programas do sistema das Nações Unidas em qualquer país.

O Primeiro-Ministro Jens Stoltenberg disse que outra área importante era a da coerência financeira e referiu o novo Fundo Central de Resposta em Casos de Emergência, ou CERF (Central Emergency Relief Fund), que permite às Nações Unidas coordenar melhor o trabalho dos seus organismos em caso de emergência, e o fundo comum para vacinas que permite que a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) desempenhem funções complementares nas campanhas de vacinação realizadas em várias países.

O Vice-Secretário-Geral da ONU, Mark Malloch Brown, também falou hoje aos jornalistas, mencionando esforços de coordenação anteriores, tais como os que foram desenvolvidos pelo PNUD ao nível dos países e a criação do Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, Office for the Coordination of Humanitarian Affairs). Infelizmente, acrescentou, "o mundo tem mudado mais rapidamente do que a ONU"."Após reformas sistemáticas, apercebemo-nos de que estávamos num impasse e que talvez fosse necessário pensar em medidas mais radicais", acrescentou.


(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 6/04/2006)


Encontro de Kofi Annan com Zapatero: “Aliança de Civilizações é mais necessária do que nunca”

6 de Abril de 2006 -- De visita a Espanha, Kofi Annan teve um encontro com o Primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero. Saudou a Aliança de Civilizações, grupo de alto nível criado sob a égide da ONU, mediante proposta conjunta da Turquia e da Espanha.

Este grupo de trabalho, que deve apresentar as suas propostas dentro de um ano, “tem como objectivo contribuir para a aproximação entre as civilizações ocidentais e as islâmicas, objectivo esse que constitui o desafio dos nossos dias”, sublinhou José Luis Zapatero durante a conferência de imprensa que se seguiu ao encontro. “A evolução dos acontecimentos nestes últimos meses mostrou claramente que é necessário melhorar o diálogo entre civilizações e que esta iniciativa não poderia chegar num momento mais adequado”, acrescentou Kofi Annan.

Por outro lado, José Luis Zapatero anunciou o aumento das contribuições voluntárias do seu país para os diferentes programas das Nações Unidas.

No total, a Espanha vai aumentar as suas contribuições no montante de 100 milhões de euros, o que se traduz em aumentos de 50 a 100% para cada um dos programas. “Este compromisso visa dar à Espanha o lugar que lhe compete como oitava potência económica do mundo”, sublinhou o Primeiro-ministro.

Os dois evocaram igualmente o Sara Ocidental e o Primeiro-ministro espanhol recordou a sua disponibilidade no que se refere a esta “missão delicada”.

O Secretário-Geral, que deve apresentar, este mês, um relatório sobre a questão ao Conselho de Segurança, relembrou o seu encontro, na semana passada, em Nova Iorque, com o dirigente da Frente Polisário

“O Conselho de Segurança deverá ser prudente: é necessário encontrar uma solução que seja aplicável pelas duas partes, sem qualquer tipo de imposição, uma vez que não está em posição de impor”, acrescentou.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 06/04/2006).


Conselho de Direitos Humanos: Kofi Annan lamenta que Estados Unidos não apresentem candidatura

6 de Abril de 2006 -- No momento em que os Estados Unidos declararam que não apresentariam a sua candidatura ao Conselho de Direitos Humanos, o Secretário-geral e o Presidente da Assembleia Geral afirmaram ter esperança de que os Estados Unidos o façam no próximo ano e de que cooperem com o novo órgão da ONU.

O Presidente da Assembleia Geral, Jan Eliasson, foi informado pelos Estados Unidos da decisão de “não apresentarem a sua candidatura ao Conselho de Direitos Humanos”. No entanto, Jan Eliasson mostra-se satisfeito com a intenção de os Estados Unidos cooperarem com o Conselho da forma mais firme e eficaz possível, bem como de o apoiarem e financiarem”, segundo uma mensagem transmitida hoje pela porta-voz de Jan Eliasson, cujo papel como facilitador conduziu à adopção do texto que criou o novo órgão da ONU.

O Presidente da Assembleia Geral afirmou ter esperança de que os Estados Unidos apresentem a sua candidatura logo que possível e mostrou-se satisfeito com os sinais de que os Estados Unidos o poderão fazer no próximo ano.

Por sua vez, o Secretário-Geral disse que espera que “os Estados Unidos continuem a desempenhar um papel activo na defesa dos direitos universais e a oferecer apoio ao novo Conselho dos Direitos Humanos, apesar da sua decisão de não participarem nas eleições que se deverão realizar no próximo mês”, disse o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, no seu encontro diário com a imprensa, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O porta-voz declarou que Kofi Annan estava desiludido com a decisão dos Estados Unidos, mas que esperava que estes apresentassem a sua candidatura no próximo ano.

Os Estados-membros já começaram a apresentar as suas candidaturas ao Conselho, que substitui a desacreditada Comissão dos Direitos Humanos e que será constituído por 47 Estados-membros (a lista dos candidatos está disponível no sítio www.un.org/ga/60/elect/hrc/). Entre os países que apresentaram já a sua candidatura figura Portugal.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 06/04/2006).


Mundo está a passar da era da migração para era da mobilidade, segundo funcionário da ONU

6 de Abril de 2006 -- Intervindo no quadro do seguimento a dar às recomendações da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, de 1994, o Representante Especial do Secretário-Geral para as Migrações, Peter Sutherland, enumerou as transformações do fenómeno das migrações internacionais, sublinhando que os estados tinham todo o interesse em gerir esses movimentos de uma forma eficaz.

Peter Sutherland sublinhou que a dinâmica das migrações mudara e que estávamos a passar de uma era de migração para uma era de mobilidade. Referiu que numerosos países já não eram apenas países de origem ou países de acolhimento, mas sim países de origem e de acolhimento.

“Eu vim de um país com uma longa história de saída de migrantes para o resto do mundo, e que agora está a tornar-se um país de destino”, disse Peter Sutherland, de origem irlandesa, à sessão anual da Comissão de População e Desenvolvimento, que este ano se centrou neste assunto.

“Durante anos, condenámos os países que não permitiam que a sua população emigrasse”, disse, acrescentando que, agora que este movimento é possível, é necessário que exista uma “coordenação, e não um controlo, tanto a nível nacional como internacional”.

Peter Sutherland afirmou que, nesta nova era, as prioridades continuam a ser proteger os direitos dos migrantes, garantindo ao mesmo tempo a protecção do direito dos países a determinarem quem pode atravessar as suas fronteiras, com algumas excepções.

Acrescentou ainda que deve iniciar-se um diálogo baseado na cooperação entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento, tanto a nível bilateral como regional, citando como exemplo o diálogo entre a União Europeia e a África.

Empresas, ONG e sindicatos devem sentar-se à mesa do debate, uma vez que todos podem lucrar com uma gestão eficaz dos fluxos migratórios, que têm múltiplas ramificações para a economia, trabalho, emprego e educação.

Os benefícios das migrações são bem conhecidos, disse Peter Sutherland, afirmando que um diálogo alargado pode “encontrar caminhos para compensar quem perde”, quer sejam trabalhadores locais que têm que competir com imigrantes, ou países que perdem profissionais qualificados”.

Ao longo da reunião sobre população, que teve início na segunda-feira e deverá durar uma semana, os funcionários das Nações Unidas salientaram que, numa época em que 200 milhões de pessoas vivem fora do seu país de origem, mais do que em qualquer outro período da história, devem ser criadas parcerias entre os países de origem e de destino dos migrantes.



(Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 06/04/2006).


69º Aniversário da Organização das Nações Unidas assinalado em Lisboa e Porto

UNDAY-PT

O ano de 2014 em revista

Da crise na Síria e na Ucrânia até o esforço global contra o ebola, entre outros eventos que marcaram o ano, a Retrospectiva da ONU 2014 relembra acontecimentos globais destacados na imprensa internacional – e também aqueles que foram esquecidos por grande parte da opinião pública.

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O Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), sedeado em Bruxelas, presta informação sobre as actividades da ONU nos países da região, incluindo Portugal. Põe à disposição do público os principais relatórios da ONU, documentos, publicações, fichas informativas, comunicados de imprensa e notícias, em várias línguas, nomeadamente o português.